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Portugal, DBRS e cães amestrados

por John Wolf, em 23.10.16

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Que raio de construção é esta? Portugal está dependente de avalistas como a DBRS para garantir a continuidade dos financiamentos do BCE? Há aqui diversos elementos miseráveis. Um Estado alegadamente soberano está nas mãos de uma casa de rating que nem sequer é um Estado. A DBRS não tem governo, não tem território, não é uma nação, não tem um exército, embora tenha uma língua, mas dá ordens ao BCE. A Europa da União, com tantos anos de casa, nem sequer foi capaz de se auditar internamente, nem sequer é capaz de ter a sua própria agência de rating. Recorre a uma casa de apostas canadiana. Por outro lado, Portugal tem um governo de ficções. Uma entidade tri-partidária que inventou o boato de que acabou a austeridade, mas que efectivamente a eterniza. Mário Centeno e António Costa decepam os gargalos de espumante Raposeira como se o mais recente carimbo da DBRS, que mantém Portugal junto ao portão da lixeira, valesse alguma coisa e fosse fruto do grande empenho e competência deste governo. O BCE sabe muito bem o que está a fazer. Em vez de validar a emancipação de Portugal, prolonga a bengala. As facilidades concedidas agora (e desde sempre) implicam agravamentos mais adiante. Mas há mais vida para além de Draghi e Centeno, que com este diálogo de vencedores, apenas compram mais 6 meses de validade. Os homens defendem os seus empregos, sem dúvida alguma, contudo, lá fora, no mundo dos tubarões, todos sabem que Portugal derrapa porque o alegado piquete de emergência pôs travão às verdadeiras reformas de que o país necessita. Centeno quer fazer boa figura nas reuniões do Conselho junto dos seus pares da União Europeia e até usa uma linguagem de cão amestrado - "se calhar até vamos cumprir melhor os compromissos do que outros países e pode ser que depois se entretenham com outros países e não connosco" (...)

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publicado às 09:34

Recado de Mario Draghi para Mário Centeno

por John Wolf, em 08.09.16

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Recado de Mario Draghi do BCE para Mário Centeno da Geringonça: "desenrasca-te, acabou a mama" - por outras palavras - "queres mais dinheiro? Então faz-te à vida com mais Austeridade.

 

 

 

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publicado às 20:45

Amigos, amigos, governo à parte.

por John Wolf, em 04.12.15

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Qual a relação de parentesco entre Mario Draghi e António Costa? Provavelmente, best friends forever. Embora não exista uma correlação linear entre as decisões tomadas no âmbito do Banco Central Europeu (BCE) e a gestão do novo governo de Portugal, poderemos genericamente estabelecer as afinidades no quadro de uma visão macro-económica. O BCE prometeu ontem continuar a sua política de injecção de liquidez nas economias da zona euro, mas isso não é necessariamente um bom indicador. Significa que as economias de alguns estados-membro da União Europeia não se aguentam em pé sem a ajuda de uma bengala. Os mercados reflectiram esse facto de diversos modos. O Euro valorizou-se face ao USD - o que em última instância afecta as exportações da zona euro -, e os principais índices bolsistas da Europa registaram algum mal-estar com quedas  acentuadas em todas as praças bolsistas. Quando o governo de António Costa afirma que está a virar a página da política nacional, deve estar a pensar num pequeno caderno de notas, num livro com um título questionável: programa de governo de um governo sem membros de governo provenientes do Partido Comunista (PCP) ou do Bloco de Esquerda (BE). Mas faz algum sentido que assim seja, embora paradoxalmente. A aversão aos mercados, dos partidos radicais de Esquerda, é notória. Contudo, é precisamente nessa arena de alta finança, especulativa ou não, de financiamento público ou de emissão de títulos de dívida que o jogo se faz. Não entendo e não aceito, em nome da democracia genuinamente representativa, e depois de tanto frenesim em torno da legitimidade parlamentar, que o governo de Portugal não integre ministros do PCP e do BE. Esta solução colide com a natureza conceptual dos partidos políticos - a ascensão ao poder e o seu pleno exercício. Por outras palavras, estes factos corroboram o seguinte. O PCP e o BE sabem, embora não o admitam, que qualquer governo em funções fica efectivamente refém dos mercados. Nessa medida, se o PCP e o BE tivessem ministros em funções,  esses partidos ficariam definitivamente marcados pela contradição, pela colisão das práticas com a sua disciplina ideológica. Embora António Costa queira soprar a ideia de um tempo novo, sabemos que isso não passa de palavras de ocasião, do lirismo que acompanha o entusiasmo da decepção. Quem governa Portugal efectivamente não é nenhum dos elencados, ou aqueles deixados na bancada a rejeitar moções de rejeição. São forças maiores que ditarão o rumo de Portugal. A amizade tem limites. E os governos de conveniência também.

