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Música para hoje: Samuel Úria - Aeromoço

por Samuel de Paiva Pires, em 27.07.17

 

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publicado às 20:44

Música para hoje: Samuel Úria - Tapete

por Samuel de Paiva Pires, em 16.06.17

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publicado às 16:16

Música para hoje: Metallica - Moth Into Flame

por Samuel de Paiva Pires, em 14.10.16

 

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publicado às 13:36

Tributo a Prince

por John Wolf, em 21.04.16

Crónica publicada pela revista Maxim (todos os direitos reservados) - Prince em Lisboa, Agosto 2013

 

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Quem teve o privilégio de assistir ao concerto de Prince, e a sua banda 3rdeyegirl no Sábado passado, foi contemplado com a genialidade de um dos maiores compositores e guitarristas de todos os tempos. O que interessa o atraso de 45 minutos?

O público que encheu a sala por completo, veio ao engano, mas saiu rendido. Prince, independente nas suas escolhas, mas profícuo na reinvenção dos seus estilos musicais, purgou a sua apresentação de todos os clichés que a audiência estática estava à espera. A expressão funky-soul-rhythm and blues foi preterida e substituída por uma abordagem metalista de rock puro e duro. Em palco, as secções de metais e sopro, os backing vocals, os teclados de acompanhamento ficaram em casa e deram lugar a uma banda de garagem crua e nua - à moda antiga.

As várias gerações de espectadores presentes na sala parecem terem parado no tempo (deixaram-se ficar pelos anos 80 e 90), e apenas aqueles profundos conhecedores da obra de Prince Rogers Nelson não se quedaram nas suas convicções musicais porque sabem que a revolução musical é o que define este grande artista, um visionário que decerto já estará a preparar o próximo ciclo criativo. Um bom número de jornalistas que relatou o concerto épico esqueceu-se de referir algumas dimensões do espetáculo. O Coliseu dos Recreios não é uma sala de referência em termos acústicos. É um palco concebido há muitos anos para outros fins que não os musicais. Os profissionais sabem-no e para evitar que as sonoridades sejam engolidas pelos nichos e galerias do antigo circo, os técnicos da mesa de mistura optam quase sempre por bombardear a sala com níveis de áudio acima do expectável. No entanto, essa opção não comprometeu a qualidade musical do espetáculo fortemente alicerçado nas guitarras eléctricas do prodígio de Minneapolis e da nova estrela Donna Grantis – mais uma protegida do génio.

Na guitarra baixo Ida Nielsen excedeu-se e nunca ficou na sombra de grandes como Larry Graham, que Prince havia resgatado de Sly and the Family Stone para outras andanças musicais e tournées. A baterista Hannah Ford manteve a consistência rítmica a um nível absolutamente avassalador – é uma Sheila E. de cor branca metalizada, sem expressão latina na percussão porque desta vez não era para aqui chamada. Voltando à questão da sala – o Coliseu dos Recreios foi o parceiro menor de uma noite de sonho, mas este grande artista nunca se queixa da ferramenta, e sai sempre por cima – sujeitou a pobre arquitetura do espaço à sua superioridade e talento. O alinhamento ácido de cordas e a virtuosidade da noite abriram com uma versão menos swingada de Let ́s go Crazy do álbum Purple Rain (1984), e ao longo da noite fabulosamente mesclada pela banda 3rdeyegirl , Prince viajou pelos temas que melhor encarnam a sua doutrina mais próxima da guitarra lendária de Hendrix ou Gary Moore. Eu sei que as comparações não são para aqui chamadas, mas no pedestal da magnitude de riffs e acordes eléctricos, Prince está lá em cima, senão no topo.

Na carteira musical e oficial de discos editados, Prince tem muito por onde escolher. De 1978 a 2013 há muita cereja melódica para saborear. Um tema precoce de Prince que remonta a 1979 (extraído do seu segundo álbum de originais de seu nome Prince) é o hino à guitarra eléctrica – Bambi. Muito poucos do público reconheceram esse DNA de há largos anos e receberam o tema como se de um original se tratasse – maravilhosa a frescura de um tema com mais de vinte anos. Seguiram-se mais "lados B", que, de um modo geral, tinham sido ignorados pela audiência ainda hipnotizada por canções que não constaram no repertório da noite. Em vez do glamour de Kiss, Pop life ou Raspberry Beret, a noite foi assaltada por canções como Endorphinmachine, the Max, FixUrlifeUp ou the Love we make. Da caixa de ferramentas da noite, Prince não podia deixar de fora a sua mais recente bandeira – Screwdriver. A partitura foi concebida de um modo continuum sem pausas, mas com pontes musicais pontuadas pelo maestro incondicional da perfeição. Muito, mas mesmo muito trabalho está por detrás destes arranjos para simples gozo do público. Always in my hair, com a sua forte carga sexual, também esteve presente em versão hard-rock-café. Quando todos se preparavam para apenas um encore de remate, Prince entra na onda (ou não sai dela!) e arrasta para o palco contemplados da noite para um delírio dançante inaugurado com Hot Thing do álbum Sign O ́Times de 1987.

