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17 de Janeiro de 2017

por Samuel de Paiva Pires, em 17.01.17

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17 de Janeiro de 2017 ficará indelevelmente gravado na minha memória como o dia em que concluí o doutoramento. Agradeço aos membros do júri das provas públicas que hoje prestei pelos comentários, críticas e pelo estimulante debate. Aproveito ainda para agradecer novamente a todos os que, de alguma forma, me apoiaram nesta caminhada, em especial à Ana Rodrigues Bidarra, sem a qual esta aventura não teria sido possível.

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publicado às 22:06

Provas públicas de doutoramento

por Samuel de Paiva Pires, em 04.01.17

Convido os interessados a estarem presentes nas minhas provas públicas de doutoramento que terão lugar na Aula Magna Professor Doutor Adriano Moreira, no ISCSP-UL, no dia 17 de Janeiro de 2017, pelas 15h00. 

 

O júri será composto pelos Professores Doutores Manuel Meirinho Martins (Presidente do júri), José Adelino Maltez (ISCSP-UL), Cristina Montalvão Sarmento (ISCSP-UL), Miguel Morgado (IEP-UCP), André Azevedo Alves (IEP-UCP), André Freire (ISCTE), Pedro da Fonseca (ISCSP-UL) e Isabel David (ISCSP-UL).

 

A minha tese é subordinada à temática "Tradição, razão e mudança", podem ficar a conhecer alguns breves excertos, que divulgarei ao longo dos próximos dias, no Facebook e aproveito ainda para aqui deixar o abstract:

 

Nesta tese considera-se a relação entre tradição, razão e mudança que marca a modernidade e diversas correntes da teoria política moderna e contemporânea. Esta relação é analisada à luz das ideias de autores liberais, conservadores e comunitaristas, procurando-se contribuir para iluminar divergências e convergências entre estas teorias políticas. Desta forma, as noções de tradição, razão e mudança são abordadas colocando em diálogo as três teorias através de autores que consideramos serem representativos destas e que contribuíram significativamente para a temática em análise, nomeadamente Friedrich Hayek, Karl Popper, Michael Polanyi e Edward Shils, no que ao liberalismo diz respeito; Edmund Burke, Michael Oakeshott e Roger Scruton, por parte do conservadorismo; e Alasdair MacIntyre, no que ao comunitarismo concerne. Procura-se realizar uma interpretação, uma síntese teórica, resultante da sistematização das ideias destes autores e demonstrar que tradição e razão, na concepção do racionalismo crítico ou evolucionista não se opõem e que, na verdade, estão intrinsecamente ligadas, contrariando a tese do racionalismo construtivista de que a razão tem de rejeitar a tradição. No que concerne à componente empírica, procura-se aplicar a abordagem metodológica neo-institucionalista, em particular na sua variante discursiva, combinada com a síntese teórica interpretativa da relação entre tradição, razão e mudança – ou seja, com uma abordagem tradicionalista – à análise da ideia de sociedade civil enquanto tradição, realizando, para o efeito, uma sistematização da evolução deste conceito, evidenciando como foi originado, como foi transmitido e alterado ao longo do tempo, como se cindiu e ramificou em várias tradições distintas, incorporando as tradições políticas liberal e marxista, mostrando que estas duas tradições competiram entre si no século XX e demonstrando ainda de que forma a prevalência da tradição liberal contribui para a crise do Estado soberano.

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publicado às 11:59

Programa para amanhã

por Samuel de Paiva Pires, em 29.11.16

convite do império por cumprir.jpg

 

Mais informações aqui ou aqui

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publicado às 23:24

"Do Império por Cumprir"

por Samuel de Paiva Pires, em 05.09.16

É o título da nova obra da autoria do Professor José Adelino Maltez, que será publicada no próximo mês de Outubro pelo ISCSP. Por ora, podem consultar alguns textos no blog a título de pré-publicação.

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publicado às 23:21

No seguimento dos meus anteriores dois posts a este respeito, gostaria de fazer novamente um ponto da situação relativamente aos trabalhos de doutoramento, bem como reforçar o apelo a todos aqueles que desejem apoiar a sua conclusão.

 

Conforme deixei patente no meu último post, estou, durante este mês de Janeiro de 2016, a terminar a tese de doutoramento, de forma a poder entregá-la em Fevereiro.

 

A todos aqueles que têm vindo a contribuir para esta iniciativa de angariação de fundos farei chegar a tese logo que esteja terminada. Existem, todavia, algumas pessoas que têm contribuído financeiramente e optado por permanecer anónimas, pelo que, se assim o desejarem, muito agradeço que me contactem para que possa fazer-vos chegar a tese, bem como os ensaios desenvolvidos no âmbito do doutoramento e os recibos de propinas que comprovam a aplicação dos fundos angariados.

 

Encontrando-me agora na derradeira fase do doutoramento, falta apenas reunir €1200 (€700 para a liquidação de propinas e €500 para a entrega da tese), sendo o valor remanescente dos fundos angariados o montante de €340. Assim, permitam-me aproveitar para renovar a mensagem, apelando a todos aqueles que queiram e possam colaborar nesta iniciativa, relembrando que o NIB para o qual podem ser realizadas as contribuições é o 0035 0150 0006 3680 5786 7, sendo também possível contribuir através do PayPal, para samuelppires@gmail.com.

 

Termino assinalando que o facto de ter chegado aqui se deve, no que ao pagamento das propinas diz respeito, ao esforço e dedicação dos que têm contribuído na medida das suas possibilidades. Assevero-vos que, para mim, todo o apoio é inestimável. Por isso, permitam-me, mais uma vez, expressar o meu sentido agradecimento a todos os que têm contribuído financeiramente para esta iniciativa, bem como aos que têm ajudado a divulgá-la.

 

Um excelente ano de 2016 a todos.

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publicado às 20:23

"A crise do euro e o trilema do futuro da União Europeia"

por Samuel de Paiva Pires, em 04.09.15

No recentemente editado n.º 4 da Revista Portuguesa de Ciência Política podem encontrar um artigo da minha autoria intitulado "A crise do euro e o trilema do futuro da União Europeia". Trata-se de um artigo elaborado primeiramente no início de 2014 no âmbito da disciplina de Temas Aprofundados de Economia Política Internacional do doutoramento em Ciência Política e posteriormente adaptado para publicação. Além de realizar uma análise da crise do euro até ao início de 2014, esboço um trilema quanto ao futuro da União Europeia que pretende perspectivar os diversos caminhos que esta poderá seguir, em particular no que concerne à Zona Euro.

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publicado às 15:24

No seguimento do meu anterior post a este respeito, agora que se findou o segundo ano lectivo do doutoramento, gostaria de aproveitar a oportunidade para fazer um ponto de situação quanto aos meus trabalhos de doutoramento, assim como para reforçar o apelo a todos aqueles que desejem apoiar a sua conclusão.

 

No que concerne à situação académica, cumpre informar que a tese de doutoramento passou a contemplar não apenas os conceitos de tradição e razão mas também de mudança e conta actualmente com cerca de 140 páginas, faltando essencialmente redigir o capítulo central e parte da conclusão, o que acontecerá até Setembro de 2016.