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publicado às 09:41

Draghi e a serenata de Marisa Matias

por John Wolf, em 23.03.15

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Não basta ser engraçada e outspoken para ocupar o cargo. É necessário entender o que está em causa e como funcionam economias e mercados - Marisa Matias não preenche os requisitos do posto que ocupa, para além de ter notórias dificuldades de expressão em língua inglesa. A "tecla dos sacrifícios" que os portugueses estão a passar já está gasta, mas ela continua a bater no velhinho. Sei que custa a certos portugueses aceitar que a viragem está a acontecer. Draghi explica, mas a eurodeputada tem opinião diversa. Nenhum governo no seu perfeito juízo político aprecia a implementação de medidas de Austeridade (não se esqueçam qual foi o governo que assinou o memorando). A penalização tributária e social dos portugueses corre em sentido oposto aos louvores e às vitórias eleitorais. O governo em funções não herdou apenas a roupa suja do mandato anterior, mas o lixo de décadas de incompetência administrativa e política, incluindo o fardo de governos de idêntica cor partidária. Embora não seja declaradamente visível, Portugal está efectivamente a melhorar. Os indicadores económicos estão sempre atrasados ou adiantados em relação à realidade. Não existe sincronia entre o substantivo e as percepções tidas pelos opinion makers, cidadãos comuns e a oposição. Mas a Grécia está a servir o interesse de Portugal. Está a demonstrar como não se faz. Está a provar que não o fez, e provavelmente confirmará junto dos parceiros europeus que não o fará. Para além de tudo o mais, Portugal tem de lidar com o   pessimismo endémico - a tendência para dizer mal quando as coisas correm bem (e vice-versa). Entendo que começem a faltar argumentos a António Costa à luz da evidência da retoma económica de Portugal. Quanto a Marisa Matias, ela também serve a Democracia. Levanta questões com um grau de ingenuidade de uma criança, mas com traços de distorção que caracterizam um adulto que tarda em aceitar os factos incontornáveis da vida. Os sapos a engolir serão concerteza muitos. Afinal estamos na Primavera.

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publicado às 18:14

Qual bazooka, qual quê...

por Nuno Castelo-Branco, em 22.01.15

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Não é um caso de dólares, logo a bazooka está fora de cogitação. A propósito do anúncio de Mario Draghi, apenas há a colocar ao PS a seguinte questão: 

 

- Sabendo V. Exas. de onde vem o dinheiro - o país, a cidade, os fundos -, preferirão ser eleitoralmente liquidados por uma panzerfaust, ou por uma panzerschreck?

 

Façam o favor de escolher, até porque dez meses são uma eternidade. 

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publicado às 20:21

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Não é assim tão simples como pinta o Draghi e companhia. O European Quantitative Easing tem contornos próprios. Os estados-membros da União Europeia que venham a receber "dinheiro fresco", apenas podem servir-se do mesmo para comprar a "sua" dívida aliviando os encargos dos seus bancos. Ou seja, a integração europeia e a transversalidade decorrente da mesma são inexistentes. É o mesmo que dizer: pega lá no guito e salva-te se puderes. Como podem ver, o espírito ecuménico vigente nos tratados europeus não passa de uma fantasia. O legado civilizacional comum de pouco vale. Venham de lá esses "triliões".

