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E a CNE que não nos multa

por Samuel de Paiva Pires, em 28.09.13

O MRPP quer "Resgatar uma capital sequestrada" e o Partido dos Animais quer "Libertar Lisboa". Será que voltámos a ser invadidos por Napoleão e não demos por isso?

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publicado às 14:52

A senhora Sousesco

por Nuno Castelo-Branco, em 12.10.09

 

 A dona Maria Emília de Sousa - pelos seus munícipes conhecida como "a Sousesco de Almada " -, presidente da edilidade do lado de lá da Ponte, acusou uma parte do eleitorado da CDU, de imbecilidade. Isto, porque a cretaciana senhora, está furiosa pela perda da maioria absoluta, acusando o PCTP/MRPP de ter ido ao engano do eleitorado. De facto, o partido maoísta ostenta muito naturalmente a conhecida foice e martelo, não se escondendo atrás  de siglas demo-cristãs além-Reno. Assim, os 300 eleitores que lhe faltaram, foram estupidamente votar no "MR", os pobres patetas. Os almadenses ficam então a saber, quanto vale a "superioridade moral" dos comunistas.

 

Para os mais distraídos, convém lembrar que o argumento da foice e martelo já tinha sido utilizado pelo PC em 1975, obrigando os seus páchiças do MFA/C.R. a proibir a ida às urnas do MRPP. Dezenas de presos às ordens do famigerado COPCON do sr. Otelo, os militantes do MRPP foram espancados e aviltados na sua esfera pessoal. O processo de afastamento da ida às urnas, consistiu na primeira chapelada com um nauseabundo cheiro a vigarice eleitoral e que ostensivamente privou os maoístas de um mais que certo lugar em S. Bento. 

 

Uma das mais famosas lendas do regime, consiste na apregoada excelência da gestão camarária soviética. Década após década, deparamos com a quase reverencial homenagem dos homens do regime - que o PC, se pudesse,  encostaria ao paredão - a uma mentira que de tão enraizada se tornou num infalível dogma. 

 

A verdade é bem diferente. Se percorrermos a zona da Grande Lisboa - a antiga "cintura industrial" vermelha -, deparamos com o mais infame atentado ao ordenamento territorial. Câmaras que durante décadas foram PC/MDP, FEPU (PC+MDP+FSP, APU (PC+ MDP) e finalmente, CDU (PC+"verdes" do Hotel Vitória), ostentam o pouco invejável galardão de administrarem os mais sórdidos locais suburbanos do país. Ali proliferou a construção clandestina, o pato-bravismo mais reles, a guetização social mais vergonhosa. Vales, montes, quintas, cursos de água e terrenos agrícolas, foram durante vinte e cinco anos vandalizados por Câmaras PC interessadas na instabilidade social, no descontentamento e na miséria, com o único fim de potenciar aquilo que a cartilha leninista dita no que se refere ao "quanto pior, melhor".

 

Não tenhamos ilusões. Lisboa encontra-se estrangulada por um laço de betão e zinco como nenhuma outra capital da Europa ocidental. Torna-se impossível considerar o "desinteresse" das Câmaras CDU, naquilo que respeita a proventos materiais. Urbanizações de baixíssima qualidade, uma paisagem outrora magnífica e essencial à preservação do ecosistema envolvente da capital, eis a "impecável" obra que todos deixam passar como boa!

 

Almada, Barreiro, Setúbal, Vila Franca, Loures, Sobral de Montagraço e Amadora, são alguns bem conhecidos nomes de localidades pouco aprazíveis, onde o PC fez o que bem entendeu durante mandatos consecutivos. Bairros da lata, bairros "sociais" de exclusão, total ausência de infraestruturas integradoras, especulação na construção desenfreada e de baixa qualidade e inevitavelmente, a gangrena de um tráfego caótico, são uma realidade à qual é praticamente impossível dar remédio.

 

 

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publicado às 21:04

O teimoso Garcia Pereira

por Nuno Castelo-Branco, em 02.10.09

 

 

Dele, retenho a familiaridade com que tratava os alunos e a total disponibilidade para falar, esclarecer e orientar no estudo das matérias do Direito do Trabalho. Teve há uns dias, uma pequena vitória pela persistência na difusão do ideário do seu Partido. Fraca, porque não foi recompensado com a sua eleição - mais que merecida - para o Parlamento.

 

Refiro-me a Garcia Pereira, o dirigente do PCTP/MRPP. Ultrapassando os 50.000 votantes, o seu partido tem agora direito a receber a subvenção que a Lei prevê. É difícil fazer política em Portugal e a última campanha eleitoral consistiu no flagrante exemplo de falta de isenção na divulgação dos programas dos chamados "pequenos partidos extra-parlamentares", relegados para as prateleiras reservadas às curiosidades, onde aliás, alguns dos chamados "grandes" teriam destacado lugar.

 

Em 1974 e 1975, o então MRPP destacava-se pela ousadia dos seus militantes que na rua, defrontavam um PC/MDP-CDE todo poderoso e que contava com a protecção do MFA. Deu-se a exageros, cometeu ilegalidades e atitudes muito discutíveis, mas o que ficou, foi o contraste entre a sua abnegação na luta contra o sovietismo de Cunhal/Gonçalves e a vergonhosa timidez de alguns dos chamados "partidos burgueses", como o PS e o PPD. Estes últimos colaboraram na liquidação da economia, na "descolonização exemplar" e nos catastróficos processos de saneamento, assalto à informação e anarquia generalizada. O MRPP afrontou Cunhal, teve centenas de militantes presos por ordem directa do PC ao Copcon, denunciou abusos e desafiou o partido soviético onde este se julgava omnipotente: na rua. 

 

O MRPP pagou cara a ousadia.  Os sequazes uniformizados com que o PC contava no Conselho da Revolução, MFA e presidência da república, obedeceram à imposição de Cunhal, proibindo-o de concorrer ás eleições para a Assembleia Constituinte. Cumpria-se assim com o indigno comprometimento das Forças Armadas - um episódio de uma enorme soma de iniquidades -, o primeiro acto do conhecido programa de salamização previsto pelo ideólogo do PCUS, o sr. Ponomariov.  A democracia da 3ª república teve assim como acto fundador uma chapelada eleitoral, excluindo o MRPP e o PDC - o Partido da Democracia-Cristã - das listas. Os motivos invocados foram claramente ao encontro dos ditames de Cunhal, inconsistentes e descaradamente manipuladores da lei e para sempre ficou essa certeza da clara possibilidade de eleição de deputados do MRPP. 

 

Garcia Pereira prossegue o seu discurso maoísta, como se nada tivesse acontecido desde a morte física do "Grande Timoneiro" e em simultâneo - isto é que se torna estranho -, repele para o âmbito da fábula, todas as atrocidades que são comprovadas pela história que existiu e é impossível de ocultar. Prefere ficar naquele outro mundo bem conhecido e que para sempre ficará ligado a grandes e maravilhosas pinturas murais, cartazes onde os chineses eram substituídos por carrancudos portugueses e claro está, por uma certa escola que acabou por fazer carreira no PS e no PSD. 

 

A sua eleição, teria sido, no mínimo, interessante para a vivacidade dos debates parlamentares. Para grande alívio do BE, ainda não foi desta.

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publicado às 09:28






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