 

A todos aqueles que têm vindo a contribuir para esta iniciativa de angariação de fundos farei chegar a tese no seu estado actual, muito agradecendo comentários e sugestões. Todavia, existem algumas pessoas que têm contribuído financeiramente e optado por permanecer anónimas, pelo que, se assim o desejarem, muito agradeço que me contactem para que possa fazer-vos chegar a tese, bem como os ensaios desenvolvidos no âmbito do doutoramento e os recibos de propinas que comprovam a aplicação dos fundos angariados.

 

Entrando agora no derradeiro ano lectivo do doutoramento, falta apenas reunir €1500 para a liquidação de propinas e €500 aquando da entrega da tese. Assim, permitam-me aproveitar para renovar a mensagem, apelando a todos aqueles que queiram e possam colaborar nesta iniciativa, relembrando que o NIB para o qual podem ser realizadas as contribuições é o 0035 0150 0006 3680 5786 7, sendo também possível contribuir através do PayPal, para samuelppires@gmail.com.

 

Termino assinalando que o facto de ter chegado aqui se deve, no que ao pagamento das propinas diz respeito, ao esforço e dedicação dos que têm contribuído na medida das suas possibilidades. Assevero-vos que, para mim, todo o apoio é inestimável. Por isso, permitam-me, mais uma vez, expressar o meu sentido agradecimento a todos os que têm contribuído financeiramente para esta iniciativa, bem como aos que têm ajudado a divulgá-la.

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publicado às 22:29

Volvidos alguns meses sobre o meu último post a este respeito, e dado que esta campanha de crowdfunding tem continuado a ser promovida, tendo vindo a receber recentemente diversos contributos, gostaria de aproveitar a ocasião para informar sobre a publicação de alguns dos trabalhos desenvolvidos durante a parte curricular do doutoramento, bem como para reforçar o apelo a todos aqueles que desejem apoiar a conclusão dos meus trabalhos de doutoramento.

 

Esta situação justifica, excepcionalmente, a activação temporária da minha conta de Facebook, porquanto este foi um meio privilegiado para a promoção desta iniciativa.

 

Assim, gostaria de informar que foi publicado na Revista Militar N.º 2553, de Outubro de 2014, um artigo da minha autoria intitulado “A Nigéria no Shatterbelt da África Subsariana: uma análise geopolítica e geoestratégica”, e que foi aceite para publicação, na Revista Portuguesa de Ciência Política, editada pelo Observatório Político, o meu artigo “A crise do euro e o trilema do futuro da União Europeia”. Este último, aliás, na sua versão em língua inglesa, foi apresentado na conferência internacional “Plunging Into Turmoil: Social Sciences and the Crisis”, organizada pelo Observatório Político em parceria com o CAPP/ISCSP-UL, que teve lugar no ISCSP, a 17 de Outubro de 2014, onde foi keynote speaker o Professor Andrew Linklater. Para além destes trabalhos, submeti outro artigo que se encontra actualmente a aguardar decisão sobre a sua publicação e encontra-se também em fase de revisão um outro artigo a submeter posteriormente para publicação.

 

Até ao momento, com os contributos que recebi, foi possível realizar o pagamento das propinas do doutoramento, bem como reunir toda a bibliografia necessária. Por isso, agradeço-vos penhoradamente.

 

Estando actualmente numa fase marcada essencialmente por leituras, tenho, todavia, vindo a desenvolver os enquadramentos metodológico e teórico da tese, que deverá ser finalizada até Setembro de 2016.

 

Actualmente, o montante remanescente do crowdfunding totaliza €345,45, sendo que, neste ano de 2015, será necessário reunir €1500 para a liquidação de propinas. Assim, permitam-me aproveitar para renovar a mensagem, apelando a todos aqueles que queiram e possam colaborar nesta iniciativa, relembrando que o NIB para o qual podem ser realizadas as contribuições é o 0035 0150 0006 3680 5786 7, sendo também possível contribuir através do PayPal, para samuelppires@gmail.com.

 

Conforme já deixei patente nos posts anteriores, muito agradeço que me contactem para o e-mail referido, para que eu possa identificar individualmente as pessoas a quem deverei agradecer, a não ser que tenham algo a obstar a tal. Reforço, mais uma vez, que terão total acesso ao extracto bancário e aos recibos que comprovem a correcta aplicação dos fundos.

 

Termino salientando que o facto de ter chegado aqui, a esta fase intermédia, em que mais de metade das propinas do doutoramento se encontram liquidadas, se deve inteiramente ao vosso esforço, isto é, ao esforço dos que contribuíram na medida das suas possibilidades, alguns, por exemplo, com 10 euros, outros com 100. Assevero-vos que, para mim, todo o apoio é inestimável.

 

Aproveito ainda para desejar a todos um óptimo ano de 2015.

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publicado às 20:16

Angariação de fundos para financiamento de doutoramento (9)

por Samuel de Paiva Pires, em 12.07.14

Passados alguns meses desde o meu último post a este respeito, finalizada a parte curricular do doutoramento, liquidadas as propinas relativas a este primeiro ano e adquirida a bibliografia que estava em falta, gostaria de aproveitar a oportunidade para fazer um breve balanço.

 

No que ao aspecto financeiro concerne, registaram-se, até ao momento, 47 contribuições, totalizando €3468, sendo os fundos remanescentes €275,37. Quanto à vertente académica, a parte curricular ficou concluída ontem, registando-se as avaliações que podem ser consultadas aqui. Elaborei, no âmbito das diversas disciplinas, ensaios que ao longo dos próximos tempos serão revistos com o intuito de serem submetidos para publicação. O projecto de tese de doutoramento sofreu alterações substanciais ao longo deste ano e a versão final, que também está disponível para consulta, será submetida em breve ao Conselho Científico do ISCSP.

 

Não posso deixar de, mais uma vez, expressar o meu sentido agradecimento a todos os que contribuíram financeiramente para esta iniciativa, bem como aos que ajudaram a divulgá-la. Alguns dos que contribuíram permanecem anónimos, mas tenho contactado pessoalmente com os demais, e assim continuarei, por entender que tenho, efectivamente, não só uma dívida de gratidão, como o dever de informar quem tão generosamente me tem apoiado a respeito da evolução dos trabalhos desenvolvidos em sede académica.

 

A partir de agora, tenho 2 anos para elaborar a tese, o que implica concentrar energias neste empreendimento e não me dispersar com o que é meramente acessório. Numa época em que facilmente nos deixamos submergir no mediatismo e na espuma dos dias, e quando o debate de ideias nos blogs e nas redes sociais se encontra manifestamente empobrecido – o mais das vezes, até, ausente –, torna-se mister não só ter as prioridades bem definidas, como alocar recursos escassos – o tempo e a disponibilidade mental – a estas prioridades. Ademais, vale a pena relembrar Ortega y Gasset: “Todo o esforço intelectual que com rigor o seja afasta-nos solitários da praia comum, e, por rotas recônditas que precisamente o nosso esforço descobre, conduz-nos a lugares retirados, situa-nos sobre pensamentos insólitos.”

