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Palavra de honra de Martins e Sousa

por John Wolf, em 03.04.17

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Não sei que contrapartidas a Geringonça negociou com o PCP e o BE, mas deve ter pago uma nota alta. Jerónimo de Sousa e Catarina Martins partilham a mesma cábula - estão desagradados com a venda do Novo Banco, mas deixam seguir para bingo. E afirmam que quem pagará pelos danos serão os portugueses -, os suspeitos do costume. O pequeno património político dos comunistas e bloquistas corre riscos. Até parece, ironicamente, que houve outra operação de compra. Aparentemente António Costa adquiriu uma posição do PCP e o Partido Socialista uma quota da sociedade bloquista. No entanto, os dois partidos marxistas correm sérios riscos na secretaria, na urna das próximas eleições - há quem não se impressione com lágrimas de crocodilo. Ficarão associados a um governo de falso-fim da Austeridade, a uma administração facilitadora de benefícios para instituições financeiras amigas e pouco amiga de processos demorados de justiça. Se Martins e Sousa não fossem apenas garganteiros, já teriam tirado o tapete por debaixo dos pés da Geringonça. Aqueles dois podem escrever nos respectivos currículos que foram os principais subscritores da venda do Novo Banco ao Lone Star. Viabilizaram o projecto neo-liberal, especulador. Entregaram um banco aos americanos. E como sabemos, tudo o que é americano é Trump.

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publicado às 07:45

TSUNAMIGO

por John Wolf, em 17.01.17

 

 

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Jerónimo de Sousa, o místico, saiu da caverna para explicar aos jornalistas e ex-jornalistas que a aparição de coligação que Passos Coelho avistou, de facto não passa de uma miragem. Diz ele, ao bater o pé na trave e a foice no martelo, que os comunistas não são nada tsunamigos dos socialistas e que o maremoto dessa taxa descendente representa uma no cravo dos propósitos da Esquerda unida. Com tanta prosápia, com tamanha logística de quem é quem, e para onde caminhamos, Jerónimo de Sousa fere o orgulho geringoncial. Resta saber se os comunistas são mais social-democratas do que os passistas são marxistas. Devo dizer que aprecio estas saladas místicas temperadas por galheteiros ideológicos de candeias às avessas. Quanto a Marcelo Rebelo de Sousa, o presidencialista-pop, não me restam grandes dúvidas. Tudo fará para salvar o orgulho do Rato. Não sei exactamente qual Senhor serve o presidente da república. Uma coisa é certa, amor de povo é valioso. Afecto das massas não se enjeita. Resta saber quem paga a taluda da bandeira do salário mínimo a qualquer custo. Pessoalmente acho que o BES, a CGD e o Banif deveriam pagar o aumento da tarifa mensal com os fundos de salvamento que receberam a troco de sabe-se lá do quê. Assim vamos nesta assembleia de lideres mítricos, de barretes enfiados e pegas de caras ou coroas. Qualquer dia Catarina Martins será agraciada com a ordem de São Caetano por ser coerente e disciplinada. O acordo da Geringonça existe no papel, mas não passa disso mesmo. Vira o dístico e troca o mesmo pelo seu oposto. A maré está baixa e as calças estão pelos joelhos.

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publicado às 14:46

PS dispensa o BE e o PCP

por John Wolf, em 25.11.16

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Existe uma frase-chave no artigo do jornal-online Observador: "se as eleições fossem hoje o PS de António Costa teria 43% dos votos, ficando muito perto da maioria absoluta e podendo dar-se ao luxo de dispensar os partidos que o apoiam no Parlamento". Veremos então se o Largo do Rato aproveita a deixa das sondagens para começar a dispensa do BE e PCP. Um lider carismático (mais um) como António Costa já afirmou que está para dura(cell)r, que tem intenções de levar por diante o seu plano bi-quinquenal, a tal estratégia para a década. No entanto, para chegar a solo ao jogo teria de provocar eleições antecipadas. O PS teria de esticar a paciência de Catarina Martins, das manas Mortágua e do Jerónimo de Sousa para que estes interdependentes lhe tirassem o tapete de governação debaixo do rato. Quando saem sondagens nos dias de hoje, penso logo nas congéneres americanas e como acertaram em cheio na vitória de Hillary. As máquinas de propasondagem são ferramentas de trabalho utilíssimas. É só meter a conversa, que o aparelho, a verdadeira geringonça, tritura inconveniências e números desfavoráveis. Essa lampejo de aladino concede três desejos. Um para cada partido da trilogia de governação. O BE e o PCP daqui a nada começam a fazer contas à vida e a chamar de nelo-liberais aos patrões socialistas. Já faltou mais. Têm um belo exemplo de protecção social que está a ser administrada a António Domingues. Mas há considerandos mais importantes. Numa clara bipolarização ideológica da Europa, a ponte de consensos do PS talvez seja a sua única forma de continuidade. Se os conservadores varrerem a Europa e os planos majestáticos de António Costa acordarem de repente para um resgate à luz da protelada dívida a 133% do PIB, e de um serviço de juros incomportável, o PS passa a ser o vilão da fita e abre caminho para outra expressão ideológica em Portugal. Se o PS precisa destas sondagens favoráveis é porque algo vai mal no reino das utopias socialistas.

