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Orçamento número 44

por John Wolf, em 23.02.16

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Alguém pode ajudar? Estou a tentar falar com o ministro Vieira da Silva. Já liguei para o Parlamento uma série de vezes e informam-me que o senhor está a discursar e que está muito ocupado. Está a falar insistentemente sobre evasão fiscal e do delapidar de contas públicas. E também sobre solidariedade. Mas esqueceu-se de um pequeno pormenor que não deve fazer parte dos capítulos do Orçamento de Estado de 2016. Gostava de saber que medidas de controlo e sanção serão implementadas por forma a que alguém do aparelho de poder não deite a mão a dinheiro alheio? Sim, estou a pensar em José Sócrates. O herói do Simplex. O homem do Magalhães. E alegadamente o homem dos offshores e malas de euros. Gostava de saber qual o impacto orçamental dos devaneios do número 44 nos anos passados e vindouros? Ao bom estilo socialista, a memória é selectiva. Não lhes convém lembrar essa pedra no sapato. Vieira da Silva, campeão da solidariedade, não passa de um dispensador de frases-feitas, de um mero gestor de máximas socialistas completamente desfasadas da realidade. O governo em funções declama a poesia de justiça económica e social, mas não explica como vai financiar a fantasia. As contas não irão bater certo por mais que insistam na superioridade moral. Onde está o corte nas gorduras do Estado que escorreram em tantos cartazes de campanha do Partido Socialista? Como irão gerar emprego? Não explicam. Mas garantem que o crescimento económico é uma dimensão sem ligação ao emprego. Ora para isso acontecer, as contribuições fiscais têm de aumentar. E aqui reside grande parte da mentira económica e financeira que não passará em claro junto dos credores internacionais e dos eleitores. O Orçamento de Estado (OE) respeita a Constituição (?), repetem eles como se fosse uma mantra, mas esqueçem que esse "diploma" não é uma ferramenta de governação. Quanto muito será um modelo de orientação. E aqui reside mais um problema. A sua ortodoxia ideológica, fruto de calores revolucionários, tem sido o entrave, uma parte do conjunto de obstáculos à modernização de Portugal, mas também do Estado e da administração pública. O debate de apresentação e aprovação do OE não sai daquela sala. Não passa do Parlamento. Não migra para a verdadeira dimensão da realidade portuguesa. O governo, defendendo-se sem ser atacado, demonstra a sua vulnerabilidade. Nem sequer consegue liderar da retaguarda. E espelha irremediavelmente algo complexo e pertença da realidade política nacional. A ideologia, seja qual for, domina para bem e para mal. E os socialistas são particularmente dotados na expressão dessa cegueira. Chamem Sócrates que ele deve saber responder a questões de superioridade moral e ética.

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publicado às 15:15

Os filmes do Costa

por John Wolf, em 15.02.16

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António Costa não foi o primeiro nem será o último. A história dos filmes de propaganda quase que nasce ao mesmo tempo que os irmãos Lumière, mas foi Leni Riefenstahl que elevou ao quadrado o poder de fogo da comunicação política, ideológica. A transmissão unilateral permite negar a resposta de um provável interlocutor. Define de um modo intransigente os termos do contrato de argumentação democrática. O veículo de media que Costa  parece estar a usar com cada vez maior frequência, resulta de uma necessidade sentida. Trata-se de um mecanismo de defesa de um primeiro-ministro que menospreza os locais onde os seus detractores o poderiam agarrar e confrontar com certas contradições conceptuais ou de outra natureza. O complexo de hemiciclo, que parece afectar-lhe as articulações, torna o debate aberto no espaço do Parlamento uma inconveniência. Deste modo, é mais fácil atirar postas ao ar que não terão resposta directa - a ver se pega. Entramos numa fase parecida com aquela dos "cartazes de campanha" que deram para o torto do absurdo, só que desta vez o homem é governo. Acresce ainda outra dimensão de insensatez e de mau conselho de comunicação política. É o Estado Islâmico que detém o maior share de audiências no que diz respeito a videos-propaganda. Não fica bem lançar estes filmes enigmáticos. Para além disto tudo, António Costa não nasceu para cinema, muito menos para castings. Bem que pode passear-se por Berlim, a ver se os ursos lhe pegam o bicho da persuasão, mas os videos remotos são a perfeita expressão de hibernismo político, de alguém que prefere o diktat à contestação às claras. Já bastava terem cancelado a conta-sátira do twitter.