 

Tendo isto em mente, entre hoje e amanhã desactivarei a minha conta do Facebook e passarei a contribuir para o Estado Sentido apenas quando me for possível – mais com o que for lendo e escrevendo no âmbito da tese, do que com comentários sobre a actualidade – sendo certo que este fica bem entregue nas mãos de todos os que têm contribuído para o seu sucesso, a quem estou também penhoradamente grato. Continuarei, todavia, contactável por e-mail (samuelppires@gmail.com). 

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publicado às 15:42

Programa para amanhã

por Samuel de Paiva Pires, em 21.04.14

 

 

Mais informação no site ou na página do Facebook.

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publicado às 19:02

Instituto Libera Ratio

por Samuel de Paiva Pires, em 06.04.14

Num ano em que se celebram os 40 anos da Revolução dos Cravos, quando, de acordo com o estabelecido com a troika, se finalizará a 3.ª intervenção financeira externa da III República e quando se aproximam as eleições europeias, um grupo de jovens decidiu promover e desenvolver um espaço de pensamento, reflexão e formação política norteado pelos valores do conservadorismo, democracia cristã e liberalismo. Este terá o nome de Instituto Libera Ratio (ILR) e realizará a sua apresentação pública no dia 22 de Abril, pelas 18h, no auditório do piso 1 do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa.

 

Após a sessão de apresentação pública seguir-se-á uma conferência subordinada à temática "Os 40 anos do 25 de Abril e os desafios que Portugal enfrenta", que terá como oradores convidados o Professor Doutor José Adelino Maltez, o Professor Doutor João César das Neves e o Dr. José Manuel Fernandes.

 

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publicado às 22:34

No seguimento do meu último post a este respeito, numa altura em que o meu projecto de tese de doutoramento sofreu já algumas alterações e aprofundamentos, destacando-se, inclusive, a decisão de a tese, ao contrário do inicialmente pretendido, vir a ser desenvolvida em língua portuguesa, não em inglês, e à medida que se aproxima o fim do primeiro semestre curricular, gostaria de aqui dar conta do ponto de situação relativamente a esta iniciativa e agradecer, mais uma vez, a todos os que têm contribuído para o seu sucesso, quer financeiramente quer através da sua divulgação. 

 

Tendo o objectivo financeiro desta campanha sido fixado nos €6000, destinados essencialmente a propinas e a parte substancial da bibliografia, desde o início desta campanha foram contabilizadas 31 contribuições, que totalizam €2148. Após o primeiro passo, consubstanciado na candidatura ao doutoramento, matrícula e pagamento da primeira prestação de propinas, e a transferência dos fundos restantes para a conta na CGD (€300,37), foram recepcionadas mais cinco contribuições, no valor total de €180. Destes fundos, €300 destinaram-se a adquirir parte da bibliografia imprescindível para a prossecução dos trabalhos, via Amazon (€210,14) e Alibris (€57,43), e à impressão de vários artigos académicos (€32,43). Neste momento, os fundos remanescentes totalizam €180,37. 

 

Gostaria de aproveitar para renovar a mensagem, apelando a todos aqueles que queiram e possam colaborar nesta iniciativa, relembrando que o NIB para o qual podem ser realizadas as contribuições financeiras é o 003501500006368057867, mas que também continua a ser possível contribuir através do PayPal, para samuelppires@gmail.com.

 

Muito agradeço que me contactem para o e-mail acima referido, desde já garantindo que figurarão nos agradecimentos da tese os nomes de quem para esta causa contribuir, a não ser que tenham algo a obstar a tal, e que terão total acesso ao extracto bancário e aos recibos que comprovem a correcta aplicação dos fundos. 

 

Por último, deixo ainda o extracto dos últimos meses:

 

 

Leitura complementar: Denúncia Pública – Dinheiros públicos, favorecimentos e discriminação: a Fundação para a Ciência e TecnologiaAssociação Portuguesa de Sociologia perplexa com a Fundação para a Ciência e TecnologiaEntrevista a Samuel de Paiva Pires (não editada)"O presente roubado por um futuro prometido"Denúncia Pública sobre a Fundação para a Ciência e Tecnologia será relatada na Assembleia da RepúblicaÉ já esta Terça-feiraÀ procura de justiçaExposição proferida hoje na Comissão de Educação, Ciência e Cultura da Assembleia da RepúblicaPSD e CDS questionam a Secretária de Estado da Ciência sobre o funcionamento da Fundação para a Ciência e TecnologiaDa série "Um país de coincidências"Registo áudio da audiência parlamentar sobre a denúncia quanto ao funcionamento da Fundação para a Ciência e TecnologiaAinda a kafkiana e corrupta Fundação para a Ciência e TecnologiaAngariação de fundos para financiamento de doutoramentoAngariação de fundos para financiamento de doutoramento (2)Angariação de fundos para financiamento de doutoramento (3);Crowdfunding for PhD studiesAngariação de fundos para financiamento de doutoramento (4) / Crowdfunding for PhD studies (2)Angariação de fundos para financiamento de doutoramento (5) / Crowdfunding for PhD studies (3); Angariação de fundos para financiamento de doutoramento (6); Angariação de fundos para financiamento de doutoramento (7).

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publicado às 17:29

No seguimento do meu último post a este respeito, efectuada a matrícula no ISCSP, e apenas a dois dias do início das aulas, quero, mais uma vez, agradecer a todos os que têm contribuído para o sucesso desta iniciativa, quer financeiramente quer através da sua divulgação.

 

Informo também que, para evitar que continuem a ser cobradas taxas de manutenção na conta do Santander que até agora serviu os propósitos desta angariação de fundos, decidi encerrar a mesma e transferir os fundos (€300,37) para uma conta aberta na CGD com o fito específico de continuar a angariação de fundos sem que me sejam cobradas taxas de qualquer tipo. Desta forma, para aqueles que pretendam contribuir para esta campanha, informo que o NIB desta conta é 003501500006368057867, mas que também continua a ser possível contribuir através do PayPal, para samuelppires@gmail.com.

 

A todos aqueles que desejem contribuirmuito agradeço que me contactem para o e-mail acima referido, desde já garantindo que figurarão nos agradecimentos da dissertação os nomes de quem me auxiliar e contactar, a não ser que tenham algo a obstar a tal, e que terão total acesso ao extracto bancário e aos recibos que comprovem a correcta aplicação dos fundos. 


