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O Brexit ganha o Euro 2016

por John Wolf, em 20.06.16

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Não tenho os dotes culinários de Fernando Santos. Nem sei cozinhar resultados. Por isso não me aventuro na casa de "abostas" do vai ou fica. Refiro-me ao Brexit, naturalmente. Nos últimos meses temos sido contaminados com inquéritos e mais inquéritos de opinião, com o esgrimir de argumentos nacionalistas ou europeístas, com a exposição dos males e benefícios do rompimento britânico ou com revisitação da história europeia e as virtudes da paz Kantiana. Tudo isto, e muito mais, tem contribuído para o não esclarecimento da questão. E faz sentido que assim seja. A identidade da Europa é essa mesma. O continente sempre foi um palco de tensões, de dissidências e aparentes entendimentos. Ou seja, quer adoptemos uma visão Hobbesiana ou Hobsbawmiana, seremos invariavelmente servidos pelo magistério cultural que reforça uma certa visão determinista. Em última instância, não existe um evento singular capaz de descarrilar a "civilização" europeia da sua tendência para sobreviver à sua própria condição. E esse estado crónico extravasa os parâmetros construtivistas da Comunidade Europeia, dos Tratados Europeus e da União Europeia. Os britânicos, que sempre foram talentosos na defesa do seu interesse nacional, souberam alimentar a falange independentista promovida pelo Brexit. O elencar dos perigos resultantes da saída não são equiparáveis às contingências de uma permanência. Nem devem ser relacionados. A separação de correntes políticas e económicas, a permanência ou a saída, são no meu entender, uma falsa dicotomia. Os britânicos, ao longo das últimas décadas de pertença à União Europeia, demonstraram que é possível estar dentro sem efectivamente estar. E se nos servirmos da mesma bitola de posicionamento estratégico, serão igualmente hábeis a se imiscuirem na condução dos trabalhos da Comissão Europeia e outras instituições, estando fora da estrutura, a 20 milhas do continente europeu. Por outras palavras, a condição britânica é incontornável. Os britânicos não vão a parte alguma. O Brexit até pode vencer o Euro 2016.

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publicado às 10:38

O episódio que passou hoje de The Walking Dead na Fox (11.º da 2.ª Temporada, "Judge, Jury, Executioner") é das melhores coisas que vi nos últimos tempos. É uma soberba representação do estado de natureza hobbesiano, de onde se destaca a reunião em que decidem da vida ou morte de um prisioneiro, em que apenas um dos elementos do grupo se pronuncia favorável à vida, lembrando a todos que optar pela execução de alguém para prevenir um eventual crime em que este pode nunca incorrer contraria a noção de civilização prévia ao holocausto de zombies. É o instinto de auto-preservação de um grupo contra a obstinação idealista de um só, que normalmente estaria correcta, mas que é mais do que colocada em causa no contexto do estado de natureza hobbesiano.

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publicado às 23:31

Da natureza humana

por Samuel de Paiva Pires, em 22.01.11

 

 

Steven Pinker, citado em A Brief History of Liberty, de David Schmitz e Jason Brennan (Wiley-Blackwell, 2010, p.36):

 

"Many intellectuals have embraced the image of peaceable, egalitarian and ecology-loving natives. But in the past two decades, anthropologists have gathered data on life and death in pre-state societies rather than accepting the warm and fuzzy stereotypes. What did they find? In a nutshell: Hobbes was right. Rousseau was wrong".

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publicado às 23:04






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