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publicado às 19:14

A Fraude da Democracia

por João Almeida Amaral, em 25.11.15

 

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É politicamente correcto, utilizar como cartão de visita, a Democracia ,  invoca-se o estatuto de democrata, refere-se que se aceita o resultado da maioria, que por um voto se ganha e por um voto se perde.

Ontem, tudo isso deixou de fazer sentido , a democracia caiu por terra ,deixou de ter significado, o seu sentido foi profanado, pervertido e nasceu um regime republicano em que o Chico-espertismo travestiu a palavra democracia, transformando-a, na acção, que em função da oportunidade, podemos efectuar, mesmo que isso não se traduza na vontade de quem votou.

Assim sendo, nasceu ontem um regime fracturado , que voltou a fazer emergir a extrema esquerda, social fascista, autoritária,intolerante e anti-democrática que Jaime Neves há 40 anos tinha posto a um canto. Mariana Mortagua no parlamento é a porta voz dessa intolerância . 

Como corolário dessa postura, a esquerda apresenta-se autoritária,  impedindo a celebração do 25 de Novembro , que deveria ser a grande festa nacional .

O pais volta a estar dividido, entre os Portugueses que unidos, rejeitaram em eleições a esquerda radical e aqueles que perderam as eleições e vão ser governo, através da aliança hipócrita , com a extrema esquerda conservadora e autoritária.

Ao contrário do que aconteceu há 40 anos , em que o herói Jaime Neves libertou a pátria do jugo comunista, amanhã os comunistas e a extrema esquerda serão legitimados pelo partido socialista.

A democracia passa a ter como sinónimo , Fraude. 

 

 (Foto correio da manhã)

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publicado às 15:55

Fisting político de António Costa

por John Wolf, em 10.11.15

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Portugal vive, hoje, mais um dia histórico. Alguns pressupostos do funcionamento do sistema político caem por terra. A força política que ganhou as eleições será derrotada no parlamento, apesar de ter ganho nas legislativas. E esse facto abre um precedente interessante. No futuro deixará de ter importância vencer eleições legislativas - o mérito eleitoral será um assunto dispensável. Contudo, a maioria dos menores não significa necessariamente que o Presidente da República emposse um governo resultante desse arranjo. Um governo de gestão não seria o fim do mundo. A Bélgica teve um durante dois anos e registou crescimento económico assinalável. Um governo de iniciativa presidencial parece estar fora de questão, porque qualquer que seja o seu programa irá esbarrar com a censura e a rejeição da maioria do parlamento. Se António Costa vier a ser primeiro-ministro, como tudo aparece apontar, terá de lidar com as mesmas condicionantes que afectaram os movimentos de Portugal. À entrada para a reunião do Eurogrupo, Schäuble e Dijsselbloem disseram que Portugal «vai continuar no bom caminho». Por outras palavras, não permitirão extravagâncias a Costa e seus colaboradores. Ou seja, de uma perspectiva externa nada pode mudar. Catarina vai ter de se dobrar, e mesmo assim nunca estará à altura do ministro das finanças alemão. Os socialistas já produzem afirmações como se o país fosse integralmente soberano, como se não fizesse parte da União Europeia e como se não existisse um diktat da Troika. Todas as premissas de libertação do jugo da Austeridade são falsas. Registamos, deste modo, elementos de desconexão com a realidade. Os próximos seis meses serão de tumulto governativo, de fissuras entre o Partido Socialista e os subalternos acomodados do Partido Comunista Português e do Bloco de Esquerda. A "nova oposição" deve, na minha opinião, ficar quietinha, nada fazer. As contradições de um menage político a trois falarão por si. Não faz parte da matriz cultural e ideológica da Esquerda ceder ad eternum no que diz respeito às suas premissas identitárias - hão-de querer voltar às suas casas. Os acordos de incidência comprados por António Costa são na sua essência a perfeita expressão do mercado que tanto abominam - houve manipulação, existe um cartel e confirmamos dumping ideológico. Ao que parece, António Costa terá feito uma proposta irrecusável aos partidos do barco de governação, mas não tarda nada irá meter água. A canoa está carregada com promessas obesas, passageiros do irrealismo que Portugal deveria deitar borda fora. Esperemos que não tenham sido quatro anos em vão.

