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A putinização de João Soares

por John Wolf, em 07.04.16

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A linha que separa a ameaça do uso de força, o uso de força, a agressão e a violência é ténue. Perguntem a Putin como ele faz para afastar os detractores na democrática Rússia. João Soares já ocupou diversos cargos na sua carreira política (amplamente promovida pela sua ascendência), mas há uma posição que poderemos destacar - foi presidente da Assembleia Parlamentar da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) entre 2008 e 2010 -, a entidade especialmente criada para promover o diálogo multilateral entre o Ocidente e o Leste no contexto da Guerra Fria. Lamentavelmente, podemos confirmar que João Soares não conhece ou não quer acatar as regras do normal funcionamento de uma sociedade democrática, entre as quais o direito a opinião diversa. As únicas bofetadas aceitáveis seriam aquelas da argumentação inteligente, culta e civilizada. Este caso deve ser tratado com o maior rigor possível. Exprime de um modo elementar a tendência de censura e repressão que parece estar à flor da pele deste ministro. Um governo que queira merecer o respeito da população não pode pactuar com este tipo de linguagem. A ameaça é clara e envia uma mensagem a toda uma classe profissional alicerçada na liberdade de expressão, e atenta igualmente contra princípios universais de respeito pela condição humana - diz respeito a qualquer cidadão. Se eu fosse o Vasco Pulido Valente ou o Augusto M. Seabra movia uma acção judicial contra o ministro da cultura. Não brinquemos com coisas sérias. Hoje umas estaladas, amanhã quem sabe. E de degeneração em degeneração os animais transformam-se em monstros.

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publicado às 19:52

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Vamos lá ver se a gente se entende. A gente?!!! Não. Vamos ver se eles se entendem. Então não era o Bloco de Esquerda, armado em associação de defesa dos interesses da nação, que tinha mandado a Troika àquele lugar. Não tinha sido a Catarina Martins, as irmãs Mortágua e a colega Matias, a mandar o gang (Wolf) do Schäuble ir dar uma volta. O que se passa, Jesus? (resquícios do cartaz, perdoem-me). Queriam um concurso público internacional (repito, estrangeiro) para nomear um novo chefe no Centro Cultural de Belém? Pois. E pois outra vez. Já não percebo nada. Ou se calhar percebo. As moças estão cheias de razão. Não é assim que se faz a coisa. Manda-se um para a lama e encomenda-se um Somaeseguevielle, assim sem mais nem menos? Só não concordo com o seguinte. O BSE (BS...do americano, para rimar com Trump, Bullshit) acha mal um projecto que envolva parceiros privados na zona de intervenção de Belém? Porquê? As construções governativas são para que servir que clientelas? Não serão para servir o público? Ou será que ao passar alguns equipamentos e competências para a esfera privada deixa de haver poleiros para os amigos como aquele do João Soares? Como podem ver, isto não faz muito sentido. Ou pelo menos uma metade não faz. Ah!! Já estou a ver. Mas chegam tarde, muito tarde. Varoufakis já foi contratado por Corbin da Silva. Agora amanhem-se. Pelo menos o director da galeria Berardo tem nome que soa a estrangeiro. Deveria chegar.

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publicado às 14:54

Pura coincidência da rede socialista

por John Wolf, em 17.02.16

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Anda tudo com a mania da perseguição. Primeiro foi o filho de João Soares que foi parar à Câmara Municipal de Lisboa sem a ajuda do papá ou do avô. Agora Ricardo Costa passa a director-geral de informação do grupo Impresa. Deixem lá os rapazes trabalhar em paz. O que é que interessa que tenham ligações de parentesco a gente importante? O que é que interessa? Nada. E não interessa nada porque esta é a matriz comportamental do país - famoso ou não, político ou nem por isso. Em 1997, quando terminei o meu curso de Relações Internacionais, um dos meus amigos terminara o seu de Gestão de Empresas noutra academia da capital. O seu pai, um homem influente nos meandros da advocacia (e com afinidades ao PS), perguntou ao filho onde desejava trabalhar. O meu amigo respondeu - na área internacional de certa e determinada empresa de telecomunicações. O pai pegou no telefone e falou ao patrão dessa grande empresa. E após uma pequena entrevista pró-forma ficara tudo acertado. O meu amigo iria iniciar a sua caminhada laboral naquele estabelecimento. Contudo, tal não viria a acontecer por motivos de força maior cujos detalhes não partilharei. Em suma, para além da mania da perseguição, não passa tudo de uma grande coincidência. O João Soares, político experiente, mas porventura insensato, deveria ter emprestado um bom conselho ao filho, mas não deve ter recebido do seu. E Ricardo Costa, meio-irmão, ou meio-jornalista, deveria saber que existem limites éticos, mas em vez disso, existe uma via ascendente e inevitável que todos procuram a todo o custo - acumular poder e deter uma boa quota-parte do manancial democrático que ainda está disponível, para o transformar numa deplorável oligarquia. Poder podem, mas não deviam.

