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A respeito de certas elites

por Samuel de Paiva Pires, em 19.02.17

E. M. Oblomov, "Intelligentsia Elegy":

 

If some of Solzhenitsyn’s criticisms sound familiar to American conservatives, it may be because the qualities he despairs of are endemic to educated elites everywhere. Or, it may be because our American intelligentsia has been Russified over the past century. You would think that a free society would give full expression to the intelligentsia’s virtues. Yet, somehow our own intelligentsia, lacking any serious need for moral courage, has managed to concentrate in itself the worst aspects of its Russian cousins: sanctimony without sacrifice; obsession with egalitarian social justice that “paralyzes the love of and interest in truth”; hatred of its own history and the confusion of that hatred with a “passionate ethical impulse”; an exaggerated sense of its own rights and entitlements; contempt for the views of ordinary people; a transparently false, pretentious pose of acting only on the basis of undisputed facts and disinterested principle. If in the Soviet case we see a servile intelligentsia crouching defensively against an all-powerful totalitarian police state, in the United States we see a different dynamic: a powerful, self-assured intelligentsia increasingly at odds with the workings of democracy.

 

(...).

 

The American intelligentsia remains hard to define. A good working definition may be a class of educated people who, like Lewis Carroll’s White Queen, are able to believe as many as six impossible things before breakfast. Here, in no particular order, is a full day’s worth: colleges are hotbeds of rape culture; Cuba has excellent health care; the New York Times has no partisan bias; Islamophobia is a meaningful word; poverty causes crime; poverty causes terrorism; global warming causes terrorism; gender is a social construct; capitalism causes racism; racism causes crime; racism causes poverty; Oceania has always been at war with Eastasia; and so on.


At least in the Soviet case, complicity in a soul-crushing system of official lies was coerced at the point of a bayonet. It is disturbing that, with our intelligentsia, these beliefs are self-inflicted.

 

(também publicado aqui.)

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publicado às 12:33

Da intelectualidade pátria

por Samuel de Paiva Pires, em 27.04.15

Pedro Mexia em entrevista ao ionline:

A palavra “intelectual” foi trivializada, às tantas qualquer pessoa que tenha lido uns livros passa por intelectual. Não me identifico com esse conceito, com a sua história e as posições tomadas por intelectuais no século xx. Porém, apesar disso, deve respeitar-se o termo, incluindo como intelectuais apenas os que reúnem duas condições: por um lado, terem um pensamento, e por outro terem um pensamento próprio. Ora poucas pessoas têm um pensamento e ainda menos o têm próprio. Nunca me ocorreria falar de mim na mesma categoria em que as pessoas falam do Eduardo Lourenço ou do José Gil. Esses são-no, têm uma obra e uma relação com o conceito de intelectual. Eu não. E não o quero ser, não tenho qualquer relação afectiva com a palavra.

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publicado às 13:09

Parece a Escola de Atenas

por Samuel de Paiva Pires, em 26.02.14

Pedro Abrunhosa, Camilo Lourenço, Fernando e João Tordo, Fernando Ribeiro, Pedro Boucherie Mendes, Valter Hugo Mãe, José Luís Peixoto, colunistas do P3, comentadeiros de serviço e os que, por arrasto, se enredam nos debates que estes e outros que tais protagonizam. É só intelectuais de alto gabarito.

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publicado às 21:10

A universidade de massas e a hostilidade ao liberalismo

por Samuel de Paiva Pires, em 11.10.13

 

Raymond Boudon, Os Intelectuais e o Liberalismo

 

«Por outras palavras, é provável que o desenvolvimento da universidade de massas tenha contribuído para que as teorias de apreensão difícil, as ferramentas intelectuais que implicam um investimento importante em tempo de aprendizagem, tenham sido progressivamente relegadas para segundo plano no ensino e, por consequência, tenham tendido a desaparecer do saber comum, por um processo em cascata que vai do superior ao secundário. Sobretudo nas disciplinas que não estavam imunizadas pelas suas características intrínsecas.

 

De facto, as diversas disciplinas estão desigualmente protegidas, por força da sua própria constituição, contra os efeitos deste mecanismo. Por razões que seria inútil repisar, de tão evidentes que são, a física e a biologia estão mais protegidas do que as ciências humanas, a economia e a história estão mais protegidas do que a sociologia, por exemplo.

 

Este mecanismo ajuda a explicar que a hostilidade ao liberalismo seja sobretudo obra, ao que tudo indica, de intelectuais formados nas ciências humanas menos exigentes. Isto porque a tradição liberal propõe para os fenómenos sociais, políticos e económicos análises que envolvem ferramentas intelectuais, sistemas argumentativos e uma atitude mental que exigem uma aprendizagem muitas vezes encarada como ingrata.» 