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publicado às 10:19

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O Partido Socialista (PS) entrou na fase de narcisismo (sem obra feita), como se fosse um super-homem político, um corpo eticamente inatacável, o depósito de verdade, a marca de superioridade moral na paisagem política portuguesa. Contudo, o aparelho governativo depende de terceiros. Ao reclamar o sucesso da Esquerda e a alegada coesão dos parceiros que a formam, teria sido mais credível oferecer o púlpito a Jerónimo de Sousa e a Catarina Martins - gostava de os escutar e ver passar um cheque em branco ao "seu" governo. Ou seja, as jornadas parlamentares, embora se sirvam do nome, de parlamentar pouco ou nada têm. O arranjo à Esquerda com o PCP e o BE, e baseando-nos nas suas declarações, foi a cunha perfeita para chegar a este estado de arte, ao governo. Ou seja, o PCP e o BE parecem nem sequer existir no espectro mental dos socialistas. Não estive em Vila Real (e pelos vistos António Costa também não), mas pelo que percebi, o agrupamento alfa de socialistas serviu para bater nos que já não estão no poder, quando o que deveria estar a ser perspectivado são matérias bem distintas. A saber; À luz do caos orçamental, e o consequente despite das contas exigidas em sede de contrato com credores internacionais, a probabilidade de ocorrer mais um resgate a Portugal, com natural agravamento das medidas de Austeridade. Segundo. As consequências da saída do Reino Unido da União Europeia e os seus efeitos nos países da periferia. Terceiro; a possibilidade de nova crise hipotecária nos EUA com expressão semelhante àquela registada em 2008. E ainda; a mais que certa subida acentuada do preço do crude nos mercados internacionais (50%!!!) durante o verão de 2016. A pergunta que os portugueses devem colocar é a seguinte: para que servem as jornadas parlamentares do PS? A resposta é relativamente simples: não servem para nada. Funcionam como uma moção de confiança para consumo da casa, mas na casa nem sequer estão os que contam, aqueles que pagam a conta da aprovação de decisões de governação. Ou seja, o BE e o PCP. Se fossem coerentes e verdadeiros democratas, o festival ter-se-ia chamado Jornadas Esquerdamentares. Já vimos o que está acontecer ao país dos departamentos, organismos e direcções. O PS está a plantar os seus nos mais variados postos de recompensa variável. Estão a ter alguma dificuldade em arrancar a urtiga cravada no Banco de Portugal. A tal entidade que terá de arcar com a responsabilidade pela situação calamitosa dos lesados do BES, em relação à qual os socialistas nada têm a ver. Os governos passados dos socialistas, dos seus mandatos históricos, são folhas de cálculo em branco. O PS bem que tenta limpar o seu cadastro, mas em breve terá o seu próprio momento Sócrates. Ainda se lembram daquela emissão em directo de São Bento, quando o 44 lá teve de pedir ajuda aos de fora? Pois. Vai ser mais ou menos assim. Outra vez.

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publicado às 17:59

Austeridade de Esquerda não tem nada a ver

por John Wolf, em 02.02.16

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Os governos de Portugal inauguram uma exposição colectiva chamada: "Austeridade de Esquerda - também somos capazes". O governo de António Costa, o governo de Catarina Martins e o governo de Jerónimo de Sousa são os três finalistas do programa - "toma lá disto" -, organizado pela Comissão Europeia. Os três premiados levam para casa mais medidas de austeridade que terão de partilhar com os espectadores. A saber; uma nova contribuição sobre a banca para afastar ainda mais o papão capitalista investidor; um novo imposto sobre produtos petrolíferos que estavam na montra disponíveis para levar com um enfeite de encarecimento; e ainda, o agravamento do imposto automóvel, porque passear ao Domingo já não é a mesma coisa. No entanto, no cabaz falta uma prenda importante: o enxoval presidencial de Maria de Belém que, pelos vistos, será oferecido pelas testemunhas do costume - o povo de Portugal. Nada disto tem piada, mas está pejado de ironia - a Austeridade de inspiração sócio-marxista é de uma estirpe levada da breca, muito pior do que a modalidade normal. Fatal. Afinal os socialistas também são mortais.