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publicado às 08:56

Serei Saloio

por João Almeida Amaral, em 01.11.15

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 Atónito, vejo o nível das águas em Albufeira, acompanhar o nível de disparates dos vários opinares nacionais. Da esquerda a direita, os peões vão-se aconchegando, naquilo que acham que será a nova realidade política, um governo de esquerda.

Como diz Helena Matos, ( http://observador.pt/opiniao/meu-caro-professor-marcelo/)  num artigo no Observador, de grande qualidade, a moda agora é dizer mal do Presidente da Republica.É estranho  este bando de apoderados no sentido tauromáquico do termo,  esquecer-se que Cavaco Silva foi o único politico pós 25/4 que obteve duas maiorias absolutas enquanto líder do PSD e duas eleições à primeira volta na Presidência da República.

Serei saloio, se pensar que não é liquido que o governo chumbe no parlamento ?

Serei saloio se pensar que Marcelo, por falta de coerência e por querer o melhor dos dois mundos não tem a presidência garantida? 

Serei saloio por estar farto de ouvir a corja de apoderados do costume vaticinar, o que para eles era mais cómodo ?

Talvez.

Veremos. 

 

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publicado às 21:21

Bola no Ferro Rodrigues

por John Wolf, em 05.10.14

 

Os sintomas não são nada animadores. Diria mesmo que o prognóstico não é reservado. Faz parte do domínio público, de um modo despudorado e inconsciente. Faz parte das atribulações da condição política em Portugal. A ideia de que se é mais importante do que a opinião pública, que a distância do eleitorado não tem importância em democracias representativas. Alguma vez terá Ferro Rodrigues questionado qual a sua relevância para o interesse nacional? Será que o novo lider parlamentar ainda não percebeu que já não tem (se é que alguma vez teve) ligação político-afectiva aos cidadãos portugueses? Por mais que julgue que ainda pode oferecer os seus bons serviços à nação, não sei se o inverso se aplica: a questão de saber se o país acha por bem o seu regresso. Será mesmo desejável arrastar a bagagem que está associada ao seu nome. Recordamos facilmente "aquele abraço" dado a Paulo Pedroso, mas temos brancas na memória quando pensamos o seu desempenho profissional, político. Lembramos sem esforço que os amigos lá estão para os maiores apertos. Mas, com essa prerrogativa vem uma certa desconsideração pelo país. À época casapiana pairou um certo ar de: "que se lixe a opinião do povo português. Que se lixe a verdade. O que interessa é safar os camaradas." Mas esta tendência para ver o mundo exclusivamente através dos próprios olhos deve ser um mal de família. Deve correr no sangue do clã. Ainda me recordo da entrevista dada pela Rita Ferro Rodrigues, há alguns anos a esta parte, sobre o início da sua carreira e do modo humilde com que se apresentou à entrevista de emprego na RTP, na qual "intencionalmente"  não terá mencionado o apelido, ou o facto de ser filha de quem é, para não granjear vantagem em relação a outros candidatos televisivos. Os políticos, assim como os iogurtes, têm um prazo de validade, podem azedar. Será que o "born again" Ferro, assim como os prospectivos Silva Pereira, Jorge Coelho, Manuel Alegre (ou ainda uns quantos que não refiro intencionalmente), não perceberam que não interessam ao menino Jesus? O que aqui argumento nada tem ver com ideologia, partidos, esquerdas ou direitas. Tem a ver com o abc da ética. Tem a ver com o que está certo. Tem a ver com condições básicas. Tem a ver com instintos primários. Tem a ver com os cinco sentidos. Tem a ver com animalidade. Tem a ver com sobrevivência. Tem a ver com presas fáceis. Tem a ver com quem elege. Tem a ver com quem vota. Tem a ver com cair que nem um pato. É o que eu digo. Um homem não se pode distrair. Um homem vai à bola e quando dá por isso já tem um Ferro empoleirado, disposto a fazer mais das suas na companhia de outros semelhantes.

