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Imbecis, imbecis por toda a parte

por Felipe de Araujo Ribeiro, em 17.06.14

 

 

Descobre-se que a Greenpeace acaba de perder 3,8 milhões de euros devido a investimentos especulativos em mercados cambiais.

 

Esta emite rapidamente um comunicado pedindo desculpa aos doadores, explicando que se tratou de um erro de um funcionário que actuara para além dos limites da sua autoridade, o qual foi entretanto dispensado.

 

Que não se preocupem os demais, que irão ser recuperadas as perdas deixando de investir-se em infraestruturas orçamentadas para o ano seguinte.

 

E é tudo, obrigado pela vossa atenção.

 

Quem não conhece a internet que a compre. Seria naturalmente inevitável que este caso provocásse uma onda de indignação monumental, a começar pelas redes sociais e pela página de Facebook da Greenpeace. Hordas de proto-imbecis rasgando as vestes, indignados ao saber que o destino escatológico das suas doações tenha sido o seu arqui-inimigo - os luciferianos mercados cambiais - e que as centenas de milhões de euros que são entregues todos os anos para a salvação da terna e suave Mãe-Natureza são afinal processadas em Wall Street por yuppies neo-liberais. Que cairia com o estrondo de uma sequoia gigante a quimera institucionalizada dos amantes de brócolos e pinguins roxos da Amazónia.

 

Quem não conhece os imbecis que os compre. Afinal, o que se viu foi que a reacção dos homenzinhos verdes é a de enaltecer da ONG a transparência e exultar com o seu fairplay e honestidade, enquanto renovam o seu amor incondicional com promessas de fazer mais e mais doações à tão honrada instituição.

É como fazer amor com uma árvore, enquanto se é sodomizado por um urso.

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publicado às 10:38

O Descomprometido Esforço Humanitário em Acção!

por Felipe de Araujo Ribeiro, em 24.05.14

 

Ora vejam bem como as coisas funcionam neste nosso admirável mundo novo.

 

A 15 de Dezembro do ano passado começou a guerra civil no Sudão do Sul. A 24 de Janeiro escrevi este texto no Expresso a propósito do conflito. Uma consequência imediata da guerra foi a criação de inúmeros campos de refugiados dentro das bases da ONU pelas zonas mais afectadas do país, onde mais de um milhão de deslocados internos procuraram alguma segurança a curto prazo. E se nem sempre encontraram segurança nos campos, devido a ataques de rebeldes/forças do governo, também cedo se verificou que a ocupação dos campos não seria a curto prazo. Estávamos no início da época seca, e era crucial encontrar soluções de segurança, higiene e habitabilidade para o médio/longo prazo, soluções que teriam de estar obrigatoriamente implementadas antes do início da época das chuvas.

 

Visitei vários campos de refugiados por todo o país e as condições de vida eram invariavelmente miseráveis em todos eles. Em quase todos os campos encontrei os refugiados em vales ou pequenas depressões onde a água das chuvas ou dos esgotos naturais se concentrava, criando assim condições perfeitas para a propagação de doenças infecciosas. Os homens, mulheres, crianças e idosos que habitam os campos fazem geralmente as suas necessidades a céu aberto, onde calha, e as fezes vão-se acumulando de forma anárquica pelos campos. A administração da Missão da ONU estava informada da necessidade de desenvolver infraestruturas adequadas, era uma necessidade por demais evidente e não há forma de o esconder ou negar. Havia tempo para o fazer, apesar das precárias condições de segurança: mais de seis meses passaram sobre o início do conflito.

 

Para além da distribuição de rações e tendas, e o possível apoio médico dado em condições extremas, pouco ou nada foi feito em termos de desenvolvimento de infraestruturas. Sem surpresa, portanto, assistimos a um surto de cólera no Sudão do Sul, agora que começa a época das chuvas, ainda com relativamente fraca intensidade. E com o surto de cólera, intensifica-se o habitual peditório das ONGs para mundos e fundos, para salvar os pobres e miseráveis Africanos. As mesmas ONGs e organizações de desenvolvimento que na sua grande maioria mais não são mais do que um monstro implacável e bem articulado de burocracia e promoção de agendas obscuras, com um rasto de destruição humanitária incalculável. Gigantes a circular fundos bilionários e a distribuir salários para lá de generosos, sempre em nome dos pobres e miseráveis Africanos que, curiosamente, vão ficando sempre em situação cada vez mais pobre e miserável.

 

Mas há mais, há sempre mais. A ONU, mais os inevitáveis interesses que se escondem atrás desta organização, encontrou mais uma oportunidade de ouro para implementar o seu tenebroso plano de vacinação global, de que já falei aqui há pouco mais de um mês. Numa primeira fase, para começar, cerca de 100,000 pessoas irão receber a vacina contra a cólera, patrocinada por várias das mais importantes organizações não-governamentais e diversas agências da ONU, e para regozijo das grandes produtoras de fármacos, do eugénico-filantropo casal Gates, e dos clãs Rothschild, Rockefeller & Outros-aventais-que-tais.

 

Que estas vacinas sejam desnecessárias, ineficazes, caras e perigosas, não interessa para nada. Fundamental é que se mantenha a máquina bem oleada, o dinheiro a circular, as fábricas a produzir, os porcos a enriquecer, e os pobres distraídos com a fome, entretidos com a guerra, ocupados a morrer.

 

Isto é a democracia que todos defendem como valor absoluto, a demagogia no seu estado mais puro, no fundo não é mais do que manipulação descarada. Está na hora de abrir os olhos e acabar com esta pouca-vergonha. E a começar já amanhã, se tudo correr bem, com uma abstenção-recorde a rondar os 70%.

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publicado às 13:38






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