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publicado às 19:27

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Esta é para aqueles que me acusam de estar sempre a bater no (mesmo) velhinho. Já disse, e torno a dizê-lo, a ideologia e os partidos, pouco ou nada têm a ver com a minha suposta acutilância crítica. Quando se levanta a poeira em torno da nomeação de assessores para o primeiro-ministro, devemos fazer uma pausa, respirar fundo e olhar à nossa volta. António Costa pode ser amigo de ocasião de Marisa Matias e companheiro de pesca de Jerónimo de Sousa, mas sendo astuto e realista, sabe que as propostas peace and love dos parceiros do tempo novo não servem os tempos perigosos que atravessamos. A segurança interna e a defesa são dimensões que exigem cuidados acrescidos. O primeiro-ministro está certo, neste caso. Contudo, esta decisão não fará descarrilar a inevitabilidade da torrente de ameaças que pairam sobre as nossas sociedades. As nomeações em causa podem contribuir para uma outra dimensão pré-conceptual - a agilização e a partilha de informação entre os diferentes corpos e entidades em causa. Eu teria ido mais longe. Teria constituído um conselho de segurança interna para agrupar em torno da mesma mesa as chefias das diversas polícias e organismos com vocação securitária ou não (ASAE, SEF, Protecção Civil e Polícia Marítima, a título de exemplo). Mas sabemos que muitos destes organismos não se entendem - há colisão das respectivas hierarquias e excessivas lealdades políticas. Basta ser um cidadão comum para perceber que a Polícia Municipal e a PSP não se embrenham de um modo fluente e natural. O polícia municipal é excelente a guardar a betoneira da obra na via pública, mas não me parece que esteja atento à missão policial no seu sentido mais abrangente. Se o trânsito estiver emperrado, este nada faz - não é com ele (pediram-lhe para guardar a grua). Em suma, falta a Portugal, um país pequeno e de fácil interpretação logística, a plena integração de todas as forças, a consubtanciação da reciprocidade de objectivos e missões. Não sei se António Costa tem noção destas disparidades e separação de águas, mas o ambiente geopolítico e a probabilidade da ocorrência de eventos fora de caixa, obriga o governo a pensar holisticamente. Sim, eles andam aí. Alguns políticos e uma mão cheia de terroristas.

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publicado às 08:43

Uma oportunidade que não se deve perder

por Samuel de Paiva Pires, em 22.12.15

Poucas semanas depois, CDS e PSD têm a oportunidade de cumprir o que prometeram a António Costa. Basta recusarem-se a aprovar o Orçamento Rectificativo. É o que Costa merece e, além disso, é o mais acertado perante a desastrosa solução encontrada para o BANIF. Veremos se mantêm o que Portas prometeu e não se deixam ficar reféns de Costa e de um alegado pragmatismo que habitualmente passa por responsabilidade e sentido de Estado, mas que frequentemente serve apenas para justificar más decisões.

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publicado às 14:04

Amigos, amigos, governo à parte.