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publicado às 12:30

Porque no te callas, "Lacón"?

por Nuno Castelo-Branco, em 05.02.14

Consiste num velho truque de sabotagem de qualquer reunião. Quando a impotência do usuário é flagrante, ei-lo que escancara a boca como se fosse uma gárgula em dia de diluviana chuva. Fidel Castro perora, perora, perora durante horas e o mundo nem sequer se dá ao trabalho de reter uma única frase. O mesmo fazia Chávez, bolsando disparate atrás de disparate e inconscientemente misturando Béria com o arcanjo Gabriel, ou irmanando a irmã Lúcia com Alexandra Kollontai.

Ontem foi a vez do nada lacónico Lacão. Embora admoestado por quem presidia à charla, insistiu na falta de respeito pelos outros deputados presentes e para cúmulo, resolveu embirrar por não lhe terem permitido o retorno ao abuso. 

 

Se por absurdo pudesse ter presenciado o dislate, razão teria João Carlos I para um sonoro  ...porque no te callas, "Lacón"? 

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publicado às 09:56

Palácio Tauride, Lisboa, 1975, 2013

por Nuno Castelo-Branco, em 12.07.13

 

Em pouco mais de meia dúzia de parágrafos, Henrique Monteiro diz o essencial. Não sei como é que o sr. Balsemão ainda o aguenta. 

 

O que ontem se passou no Parlamento, obedece a uma conhecida manobra de agit-prop, parida logo após a revolução que em 1917 depôs o Czar Nicolau II. No Palácio Tauride reunia-se a Constituinte e o minoritário partido de Lenine organizava rotineiras algazarras que pretendiam intimidar os "deputados burgueses". Insultos, berreiro sem fim, ameaças de morte eram a rotina nas sessões parlamentares. Mais tarde, o mesmo se passaria nas Cortes de Madrid, chegando-se ao ponto da Pasionaria ameaçar com a morte - e tal aconteceu - o deputado Calvo Sotelo. 

 

Em Portugal seguiu-se o guião à risca e durante os trabalhos da Constituinte, a gente do PC organizou o cerco e sequestro dos outros deputados eleitos. Sem poderem sair de S. Bento, exaustos, fisicamente ameaçados e sem comida, tencionava o PC amedrontá-los e na melhor das hipóteses, conseguir politicamente algo mais que aquela ninharia dos 12% saídos das urnas. Refastelavam-se os deputados organizadores do regabofe trauliteiro, rebolando-se de gozo com os ameaçadores urros que vinham do largo fronteiro ao Parlamento. Aproveitando o dislate, escandalosamente se empanturravam com todo o género de vitualhas diante dos já esfomeados eleitos do PS, PPD, CDS e ADIM. A baixeza chegou a este ponto.

 

Ontem, a sra. Esteves - pelos vistos, finalmente  começou a ganhar alguma prática na condução dos trabalhos - fez precisamente aquilo que dela se espera e que o regimento obriga. Liquidou o dislate da melhor maneira e citou a Beauvoir, precisamente uma "pássara" que durante o PREC aqui desembarcou a pregar algo de bastante sinistro e que nas ruas mais tarde se traduziria, entre outras prepotências, no citado sequestro da Constituinte.