Por último, deixo ainda os referidos extractos:


Santander:


CGD:




Leitura complementar: Denúncia Pública – Dinheiros públicos, favorecimentos e discriminação: a Fundação para a Ciência e TecnologiaAssociação Portuguesa de Sociologia perplexa com a Fundação para a Ciência e TecnologiaEntrevista a Samuel de Paiva Pires (não editada)"O presente roubado por um futuro prometido"Denúncia Pública sobre a Fundação para a Ciência e Tecnologia será relatada na Assembleia da RepúblicaÉ já esta Terça-feiraÀ procura de justiçaExposição proferida hoje na Comissão de Educação, Ciência e Cultura da Assembleia da RepúblicaPSD e CDS questionam a Secretária de Estado da Ciência sobre o funcionamento da Fundação para a Ciência e TecnologiaDa série "Um país de coincidências"Registo áudio da audiência parlamentar sobre a denúncia quanto ao funcionamento da Fundação para a Ciência e TecnologiaAinda a kafkiana e corrupta Fundação para a Ciência e TecnologiaAngariação de fundos para financiamento de doutoramentoAngariação de fundos para financiamento de doutoramento (2)Angariação de fundos para financiamento de doutoramento (3);Crowdfunding for PhD studiesAngariação de fundos para financiamento de doutoramento (4) / Crowdfunding for PhD studies (2)Angariação de fundos para financiamento de doutoramento (5) / Crowdfunding for PhD studies (3); Angariação de fundos para financiamento de doutoramento (6).

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publicado às 19:07

Tendo já sido aceite para realizar o doutoramento no ISCSP, irei esta semana proceder à matrícula, graças aos fundos até agora angariados, mais precisamente, €1843, que resultaram de 24 contribuições. Destes, €100 foram utilizados para pagar a candidatura, €15,70 destinaram-se a despesas de manutenção da conta e €0,63 a imposto de selo, conforme fica patente no extracto que deixo em baixo. Dos €1726,27 actualmente disponíveis, €50 destinar-se-ão a pagar a taxa de matrícula e €1500 servirão para liquidar a primeira propina deste ano ainda esta semana. Desta forma, falta angariar €4324,63 para as propinas destes próximos 3 anos, sendo que ainda durante este ano lectivo deverão ser liquidados outros €1500 de propinas. Quero, mais uma vez, agradecer penhoradamente o contributo de todos os que me têm apoiado, quer financeiramente quer através da divulgação desta campanha, permitindo-me desde já dar o primeiro passo para iniciar o doutoramento.

 

Aproveito ainda para renovar a mensagem: a quem queira e possa colaborar neste projecto, deixo o NIB de uma conta, no Banco Santander, de que sou titular e que servirá apenas o propósito aqui referido, cujo NIB é 001800032836899102063, sendo também possível contribuir através do PayPal para samuelppires@gmail.com, e peço ainda, encarecidamente, que ajudem a divulgar este texto. Muito agradeço que me contactem para o e-mail atrás referido, desde já garantindo que figurarão nos agradecimentos da dissertação os nomes de quem me auxiliar e contactar, a não ser que tenham algo a obstar a tal, e que terão total acesso ao extracto bancário e aos recibos que comprovem a correcta aplicação dos fundos. Muito obrigado.

 

 

Leitura complementar: Denúncia Pública – Dinheiros públicos, favorecimentos e discriminação: a Fundação para a Ciência e TecnologiaAssociação Portuguesa de Sociologia perplexa com a Fundação para a Ciência e TecnologiaEntrevista a Samuel de Paiva Pires (não editada)"O presente roubado por um futuro prometido"Denúncia Pública sobre a Fundação para a Ciência e Tecnologia será relatada na Assembleia da RepúblicaÉ já esta Terça-feiraÀ procura de justiçaExposição proferida hoje na Comissão de Educação, Ciência e Cultura da Assembleia da RepúblicaPSD e CDS questionam a Secretária de Estado da Ciência sobre o funcionamento da Fundação para a Ciência e TecnologiaDa série "Um país de coincidências"Registo áudio da audiência parlamentar sobre a denúncia quanto ao funcionamento da Fundação para a Ciência e TecnologiaAinda a kafkiana e corrupta Fundação para a Ciência e TecnologiaAngariação de fundos para financiamento de doutoramentoAngariação de fundos para financiamento de doutoramento (2)Angariação de fundos para financiamento de doutoramento (3);Crowdfunding for PhD studiesAngariação de fundos para financiamento de doutoramento (4) / Crowdfunding for PhD studies (2); Angariação de fundos para financiamento de doutoramento (5) / Crowdfunding for PhD studies (3).

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publicado às 11:30

Angariação de fundos para financiamento de doutoramento

por Samuel de Paiva Pires, em 05.08.13

Como escrevi recentemente, foi em Janeiro deste ano que aqui denunciei o comportamento daquela que é, provavelmente, uma das menos transparentes instituições públicas nacionais, a Fundação para a Ciência e Tecnologia, que financia Bolsas de Doutoramento Individuais, e que me prejudicou deliberadamente no concurso de 2012. Cheguei, inclusive, a expor a situação em sede de audiência parlamentar concedida pela Comissão de Educação, Ciência e Cultura da Assembleia da República. Na sequência desta, um grupo de deputados questionou a tutela sobre o funcionamento da FCT, especialmente no que concerne aos júris, cujos membros pouco ou nada variam entre os vários concursos anuais - o que acabou por se tornar um elemento central de uma gigantesca rede clientelar que, desde logo, permite colocar em causa a cientificidade de grande parte do que alegadamente passa por investigação científica em Portugal. Arrisco dizer que não haverá ninguém no meio académico português que não tenha conhecimento desta rede, de boa parte das pessoas que a compõem e de como ela controla a FCT e a distribuição de dinheiros públicos que é feita por esta. A resposta veio sob a forma de legalês e sem responder às perguntas que os deputados colocaram.

 

Entretanto, acabei por submeter o pedido de recurso da avaliação, consciente não só do enviesamento que resulta do que denunciei, como do facto de a avaliação de 2 valores atribuída ao meu projecto de trabalhos ser manifestamente inválida. O pedido de recurso foi composto, essencialmente, pela exposição que fiz na Assembleia da República, pelas cartas de 3 professores, com destaque para as cartas do Professor José Adelino Maltez e da minha orientadora na Universidade de Durham, e ainda pelo meu projecto reformulado tendo em vista as críticas tecidas na primeira avaliação, o que passou, portanto, pela reformulação dos objectivos e a inclusão da bibliografia completa. Em face deste pedido de recurso, que podem consultar aqui (apenas não se incluindo as referidas cartas de 3 professores), recebi a 15 de Julho a resposta da FCT, que não respondendo a nada do que expus, informa num e-mail tipo circular que a decisão se mantém, e quando acedo à avaliação no próprio site deparo-me com esta magnífica, brilhante e densa justificação: "Não há alteração à avaliação atribuída inicialmente, uma vez que o júri identificou claramente os aspetos a aperfeiçoar no projeto de investigação."

 

Em face disto, vendo-me financeiramente impossibilitado de completar o doutoramento na Universidade de Durham, tendo inclusivamente contratado um empréstimo bancário que, complementado pelas minhas poupanças, se destinou a financiar o período em que estive em Inglaterra e os meses em que, depois de regressar a Portugal, não tive qualquer fonte de rendimento, e apesar de estar actualmente a trabalhar, persisto e não desisto na prossecução do meu desejo de realização de um doutoramento na área da Ciência Política, já não no estrangeiro, mas em Portugal, e, infelizmente, não em dedicação exclusiva, nomeadamente na minha alma mater, o Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, da Universidade Técnica de Lisboa, ou melhor, actualmente da nova Universidade de Lisboa, onde completei a Licenciatura em Relações Internacionais com 16 valores, com um relatório de estágio/tese sobre O lugar do Brasil na política externa portuguesa, e o Mestrado em Ciência Política com 17 valores, com uma dissertação sobre o pensamento de Friedrich Hayek.