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publicado às 09:16

Cavacas, Costas e sombras de chaparros

por John Wolf, em 02.01.15

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Fiz uma promessa que não irei cumprir. Jurei que em 2015 abrandaria o meu ímpeto selvagem, a minha tendência violenta para com os afazeres do recluso 44 e os juramentos demagógicos dos socialistas. Mas intimamente sei, que mais parágrafo menos parágrafo, regressarei a essa faena, à lide da pequena política de quintal, de mexericos e dissabores. Ainda hoje tentei evitar o consumo dessa água danada, mas não me dão hipótese, vêm beber à minha mão. António Costa, assim como o rabejador Ferro Rodrigues, haviam declarado que não negociariam com o inimigo, que não assinariam acordos de regime, e que o caminho do poder seria uma rota de tudo ou nada, a solo, em absoluto. Contudo, Cavaco Silva que ontem serviu umas fatias de bolo-presidente aos portugueses, parece ter desviado Costa do seu projecto de futuro governo. A reunião de António Costa com o Partido Social Democrata deve ser entendida do seguinte modo: os socialistas sabem que não têm margem de manobra para inverter o curso de acção ou alterar a receita de governação implementada desde a chegada da Troika e o descalabro económico de 2011. Se os socialistas continuam com essa conversa de rasgar o tratado de austeridade sabem que serão ainda mais castigados pelos decisores do centro da Europa - Merkel e companhia, se quiserem. O que está a acontecer lá para os lados do Banco Central Europeu também sugere tempos atribulados, dificuldades acrescidas. Há mais de 3 anos que Mario Draghi anda a ameaçar a Zona Euro com o lançamento de quantitative easing e o espectro da deflação parece validar ainda mais essa hipótese. Ou seja, os astros não estão alinhados para sonhos cor de rosa. Antes que o caldo se entorne e o actual governo reuna ainda mais argumentos para justificar as suas decisões tributárias, os socialistas sabem que devem, o mais cedo possível, procurar alinhavar uma coligação, esboçar um partilha de poder à bloco central. Daqui por algumas semanas Évora e o seu paciente mais famoso serão meras sombras de chaparro. Há coisas bem mais importantes que irão condicionar Portugal. E infelizmente não dependem dos portugueses. 

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publicado às 18:35

As bombas do Banco Central Europeu

por John Wolf, em 18.09.14

Quando a economia real falha, os economistas são os primeiros bombeiros a ser chamados. Na realidade, é como pedir ao incendiário para apagar o fogo. Há qualquer coisa que falha nesta abordagem. Há algo cognitivamente deficiente nesta receita, na terapêutica. O Banco Central Europeu (BCE) embarca hoje num longo comboio de ficção monetária. Como a dívida dos Estados da Zona Euro está aos níveis que se conhece, e a deflação é a nota dominante, os banqueiros centrais ajuizam e decidem a injecção maciça de dinheiro, através de meios mais ou menos convencionais. Ou seja, quando os políticos falham, o ónus da recuperação económica é transferido para a orla financeira. Contudo, as operações em causa terão impacto diminuto na economia real. Não existe uma relação linear entre Long Term Refinancing Operations (LTRO´s) e a geração de emprego, a título de exemplo. As medidas têm mais impacto nas contas a apresentar, nos balancetes, e, desse modo, estão mais em sintonia com as exigências orçamentais dos Estados-membros relativamente aos seus níveis de dívida e deficit orçamental a cumprir.  É neste desfasamento entre o que se decide a montante e o que acontece a jusante, onde reside o cidadão comum. Mas existem alternativas? A resposta não é fácil. Apenas sei que se todos o fizerem em simultâneo, o processo não produz os resultados esperados. A Reserva Federal dos EUA, embora tenha anunciado uma certa intenção de abrandamento dos estímulos à economia, em abono da verdade, a torneira não vai ser fechada assim tão cedo. Na corrida ao fundo da desvalorização das divisas, veremos quem consegue mais celeremente realizá-la: se a Reserva Federal leva a melhor ou o BCE é obrigado a ir ainda mais longe do que a compra directa de títulos de tesouro na Zona Euro. Nem sequer trago à baila outras considerações como a libra esterlina, ou para idêntico propósito, as atribulações provocadas pelo referendo na Escócia. Daqui por alguns anos, Vitor Constâncio (quando regressar a Portugal) será mais um a declarar que não sabia de nada. Que não decidia. Que era Draghi que pensava tudo. Que era o presidente do BCE que mandava.

 

(fotografia Martin Leissl/Bloomberg)