Nas passagens de uma época musical para outra Prince serviu-se da prata da casa. De um modo subtil, lá estavam algumas frases do Black Album de 1988 (a edição clandestina desse ano) como Superfunkycalifragisexy. O homem- guitarra quis também demonstrar que é um baixista de primeira água e por uns breves instantes roubou o instrumento à Ida Nielsen para seguir devolver a guitarra baixo ainda a arder notas. Nas teclas Prince agraciou a velha guarda do público com amigos de longa data; Nothing compares to you (de sua autoria) fez vibrar os nostálgicos, para encadear logo e sem demoras a peça final - Purple Rain. O artista norte-americano foi especialmente generoso para com Portugal, que aliás foi o mote da noite inteira, com uma referencia sentida à ninfa Ana Moura que ele coroou como "Queen of Portugal" (Take care of her, I love her). Mas havia ainda uma outra mensagem subliminar na poética religiosa de Prince; o Gospel do amor esteve presente no coliseu com a repetição do refrão de amor fraternal: Love one another. Love one another.

Prince materializou a sua empatia em relação a um povo que atravessa um momento difícil. A mensagem de Prince, qual espiritual negro e branco, serviu para levantar os ânimos de perto de 4000 espectadores que esqueceram as agruras da vida durante duas horas e meia de magia. Assisti a uma noite épica em Lisboa. Recebi doses de luxo musical como nunca antes. Obrigado, Prince.

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publicado às 22:54

Música para hoje: Kendrick Lamar - King Kunta

por Samuel de Paiva Pires, em 23.02.16

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publicado às 23:01

Música para hoje: Blur - Go Out

por Samuel de Paiva Pires, em 18.01.16

 

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publicado às 13:37

Música para hoje: Blur - Magic America

por Samuel de Paiva Pires, em 23.09.15

 

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publicado às 14:59

Música para hoje: Blur - Charmless Man

por Samuel de Paiva Pires, em 10.08.15

 

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publicado às 18:53

Música para hoje: The Drums - I Hope Time Doesn't Change Him

por Samuel de Paiva Pires, em 10.07.15

 

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publicado às 15:35

Ao fim do dia - Sabe Deus

por João Quaresma, em 31.07.13

Ana Moura e o israelita Idan Raichel.

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publicado às 23:42

Música para hoje: Blur - To The End

por Samuel de Paiva Pires, em 14.06.13

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publicado às 14:15

Ao fim do dia

por João Quaresma, em 28.05.13

Kick out the Style!

Bring back the Jam!


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publicado às 23:33

Música para hoje: Franz Ferdinand - No You Girls

por Samuel de Paiva Pires, em 08.05.13

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publicado às 13:07

Que seria de mim sem Música?

por joshua, em 15.02.13

Desde sempre a amei, sempre a busquei. E hoje a consolação que dela me vem não tem limites. Em criança, acompanhava os ensaios do grande orfeão da minha terra, aprendia com o sábio maestro a dura exigência da arte, a excitação do Belo, exemplo de querer o máximo, os desempenhos ultraprofissionais do coro. Sempre me disseram ter eu próprio uma afinação perfeita, uma voz balsâmica; amei desde muito cedo o canto coral, muito cedo saboreei Orff, sensacional música sensualizada, a tradição medieval reconstituída, o canto gregoriano, o melhor da música sacra, Bach, Mozart, Schumann, tudo. Hoje, na minha praia, diante das ondas que cavalgam até à areia afagando grandes pedras, miro as férvidas águas e o sol que nelas rebrilha, ouvindo por vezes até às lágrimas quanto a Antena 2 me dá a escutar e substancia, com o que vejo, o imprevisto poema absoluto do momento, sentido completo do meu mais fundo.