 

Foi, aliás, no decorrer da elaboração da dissertação de mestrado que me surgiu a ideia do projecto de doutoramento, onde pretendo abordar os conceitos de tradição e ordem espontânea à luz do pensamento liberal, contrastando-o com outras correntes de pensamento, especialmente o conservadorismo, o comunitarismo e o relativismo, de forma a procurar inquirir se a noção de tradição utilizada pelo liberalismo clássico possui os recursos para ultrapassar as falhas morais do pensamento político moderno e pós-moderno, ou seja, para resgatar o liberalismo das suas formas mais racionalistas e abstractas, e, se sim, contribuir para a formulação de uma teoria política baseada na racionalidade do tradicionalismo, que possa servir de ponto de partida para ultrapassar aquelas falhas.

 

Acontece que, neste momento, é-me muito difícil, para não dizer impossível, suportar as propinas, no valor total de 6 mil euros, ainda que distribuídos pelos 3 anos, tendo ainda que adquirir uma parte substancial da bibliografia a que tinha fácil acesso na biblioteca da Universidade de Durham, mas que por cá é mais difícil de aceder sem adquirir.

 

Por isto mesmo decidi lançar-me no crowdfunding, apelando à sociedade civil no sentido de angariar o montante necessário para liquidar as propinas. Ao expor-me publicamente desta forma, procuro continuar também a alertar para o nefasto funcionamento da FCT e para a necessidade de que esta seja completamente reformulada, e ainda para a mais que premente escassez de fontes de financiamento de bolsas de doutoramento, especialmente por parte da sociedade civil e do sector privado, que possam minorar o monopólio viciado exercido pela FCT e a rede clientelar que a domina, que tantos tem prejudicado deliberadamente. Além dos certificados de licenciatura e mestrado, respectivas dissertações e o projecto cujas hiperligações se encontram nos parágrafos anteriores, deixo ainda à consideração o meu CV, bem como os vários trabalhos, artigos e ensaios que realizei nos últimos anos.

 

A quem queira e possa colaborar neste projecto, deixo o NIB de uma conta, no Banco Santander, de que sou titular e que servirá apenas o propósito aqui referido, cujo NIB é 001800032836899102063, e peço ainda encarecidamente que ajudem a divulgar este texto. Muito agradeço que me contactem para o e-mail samuelppires@gmail.com, desde já garantindo que figurarão nos agradecimentos da dissertação os nomes de quem me auxiliar e contactar, a não ser que tenham algo a obstar a tal, e que terão total acesso ao extracto bancário e aos recibos que comprovem a correcta aplicação dos fundos. Muito obrigado.

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publicado às 08:28

Permitam-me dar-vos um exemplo prático de como a academia pátria foi tomada por medíocres e está povoada por idiotas que vivem em concubinato com o poder político. Pedro G. Rodrigues era conselheiro do Secretário de Estado do Orçamento do segundo governo de José Sócrates. Quando este caiu, João Bilhim, recrutado por Miguel Relvas para presidir a Comissão de Recrutamento e Selecção para a Administração Pública, mas à altura presidente do ISCSP, próximo do Partido Socialista e responsável pela elaboração do fiasco que dá pelo nome de PRACE, começou a contratar amigalhaços que tinham acabado de perder o emprego, conforme já aqui eu havia escrito, entre os quais Pedro G. Rodrigues. E por que é que isto importa? Porque Pedro G. Rodrigues, que, vá-se lá saber porquê, teve a honra, que não me recordo de ter sido dada a qualquer outro docente - digno desta qualificação -, de ter um paper seu publicitado na primeira página do site do ISCSP, revela hoje no Jornal de Negócios uma das ideias mais bárbaras - e estou a ser simpático - que tive o desprazer de ler nos últimos anos (via João Miranda e Ricardo Arroja).

 

«Proponho que o Estado imponha temporariamente um regime de despesa privada obrigatória. Nesse regime os titulares de depósitos bancários dispõem, no máximo, de seis meses para gastar uma fracção do saldo na compra de bens e serviços em território nacional. Findo esse prazo, do montante ainda por gastar é transferida para o Tesouro a parte que corresponde à taxa média actual de IVA e de impostos específicos. Na prática, não há qualquer transferência porque não haverá nenhum montante por gastar ao fim de seis meses. Esta é uma solução equilibrada, dado que quanto maior é o saldo, maior é a responsabilidade e a capacidade de relançar a economia. Cada um é livre de comprar o que quiser, desde que seja em território nacional e até ao prazo limite, mas deve saber que a compra de um bem ou serviço importado não aumenta o PIB.»


Sim, este senhor é docente universitário. E sim, a academia portuguesa é muito isto. 

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publicado às 22:45

Observatórios

por Samuel de Paiva Pires, em 28.04.13

Esta lista é interessante, tem origem numa lista d' O Insurgente, mas reparei agora que nesta consta um Observatório do centro de pensamento de política internacional (n.º 57). Ou muito me engano, ou tratar-se-á de um núcleo de estudantes que existiu em tempos no ISCSP - já agora, era Observatório - Centro de Pensamento de Política Internacional, não um Observatório do respectivo centro. E eu sei isto porque fui o seu último presidente, tendo tomado a iniciativa de propor a sua extinção à Assembleia Geral, no ano lectivo de 2006/2007. Posso estar enganado, mas não encontro qualquer outra referência com este nome, pelo que talvez fosse bom começarem a ter algum cuidado com a elaboração destas listas, sob pena de existirem mais casos como este.

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publicado às 14:46

Era uma vez uma moeda, o Euro

por Samuel de Paiva Pires, em 22.03.13

Há uns anos ajudei a fundar o Pacta, jornal do Núcleo de Estudantes de Relações Internacionais (NERI) do ISCSP. Agora, em formato revista, a actual direcção do NERI teve a simpatia de me convidar a escrever um artigo para esta. É sempre bom voltarmos a casa e vermos como há ideias que se tornam tradições e são transmitidas em corrente, dando corpo à ideia de escola. Quanto ao meu artigo, tem como título "Era uma vez uma moeda, o Euro":

 

 (Rembrandt, O Rapto de Europa)

 

Estávamos no início dos anos 90 do século XX. O Muro de Berlim acabava de cair e a União Soviética colapsava espectacularmente. O Pacto de Varsóvia dissolvia-se, a NATO emergia como aliança vencedora da Guerra Fria e acreditava-se generalizadamente na tese do Fim da História desenvolvida inicialmente por Hegel, ressuscitada no século XX por Alexandre Kojève e popularizada após a Queda do Muro por Francis Fukuyama. A democracia liberal e o capitalismo apresentavam-se como as formas finais de organização política e económica nas quais o processo histórico culminaria. Até a Rússia, sob a liderança de Boris Yeltsin, parecia aderir a estas, enquanto as Comunidades Europeias se transformavamem União Europeiae preparavam a introdução da moeda única.  