 

Leitura complementar: "Por isso pouco importa que a obesidade do Estado central prejudique toda a gente"; O relativismo cognitivo reforça a ética da convicção.

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publicado às 12:28

O relativismo cognitivo reforça a ética da convicção

por Samuel de Paiva Pires, em 09.10.13

 

Raymond Boudon, Os Intelectuais e o Liberalismo:

 

«Podemos afirmar que estes diversos factores – a descida média das exigências escolares e universitárias, a implantação de uma epistemologia que desvaloriza o conceito de um saber objectivo – produziram ainda outro efeito de importância crucial: contribuíram para um alastramento do moralismo nos meios do ensino e, mais ainda, nos meios intelectuais, já que é mais fácil emitir um juízo moral sobre um determinado episódio histórico ou sobre um determinado fenómeno social do que compreendê-lo. Compreender pressupõe ao mesmo tempo informação e competência analítica. Emitir um juízo moral, pelo contrário, não pressupõe nenhuma competência especial. O reconhecimento da capacidade de compreender pressupõe uma concepção objectivista do conhecimento. O reconhecimento da capacidade de sentir, não. Acresce que, se um dado juízo moral vai ao encontro da sensibilidade de um certo público, ou cumpre os dogmas que cimentam uma determinada rede de influência, pode ser socialmente rentável.

 

A isto é preciso acrescentar, antecipando uma objecção possível, que o relativismo cognitivo – o relativismo em matéria de saber – não implica de maneira nenhuma o relativismo em matéria de moral. Pelo contrário, o relativismo cognitivo estimula a ética da convicção. Porque, como uma convicção não pode, à luz do relativismo cognitivo, ser objectivamente fundamentada, o facto de ser vivida como justa é facilmente encarado como único critério que permite validá-la. Este critério tende por isso a ser considerado necessário e suficiente. O episódio do Quebeque a que anteriormente me referi, em que um grupo de feministas propôs que fossem atenuadas as exigências do doutoramento a favor das mulheres, com o argumento de que o saber é sempre incerto enquanto as exigências morais são irrecusáveis, é um exemplo que atesta este efeito.

 

Assim se compreende que a desvalorização do saber possa ser acompanhada de uma sobrevalorização da moral ou, mais exactamente, de uma exacerbação das exigências em matéria de igualdade em detrimento de outros valores. É talvez este fenómeno que algumas expressões hoje repetidas à exaustão tentam captar: «o pensamento único», «o politicamente correcto», a political correctness.» 

 

Leitura complementar: "Por isso pouco importa que a obesidade do Estado central prejudique toda a gente"

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publicado às 12:51

 

 

Raymond Boudon, Os Intelectuais e o Liberalismo

 

«Numa palavra, a tendência que prevalece em amplos círculos, ainda hoje, é no sentido de interpretar o liberalismo através de uma óptica marxista e o Estado jacobino como único remédio para a «dominação de classe». Isto acontece com muitos intelectuais, mas mesmo com o político de centro-direita, que acha ser seu dever declarar que não tem nada a ver com um liberalismo que só é bom para aqueles que não se reconhecem na cultura «anglo-saxónica». Acontece o mesmo com o investigador do CNRS que reconhece que determinada empresa pública deve procurar fazer algumas economias, em vez de endividar as gerações presentes e futuras de contribuintes, mas ao mesmo tempo receia que ela saia das mãos benevolentes do Estado para cair nas da iniciativa privada, necessariamente malevolentes e em qualquer caso egoístas. Porque da influência conjugada do marxismo e do jacobinismo resulta que haja muita gente que considera axiomática a ideia de que a privatização e a regionalização geram necessariamente a desigualdade. Por isso pouco importa que a obesidade do Estado central prejudique toda a gente.» 

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publicado às 11:49

Mais um excelente artigo de Pacheco Pereira, onde só peca quando considera que o governo é hayekiano na esfera política doméstica. É que não estou bem a ver onde é que um programa de empobrecimento estrutural de uma nação baseado num aumento generalizado de impostos, mantendo o estado praticamente na mesma, pode ser sequer inspirado em Hayek. Ou em Keynes, que segundo Pacheco Pereira será o inspirador da acção externa do governo em relação aos fundos europeus. Parece-me que Pacheco Pereira abusa da generosidade ao crer que os garotos que nos desgovernam são sequer informados por teorias e ideias ou que terão lido - e percebido - tais autores. De resto, vale bem a pena ler o artigo, de que aqui deixo umas passagens (os negritos são meus):

 

«Mas, também por isso, tempos como os de hoje são particularmente exigentes para a réstia de função que ainda podemos atribuir aos intelectuais. Por duas razões: há uma enorme circulação de mentiras em curso, e há um enorme sofrimento na maioria das pessoas comuns e uma perda colectiva da esperança, em si mesmos, na sociedade, na democracia, no país. Esta é a crise perfeita, como a tempestade perfeita.

