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Gritar à toa

por Samuel de Paiva Pires, em 28.08.17

Sonho com o dia em que a diferença salarial média entre homens e mulheres se inverta em favor das mulheres e o número de mulheres em cargos políticos e públicos e de direcção no sector privado seja superior ao dos homens. Primeiro, porque, embora se trate de uma realidade em que gostaria de viver, especialmente considerando que durante a esmagadora maioria da história da humanidade as mulheres foram e continuam a ser discriminadas de formas abjectas, repulsivas e sem qualquer justificação, perceberíamos todos que nem assim se conseguiria ultrapassar falhas características da cultura de cada corpo político. Segundo, e mais importante, porque deixaríamos de assistir ao chinfrim que os guerreiros pela igualdade de género a todo o custo teimam em produzir vociferando os seus preconceitos ideológicos assentes numa concepção profundamente errada da condição humana e numa compreensão débil dos fenómenos sociais, decorrentes do racionalismo construtivista. O que não quer dizer que, entretanto, não encontrem outras causas a que possam dedicar os seus esforços. Afinal, o racionalismo construtivista talvez nunca tenha tido um solo tão fértil como as hodiernas sociedades demo-liberais onde, infelizmente, a política da cartilha ideológica se sobrepôe à política enquanto conversação e acomodação de diferentes perspectivas. Como canta Samuel Úria numa belíssima crítica à primeira, Repressão!/ Repressão!/ Grita-se à toa/ Qualquer causa é boa num refrão. 

(também publicado aqui.)

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publicado às 17:40

Do marxismo cultural feminista eurocrático (2)

por Samuel de Paiva Pires, em 06.03.12

A tendência para a imposição de regulamentações totalitárias originadas pelo feminismo de cariz marxista ainda vai fazer com que tenhamos que promover o machismo para podermos ser livres, homens e mulheres, porque a essência do homem livre é ser do contra, especialmente contra qualquer tipo de redis escravizantes em que nos queiram aprisionar à força. 

 

A uma concepção da vida e do mundo totalitarista, baseada numa espúria e artificial divisão entre sexos, basta contrapor o seu simétrico alegado contrário, na realidade irmão-inimigo, para mostrar como a nenhum pertence o monopólio da verdade absoluta, e muito menos a legitimidade de se impor como concepção dominante da vida em sociedade, contrariando a natureza humana, como se esta fosse transformável, e a acção livre de indivíduos únicos e irrepetíveis, que são bem mais do que os seus sexos.

 

A vivência em sociedade deve fazer-se por uma gestão equilibrada de reivindicações e compromissos, em que as prioridades estabelecidas não devem ser finais ou absolutas. Como assinala Isaiah Berlin em "The Pursuit of the Ideal", "o melhor que se pode fazer, como regra geral, é manter um equilíbrio precário que previna a ocorrência de situações desesperadas, de escolhas intoleráveis – é este o primeiro requisito para uma sociedade decente; uma pela qual podemos sempre lutar, à luz do leque limitado do nosso conhecimento, e até mesmo do nosso entendimento imperfeito dos indivíduos e das sociedades. Uma certa humildade nestas matérias é muito necessária."

 

Leitura complementar: O Marxismo Cultural Feminista de Bruxelas (Daniela Silva).

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publicado às 20:46

Do marxismo cultural feminista eurocrático (1)

por Samuel de Paiva Pires, em 06.03.12

Aqui fica um excerto de um brilhante artigo de Daniela Silva, O Marxismo Cultural Feminista de Bruxelas, cuja leitura integral fortemente recomendo:

 

"A ideia de que é necessário procurar uma proporcionalidade estatística como ponto de equilíbrio é negar que existem desigualdades em consequência de diferentes características pessoais e de desempenho e pretende, somente, usar o discurso igualitário para fazer avançar legislação favorável, envolta na típica justificação de complexidade social que só a burocracia do Estado pode vencer. Numa sociedade livre, cabe ao proprietário escolher contratações e demissões, no sentido que potencie mais a sua vantagem competitiva no mercado, enquanto o pretensioso discurso oficial do "longo caminho a percorrer" incorre somente em desperdícios ao tentar aplicar receitas contra a divisão do trabalho e diversidade voluntária. As quotas por género, ao ignorarem indivíduos e circunstâncias concretas, no tempo e no espaço, soam como reparações de guerra que o sexo oposto parece estar obrigado perpetuamente a pagar."

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publicado às 20:07

Women Inspiring Europe

por Silvia Vermelho, em 01.02.12

Pela segunda vez consecutiva, uma portuguesa figura no calendário de Mulheres Inspiradoras do Instituto Europeu para a Igualdade de Género. O ano passado, Maria de Lourdes Pintasilgo. Este ano, the one and only Maria Regina Tavares da Silva. Clique aqui para ver e saber mais sobre o calendário.

 

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publicado às 11:41

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publicado às 17:30

O corpo das mulheres - il corpo delle donne

por Silvia Vermelho, em 17.05.11

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publicado às 23:13

"[...]The march toward gender-specific clothes was neither linear nor rapid. Pink and blue arrived, along with other pastels, as colors for babies in the mid-19th century, yet the two colors were not promoted as gender signifiers until just before World War I—and even then, it took time for popular culture to sort things out.
[...]
Today’s color dictate wasn’t established until the 1940s, as a result of Americans’ preferences as interpreted by manufacturers and retailers. “It could have gone the other way,” Paoletti says.

[...]

In researching and writing her book, Paoletti says, she kept thinking about the parents of children who don’t conform to gender roles: Should they dress their children to conform, or allow them to express themselves in their dress? “One thing I can say now is that I’m not real keen on the gender binary—the idea that you have very masculine and very feminine things. The loss of neutral clothing is something that people should think more about. And there is a growing demand for neutral clothing for babies and toddlers now, too.”


Artigo completo em: http://www.smithsonianmag.com/arts-culture/When-Did-Girls-Start-Wearing-Pink.html#ixzz1Kjf6QNny

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publicado às 15:51

Amanhã, em Serralves no Porto

por Silvia Vermelho, em 26.11.10


 

Programa aqui para consulta.

Inscrições aqui (gratuitas).

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publicado às 09:53

"Take 2: igualdade, paridade, acção!"

por Silvia Vermelho, em 22.09.09

Programa para Sábado, no CCB, entre as 9:30 e as 18:30.

 

 

Mais informações e inscrições em: http://demulherparamulher.redejovensigualdade.org.pt/

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publicado às 12:14






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