por John Wolf, em 04.12.15

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Qual a relação de parentesco entre Mario Draghi e António Costa? Provavelmente, best friends forever. Embora não exista uma correlação linear entre as decisões tomadas no âmbito do Banco Central Europeu (BCE) e a gestão do novo governo de Portugal, poderemos genericamente estabelecer as afinidades no quadro de uma visão macro-económica. O BCE prometeu ontem continuar a sua política de injecção de liquidez nas economias da zona euro, mas isso não é necessariamente um bom indicador. Significa que as economias de alguns estados-membro da União Europeia não se aguentam em pé sem a ajuda de uma bengala. Os mercados reflectiram esse facto de diversos modos. O Euro valorizou-se face ao USD - o que em última instância afecta as exportações da zona euro -, e os principais índices bolsistas da Europa registaram algum mal-estar com quedas  acentuadas em todas as praças bolsistas. Quando o governo de António Costa afirma que está a virar a página da política nacional, deve estar a pensar num pequeno caderno de notas, num livro com um título questionável: programa de governo de um governo sem membros de governo provenientes do Partido Comunista (PCP) ou do Bloco de Esquerda (BE). Mas faz algum sentido que assim seja, embora paradoxalmente. A aversão aos mercados, dos partidos radicais de Esquerda, é notória. Contudo, é precisamente nessa arena de alta finança, especulativa ou não, de financiamento público ou de emissão de títulos de dívida que o jogo se faz. Não entendo e não aceito, em nome da democracia genuinamente representativa, e depois de tanto frenesim em torno da legitimidade parlamentar, que o governo de Portugal não integre ministros do PCP e do BE. Esta solução colide com a natureza conceptual dos partidos políticos - a ascensão ao poder e o seu pleno exercício. Por outras palavras, estes factos corroboram o seguinte. O PCP e o BE sabem, embora não o admitam, que qualquer governo em funções fica efectivamente refém dos mercados. Nessa medida, se o PCP e o BE tivessem ministros em funções,  esses partidos ficariam definitivamente marcados pela contradição, pela colisão das práticas com a sua disciplina ideológica. Embora António Costa queira soprar a ideia de um tempo novo, sabemos que isso não passa de palavras de ocasião, do lirismo que acompanha o entusiasmo da decepção. Quem governa Portugal efectivamente não é nenhum dos elencados, ou aqueles deixados na bancada a rejeitar moções de rejeição. São forças maiores que ditarão o rumo de Portugal. A amizade tem limites. E os governos de conveniência também.

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publicado às 09:41

É para ontem - António Costa

por John Wolf, em 07.11.15

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É para ontem. Depois logo se vê. Já está. Falta pouco. Estamos lá. Temos entendimento. Está feito. Falta o acordo político - têm sido as frases políticas de António Costa que ficarão para a história de Portugal. A romântica Fernanda Câncio tem outra visão: o que se está a passar é apenas o desfecho do filme iniciado com o 25 de Abril - finalmente Portugal terá um regime de Esquerda. Não sei se a consorte de Sócrates pode casar o seu misticismo com o oportunismo de António Costa, mas a ironia do destino é haver uma certa coincidência entre as promessas de um governo socialista e aquilo que Mario Draghi tem feito nos últimos tempos no Banco Central Europeu. Ambos acreditam no poder discricionário da liquidez, na ficção monetária e que a política económica pode ser substituída pela injecção de dinheiro em Estados para omitir as suas falências. No entanto, um certo grau de paradoxo reside no seguinte; para financiar medidas populistas, os governos de Esquerda fazem uso de instrumentos financeiros complexos que foram inventados pelos neo-liberais mais ferrenhos do mercado. António Costa tem mesmo sede de poder para além do Largo do Rato, onde tenta tornar um partido de alegada diversidade num aparelho monolítico, dependente da sua persona. Mas faz mal. A soma de acordos com o Bloco de Esquerda (BE), o Partido Comunista Português (PCP) e os Verdes não perfaz um mandato de estabilidade. Consubstancia porém uma das artes portuguesas: o desenrascanço. E já sabemos que essa falsa estratégia nunca funciona. António Costa vai tapando buracos, mas outros nascerão à medida que outros temas de governação forem lançados. Não entendo, para além de todos estes arranjinhos feitos às escondidas dos portugueses (como se fossem obrigados a segredo de justiça), que um governo de iniciativa do Partido Socialista não ofereça poleiro aos partidos da mais recente cooperativa política. Se é a democracia representativa que deve ser defendida, então alguns ministérios devem ser distribuídos ao BE e ao PCP. A Catarina Martins seria uma excelente Ministra da Administração Interna - teria mão nas polícias. E Jerónimo de Sousa seria um excelente Ministro da Defesa - corria logo com esses bandidos da NATO. Agora o que não podemos admitir é que Mário Soares puxe uns cordelinhos para arranjar emprego para o incompetente do seu filho. Portugal não merece tanto - lá fora já chamam a este país de comunista. A factura chegará mais tarde.