 

Qual será o motivo do escândalo que agora corre na imprensa? Parece que se deve ao alvo da citação da colega de quarto de Sartre, pois dirigia-se aos nacional-socialistas. Onde está então o problema, se esses mesmos nacional-socialistas foram aliados dos camaradas soviéticos e nos persuasivos métodos de intimidação prodigamente os copiaram? Procurem bem nos números do Avante! de 1939-41, pois lá estão todas as respostas. Isto, se algumas mãos caridosas não tiverem definitivamente incinerado aqueles preciosos papiros de outros tempos. 

 

Foi uma marginal bancada quem moralmente organizou o ultraje de ontem. Querem a prova? Simples: à porta do Parlamento estava a sra. Avoila, acompanhada pelo sempre-em-pé  "professor" Nogueira. 

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publicado às 16:04

O Pobre Senecto Franquelim

por joshua, em 06.02.13

O pior que poderia acontecer ao pobre senecto Franquelim Alves era ter à perna os pirrónicos da Pseudo-Esquerda, era expor-se à 'extrema moralidade, à 'inatacável exigência ética' e à 'absoluta responsabilidade' desta gente, para não falar do extremoso exemplo da restante classe política até ao presente. O Parlamento não é aquele poço de virtudes que talvez pudesse ser, caso não tivesse sido capturado e apodrecido pelos partidos. Tem sido, sim, um refúgio para o refugo, a parte mais reles que ousou ser Poder e escapar para mais longe. Antes de apontar dedos ao infeliz recém-empossado, seria preciso ter higienizado a bancada de quem lá descansa indevidamente as nádegas, como Paulo Campos e toda a restante tralha malcheirosa estrategicamente lá depositada como recompensa, relíquia de um tempo que não pode regressar.

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publicado às 19:28

A mais original forma de descarregar a tensão acumulada...

por Pedro Quartin Graça, em 13.12.12

Parlamento da Ucrânia, 12.12,2012. Os deputados já debaixo da influência "galáctica"?

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publicado às 21:58

Alberto Gonçalves, Os mártires da banda larga:

 

«A propósito dos distúrbios de quarta-feira em São Bento, um dilema: que partido tomar nos confrontos entre a polícia e populares com pedras ou populares que se juntam a populares com pedras? É fácil: numa ditadura, branda que seja, deve-se defender os segundos; numa democracia, fraquinha que esteja, convém preferir a primeira. Embora não tenha nenhum fascínio pelas forças da ordem, lido pior com as forças da desordem, ou no caso os bandos de delinquentes que tentam contrariar pelo caos a escolha de milhões nas urnas. Numa sociedade apesar de tudo livre, cada indivíduo devotado à destruição de propriedade pública ou privada é uma homenagem à prepotência e, para usar um conceito recorrente por cá, um autêntico fascista. Se os fascistas que empunham calhaus (e os patetas que se lhes associam) querem impor arbitrariamente a vontade deles sobre a nossa, é natural considerarmos que uma derrota deles, ou uma bastonada na cabecinha, é uma vitória nossa.

 

É verdade, admito, que há quem hesite em chamar democrático ao regime vigente e livre à sociedade actual. Mas também não é difícil dissipar as dúvidas. Se os manifestantes detidos desaparecem sem deixar rasto e provavelmente para sempre, a coisa tende para o despotismo. Se, passadas três horas, os manifestantes reaparecem nas respectivas páginas da ditas redes sociais a exibir mazelas ligeiras e a choramingar o zelo securitário, a coisa tende obviamente para o lado bom. E cómico.

 

Aliás o Público, sem se rir, publicou uma reportagem hilariante acerca do assunto, ou da falta dele, sob o não menos hilariante título "Manifestantes abrigaram-se no Facebook para mostrar as feridas". A reportagem é uma sucessão de anedotas explícitas e implícitas, de que custa destacar uma. Talvez a distância que separa a repressão de que os agredidos se queixam do conforto do lar (com banda larga) e da liberdade de expressão de que beneficiam. Talvez a velocidade com que sujeitos fascinados pela violência passam a esconjurá-la quando esta se volta contra si. Talvez os inúmeros desabafos líricos despejados na internet e que o mencionado diário leva aparentemente a sério (um exemplo: "Não fugimos da justiça, em nome do rapaz em sangue que perguntava insistentemente 'porquê, porquê?'"). Talvez a citação do escritor Mário de Carvalho, que comparou o sucedido nos degraus do Parlamento às "ditaduras da América Latina".