 

Com bases económicas frágeis, que o próprio Chanceler Helmut Kohl conhecia1, o Euro é essencialmente um projecto político e constituiu-se como o principal preço que a França acabou por conseguir cobrar à Alemanha pela sua reunificação. Na perspectiva de François Miterrand o Euro deveria servir o propósito de refrear o poder da Alemanha unificada – em conjunto com a redução das suas forças armadas e a renúncia à posse de armamento biológico, nuclear e químico – que Margaret Thatcher também temia2. Mas enquanto a Dama de Ferro se opunha à moeda única e alertava para os perigos desta, prevendo que tornaria a Europa menos democrática e seria o princípio de uma Europa federal pela porta dos fundos, a França viu na moeda única a oportunidade de voltar a assumir uma posição de liderança política do Velho Continente.

 

A História tem uma forma peculiar de revelar, com contornos tragicómicos, as ironias que nos reserva. Não só o Euro serviu precisamente para reforçar o poder alemão como permitiu finalmente à potência germânica dominar a Europa – desta feita sem disparar um único tiro.

 

Desaparecida a ameaça soviética, continuando a NATO a depender largamente dos esforços norte-americanos, a UE reforçou entretanto a sua posição enquanto potência normativa e civil, predominando as preocupações e políticas relativas à esfera económica. Se, inicialmente, foram os ideários liberal e democrata-cristão que inspiraram as Comunidades Europeias, a partir dos anos 90 o projecto europeu assumiu progressivamente contornos de cariz socialista e autoritário, tendendo para um constante reforço do processo de centralização de poder, que aumenta o défice democrático – que, como Roger Scruton evidencia, não é uma deficiência a ser colmatada pela UE, mas sim uma característica estrutural do funcionamento das instituições europeias3 – e que produz cada vez mais legislação que já ninguém pode entender no seu todo, regulamentando cada vez mais aspectos da vida dos indivíduos e acabando por realizar uma espécie de planificação económica através da via monetária que se tem revelado particularmente ruinosa, como a crise das dívidas soberanas tornou evidente. Como afirmou Ronald Reagan num célebre discurso, "the more the plans fail, the more the planners plan."4

 

O planeamentismo económico da UE, a crise financeira de 2008, a crise das dívidas soberanas e a crise do euro acabam também por ter como efeito o predomínio da perspectiva da economia no debate público, que por sua vez absorveu entretanto a ideia partilhada pelos líderes da zona Euro de que a moeda única é absolutamente fundamental e vital para a Europa. Citando Ulrich Beck, "Quem considera a Europa igual ao Euro, já desistiu da Europa. A Europa é uma aliança de antigas culturas mundiais e superpotências que procuram uma saída da sua história bélica."5

 

Os quase 70 anos de paz na Europa resultaram em larga medida dos esforços da NATO e do processo de integração europeia que tinha como pilares fundamentais a democracia liberal, a liberdade individual, a propriedade privada e o mercado livre. Mas a crise do Euro e os resgates financeiros de vários países deixaram a nu a arrogância autoritária de Bruxelas, que não só coloca a democracia em causa como agora também ameaça o direito de propriedade privada, como a recente medida de confisco dos depósitos bancários em Chipre ilustra exemplarmente. Entretanto a Rússia de Vladimir Putin não apreciou a medida, muito menos a justificação de que assim se atingiria os depósitos de dinheiro russo ilícito, tendo, através da Gazprom, oferecido um pacote de resgate ao governo cipriota, que por sua vez, até ao momento em que escrevo este artigo, declinou a oferta. Certo é que todos os cipriotas e estrangeiros ali residentes se encontram neste momento sem conseguir aceder às suas contas bancárias, o que parece quase impensável acontecer no seio da UE, que além do mais parece ter perdido qualquer visão estratégica ao dar uma oportunidade à Rússia de alterar o equilíbrio geopolítico do Mediterrâneo a seu favor.

 

Somos, assim, presenteados com uma segunda ironia: a UE a procurar aplicar uma medida digna de um regime comunista, enquanto a Rússia, outrora bastião mundial do comunismo, oferece um pacote de resgate que porventura poderá melhor servir os interesses cipriotas – da mesma forma que já o havia feito com a Islândia.

 

Entretanto a crise que vivemos na Europa tornou evidente, citando novamente Beck, que "A Europa e a sua juventude estão unidas na raiva por causa de uma política que salva bancos com quantias de dinheiro inimagináveis, mas desperdiça o futuro da geração jovem."6 A contestação vai também tendo repercussões políticas, no que concerne ao descrédito em relação aos regimes democráticos, ao reforço da retórica anti-germânica e anti-Euro e também à dispersão eleitoral provocada por partidos políticos como o Syriza, na Grécia, o United Kingdom Independence Party, no Reino Unido, e movimentos como o de Beppe Grillo, em Itália, que têm alcançado bons resultados eleitorais em virtude das suas posições contra as políticas impostas pela UE.

 

Vivemos uma crise sem precedentes largamente resultante da defesa cega e obstinada da moeda única, o que nos apresenta a terceira e última ironia: o Euro, que deveria ser o pináculo simbólico da paz na Europa, ameaça tornar-se a causa principal de um novo conflito armado no Velho Continente.

 

Muitos ainda hoje se perguntam como foi possível, num clima de prosperidade e domínio político europeu à escala mundial, que as potências europeias se tenham precipitado para a I Guerra Mundial. Esperemos que as futuras gerações não venham a colocar-se questões do mesmo género a respeito dos estranhos tempos que vivemos.



1 - Sven Böll, Christian Reiermann, Michael Sauga e Klaus Wiegrefe, “Operation Self-Deceit: New Documents Shine Light on Euro Birth Defects” in Spiegel Online, 8 de Maio de 2012. Disponível em http://www.spiegel.de/international/europe/euro-struggles-can-be-traced-to-origins-of-common-currency-a-831842.html. Consultado em 19 de Março de 2013.

2 - Philipp Bagus, A Tragédia do Euro, Lisboa, Actual Editora, 2011, pp. 101-110

3 - Roger Scruton, As Vantagens do Pessimismo, Quetzal Editores, 2011, pp. 120-121.

4 - Ronald Reagan, “A Time for Choosing”, 27 de Outubro de 1964. Disponível em http://www.reagan.utexas.edu/archives/reference/timechoosing.html. Consultado em 19 de Março de 2013.

5 - Ulrich Beck, A Europa Alemã – De Maquiavel a «Merkievel»: Estratégias de Poder na Crise do Euro, Lisboa, Edições 70, 2013, p.37.

6 - Ibid., p. 20.