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publicado às 07:54

 

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A carroça ficou atolada? Não faz mal. Reinventa-se a roda. Catarina Martins e Jerónimo de Sousa demonstram que têm medo de voar, de governar de acordo como o firmado em contrato - honrar as obrigações de Portugal perante as instituições europeias. A regra dos 3% do défice do Produto Interno Bruto (PIB) não agrada? Não faz mal. Deita-se fora, mas apenas para alguns, para um governo de Esquerda. Será que Catarina Martins vai reformular o Tratado de Lisboa? Não me parece muito católico que sugira a alteração da regra orçamental sem pensar nos outros. Se a revolução da Esquerda é mesmo para ser, então o Bloco a e Coligação Democrática Unitária devem levar a sua água ao moinho de Bruxelas. Se não, parecerá que Catarina Martins procura tratamento privilegiado para um governo imaginado por si. Não leva muito a sério as metas da Comissão Europeia(?) - esta afirmação é particularmente grave e corrobora o que Cavaco Silva declara sobre estabilidade governativa. A União Europeia já tem motivos mais que suficientes para ficar de pé atrás. Muito atrás. Catarina Martins perdeu os três...porcento.

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publicado às 13:01

Comunistas fora da NATO, do EURO e do COSTA

por John Wolf, em 25.10.15

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Jerónimo de Sousa é bom homem, educado e coerente. Enquanto discute com o corretor de apostas António Costa e modera o seu discurso para consumo interno, avança em Bruxelas com o apoio à iniciativa para financiar países de saída do Euro. A ironia do destino dessa proposta é implicar a traição do Tratado da União Europeia da parte daqueles que o sustentam. Seria como pedir a Sócrates para se acusar e decidir a sentença mais pesada. A Juventude Comunista, presente em massa no protesto contra a Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) de ontem em Lisboa, porventura também terá enviado um delegado de informação ideológica à sede da NATO para propor uma forma de desembarque daquela organização. Aposto que as centenas de participantes na marcha nem sequer sabem quais são os seus princípios fundadores e a sua missão principal. Contudo, há questões mais prementes. Com que estojo de facas e garfos se lida com Putin? Talvez seja boa ideia perguntar ao comité-central do Partido Comunista Português. Afinal os estalinistas têm grande experiência na arte da dizimação de povos inteiros e no envio de detractores para a Sibéria.

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publicado às 07:14

Reguadas à Esquerda

por John Wolf, em 16.10.15

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Apenas uma pequena nota: Se já há fracturas no seio do PS devido ao encosto de António Costa à Esquerda, no BE também deve começar a haver, pelo encosto de Catarina Martins à Direita. No caso da CDU ainda mais flagrante se torna, porque dada a distância, o encosto deve ser entendido à Extrema-Direita socialista. Estes arranjinhos de António Costa vieram mesmo confundir a régua que mede as distâncias ideológicas. Resta saber onde se vai encostar Sócrates? Tem de haver um lugar para ele agora que foi libertado. Sei que não foi muito oportuno, logo hoje que Costa vai à televisão dar continuidade ao golpe. Sinto no ar algumas coisas. Este fim de semana vai chover e nos próximos dias algo bastante surreal está para acontecer na cena política em Portugal. Ainda não vimos nada.

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publicado às 19:10

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A dupla Jerónimo-Martins quer fazer frente à Jerónimo Martins. Sim, Jerónimo (de Sousa) e (Catarina) Martins. É tudo uma questão de mercados, economia e transferência de riqueza. Se o Jerónimo de Sousa e a Catarina Martins chegassem ao poder, não tenho dúvidas que viriam atrás daqueles que ganharam a sua vida de um modo honesto. Não tenho um pingo doce de dúvida que o atalho para fundamentar o seu conceito de geração de riqueza seria tirar a quem muito tem para dar a quem pouco tem. No entanto, esquecem-se que a grande maioria dos que tem, em tempos pouco teve. Confirmamos deste modo uma visão preconceituosa - o sucesso e a acumulação de riqueza são sinónimo de desonestidade. No caso destes senhores é mais fácil tirar do que dar - dar a cana de pesca, por exemplo. Portugal estava a dobrar a esquina económica e financeira, mas estes senhores têm uma visão altamente corrosiva da realidade. Aliás, o que a Esquerda do Partido Socialista, da Coligação Democrática Unitária e do Bloco de Esquerda propõem é a cara chapada de Wall Street. A operação que querem levar por diante é um takeover do governo, mas para o realizar encontram-se na fase de mergers and acquisitions. O regulador da bolsa de valores ideológicos (Cavaco) decerto que suspenderá a fusão, se ficar demonstrado que o cartel pretende avançar com o desmantelamento da sociedade económica e social tal e qual como a conhecemos e elegemos. Para já, lidamos com especuladores, traders como António Costa que negoceiam no mercado de derivados, alguns altamente tóxicos.