 

(...)

 

Foi tudo uma ilusão artificial, como agora nos dizem? Teve aspectos ilusórios, expectativas excessivas, mas não foi uma ilusão, foi uma melhoria. Não precisamos que nos venham dar lições morais com a parte da ilusão, para nos arrancarem as melhorias, porque a melhoria de vida dos portugueses deve ser defendida ao limite. O que conseguiram nos últimos anos foi feito com muito esforço, já para não falar da obrigação de reparação do muito que se devia ao homem comum, pobre e trabalhador, pela ideologia da santidade da "pobreza honrada" dos últimos quarenta anos, que deixou uma pilha de ouro no banco e uma população analfabeta e cujos filhos morriam no parto como tordos.

 

(...)

 

A discussão em "economês" dos nossos dias faz-se para legitimar o desprezo por estas melhorias, tidas como esbanjamento; pela esperança das pessoas em não perder o pouco que conseguiram, tido por uma reivindicação egoísta de direitos; a que se soma um efectivo desprezo pelo seu sofrimento, tido como pieguice. Sempre achei que atribuir aos governantes que têm de tomar medidas difíceis estados de alma de indiferença face às dificuldades era excessivo, mas agora não tenho qualquer dúvida sobre a frieza e a incompreensão com que olham para o sofrimento dos seus concidadãos.

 

(...)

 

Por tudo isto, as mentiras são insuportáveis, até porque as pessoas comuns sabem a verdade. Toda a gente tem uma percepção realista da situação, as pessoas sabem que não vão poder continuar como antes, sabem que as dificuldades são inevitáveis, e sabem que medidas de autodefesa têm que tomar, com as suas poupanças e com os seus gastos. Ninguém pode, a não ser por abuso, tratar os portugueses como se não estivessem conscientes de que os tempos estão difíceis, e que não podem esperar muito, sendo que este "ajustamento" natural das pessoas já se deu há muito.

 

Só que uma coisa é esta percepção e outra é validar políticas cujo objectivo não é corrigir excessos, mas empobrecer estruturalmente o país, para que ele possa fornecer mão-de-obra barata, e atirar para a caridade ou para o estrangeiro os muitos milhões de portugueses que estão a mais neste glorioso plano de "refundar" Portugal como um país estruturalmente pobre, que talvez daqui a algumas décadas - a palavra surge com cada vez mais regularidade nos discursos do poder - possa ficar um pouco menos pobre, se "trabalhar muito" e "fizer o trabalho de casa". Será que os governantes não percebem como isto é ofensivo?


(...)

 

Pode ser que, mais uma vez, os intelectuais traiam, com a obsessão de respeitabilidade, o respeitinho moderado e o sufoco dos bens escassos para distribuir. Mas a obrigação do intelectual, como escreveu Emerson, é "anular o destino", pensar para haver "liberdade". Presos neste miserável destino, o sofrimento de muitos é uma efectiva ameaça à liberdade.»

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publicado às 13:38

A ausência dos intelectuais da civilização do espectáculo

por Samuel de Paiva Pires, em 27.11.12

 

Mario Vargas Llosa, A Civilização do Espectáculo:

 