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publicado às 19:22

Justiça à PS

por João Almeida Amaral, em 03.12.15

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A Relação de Lisboa, entende que não ficou provada em julgamento, qualquer afinidade politico- partidária, entre Maria Lurdes Rodrigues e João Pedroso, porque Maria Lurdes Rodrigues não é militante do PS e foi nomeada ministra da Educação como independente.

João Pedroso nem é irmão do protegido de Ferro Rodrigues, conhecido como o Paulinho do caso Casa Pia, nem Morgado é do PS. 

Nem Costa tinha nada a ver com Sampaio , nem João Soares tinha nada a ver com Savimbi, nem nada é o que parece.

Mas provavelmente eles têm razão, porque António Costa também não foi eleito e é Primeiro ministro. 

No PS nada é o que parece, tudo são coincidências.  

Será que continuam a pensar que somos todos parvos ?

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publicado às 14:06

É para ontem - António Costa

por John Wolf, em 07.11.15

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É para ontem. Depois logo se vê. Já está. Falta pouco. Estamos lá. Temos entendimento. Está feito. Falta o acordo político - têm sido as frases políticas de António Costa que ficarão para a história de Portugal. A romântica Fernanda Câncio tem outra visão: o que se está a passar é apenas o desfecho do filme iniciado com o 25 de Abril - finalmente Portugal terá um regime de Esquerda. Não sei se a consorte de Sócrates pode casar o seu misticismo com o oportunismo de António Costa, mas a ironia do destino é haver uma certa coincidência entre as promessas de um governo socialista e aquilo que Mario Draghi tem feito nos últimos tempos no Banco Central Europeu. Ambos acreditam no poder discricionário da liquidez, na ficção monetária e que a política económica pode ser substituída pela injecção de dinheiro em Estados para omitir as suas falências. No entanto, um certo grau de paradoxo reside no seguinte; para financiar medidas populistas, os governos de Esquerda fazem uso de instrumentos financeiros complexos que foram inventados pelos neo-liberais mais ferrenhos do mercado. António Costa tem mesmo sede de poder para além do Largo do Rato, onde tenta tornar um partido de alegada diversidade num aparelho monolítico, dependente da sua persona. Mas faz mal. A soma de acordos com o Bloco de Esquerda (BE), o Partido Comunista Português (PCP) e os Verdes não perfaz um mandato de estabilidade. Consubstancia porém uma das artes portuguesas: o desenrascanço. E já sabemos que essa falsa estratégia nunca funciona. António Costa vai tapando buracos, mas outros nascerão à medida que outros temas de governação forem lançados. Não entendo, para além de todos estes arranjinhos feitos às escondidas dos portugueses (como se fossem obrigados a segredo de justiça), que um governo de iniciativa do Partido Socialista não ofereça poleiro aos partidos da mais recente cooperativa política. Se é a democracia representativa que deve ser defendida, então alguns ministérios devem ser distribuídos ao BE e ao PCP. A Catarina Martins seria uma excelente Ministra da Administração Interna - teria mão nas polícias. E Jerónimo de Sousa seria um excelente Ministro da Defesa - corria logo com esses bandidos da NATO. Agora o que não podemos admitir é que Mário Soares puxe uns cordelinhos para arranjar emprego para o incompetente do seu filho. Portugal não merece tanto - lá fora já chamam a este país de comunista. A factura chegará mais tarde.

