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Ministra demitida, animal à solta...

por John Wolf, em 18.10.17

 

A demissão da ministra da administração interna Constança Urbano de Sousa soltou o animal de perguntas e questões que estavam dentro de mim. À laia de caos instalado, vou atirar as interrogações ao ar, sem que as mesmas tenham nexo entre si ou sejam justificadas. Aliás, são totalmente despropositadas;

 

1. Quem preenche o lugar deixado vago pela ministra? Simples. Alguém do PCP ou do BE.

2. Porquê? Porque nunca governaram o que quer que fosse e fazia-lhes bem ao currículo provar esse veneno chamado poder político. Afinal, garganta e mais garganta não pode ser.

3. Marcelo Rebelo de Sousa demitiu a ministra? Sim. Respondeu ao pedido que havia sido formulado pela própria há quatro meses e que foi indeferido por António Costa.

4. Significa que as relações entre o presidente e o primeiro-ministro foram afectadas? Sim. O presidente terá um mandato que extravasa os limites temporais da legislatura e convém ir afagando o pêlo de uma alternativa ideológica de governo.

5. O facto da ministra ser uma mulher facilitou a pressão exercida por António Costa? Sim e não. Por um lado, a senhora é um osso duro de roer, e por outro, não deixa de ser uma mulher e António Costa não deixa de ser António Costa.

6. A descoberta das armas roubadas em Tancos foi uma coincidência ou não? Não foi. Aquele trunfo político estava no armazém de oportunismos. Mas saiu o tiro pela culatra. Não serve para grande coisa. O povo topa logo.

7. António Costa já pediu desculpa à ministra da administração interna? Não, mas ainda vai a tempo. E para além de isso, o ministro Vieira da Silva já lhe endereçou um abraço de solidariedade.

8. Por que é que os Verdes ou o PAN não tomam a iniciativa da reforma da floresta? Porque não é a sua especialidade. Não têm competência para tal acção e estão a ser muito sensatos.

9. Um pedido de desculpa não resolve nada? Não. Nada mesmo. O deputado do PCP João Oliveira pediu perdão por esta mesma explicação.

10. E por último; a Protecção Civil é uma designação bem atribuida? Sim, senhor. É adequada e corresponde à realidade. Foram os civis que se defenderam das chamas o melhor que souberam. Se tivesse sido o Estado, chamar-se-ia Protecção Estatal.

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publicado às 13:56

A geringonça e o fogo conveniente

por John Wolf, em 10.08.16

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Não sei onde anda António Costa. Não sei em que festival de danças se encontra a Catarina Martins. Não sei se Jerónimo Martins é voluntário na festa do Avante. Não sei se o homem do PAN já regressou do nirvana no Tibete. Apenas sei que o governo de Portugal não existe. Ontem tivemos o enorme privilégio de escutar os chavões que os intelectuais do fogo andaram a debitar nas televisões deste lindo Agosto. Ainda escutei um repórter da TVI, em directo da Madeira, apelar a que salvassem os cães e gatos do canil mais próximo, e depois lá se lembrou de mencionar o lar de terceira idade. Antes que apareçam os ideólogos da floresta mista e das liberdades da mata brava, a procurar integrar os incendiários recorrentes, tenho a dizer o seguinte - sobre as mãos destes e de todos os outros governantes se encontram as cinzas da morte e destruição. Eles são todos culpados - os Guterres, os Cavacos, os Soares, os Durões, os Costas, os Jerónimos e já agora as Catarinas. Andaram décadas a fio a tentar civilizar a animalidade, mas desautorizaram-se por completo. Os incendiários andam a monte a rir na cara dos portugueses e dos seus governantes. A pena máxima, reservada para crimes de sangue, deve ser aplicada sem contemplações a estes loucos exterminadores. Onde quer que se encontre a Geringonça, esta deve reunir de imediato e convocar um estado de emergência tendo em conta o mapa de incêndios. Mas existe um lado cínico, intensamente político e oportunista. Deixar arder por completo pode ser o meio de entrar dinheiro gratuíto das Comissões Europeias e um modo de sacudir a água do capote de deslizes deficitários e orçamentais. Daqui a umas semanas estará pronto o guião de António Costa. A culpa foi dos fogos. Vivam os incendiários. Passa para cá a massa.

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publicado às 11:22

E a CNE que não nos multa

por Samuel de Paiva Pires, em 28.09.13

O MRPP quer "Resgatar uma capital sequestrada" e o Partido dos Animais quer "Libertar Lisboa". Será que voltámos a ser invadidos por Napoleão e não demos por isso?

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publicado às 14:52

Distrito 9

por Fernando Melro dos Santos, em 04.02.13

Milhares de idiotas indignam-se contra um militar da GNR, pessoa útil a todos, porque deu um pontapé num porco que já deve ir com os porcos a caminho da prateleira, que é onde crescem asséptica e higienicamente as costeletas, como qualquer gnomo de liceu sabe.


Agora o rapaz arrisca-se a perder a carreira à conta das urticárias pré-pubescentes da turba, consistente em princípio dos mesmos que ratificam práticas genocidas como o aborto subsidiado, não se coibindo de dar cabo da vida aos nascituros bem como aos já nascidos.


