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Bobone da corte

por John Wolf, em 20.12.17

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A Corte portuguesa está repleta de saltimbancos, mas esta Bobone é um caso especial. São aspirantes deste calibre que estão na base filosófica e existencial de outros intérpretes - como aquela da Raríssimas. No entanto, fico contente que a recensão da sua obra Domesticália tenha sido colocada na estante da "crítica de livros", essa mesma prateleira onde os deuses da literatura local se passeiam entre laivos de pretensiosismo intelectual e amizades convenientes. Fica feito o aviso preventivo: não li a obra - estou a julgar à má-fila, baseando-me na laca e no rimel das tiradas infelizes. Li Norbert Elias, esse sim. Mas não fiquei totalmente esclarecido sobre a condição humana no seu Processo Civilizacional. Irei mais longe, descaradamente - sinto revolta interior quando confrontado com a afirmação de estatuto social seja de quem for. Como todos nós, a Bobone é humilde. Mas ela não o sabe. Não passa de um pigmento no firmamento do dispensável. Não desviou dinheiro de associações de doenças raras, mas teria sido melhor que o tivesse feito. Deste modo, apenas a podemos acusar de falta de nível, de classe. Em todas as Cortes sempre houve bôbos, uns melhores outros piores. Eu diria que ela é excepcional. Agora, se fizer favor, pode levantar a mesa. Vá passear junto ao rio para espairecer, arejar a cabeça. Não volte muito tarde.

 

crédito fotográfico: Milenar

publicado às 12:32

Atoardas grandolenses

por João Pinto Bastos, em 19.02.13

O Samuel resumiu, a meu ver, bastante bem a essência da coisa: de facto, e sem querer maçar-vos, uma coisa, legítima e até benfazeja, é o uso de um slogan ou de uma canção para, simbolicamente, interromper um discurso político. É questionável? Sim, é, mas é legítimo como arma de intervenção política. Não alinho, pois, no coro da direita que critica este tipo de gestos - estou bem longe, longíssimo se quiserem, de me rever nas figurinhas que protagonizaram aqueles cânticos. Outra coisa bem diferente é a banalização deste tipo de gestos que, como é óbvio, acaba por prejudicar grandemente o objectivo subjacente aos mesmos. É que podem estar certos de uma coisa, caros cantautores da treta: terem permitido, com a vossa leniência, que Relvas exercitasse impunemente os seus dotes vocais só provocou, junto dos portugueses, a vossa descredibilização perpétua. Ninguém fica impune quando a verve bonjoviana de Relvas é estupidamente estimulada.

publicado às 00:53

A república no seu melhor: a atrasada mental da semana

por Nuno Castelo-Branco, em 12.09.08

 

publicado às 11:55






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