 

À semelhança do rapaz em sangue, pergunto: porquê, porquê ficarmo-nos apenas pela referência às tiranias sul-americanas (já agora, quais: a cubana? A venezuelana? A utopia socialista de Jonestown? A argentina que na guerra das Falkland os comunistas apoiaram por oposição ao Reino Unido? Desconfio que será exclusivamente a chilena)? Com jeitinho, acaba-se a comparar a carga policial ao Holocausto ou ao genocídio do Ruanda, cujas vítimas só careciam de uma ligação à "rede" para sofrer tanto quanto os mártires de São Bento, caídos em combate às mãos da PSP. E levantados de imediato junto ao teclado e ao rato mais próximos. Ratos e homens, de facto.»

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publicado às 18:36

Exemplar

por Samuel de Paiva Pires, em 15.11.12

A actuação da polícia ontem em S. Bento. Os direitos à greve e à manifestação não conferem qualquer direito à violência. Aquilo a que se assistiu ontem - um grupo de marginais que durante cerca de hora e meia apedrejou a polícia - é simplesmente inadmissível num Estado de Direito. E se é verdade que a carga policial atingiu pessoas que ali se manifestavam, não fazendo parte do grupo de marginais, também é verdade que a a polícia avisou, como é legalmente exigido, que iria proceder à dita carga e que, como tal, deveriam retirar-se da praça. O que estas pessoas deveriam ter feito imediatamente, tal como o Daniel Oliveira e outros dirigentes da CGTP e PCP fizeram ainda antes dos avisos, era abandonar o local. Não o fizeram, sujeitaram-se a ser alvo de bastonadas. Como escreve Henrique Monteiro, «Bateram em pessoas que jamais tinham atirado uma pedra? É possível. O que não é possível é ser de outra maneira;o que não é possível é durante uma carga, um polícia que esteve sob uma tensão enorme durante horas, indagar e interrogar-se sobre a justeza da sua ação. Isso é lírico.» Ademais, como escreve o Carlos Guimarães Pinto, «E, segundo, se não será apropriado concluir que as restantes pessoas que se mantiveram na manifestação muito tempo depois do tiro ao polícia ter começado estavam ou não a validar com a sua presença as acções daqueles indivíduos.»


Há ainda quem diga que a polícia deveria apenas ter investido e detido o grupo de arruaceiros que procedia ao apedrejamento. Se assim tivesse sido, a polícia colocar-se-ia numa situação complicada, podendo ser rodeada pelos restantes manifestantes, o que inclusive poderia originar ainda mais violência que aquilo a que se assistiu.


Por outro lado, ao contrário do Daniel Oliveira, não creio que a acção da polícia após a dispersão da praça em frente ao Parlamento possa ser considerada abusiva. Não há imagens do que se terá passado entre S. Bento e o Cais do Sodré, mas daquilo que as televisões captaram nas ruas adjacentes ao Parlamento nos momentos que se seguiram à dispersão e entre Santos e o Cais de Sodré posteriormente à confusão, os arruaceiros fugiram por várias ruas vandalizando estabelecimentos comerciais à sua passagem e ateando vários incêndios. É pena que não tenham sido detidos antes de o fazerem.

 

Para finalizar, tendo ainda em consideração o crescendo de violência que tem perpassado as manifestações das últimas semanas, a polícia não tinha alternativa a dar um sinal claro de que há certos limites que não podem ser ultrapassados. E a reacção da generalidade dos portugueses ao sucedido, excepção feita à extrema-esquerda - como seria de esperar -, aí está para provar que a polícia agiu como era esperado e se impunha.