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publicado às 12:00

Música para hoje: Dizzy Gillespie - Chega de Saudade

por Samuel de Paiva Pires, em 31.12.12

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publicado às 13:42

Música para hoje: Kate Bush - Feel It

por Samuel de Paiva Pires, em 28.12.12

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publicado às 11:00

Música para hoje: Kate Bush - Them Heavy People

por Samuel de Paiva Pires, em 26.12.12

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publicado às 21:58

Ainda o concerto de The Black Keys

por Samuel de Paiva Pires, em 29.11.12

Eu assisti a Jack White e a The Black Keys. E alguém na Blitz só pode ter andado a beber qualquer coisa esquisita, porque nem de perto, nem de longe "foi quase tão incendiário quanto Jack White no Coliseu." E "Auerbach deu ainda à audiência lisboeta outra coisa que ela muito preza: conversa e alguma bajulação" é simplesmente mentira. Mal interagiram com o público. Que artigo mais intrigante...

 

Leitura complementar: Um concerto aquém das expectativas.

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publicado às 10:49

Um concerto aquém das expectativas

por Samuel de Paiva Pires, em 28.11.12

Foi esta noite que os célebres The Black Keys tocaram no Pavilhão Atlântico. Com poucos rasgos de criatividade em palco, interagindo pouco com o público (nem os clichés "Boa noite" e "Obrigado" se ouviram), tocando um set com demasiadas quebras em apenas hora e meia e deixando no baú sucessos como You're the only one, Heavy Soul, Have Love Will Travel, Strange Desire, Stop Stop, I'll be your man, She said, she said, apenas se pode esperar que da próxima vez que actuarem em Portugal se empenhem um pouco mais. 

 

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publicado às 01:04

 

(Anne Hathaway. Porque nada melhor que uma mulher bonita para ilustrar este post)

 

Sendo, entre outras coisas, conhecido pela crítica que faz às noções de beleza vigentes nos mais variados domínios, em Beauty Roger Scruton sistematiza magistralmente a sua abordagem kantiana ao conceito de beleza. Rejeitando o relativismo da apreciação estética, considerando que a beleza é um valor universal ancorado na racionalidade humana, Scruton crê que é possível educar o gosto de forma a poder apreciar a beleza e fundamentar esta apreciação na razão. À primeira vista, esta posição pode parecer cair num racionalismo exagerado, mas quem conhece o trabalho de Scruton sabe que não é de todo o caso. A verdade é que, embora a contemporânea corrupção das artes nos leve a celebrar o que é feio, como Scruton não se cansa de assinalar, e esta crise fomentada pelo relativismo intelectual e moral se verifique essencialmente nas Ciências Sociais e Humanas, desde Platão que a beleza se encontra na companhia da verdade e da bondade, sendo estes valores o trio que se constitui como centro das preocupações da Filosofia. Partindo desta concepção, o que Scruton faz é recuperar duas ideias de Kant: sendo a apreciação estética individual e, portanto, subjectiva, não deixa de ser passível de ser debatida com terceiros – e daí a possibilidade de se educar o gosto ; e a verdadeira apreciação da beleza é aquela que tem uma perspectiva de interesse desinteressado, sendo um fim em si mesma.

 

É nesta segunda ideia que me quero focar. Scruton afirma que não «avaliamos a beleza de algo apenas pela sua utilidade, mas também pelo que as coisas são em si próprias – ou mais plausivelmente, pela forma como aparecem em si próprias. (…) Quando o nosso interesse é inteiramente tomado por uma coisa, como ela aparece na nossa percepção, e independentemente de qualquer uso que se lhe possa dar, então podemos começar a falar da sua beleza.»1 Desta forma, «consideramos algo belo quando obtemos prazer em contemplá-lo como um objecto individual, por si próprio, e na sua forma apresentada. (…) Estar interessado na beleza é colocar todos os interesses de lado, de modo a atender à coisa em si própria.»2 É isto que é um interesse desinteressado, contrário à abordagem interessada que pressupõe tratar algo ou alguém como um meio para satisfazer os nossos interesses.

 

Feitos os considerandos anteriores, permitam-me procurar aplicá-los a duas situações: a música e a beleza feminina.  

 