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publicado às 10:16

Qual a percentagem de Esquerdice?

por John Wolf, em 09.10.15

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Eu posso tentar explicar porque está errado. Não me recordo de ler na Constituição da República Portuguesa um parágrafo sequer sobre a definição de Esquerda e Direita e as percentagens mínimas de "ideologia" para preencher esse requisito. A lógica da soma das partes do Partido Socialista (PS), da Coligação Democrática Unitária (CDU) e do Bloco de Esquerda (BE) pura e simplesmente cai por terra. Pressupõe que existe um teor ideológico mensurável a partir do qual se pode definir forças de Esquerda ou de Direita. Se assim fosse teriamos um ramo do Estado dedicado à fiscalização da percentagem ideológica contida nos preparados políticos - uns agentes EMEL do estacionamento ideológico. Ofereço este exemplo contraditório, mas que bastará para consubstanciar o que digo. A Esquerda que defende com unhas e dentes o Estado Social, deve saber que essa invenção não é inteiramente ideológica, e muito menos um exclusivo da Esquerda. A Suécia, tida como exemplo nos campos da Segurança Social e dos Serviços Nacionais de Saúde, também pode ser retratada como um país intensamente neo-liberal, adepta dos mercados, da livre iniciativa e do lucro. A pergunta que deve ser colocada e que relativiza as demandas dos perdedores das eleições legislativas é a seguinte: como se define o grau de pureza ideológico? Qual a percentagem de esquerdice ou direitice que permite determinar a matriz ideológica dos participantes? Como podem constatar, aquilo que os maus perdedores pretendem, viola os pressupostos de desempenho político eficiente - a obrigação de requisitar soluções da totalidade do espectro político e ideológico. Se os "três amigos" da Esquerda fossem coerentes, e se conseguissem assaltar o poder com um golpe, então estariam proibidos de usar as práticas e costumes da alegada Direita que invocam. Teriam de abolir os mercados, as empresas altamente lucrativas, racionar o número de empreendedores e criar uma economia de direcção central. Por outras palavras: nem sequer são de Esquerda. Serão, quanto muito, oportunistas que se servem de todos os argumentos possíveis e imaginários para derrubar uma força política que legitimamente ganhou as eleições. Se fossem tão altruístas e defensores do interesse trans-partidário, deveriam ter construído a sua coligação a tempo e horas de disputar honestamente uma competição política. Teriam tido tempo para sedimentar ideias e limar arestas. Deste modo, abrupto e perturbador, colocam em causa importantes fundamentos que sustentam um Estado de Direito. Os portugueses votaram nas partes e não na equação pós-eleitoral de ocasião. E os portugueses vêem a milhas de distância o que está acontecer. Esta tentativa de colar a cuspo uma força de bloqueio e de insolvência do governo, merece a mais firme denúncia da parte daqueles que fizeram a revolução de Abril. A não ser que queiram outra cravada na realidade política nacional. Portugal está apurado para o Europeu. Quanto ao resto não sei.

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publicado às 10:49

Quem vai receber Varoufakis à Portela?

por John Wolf, em 02.02.15

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Quem vai receber Yanis Varoufakis à Portela? O ministro das finanças grego está em tournée europeia, e embora ainda não tenha sido noticiado, Portugal deve constar do seu rol de visitas. Apenas sabemos que existem uns quantos em território nacional que já se estão a acotovelar, a dar uns empurrões para ficar bem na fotografia. É assim que funciona em política, seja qual for a causa, a missão a cumprir. A Catarina Martins, a Ana Drago, o Jerónimo de Sousa, ou mesmo o Daniel Oliveira, devem ser os candidatos com ganas de mostrar os cantos à casa - a desgraça que nada tem a ver com a tragédia grega. Nesse dia de recepção, António Costa encontrará uma desculpa para se esquivar - quiçá, a inauguração de mais uma ciclovia. Mas o amigo Yanis não vai ficar muito contente. Então malta? O que se passa? Na Grécia, Syriza! Em Espanha, Podemos! E em Portugal, nicles batatóide? Pois, sabe Dr. Varoufakis, aqui a malta tem dificuldade em instigar a mudança. Pode dar-nos uma ajudinha? Umas dicas. Mas a verdade é que nem Tsipras nem Varoufakis têm algo para oferecer. Aliás, a cada hora que passa as probabilidades de reestruturação da dívida são cada vez mais ténues. Vejam-se os números das casas de apostas. Estudem o comportamento das taxas de juro, das condições de mercado cada vez que sopram ventos de utopia financeira. Se Varoufakis pretende chegar a um acordo com credores deve meter-se no expresso e zarpar rumo aos Goldman Sachs e Rothschilds deste mundo. Se realmente quer marcar a diferença e cortar relações com a Troika e os interlocutores formais da União Europeia, deve demonstrar que consegue ser criativo e original. Para já o duo Tsipras-Varoufakis conseguiu conquistar o poder, muito à custa do rasgo visceral de uma população derreada pela Austeridade, ávida de pão e vingança. Pensando bem, vir a Portugal é uma perda de tempo. Nenhum dos esquerdistas radicais de ocasião que acima referi percebe patavina de como funciona o mundo. Não pretendo ser cínico com este desabafo. Mas, meus senhores, as grandes decisões já foram tomadas. O resto são flores de estufa. Decoração.