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publicado às 17:13

Eu também sofri um ataque à liberdade de expressão

por Samuel de Paiva Pires, em 24.02.13

Estava aqui a recordar um episódio que aconteceu em 2009, quando numa conferência de celebração do 25 de Abril, no ISCSP, que teve como ilustres oradores Adriano Moreira, Mário Soares e Odete Santos, resolvi, no período de debate, incendiar a sala, confrontando o painel com o facto de não se poder dizer que o Estado Novo tenha sido fascista, e afirmando ainda que a narrativa anti-fascista tem servido para muitos legitimarem os seus intentos mesmo que estes sejam de uma perigosidade atroz para a democracia. Os estudantes ficaram em polvorosa, a Vice-Presidente do ISCSP gritava "cale-se, ninguém quer saber as suas opiniões", Odete Santos espumava e gesticulava descontroladamente, Adriano Moreira sorria e anuía com a cabeça e Mário Soares tirou-me a palavra - para dizer, sublinhe-se, que do ponto de vista da Ciência Política, de facto não se pode dizer que tenha existido fascismo em Portugal. Pelos padrões que regem umas quantas cabecinhas por estes dias, sou agora levado a acreditar que fui vítima de um ataque à liberdade de expressão. Devia ter-me queixado na altura, porventura à Associação Portuguesa de Apoio à Vítima. Talvez Miguel Relvas o possa fazer.

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publicado às 21:10

Entrevista a Samuel de Paiva Pires (não editada)

por Francisco Costa, em 19.01.13

No seguimento do Ateliê de Imprensa que estou a frequentar no CENJOR (Centro Protocolar de Formação Profissional para Jornalistas), aproveitando o módulo destinado à entrevista, decidi conversar com o Samuel tendo como finalidade trocar algumas impressões acerca de todo o processo que nestes últimos dias o próprio decidiu partilhar. Falo, claro está, da denúncia pública de como é gasto - distribuído - o dinheiro público.

 

Apesar da amizade que nos une, a imparcialidade das perguntas foi algo que desde logo orientou o meu pensamento quando escrevi o guião da entrevista. Tentei focar o máximo de aspectos que possam ser relacionados com a denúncia efectuada, assim como procurei descobrir se esta situação não se trataria de um capricho ou ajuste de contas do Samuel apenas por não lhe ter sido atribuída a bolsa. As respostas são bem elucidativas de que este não é o caso, de modo que é bastante fácil estabelecer a separação homem/causa.

 

Posto isto, por agora deixo aqui a entrevista por extenso, não editada, com a promessa de um novo post com a sua versão final. Acima de tudo, a situação deve ser partilhada e este trabalho não é mais do que a confirmação de que o assunto merece honras de investigação jornalística.

 

 

 

Entrada. Mestre em Ciência Política, concluído em 2011 após a licenciatura em Relações Internacionais, desde muito cedo que Samuel de Paiva Pires acalenta o desejo de enveredar por uma carreira académica. A pretensão de efectuar o doutoramento no estrangeiro, que obriga a um avultado investimento financeiro, levou-o a candidatar-se a uma Bolsa da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT). Percorreu o trilho da burocracia três vezes. Três vezes esbarrou na resposta negativa. Perante as suspeitas de favorecimentos e discriminação de alguns candidatos, considera que estes equívocos podem gerar mais casos de má gestão de dinheiros públicos.

 

 

Samuel, o seu historial de candidaturas a bolsas da FCT é já algo extenso. Vai na sua terceira candidatura e viu novamente as suas intenções goradas...

 

“Quem espera sempre alcança”, “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”, “a esperança é a última coisa a morrer”, são apenas alguns ditados populares que facilmente ilustram o estado de espírito de alguém que sempre fez da persistência uma virtude cardinal, acreditando na verdade do ensinamento de que nos tornamos naquilo com que sonhamos e na ideia de que é sempre possível melhorarmos individualmente. Se é verdade que na primeira candidatura ainda não reuniria os requisitos suficientes para me ser concedida a bolsa, não deixa também de ser verdade que ao longo de 3 anos realizei um percurso no sentido de reunir precisamente estes requisitos, pensando que à terceira seria de vez, conquanto a avaliação das candidaturas decorresse de forma imparcial e justa. Mas se até mesmo os santos perdem a paciência, quanto mais um comum mortal que se vê recorrentemente prejudicado no acesso a fundos públicos para o desenvolvimento educacional e científico distribuídos por quem, infelizmente, montou e/ou faz parte de uma rede neo-feudal subsidiocrática que nem mesmo em face de uma conjuntura de degenerescência e descrédito das instituições públicas deixa de se considerar na posição de lamber os restos em favor de certos e determinados feudos, revelando à saciedade como aqui e agora ainda faz escola o velhinho princípio de que “Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é tolo ou não sabe da arte”.

 

 

Que aspectos devem, na sua opinião, ser colocados em evidência quando refere que há suspeitas de favorecimento de uns candidatos em detrimento de outros?

 

Desde logo o facto, que já não é novo e é até bastante conhecido no meio académico lusitano, de que existe um claro favorecimentos de candidatos que tenham estudado ou pretendam estudar na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa ou no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, e simultaneamente uma discriminação sistemática dos estudantes do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa, que tem sido apenas contrariada por muito poucos casos. No ano de 2011, estes mesmos factos levaram a que eu tivesse sido contactado por professores e deputados no sentido de providenciar elementos quanto ao meu caso e ajudasse a reunir informação relativamente a outros casos, que seriam utilizados para confrontar o Presidente da FCT numa audiência na Assembleia da República. Esta audiência não chegou a acontecer. Entre os factos mais comuns nas candidaturas dos vários candidatos do ISCSP, é de destacar a persistência de erros de cariz administrativo grosseiros que acabam por prejudicar os candidatos, como por exemplo, não ser atribuída a pontuação devida pelo candidato fazer parte de um centro de estudos, ou não ser considerado o facto de o candidato ter várias comunicações e publicações ou ainda o não ser tida em consideração a conclusão do mestrado. Por outro lado, não é despiciendo referir que, este ano, em 12 bolsas atribuídas, 9 foram para candidatos da FCSH. Há, no mínimo, suspeitas que consubstanciam a necessidade de uma averiguação ou inquérito por quem de direito.

 

 

Denuncia esta situação mas confessa, na nota que deixou no blog Estado Sentido (http://estadosentido.blogs.sapo.pt/) que, apesar das suspeitas de favorecimento, não recorreu da decisão e não pretende avançar para tribunal. O que o leva a tomar esta decisão?

 

Para além da reclamação que enviei ao cuidado do Presidente da FCT, que se encontra a aguardar resposta há já dois meses, a decisão era ainda passível de recurso no sistema informático da FCT, através de um processo burocrático que se divide em duas fases, uma primeira, a Audiência Prévia, em que são analisadas queixas quanto a erros administrativos, e uma segunda, o Recurso, em que são analisadas questões científicas. Acontece que é necessário apresentar uma reclamação na primeira, mesmo que não se tenha qualquer queixa quanto a questões administrativas, para poder depois apresentar o recurso. Não só isto me parece não fazer grande sentido, como o facto de se ter tornado insustentável permanecer em Inglaterra, tendo que desistir do doutoramento, tornou irrelevante o recurso, embora não deixe de reclamar e denunciar a situação. Ademais, o facto de ainda nem terem sido comunicados os resultados da Audiência Prévia, não havendo sequer uma previsão de prazos para tal por parte da FCT, é ilustrativo quanto baste de como este processo kafkiano potencia o desespero de qualquer reclamante. Quanto a recorrer a tribunais, tal como escrevi no texto da denúncia, não só já não acredito na justiça portuguesa como não pretendo enveredar por uma batalha perdida à partida e que me faria despender imensos recursos (tempo, dinheiro e disponibilidade mental).