Não me recordo onde foi que li ou ouvi que a diferença entre estar apaixonado e não estar é que quando se está a música faz sentido. A ideia parece estar correcta, à primeira vista. Não é preciso realizar um apurado estudo estatístico para chegarmos à noção de que a esmagadora maioria das músicas trata da temática do amor. O que acontece quando estamos apaixonados e ouvimos determinadas músicas é que estas ficam associadas a certos momentos e à pessoa a quem o nosso amor se dirige. Quer o sentimento seja correspondido ou não, quer as músicas nos apareçam por acaso ou sejamos nós a procurar ouvi-las deliberadamente, as composições e as letras parecem feitas de propósito para nós. Quer seja a alegria ou a tristeza que nos invada, parecem realmente fazer sentido. Mas este sentido não decorre da apreciação da música como fim em si mesma. Decorre da condição do sujeito que realiza a apreciação, o que significa que esta tem um contexto do qual o sujeito não se consegue desligar e que não serve o propósito de efectuar uma mais correcta apreciação do valor estético do objecto visado. Por outro lado, quando não estamos apaixonados, por estranho que isto possa parecer a muitos indivíduos, estamos em condições de poder apreciar de forma mais verdadeira – porque inteiramente desprovida de interesse – a beleza de uma música. Não há, contudo, como escapar à temática do amor. Se o tentássemos fazer, provavelmente acabávamos a ouvir uma diminuta porção de toda a música jamais realizada. Mas mesmo que pudéssemos escapar a esta temática, por que o haveríamos de fazer? Juntamente com a verdade, a bondade e a beleza, o amor também se constituiu desde a Antiguidade Clássica como temática de eleição dos filósofos, dado que se encontra inscrito na natureza humana e é provavelmente o sentimento mais poderoso que qualquer ser humano pode sentir. Mesmo quando não estamos apaixonados, ou sonhamos em estar ou queremos não cair nesta condição. O amor define-nos, e define em parte a forma como vemos e estamos no mundo.

 

Isto significa também que o amor está ligado à apreciação da beleza. Dado que o amor se revela na concretização do desejo sexual erótico individualizado, tendo precisamente a ver com a intencionalidade da emoção sexual dirigida a um sujeito corporizado e não apenas a um corpo, importa salientar que, citando novamente Scruton, “De acordo com Platão, o desejo sexual, na sua forma comum, envolve um desejo de possuir o que é mortal e transitório, e uma consequente escravização ao aspecto menor da alma, o aspecto que está imerso no imediatismo sensual e nas coisas deste mundo. O amor pela beleza é realmente um sinal para nos libertarmos deste apego sensorial, e de começarmos a ascensão da alma em direcção ao mundo das ideias, para aí participarmos na versão divina da reprodução, que é a compreensão e a transmissão de verdades eternas.»3 Quando os nossos sentidos estão despertos, quando procuramos a beleza como fim em si mesma, por vezes, embora raramente, deparamo-nos com uma mulher que nos deixa com uma sensação de verdadeira admiração por si, sem que tal envolva um interesse sexual. Nestes momentos, percebemos realmente o dilema entre os nossos desejos e instintos primários e o nosso eu mais racional. Prevalecendo o segundo, abre-se a porta a todo o um novo tipo de sensações. Chega a tratar-se, quanto muito, caso conheçamos a pessoa e, portanto, esta não seja meramente uma estranha que se nos atravessa na rua, de um amor platónico – a sublimação do amor erótico, dirigido a algo mais elevado que é o prazer da contemplação de algo belo. Não contém, nem poderia, o desejo sexual, porque tal seria conspurcar um objecto que para nós se torna sagrado.

 

Quando existe desejo sexual, quando se trata da mais comum forma de amor, abre-se a porta à eventualidade de sermos invadidos por sensações bem menos tranquilizantes que as referidas no parágrafo anterior. Fernando Pessoa escreveu que todas as cartas de amor são ridículas. E são-no porque ainda antes de serem escritas têm um propósito definido – conquistar a outra pessoa – que advém de algo tão forte que chega a escravizar quem escreve a carta. Quando o eu irracional, primário e movido pelo desejo, se sobrepõe ao eu racional, o resultado é quase sempre desastroso, ridículo e piroso. Numa carta de amor, é-o necessariamente porque a carta é um mero instrumento que visa a conquista do outro, que é objectificado com vista a satisfazer as necessidades emocionais e sexuais de quem escreve. Amar é um egoísmo totalitário e avassalador. Quando não se está inebriado por este tipo de sentimentos, apreciar a beleza de alguém como fim em si mesmo reveste-se de uma natureza completamente diferente. E se por acaso o nosso espírito o decidir declarar à visada, a sensação de o fazer e após o fazer é completamente diferente. É algo verdadeiramente genuíno e que conforta a alma daqueles que estão despertos para a beleza que se encontra neste mundo. Afinal, o que poderá ser mais poético do que a beleza pela beleza?

 

Como escreveu Wilde, “Aqueles que encontram belas significações nas coisas belas são cultos. Para esses há esperança. São os eleitos aqueles para quem as coisas belas apenas significam Beleza.”



1 - Roger Scruton, Beauty, Oxford,Oxford University Press, 2009, p. 17.

2 - Ibid., p. 26.

3 - Ibid., p. 41.

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publicado às 02:35






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