Isto tudo ao mesmo tempo que uivam pela rua fora, de forquilha em riste, à procura de direitos que nunca existiram mas que de repente, como o novo iPhone ou a troca trimestral de guarda-roupa, lhes fazem mais falta do que a literacia, que igualmente nunca tiveram.


Portugal, país de portugueses. 

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publicado às 09:50

Efeitos secundários

por John Wolf, em 11.01.13

 

Estamos sob a égide de algo ruim. Um cocktail de conseqências nefastas, de efeitos secundários que destroem a alma, uma overdose de disparates sem antídotos. Uma sopa de dislates que intoxica, que gera náuseas. A voz concedida à farsa que nunca foi falsa - uma mala de verniz e um cão de uma fila defendido pela cólera, a coleira que nos esgana. Serão estes os efeitos secundários da sombra? A futilidade levada ao extremo de um desejo suicidário canino? O dente plantado debaixo da almofada que embala os pesadelos? Uma pobre coitada equivocada pela marca global e que deseja sorte, imensa sorte. A refutação in loco da própria demência? A defesa do último bastião da inocência? Chegamos em cima da hora, montados num burro, perto do fim que anda às voltas da nora sem acalentar esperança. Os sintomas já ocuparam as cadeiras de um auditório repleto de assentos e prejuízos. São notas avulso com escritos e números, para que alguém telefone para a emergência, para  nos levarem daqui para fora. Para nos levarem estendidos pela catadupa de mocadas. Uma benção lixada que nos engasga. E a imunidade levou para longe a madrinha, a fada do lar que vasculhou anos a fio no lixo. Ruminamos, mas já não sabemos vomitar.

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publicado às 12:12

Mais um cão danado no caminho de Portugal

por John Wolf, em 10.01.13

 

Mais um cão danado no caminho de Portugal.

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publicado às 14:25

Enquanto andais distraídos

por Felipe de Araujo Ribeiro, em 20.06.11

 

Certo de não ser esta uma concertação unânime, estou porém convencido de que há uma significativa parte da população, na qual me incluo, que crê que o cenário político em Portugal está por demais viciado pelos principais partidos políticos, bem como pela falta de um poder que seja livre da sua influência. Este vício é tão mais preocupante quanto extensível ao “quarto poder”.

 

Mais, estou certo de que não só este grupo de “desconfiados” se estende por todo o espectro politico e ideológico, como ultrapassa ainda os parcos resultados eleitorais que obtiveram os chamados “pequenos partidos” nas últimas eleições (como, alias, tem sido norma desde 1974).

 

É uma evidente constatação, o desiquilíbrio no tratamento dado pelos media aos diferentes partidos e, se em parte esse desiquilíbrio é justificado por uma questão de tradição, por outro não lhe é alheio o elemento acima referido, i.e., a dependência dos grandes meios de comunicação aos interesses partidários.

 

Independentemente das razões, o facto em si é (tem de ser!) inaceitável em democracia. A submissão a 2 ou 3 partidos “de sempre”, tanto mais nestes moldes de tal maneira viciados, é no mínimo tão reprovável como a imposição da vontade de um qualquer ditadorzeco, com a agravante de haver, nesta situação, mais gente para roubar mais, pelo menos em potência. É a cleptocracia elevada à potência.

 

Qual é a lógica “democrática” de haver dois partidos politicos, igualmente legítimos aos olhos da lei, a partirem para um exercício eleitoral condicionados à partida por um mediatismo desigual, com menos espaço para debater idéias e propostas?

 

A resposta de que o número de filiados , os votos passados, ou a história do partido justificam a desigual atenção não convence, que mais não seja por provocar um efeito “bola de neve”, que tenderá naturalmente ao aumento da própria desigualdade de oportunidades, e a contribuir assim o efeito para a justificação da própria causa, numa lógica falaciosa.

 

Se é dever dos media, em período eleitoral, divulgar os diversos projectos e programas apresentados pelos partidos que se propõem à AR, como se explica que a vasta maioria dos Portugueses parta para a mesa de voto com conhecimento quase nulo dos diferentes programas, não obstante a dose industrial de “informação” impingida pelas televisões, rádios e imprensa? A resposta é outra evidência: a esmagadora maioria do tempo real de antena é esbanjado com questões sem interesse, curiosidades irrelevantes, desaguisados, peixeiradas e acertos de conta pessoais. E no fim, pasme-se, são os palhaços destes circos quem são recompensados em votos.

 

É, portanto, óbvio que interesse aos palhaços o circo, e que assim continuem a promovê-lo tanto em “performances” cada vez mais audazes, como pela divulgação do “espectáculo” através dos canais próprios a que têm acesso privilegiado. É que assim tudo continua igual.

 

Impõe-se, a meu ver, como prioridade a movimentação dos “pequenos partidos” junto à CNE, de forma a que se esclareça os regulamentos das campanhas eleitorais e respectiva constitucionalidade, para que os necessários ajustes sejam feitos e se criem as condições adequadas para eleições realmente justas, equilibradas e isentas.

 

Agora, repito, porque a três meses das eleições será demasiado tarde.

 

À atenção óbvia de PCTP-MRPP, PAN, MPT, MEP, PNR, PTP, PPM, PND, PPV, POUS, PDA, PH.

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publicado às 17:43






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