 

 

Sente que pode ser acusado de estar a levantar falsas suspeitas apenas por ter visto o seu pedido de bolsa rejeitado três vezes e, dessa forma, sentir-se injustiçado com os factores de avaliação?

 

Não, não sinto que possa ser acusado de levantar falsas suspeitas, até porque como já referi, estes factos e casos idênticos são mais que conhecidos e comentados no meio académico português. O problema é que o sentimento de impunidade de uns quantos e o silêncio dos demais que compactuam com esta paz podre banalizaram esta distribuição indevida de dinheiros públicos na área da investigação científica. Quanto aos factores de avaliação, estou em crer que até são adequados, mas enquanto o Mérito do Candidato e as Condições de Acolhimento são factores objectivos, o Mérito do Projecto é um factor subjectivo que permite a manipulação a que fui sujeito.

 

 

Afirma que os critérios se adequam aos méritos dos candidatos, mas que outros aspectos poderiam ser escrutinados na atribuição de bolsas?

 

Como referi na resposta anterior, creio que os critérios são adequados. Só não são é muitas vezes cumpridos, quer quanto aos factores objectivos – quando ocorrem erros administrativos grosseiros – quer quanto aos subjectivos, sujeitos a uma manipulação que pura e simplesmente não é fiscalizada. Por outro lado, creio que os resultados deveriam ser públicos (apenas quem se candidate a um concurso consegue aceder à lista de candidatos e respectivas pontuações finais), bem como os projectos submetidos pelos respectivos candidatos. Seria talvez o bastante para diminuir o tal sentimento de impunidade por parte dos avaliadores, que mencionei na resposta anterior.

 

 

Quando declara ter sido adulterada a atribuição de dinheiros públicos, não considera estar a ser demasiado tendencioso ao afirmar que neste ano ser-lhe-ia atribuída uma bolsa, 'conquanto a avaliação decorresse de forma imparcial e justa'?

 

A experiência decorrente das candidaturas anteriores, que me fez reforçar a candidatura deste ano nos pontos em que anteriormente havia tido classificações mais reduzidas, bem como a noção clara de que o projecto que submeti este ano é qualitativamente muito superior, a todos os níveis, ao submetido anteriormente, levaram-me a crer que me seria atribuída a bolsa, e fizeram-me acreditar que, agora que sabia que teria a pontuação máxima nos factores objectivos, a FCT não seria capaz de algo tão escandaloso como prejudicar-me deliberadamente na pontuação atribuída ao projecto. A verdade é que o fizeram. Confesso que fui demasiado ingénuo ao acreditar que a FCT agiria, finalmente, de forma correcta, e não como a instituição que na academia portuguesa é conhecida por ser uma prepotente rede de interesses instalados com contornos que só agora começam a ser revelados na praça pública.

 

 

Que razões o levam a assumir declaradamente que o último dos seus projectos é, passo a citar, 'de longe muito melhor' do que qualquer um dos anteriores?

 

Conforme escrevi no blog e na carta enviada ao Presidente da FCT, o primeiro projecto, que obteve as classificações de 4,1 e 3,8 nas candidaturas de 2010 e 2011 respectivamente, foi elaborado entre 2008 e 2009, quando ainda estava a finalizar a licenciatura. Embora tenha tido qualidade suficiente para me garantir a entrada em várias universidades britânicas, tendo eu optado pela de Durham, não tem a qualidade do projecto que submeti este ano, e que a minha orientadora em Durham também considera ter uma qualidade superior – tendo esta escrito ao Presidente da FCT precisamente neste sentido. Este novo projecto foi escrito no início do ano de 2012, já depois de ter terminado o mestrado, que muito contribuiu para o amadurecimento intelectual que originou este projecto, que decorre das leituras que fiz para a dissertação de mestrado e de uma parte desta. Devo também referir que o novo projecto foi alvo de contribuições e revisões de vários professores de referência da Ciência Política em Portugal, desde logo o Professor José Adelino Maltez, meu orientador da dissertação de mestrado e também orientador em Portugal do meu projecto de doutoramento. Os dois projectos estão disponíveis online, com os links no texto publicado no blog. Mesmo qualquer pessoa que não seja da área da Ciência Política consegue comparar os dois projectos e perceber como o segundo é muito melhor que o primeiro. E só para finalizar a resposta a esta questão, permita-me terminá-la com duas perguntas: i) que sentido faz que no Mérito do Candidato eu tenha melhorado a pontuação ao longo das 3 candidaturas, atingindo a classificação máxima nesta candidatura de 2012 (5 valores), mas tenha piorado na classificação do projecto, e ii) não será estranho que me tenha sido atribuída uma classificação tão penalizadora, de 2 valores, no novo projecto, o que significaria que este teria uma qualidade medíocre, quando se tivesse a pontuação de 3 valores já me seria atribuída a bolsa, sendo ainda de salientar que dados os próprios critérios objectivos da FCT no que diz respeito aos outros dois factores (Mérito do Candidato e Condições do Acolhimento), não tinham como não me dar classificação máxima nestes, pelo que restava apenas manipular a classificação do projecto para me prejudicar?

 

 

A concluir, apesar de não ter, para já, intenções neste processo para além da denúncia, que impacto espera que esta declaração pública assuma?

 

Em O Homem Revoltado, Albert Camus escreveu que “um rebelde é um homem que diz não”, que se revolta contra uma situação que não pode mais suportar, assinalando que a revolta surge do espectáculo do irracional a par com uma condição injusta e incompreensível. E escreve ainda o autor francês que embora um acto de revolta tenha normalmente uma origem individualista, mina a própria concepção individual, porquanto um indivíduo está disposto a sacrificar-se por um bem comum que não lhe diz apenas respeito a ele, mas também à humanidade ou pelo menos, acrescento eu, à comunidade de que faz parte. Como português que quer contribuir para que Portugal possa ter um ambiente mais respirável, acredito que temos que fazer retornar ao centro do nosso contrato social uma há muito perdida noção de justiça, embora creia que isto não se faz de um dia para o outro, mas sim com pequenos actos, que podemos praticar diariamente. Basta que passemos a dizer não, que deixemos de compactuar com a paz podre da mediocridade, da corrupção e da falta de transparência, e que passemos a fiscalizar mais e melhor as instituições públicas. Basta, talvez, e para finalizar, que percebamos o que La Boétie nos transmitiu no seu Discurso sobre a servidão voluntária – que não há que ter medo –, inspirado no qual o Professor José Adelino Maltez ensina que “Na “servitude volontaire” o grande ou pequeno tirano apenas têm o poder que se lhes dá.” 17.01

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