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publicado às 07:54

Postas de pescada

por Nuno Castelo-Branco, em 28.02.14

A propósito  de um livro recentemente publicado, João Soares está na SIC Notícias a puxar pelos galões republicanos. E do que fala ele? De Nova Lisboa, vulgo Huambo, cidade "totalmente republicana". O homem está deslumbrado com a obra portuguesa em Angola - aproveita para secundarizar Paiva Couceiro e "outros" - ,  tece loas ao que foi construído e recorda Norton de Matos, um bom republicano, sem dúvida, mas a antítese daquilo  que republicanismo soarista sempre significou. 

 

Nova Lisboa é a Huambo que foi arrasada a tiro de canhão pelos camaradas de Soares. Camaradas de "lutas" como o MPLA - aliás, seu colega na Internacional Socialista - e camaradas de "boas causas" como a UNITA, cujo chefe era seu compadre. Não esquecer os bons ofícios destrutivos de alguns camaradas ainda bem próximos, colegas de partido e camaradíssimos por apertados laços de sangue. 

Nova Lisboa foi destruída e vai sendo lentamente reconstruída. Um escusado desastre em nome de quê e para quê? Onde está a azáfama económica  de há quarenta anos? O que aconteceu ao Caminho de Ferro de Benguela e em que estado se encontram as suas outrora colossais e moderníssimas oficinas? O que sucedeu às escolas, hospitais, postos médicos, armazéns, fazendas e toda uma série de infra-estruturas que faziam da Angola de 1973, um exemplo de progresso sustentável?

 

João Soares pode despejar as postas de pescada onde quiser, mas não convence nem o mais distraído. Haja um mínimo de pudor. 

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publicado às 21:42

Soares e os segredos de Soares

por John Wolf, em 08.03.13

 

João Soares nunca deixará de ser filho do antigo Presidente da República Mário Soares, e este nunca deixará de ser pai do antigo Presidente de Câmara. Esse grau de parentesco político deveria ter implicações éticas e condicionar a ocupação de certos cargos. Parece-me uma asneirada, e uma falta de bom senso, que João Soares faça parte da comissão designada para fiscalizar as "secretas". Vamos supôr que amanhã há razões de Estado que obrigam a rever factos que envolvem Mário Soares. Será que estaremos na presença de níveis de imparcialidade suficientes? Ou teremos mais um caso que corre em sentido contrário ao princípio democrático de idoneidade? No meu entender, e na condição de mero passante, acho que deveriam  ter tido um pouco mais de bom senso. Por outro lado, a integração de João Soares na entidade que fiscaliza as secretas, poderá ser entendida como uma medida preventiva. Não vá o diabo tecê-las, mesmo que baixinho. Será que ainda não perceberam, depois de tantos anos a pisar o risco, que não deixam de ser ligações perigosas, por mais inocentes que sejam os visados? São estas soluções políticas que danificam ainda mais um acervo governativo severamente amolgado por tantos acidentes de percurso, de discurso. Tudo isto tem contornos de trágico e caricato. E estamos a falar de duas gerações. Qualquer dia teremos um neto na comissão de ética a invocar grandiosos princípios, o legado de fundadores e reformistas. Seria bom que tivessem juízo. E se não o têm, é melhor ficarem quietinhos.  

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publicado às 11:55

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publicado às 09:01

Importa-se de repetir?

por Pedro Quartin Graça, em 10.09.11

João Soares “orgulhoso” do trabalho de Sócrates

O socialista João Soares manifestou este sábado em Braga o seu "orgulho" no trabalho feito por José Sócrates na última legislatura, lembrando aquela que considera a "obra notável" feita pelo Partido Socialista.

"Queria sublinhar com clareza o orgulho que tenho no trabalho que foi feito pelo último governo do Partido Socialista, liderado pelo nosso camarada José Sócrates. Não podemos deixar que a direita nos ataque nesta matéria", afirmou João Soares durante o XVIII Congresso Nacional do Partido Socialista. 

Naquela que foi a quarta intervenção da tarde, de uma lista de cerca de 200 inscritos, Soares acrescentou ter "muito orgulho na obra notável de requalificação do território, de requalificação da administração pública, de defesa e incremento da escola pública e do serviço nacional de saúde que foi feito pelo governo do PS".  

Obra notável na requalificação do território e da escola pública? João Soares ensandeceu. Não há outra explicação.

 

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publicado às 17:51






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