«Porque um facto singular da sociedade contemporânea é o eclipse de uma personagem que há séculos e até há relativamente poucos anos desempenhava um papel importante na vida das nações: o intelectual. Diz-se que a denominação de «intelectual» só nasceu no século XIX, durante o caso Dreyfus, em França, e as polémicas lançadas por Émile Zola com o seu célebre «Eu Acuso!», escrito em defesa daquele oficial judeu falsamente acusado de traição à pátria por uma conjura de altos comandos anti-semitas do exército francês. Mas, ainda que o termo «intelectual» só se popularizasse a partir de então, a verdade é que a participação de homens de pensamento e criação na vida pública, nos debates políticos, religiosos e de ideias, remonta aos próprios alvores do Ocidente. Esteve presente na Grécia de Platão e na Roma de Cícero, no Renascimento de Montaigne e Maquiavel, no iluminismo de Voltaire e Diderot, no romantismo de Lamartine e Victor Hugo e em todos os períodos históricos que conduziram à modernidade. Paralelamente ao seu trabalho de investigação, académico ou criativo, um bom número de escritores e pensadores destacados influiu com os seus escritos, pronunciamentos e tomadas de posição no acontecer político e social, como acontecia quando eu era novo, em Inglaterra com Bertrand Russell, em França com Sartre e Camus, em Itália com Moravia e Vittorini, na Alemanha com Günter Grass e Enzensberger, e o mesmo em quase todas as democracias europeias. Basta pensar, em Espanha, nas intervenções na vida pública de José Ortega y Gasset e de Miguel de Unamuno. Nos nossos dias, o intelectual esfumou-se dos debates públicos, pelo menos dos que interessam. É verdade que alguns ainda assinam manifestos, enviam cartas aos jornais e se envolvem em polémicas, mas nada disso tem repercussão séria no andamento da sociedade, cujos assuntos económicos, institucionais e até culturais se decidem pelo poder político e administrativo e pelos chamados poderes fácticos, entre os quais os intelectuais brilham pela sua ausência. Conscientes da desairosa situação a que foram reduzidos pela sociedade em que vivem, a maioria optou pela discrição ou pela abstenção no debate público. Confinados à sua disciplina ou afazeres particulares, viram as costas ao que há meio século se chamava «o compromisso» cívico ou moral do escritor e do pensador com a sociedade. Há excepções, mas, entre elas, as que costumam contar – porque chegam aos media – são as que se encaminham mais para a auto-promoção e para o exibicionismo do que para a defesa do um princípio ou valor. Porque, na civilização do espectáculo, o intelectual só interessa se seguir o jogo da moda e se se tornar um bobo da corte.

 

O que é que conduziu ao apoucamento e volatilização do intelectual no nosso tempo? Uma razão que deve considerar-se é o descrédito em que várias gerações de intelectuais caíram pelas suas simpatias com os totalitarismos nazi, soviético e maoista, e pelo seu silêncio e cegueira perante horrores como o Holocausto, o Gulag soviético e as carnificinas da Revolução Cultural da China. Com efeito, é desconcertante e esmagador que, em tantos casos, aqueles que pareciam ser as mentes privilegiadas do seu tempo fizessem causa comum com regimes responsáveis por genocídios, atropelos horrendos contra os direitos humanos e a abolição de todas as liberdades. Porém, na realidade, a verdadeira razão para a perda total do interesse da sociedade no seu conjunto pelos intelectuais é consequência directa da ínfima vigência que o pensamento tem na civilização do espectáculo.

 

Porque outra característica é o empobrecimento das ideias como força motora da vida cultural. Vivemos hoje a primazia das imagens sobre as ideias. Por isso os meios audiovisuais, o cinema, a televisão e agora a internet foram deixando os livros para trás, os quais, se as previsões pessimistas de um George Steiner se confirmarem, passarão dentro de pouco tempo para as catacumbas. (Os amantes da anacrónica cultura livresca, como eu, não devem lamentar isso, pois, se assim acontecer, talvez essa marginalização tenha um efeito depurador e aniquile a literatura do best-seller, justamente chamada lixo não só pela superficialidade das suas histórias e pela indigência da sua forma, como também pelo seu carácter efémero, de literatura de actualidade, feita para ser consumida e desaparecer, como os sabonetes e as gasosas.) 

 

Leitura complementar: O mito do individualismo extremo do nosso tempoA insustentável leveza da literatura do nosso tempoA banalização da políticaDa arte modernaDo erro da equivalência entre culturas à difusão da inculturaDa proliferação de Igrejas à substituição da religião pela alta cultura e aos escapismos contemporâneos; Da libertação sexual ao erotismo como obra de arte.

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publicado às 12:48

Da atmosfera intelectual corrente

por Samuel de Paiva Pires, em 30.10.12

Parece que de há uns anos a esta parte o debate público está dominado pelas oposições entre mais austeridade ou menos austeridade, menos estado ou mais estado, público ou privado. Infelizmente, porém, raramente se discute verdadeiramente o que subjaz a estes conceitos e quantificações, ou seja, não se qualifica aquilo de que se fala, pelo que muitas pessoas acabam a falar para as paredes ou a falar com outras sobre coisas que embora tenham o mesmo nome, podem e têm mesmo entendimentos diferentes e até divergentes. O debate público português (e talvez mesmo o europeu e até o americano) está afunilado e esgotado. Pior que a pobreza económica, só a pobreza intelectual. "Isto dá vontade de morrer", como diria Herculano, ou pelo menos de nos exilarmos voluntariamente como ele. É que como diria Cícero, "Se temos uma biblioteca e um jardim, temos tudo o que precisamos."

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publicado às 15:23






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