 

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publicado às 14:05

"Como é difícil ser liberal em Portugal"

por Samuel de Paiva Pires, em 01.11.12

Rui Rocha escreve um delicioso post, que aqui deixo na íntegra:

 

«Encerramento da discussão da proposta de Orçamento de Estado para 2013. Carlos Abreu Amorim intervém pelo PSD. Arranca destemido. Passa por Marx com apenas uma mão no volante. Saca peão e com os pneus a chiarem cita, e passas a reproduzir por ordem alfabética para não ferir susceptibilidades, Acemoglu & Robinson (estes, note-se, a propósito de obra ainda não publicada entre nós), Arendt, De Soto, Landes (ah pois é), Fuckyouama, ou lá o que é, e Weber. Pensas que é o fim da história. Mas não, ainda há mais. Já sem as mãos no volante e com os quatro piscas ligados, o grande Amorim acelera para concluir afirmando, com todas as letras, que só assim, assim exactamente como ele diz, será possível "frustrar as expectativas escatológicas daqueles que querem que todos percam a esperança". Embasbacado, soltas um àfodasse, pensando de ti para ti que "frustrar as expectativas escatológicas" é a forma mais elegante que, em toda a tua vida, ouviste usada para designar a prisão de ventre. És, todavia, suficientemente humilde para, vergado pela tua insignificância cultural e ontológica, confirmar no dicionário Priberam se não há ali rabo escondido com gato de fora. E é nesse momento que percebes que não é certo, mas é muito provável, que o grande Amorim estivesse a referir-se não à prisão de ventre, mas ao fim do mundo. Agora, já só te sobra a palidez de um sorriso amarelo, apenas perceptível na comissura dos lábios ainda levemente entreabertos. Era, de facto, demasiado bom para ser verdade. Em todo o caso, se contado não acreditas, podes confirmar tudo isto aqui. Isto e o incrível preço do Dacia Duster.»

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publicado às 17:54

O Audi mínimo garantido

por João Quaresma, em 12.10.12

«Qualquer dia querem que o presidente do Grupo Parlamentar do PS ande de Clio, quando se desloca em funções oficiais».

Eu compreendo perfeitamente Francisco Assis: existe um mínimo de dignidade do qual um deputado socialista não pode descer. O país é próspero, as responsabilidades são muitas e o Audi A5 é o mínimo do aceitável.

 

 

Entretanto, a Renault quer pôr Francisco Assis a andar de Clio. Acho muito bem.

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publicado às 16:00

Do nível do parlamento português

por Samuel de Paiva Pires, em 18.05.12

Miguel Castelo-Branco, "Quando é que os deputados vão para o desemprego?":

 

«Debate no Parlamento sobre o desemprego. Discursatas mal lidas e monocórdicas, com a elegância de desabafos na Ginginha do Rossio, gravíssimas falhas de dicção, de sintaxe e concordância, um português vão-de-escadas, umas figuras pouco menos que inexistentes; eles na pragmática do fateco cor-de-rato cinzento, elas a brincar às senhoras; todos de uma pobreza confrangedora deslustrando o sistema representativo e a democracia. Ouvi um homenzinho do PC, que Demóstenes condenaria às galés, mais uma serigaita do BE, uma máquina canora com a elegância de um piaçaba e uma Barbie envelhecida do PSD metida num embrulho rosa-choque acabado de comprar na loja do chinês da esquina.»

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publicado às 15:00

Minha Nossa Senhora!

por Nuno Castelo-Branco, em 11.05.12

Assistirmos ao debate sobre a alteração das leis laborais, foi o mesmo que estarmos num pic-nic cheio de formigas na toalha estendida sobre a relva. Bem sabemos que dada a conveniência do politicamente correcto, assume-se que a Sra. Assunção Esteves ascendeu a um certo firmamento onde tudo lhe será permitido e desculpado. Mas, francamente, como aqui já tínhamos dito, é penosa a sua prestação na condução dos trabalhos parlamentares. Ao fim de um ano, esta santa ainda não percebeu bem como a geringonça funciona, os vices corrigem-na ponto sim ponto não e até deputadas há que se atrevem a interpelá-la, questionando-a acerca do que se está a votar! Um atraso de vida, o que não obsta a que andem por aí uns crânios que a querem no lugar do profano Cavaco Silva.