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publicado às 09:05

Eu tenho uma posição formada em relação à implementação de um programa de estímulo na zona Euro. E essa posição é: SIM. Não sei o que andam a fazer os banqueiros centrais europeus. As economias recuperaram? NÃO. O desemprego está a baixar? NÃO. Os cidadãos perderam poder de compra? SIM. Temos inflação na Europa? NÃO. Então, este é o momento certo para usar a artilharia pesada. Venha de lá o quantitative easing à americana. Ponham dinheiro onde interessa. Na economia, nas mãos dos consumidores e nos pequenos negócios. De nada serve salvar os balancetes dos bancos que criaram grande parte dos problemas que enfrentamos. Os políticos não têm feito outra coisa. Têm andado a recompensar os prevaricadores, os amigos nos bancos. Estão com medo das experiências do passado? Da hiperinflação? Estamos longe, muito longe dessa possibilidade. Lembram-se do que fizeram a seguir à Grande Depressão dos anos 30? Subiram as taxas de juro e tornáram o dinheiro caro. E isso foi um erro. Mas agora temos em certos países da Europa um substituto à altura - a austeridade, que vai dar ao mesmo. Pode não se chamar taxa de juro, mas não deixa de ser uma "taxa" que tornou a vida cara, insustentável. Diz Draghi que vai pensar no assunto. Vai pensar no assunto? Este é o momento para acção e para pôr de parte grandes contemplações. E se o Banco Central Europeu avançar com medidas de estímulo não convencionais, fá-lo no momento certa. Os EUA já começam a preparar um abrandamento ainda mais acelerado das medidas de estímulo que implementáram. O sistema monetário e financeiro internacional é declaradamente um campo aberto e a Europa sentirá na pele os efeitos da alteração da política monetária americana. Quem disse que não é possível ter em simultâneo uma política fiscal disciplinada e uma política monetária expansionista? O que eu quero ver é uma clara inflexão do curso de degradação das economias periféricas da UE. Se para isso acontecer se devem correr alguns riscos, talvez possamos concordar que os mesmos são necessários, obrigatórios. Onde se encontram os prospectivos eurodeputados portugueses em relação a este tema? Não os vejo a debater grande coisa. Estão entretidos com a pequena política, com os trocos e as miudezas de quem vai ou fica, de quem esteve ou regressa, quando deveriam estar intensamente ocupados com questões desta dimensão. Estão a perceber porque todos juntos nem sequer sabem defender o interesse nacional. Portugal está definitivamente entregue aos bichos. E esse bichos nem sequer são da terra, nem sequer são nacionais. 

 

(entretanto Vitor Constâncio falou 3 minutos, mas não disse nada)

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publicado às 11:22

Janet Yellen e o FED europeu

por John Wolf, em 07.01.14

Não é que faça diferença alguma, mas pela primeira vez em cem anos, o presidente da Reserva Federal dos EUA é uma mulher. Janet Yellen substitui deste modo Ben Bernanke que indubitavelmente ficará ligado à decisão de estimular a economia por via da receita designada por quantitative easing. A senhora que se segue, embora venha ao encontro de um quadro económico americano de saída da recessão (ou retoma moderada), não significa que tire o pé do acelerador da injecção de liquidez nos mercados de um modo brusco ou impulsivo, o que em última instância poderia provocar uma derrapagem ou até uma saída da estrada do potencial crescimento da economia norte-americana. Para já, e no contexto da inundação das economias com doses maciças de liquidez financeira, a inflação ainda não é uma preocupação que obrigue a subir taxas de juro - a torneira para fechar o "caudal" monetário do FED. Na Europa, a história é parecida e muito diferente ao mesmo tempo. Por um lado, as economias europeias parecem mostrar alguns sinais de terem batido no fundo, e por outro lado, este facto ainda não impactou de um modo substantivo a geração de emprego. Contudo, há outra dimensão macro-económica que vai obrigar o Banco Central Europeu a rever a sua abordagem às problemáticas estruturais que afligem as economias e os mercados. E esse risco tem um nome - deflação. A espiral deflacionista é algo que deve ser evitada a todo o custo. O mundo conhece bem o mau exemplo do Japão que não saiu do mesmo lugar económico nos últimos vinte anos, devido ao peso morto e contraproducente que a deflação representa. Por essa simples razão, Mario Draghi  deve tentar inverter rapidamente as regras do jogo. E tem várias coisas que jogam a favor de uma cartada europeia de estímulo monetário, à moda do FED americano. Em primeiro lugar, as compras de títulos de tesouro dos países em apuro serviu para aliviar as contas correntes das administrações centrais, mas não chegou à economia real, uma vez que as regras de concessão de crédito se tornaram mais apertadas e criteriosas. Em segundo lugar, numa economia global, onde se desenrolam as guerras de divisas, um euro forte não vem mesmo nada a calhar para ajudar as exportações dos países-membros da zona euro para fora da sua zona de conforto. Em suma, e voltando a nomeação de Yellen para timoneira da reserva federal dos EUA, podemos afirmar que não interessa nada quem está ao leme de tão importante instituição, desde que entenda as implicações decorrentes do cargo e da missão a cumprir. E a missão a cumprir na Europa, a meu ver, não tem nada que saber. Ou se estimulam as economias e estas crescem, ou não se estimulam as economias  e estas minguam. Entre uma coisa e outra, não parece haver dúvidas sobre a decisão acertada a tomar.

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publicado às 10:51






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