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publicado às 09:14

Não há paciência para esta gente

por Samuel de Paiva Pires, em 25.04.14

Nas comemorações do 25 de Abril na Assembleia da República, Cavaco Silva criticou a acção do actual governo, em particular no que se refere ao empobrecimento dos portugueses, ao desemprego, aos funcionários públicos e pensionistas e afirmou que é preciso fazer-se a reforma do Estado que está por fazer. Heloísa Apolónia conseguiu ver no discurso uma colagem total à acção do governo.

 

Jerónimo de Sousa, por seu lado, no que concerne à referência do Presidente da República ao cerco ao parlamento em 1975, afirmou tratar-se de um "desabafo reaccionário" de Cavaco Silva, pois que "não existiu nenhum cerco ao parlamento, que na altura nem era parlamento, era só uma assembleia constituinte, mas uma mera manifestação".

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publicado às 12:24

Máquina do tempo

por Nuno Castelo-Branco, em 07.04.14

 

Uma viagem no tempo, proporcionada pelo já venerável Jerónimo de Sousa. Talvez em homenagem à conhecida dentadura postiça com que Cunhal passou a mastigar no ocaso de década de oitenta, o secretátrio-geral escolheu a Faculdade de Medicina Dentária como palco. Ali nada faltou, desde o saudoso tom declamatório a fazer-nos recordar inflamadas crianças no Bolshoi dos anos 30 e 40, até ao sonho de glórias imaginadas, as vanguardas e destacamentos internacionalistas hoje circunscritos a regiões onde umas tantas bananas amadurecem ao sol caribenho.

Aqui está algo de diferente, contornando os paradoxais anúncios de crise que garantem a maior reserva de hotéis e viagens desde há anos. Ontem, acompanhado por criancinhas de barba rija, Jerónimo de Sousa fez-nos embarcar numa máquina do tempo. Antes da própria invenção do artefacto, foi obra. Hurraaaaaaaaaaaaaaaa! Hurraaaaaaaaaaaaaaaa! Hurraaaaaaaaaaaaaaaaa!

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publicado às 13:28

A recomendação quanto à demissão do governo é desprovida de sentido, e a verdade é que o problema da natalidade em Portugal é muito mais grave e estrutural do que meramente resultado das políticas do actual governo. Todavia, Jerónimo de Sousa tem razão no diagnóstico

 

De há vários anos e governos a esta parte que parecemos viver duas realidades diferentes no que concerne a esta questão, em que os governantes proclamam querer incentivar a natalidade, mas as suas políticas e acções, que são o que realmente importa, vão no sentido precisamente contrário. O mesmo é dizer que na prática a teoria é outra, ilustrada pelo líder comunista: 

 

Jerónimo de Sousa disse ainda que "não há defesa da maternidade e da paternidade nas políticas laborais que comprometem PS, PSD e CDS, quando se defende o aumento e a desregulação dos horários de trabalho e a intensificação dos ritmos de trabalho que impedem os trabalhadores de ter tempo para os seus filhos".

 

O secretário-geral do PCP criticou ainda o que considerou ser "demagogia em torno da natalidade".

