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União de facto de Fernando Pessoa

por John Wolf, em 22.12.16

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Tenho de ter alguma atenção. Os amigos são amigos dos seus amigos, e não necessariamente amigos da ética e dos valores que devem nortear as nossas sociedades. Não faço parte do clube dos amigos Disney. Não andei a dar palmadinhas nas costas e a obter favores de proximidade. Estou à vontade. Sou um bastardo dessas sortes de salão, um desfiliado da amizade de décadas de grémio. O que diria Fernando Pessoa da união de facto dos 38 consagrados que se inscrevem na pauta em defesa do bom nome de Inês Pedrosa? Não teço comentários sobre o desempenho da escritora nem sobre a direcção da casa Fernando Pessoa. Não é isso que está em causa. Bastou-me mencionar a "possibilidade" de Marcelo Rebelo de Sousa puxar cordelinhos para prolongar a excepcionalidade da Cornucópia e seu mentor, para que prontamente fosse designado de "achinquilhador". Prontamente atiraram-me à cara que desconhecia os 43 anos de arte e saber. Não quero ver a lista de desassossego dos macróbios da terra para não ficar ainda mais enojado. Reporto-me aos factos. Houve favorecimento de um companheiro? Houve dinheiros atribuídos em virtude de "contratos" que não obedeciam ao normativo vigente? Houve lesados directos por não terem tido às mesmas condições de acesso a um expectável concurso? Em vez de buscarem o silêncio e a penitência, os 38 artistas que fazem parte do casamento, são homónimos da mesma prevaricação. Nada em Pessoa é insignificante. Nem essa nuance burocrática. E ele avisou-nos em tempos idos, em vida e depois de desfalecido. De pouco serviu.

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publicado às 19:55

 

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Poderia começar este soneto com o seguinte adágio - um dia plasma, no dia seguinte papel higiénico. De uma vez por todas, para que não apareçam todos com cara de espantados e a equivalente expressão estampada na face "não sabia de nada", talvez seja o momento, embora já com um atraso enorme, para efectuar o inventário exaustivo de TODOS os contratos firmados por todos os governos de Portugal. Dêem um nome à coisa; auditoria do Estado, fiscalização continuada dos contratos firmados pelo governo, mas por favor evitemos as novelas sem fim. Para cada plasma corrompido deve haver material requisitado a outras mono-entidades. O problema fundamental prende-se com o seguinte. O regime político vigente em Portugal assenta no clientelismo, que se em tempos fora discreto, nos últimos tempos assumiu a forma descarada, sem vergonha, despudorada. Sabemos sempre à priori que nunca há culpados nem responsáveis. São coisas que acontecem. A matriz cultural do país aponta no sentido da normalização dos desvios e extravios. E essa "norma" comportamental afecta todos os quadrantes da realidade. Monopólios há muitos. Existe o monopólio do emprego dado ao sobrinho pelo director da empresa pública. Existe o monopólio dos restaurantes que ganham as estrelas Michelin. Existe o monopólio de um certo local onde é possível dar um jeito a processos burocráticos. Existe o monopólio do humor que está nas mãos de certos intervenientes que querem corrigir com uma mão a borrada feita pela outra. Existe o monopólio do agenciamento de jogadores de futebol. Existe o monopólio de grupos editoriais que dominam os manuais escolares. Existe o monopólio de críticos literários que tornam os seus amigos escritores muito mais apetecíveis. Enfim, existem monopólios sem fim que mataram a ternura e a inocência daquele jogo de tabuleiro que, bem vistas as coisas, afinal era uma ferramenta para transformar indíviduos e sociedades em meras entidades cínicas dispostas a trocar fichas humanas em nome do lucro fácil. A maralha toda que faz parte deste conluio de favores e recompensas não passa de agiotas. Venha de lá aquele programa para debater os prós e contras do plasma. Já chega.

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publicado às 12:32

O esquemismo plumitivo

por João Pinto Bastos, em 22.01.14

Pelos vistos, Pessoa tinha, sem que ninguém soubesse, um heterónimo mui esquemista a gerir a sua própria casa.

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publicado às 23:17






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