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A Liberdade, essa fantasia

por João Almeida Amaral, em 19.07.17

 

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Francamente, não sei se é da idade, mas estou cansado, a bem dizer, farto desta marmelada em que o país mergulhou. 

Ardem milhares de hectares , morrem MAIS DE UMA CENTENA DE PESSOAS, mas para efeitos de subsídios europeus oficializa-se o número 64. 

Os políticos responsáveis não são responsabilizados. Despedem-se secretários de estado ao retardador para ocultar os factos. 

O 1º ministro marimba-se no país e vai de férias.

A base militar de Tancos descobre que lhe falta material, inventa-se um roubo, (quando o roubo, na minha opinião, foi ao longo do tempo e era necessário acertar o stock) e exoneram-se oficiais que dias depois são reintegrados. 

O Prof. Gentil Martins emite uma opinião (ao abrigo da sua liberdade) e as figuras pidescas do regime, como a Moreira, ao melhor estilo do KGB, exigem punição, sangue. 

Agora são os bombeiros silenciados. 

Quando o governo, que emerge de um grupo parlamentar de forças antidemocráticas que nem deviam ter representação parlamentar, se formou, temi que este seria o caminho, mas francamente nunca pensei que se iria tão longe. 

Portugal tem que reagir.

Tem que acordar. 

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publicado às 17:17

Ai, os homens!

por João Tavares, em 22.03.17

Isabel Moreira é uma lutadora, é corajosa, é livre, é afirmativa. E quem nos confirma isso, quem é? A própria, como é evidente. A confissão dos seus defeitos escondidos continua: estas deformidades do espírito (a coragem, a liberdade, a firmeza e tal) acabaram por arrastá-la para a solidão, para abstinência ou para o sexo ocasional. Porque os homens são uns malandros, diz, que não admitem uma mulher bravíssima, libérrima, incontrolável, blá, blá, blá. Mas a Isabel não tem preconceitos, não os admite e está cá para os combater – aos preconceitos e aos preconceituosos, esses homens.

 

O exercício de vaidade estava a ter graça, até que Isabel se confessa: «sou uma materialista (em sentido filosófico) e ateia». E lembrei-me logo de Chesterton. O problema dos ateus é substituírem a crença em Deus por crenças estúpidas. A Isabel, pelos vistos, acredita muito em si própria, coitada. Uma maluquinha no parlamento disposta a reencarnar os piores vilões dostoievkianos.

 

O preconceito tem sido mal tratado pelos racionalistas. Preconceitos, ou seja, reacções morais espontâneas, todos têm, felizmente. Talvez os puros, na sua obsessão pela coerência abstracta, vivam mal com isso. Mas Isabel Moreira acaba por morrer do seu próprio veneno («ai, os homens!»). Em caso de dúvida, refugio-me na frase de Miguel Veiga, já agora, um homem livre, corajoso e afirmativo: «reivindico o direito às minhas contradições e a não ter de me explicar sobre isso». Talvez não seja o mais indicado, neste tempo de higienização e de certezas. Mas, por vezes, é uma opção sensata e certamente menos ridícula.

 

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publicado às 14:11

Moreirando

por Nuno Castelo-Branco, em 26.07.14

"Os nove países integrantes da CPLP são lusófonos. Se entre os seus princípios fundadores estão o primado da paz, da democracia, do estado de direito, dos direitos humanos e da justiça social, também é verdade que a força inspiradora da organização punha os valores na lógica de uma lusofonia em diálogo."

A escriba nunca terá ouvido palavra que fosse a respeito de trivilidades como a chacina de toda a oposição negra não-samorista. Pouco lhe importará a astronómica soma de crimes perpetrados ao longo de vinte anos de regime capitaneado por Samora e sucessores. Para a menina Isabel, as chacinas na Angola de Agostinho Neto, a sua ocupação de facto pelos cataneiros de Fidel, foram coisa pouca ou passageiras brisas da estória. A liquidação de milhares de negros, ex-soldados do exército português na Guiné-Bissau, Angola e Moçambique, "nunca" existiu, talvez sendo execrandos ecos da influência da propaganda vinda dos tempos em que o seu pai era Ministro do Ultramar do governo de Salazar.

 

Quanto aos roubos e apropriação dos bens públicos pelas oligarquias libertadoras de alguns destes países africanos, deverão para Isabel ser coisa marginal, pois habituada como está a assistir a actividades paralelas na antiga Metrópole, não valerá a pena levantar lebres em capim alto. 

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publicado às 17:50

Mas este texto de António Araújo é deliciosamente brilhante.

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publicado às 12:28

Factura da sorte

por Fernando Melro dos Santos, em 10.05.14

Retirado do Expresso de hoje (nem é preciso, nem razoável comprar ou assinar, bastando o excerto):

Os casos de crianças e jovens com perturbações mentais não tem parado de aumentar. Só no ano passado, 19.214 foram pela primeira vez a uma consulta de pedopsiquiatria, o que corresponde a um aumento de 30% face a 2011. A depressão está na origem de pelo menos um quarto dos novos casos. Alterações sociais registadas nas últimas décadas como o crescimento dos divórcios e dos novos modelos de família ajudam a explicar o aumento do problema em Portugal. Ministério da Saúde admite necessidade de aumentar camas para internamento.

 

 

Digo-o desde que me entendo por gente: Portugal é um território malsão, radioactivo, tóxico, minado até às camadas mais ínferas da crosta terrestre pela filoxera da portugalidade. A tara da fungibilidade, a quimera de ser mais que o mais haja na rua do lado, a inconsequência, o capote que escorre sempre para o ângulo onde os detritos só vêm à luz quando já é tarde e o rasto arrefeceu.

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publicado às 16:04

A Moreira feicebuqueira

por Nuno Castelo-Branco, em 23.10.13


“É este nada, zero, inútil, traidor, autocentrado, calculista, contraditório, que é formalmente, Presidente da República”.

 

Após a calinada seguida de marcha atrás de Sousa Tavares e dos apelos de Soares a tiroteios, isto é do melhor.  Sempre quero ver o que os escrupulosos serviços de Justiça farão quanto a este singelo desabafo. Onde é que já vimos isto?

 

Pelo andar da coisa, nem precisaremos de uma Rotunda. 

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publicado às 09:06

Portugal decadente

por Samuel de Paiva Pires, em 30.12.12

Andou um pai (Adriano Moreira) a criar uma filha para isto. Como escreve António Araújo, "Numa leitura mais desprevenida, concluir-se-ia estarmos perante um simples rancho de palhacitos idiotas, um conjunto de betos urbano-depressivos imbecis com inclinações passionais suicidárias." E como  assinala Filipe Nunes Vicente, este post "Concentra tudo o que é a cultura lambeadolescente, sexofílica, chupamédia e hipercorrecta de hoje." Ocorre-me ainda que a dita é deputada da nação. Faz sentido. 

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publicado às 23:14






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