 

"Quando se nega o direito às mulheres de decidirem o momento e o número de filhos que desejam ter, quando há discriminação das jovens no acesso ao trabalho por decidirem engravidar, quando existem pressões para que não gozem as licenças de maternidade e paternidade, quando faltam vagas em creches públicas e crescem no privado, quando se corta nos apoios sociais"

 

Se querem realmente incentivar a natalidade, para além da melhoria das condições a nível laboral e das creches, a melhor política será a diminuição da carga fiscal. Quando os níveis de IRS são o que sabemos e as deduções com despesas de educação e saúde foram reduzidas a praticamente nada, fica a dúvida sobre se muitos de nós não andarão a trabalhar para aquecer e se o estado não será já um filho que temos a nosso cargo. Nestas condições, ter filhos acaba por ser um acto quase heróico.

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publicado às 19:50

Felizmente há coisas que não mudam.

por Nuno Castelo-Branco, em 02.12.12

O ensinamento vem de longe, do tempo em que o PC era uma criança de teta, hábito que por muitos anos manteve, sequiosamente esmifrando os opulentos seios da mãezinha soviética que lhe deu sustento. O pai Estaline ensinar-lhe-ia o b-á-bá dos procedimentos, aliás criteriosamente seguidos pelos partidos irmãos. O ódio mortal à social-democracia que lhe "roubava" apoios - devia preocupar-se mais com o meio irmão nacional-socialista - que jamais lhe pertenceriam e que apenas seriam seus naqueles exóticos delírios de uma imaginação fértil, teve como representante máximo da praxis exclusivista, o já há muito defunto primogénito, o KPD. Apesar de repetente nas matérias prodigamente ministradas por todos os povos europeus - a começar pelo russo -,  o actual chefe da lusa-tribo, o Excelentíssimo Senhor Jerónimo de Sousa, tudo esqueceu e pouco ou nada aprendeu.

 

No rescaldo da evocação saudosista do totem de alva cabeleira que durante décadas lhes garantiu o até sempre, o Supremo Congressista mostrou-se muito aberto àquilo que designa de "convergência de esquerda". O que significaria tal felicidade? Resumidamente, a união de todos os partidos que se reclamam de lutas, amanhãs qualquer coisa entre muros e promessas eleitorais repetindo 97% sobre 97,9% indefinidamente. 

 

Em suma, o PC quer a participação do Partido Socialista numa Frente de Esquerda, desde que o timoneiro seja o próprio PC coadjuvado pelos satélites mais próximos. Quer um PS que o siga sem tugir nem mugir e que "não seja burguês", quando o PS apenas conforma aquilo que há muito é a sociedade portuguesa: teimosa e gostosamente burguesa. Utilizando as palavras há quase quarenta anos proferidas pelo Grande Totem, o PC estaria para o sistema político nacional, tal como o Sol existe para a Terra. O PS, esse enorme Júpiter, seria o frígido planeta gasoso onde vivalma aterraria. 

 

As coisas são como são. O PC quer continuar a ser aquilo que sempre foi e estando no seu pleno e justíssimo direito, rejeita um PS que continuará a ser como desde 1973 o conhecemos. O Partido Socialista é algo de muito diferente daquel'outro mais original e nascido na Monarquia Constitucional. Passaram cem anos, o mundo está mesmo muito diferente e enfrentando os factos, o PS não tem outra hipótese por mais excêntrica que seja, pois o mínimo desvio transformá-lo-ia numa redição da UEDS ou numa repetição do grupinho do Manecas das Intentas.

 

Felizmente há coisas que não mudam e apenas nos resta a imagem de um Álvaro Cunhal, até sempre sorridente por mais uns séculos. 

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publicado às 21:06

Revisitando Nicolae Ceausescu

por Nuno Castelo-Branco, em 28.08.12

Há apenas umas duas horas, o camarada Jerónimo de Sousa sugeria corrermos com a "troika da agressão", ou por outras palavras, Portugal decidir-se pelo calote global. Poderia ser mais preciso e colocar como possível ponto de discussão, os usurários juros exigidos. Isso todos compreenderiam. 

 

Talvez devêssemos dar uma oportunidade à gestão PCP, porque este país iria mesmo pagar a dívida fosse de que forma fosse, preferencialmente à bruta e por "interesse colectivo". Por exemplo, Jerónimo de Sousa até poderia adoptar aquele modelo outrora tentado pelo seu correligionário Nicolae Ceausescu: nada de carne, nada de peixe, nada de gasolina e gasóleo nos postos de abastecimento, nada de cuidados de saúde, educação reduzida ao mínimo dos mínimos e plena satisfação dos credores internacionais.  

 

Quem sabe se um ou dois anos depois, não teríamos por cá um Génio do Tejo?

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publicado às 15:34






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