 

Ainda há uns dias, a televisão proporcionou-nos um daqueles parlamentos infantis organizados dentro dos muros de S. Bento e por incrível que vos possa parecer, a brincadeira de crianças funciona de forma mais ordeira e organizada.

 

Se a Maçonaria já não tem um nome mais capaz para dirigir a A.R., talvez fosse melhor recrutar um daqueles miúdos do "outro parlamento". 

 

* Uma nota positiva: o deputado Ribeiro e Castro manteve a sua coluna vertebral e votou em conformidade com a sua rejeição do obliterar do 1º de Dezembro. 

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publicado às 13:15

Respigando discursatas

por Nuno Castelo-Branco, em 25.04.12

 

 

PSD: "comemorar não é lembrar, comemorar é honrar".

Tudo muito bonito, mas há muita gente que ainda se lembra. Lembra-se das bestialidades em 74 e 75 pronunciadas por Sá Carneiro, lembra-se dos silêncios quando não declarado conluio no sórdido "caso descolonização". Claro que nos lembraremos dos governos do Sr. Cavaco Silva e da destruição de centenas de milhar de postos de trabalho. Claro que nos lembraremos da abertura do Estado a gangs de patifes da pior espécie que o tornaram pasto para privados apetites financeiros. Claro que nos lembraremos de certa gente sentada no Conselho de Estado, do BPN, da construção do CCB, das auto-estradas, etc. Claro que nos lembraremos.

 

PS: “o rumo do crescimento e do progresso foi invertido” . Eles lá sabem do assunto, pois sendo exímios no desperdício, má gestão, abuso de confiança e reserva mental, estão cientes da situação do edifício do qual foram os principais engenheiros.

Ridícula, esta obsessão pueril pela França, evocando o Sr. Hollande. Acusam os outros de submissão aos alemães - quando eles próprios são um caniche concebido pelo SPD e até há um ano, os preferidos da Sra. Merkel - e hoje imploram por Hollande. A França consiste numa hemorróida de muitas gerações, pois a qualquer prurido do Sr. Clemenceau ou Poincaré, já o biltre Afonso Costa de imediato corria ao farmacêutico da esquina, não fosse cair tonto pela janela do eléctrico.

 

CDS“A vida em liberdade e democracia, apesar da sua extraordinária complexidade, é um bem absoluto de que não queremos abdicar”.  Fique o Largo do Caldas certo de que Mário Soares e outros de menor coturno abdicam facilmente dessa liberdade, sempre que não forem eles a deter as chaves dos ministérios, ou melhor, a combinação das fechaduras dos cofres dos mesmos. Quanto ao mais, o CDS deve advertir os seus sócios acerca daqueles assuntos que envolvem comissões, abates de árvores e outras questões pendentes.

 

PC e colónia verde: Acusa a direita - ou seja, todo o restante Parlamento - de ter  transformado Portugal “numa enorme junta de freguesia”, “num protectorado da Alemanha”. Interessante, este artifício parido por quem marejava os olhos de lágrimas de contentamente, nos tempos em que a União Soviética "protegia" metade da Europa - uma boa parte da Alemanha incluída - num sistema colonial jamais visto. Quanto à alegação da junta de freguesia, nisso está o PC certo, até porque quem passeie por "juntas de freguesia" onde o PC dominou durante décadas - áreas de Sintra, Loures, Barreiro, Vila Franca, Sacavém, Almada, Seixal, Moita, Amora, Costa de Caparica, Trafaria, Amadora, Cacém e dúzias de Quintas do Mocho, ficará com uma ideia de como Portugal seria nas mãos da comandita do "homenzinho novo". Má construção, péssimas estradas e acessos secundários, saneamento miserável, lixeiras a céu aberto, um pesadelo suburbano mercê dos negócios com "arquitectos e engenheiros" do betão de 3ª categoria. Em suma, viveiros de criminalidade. E falam eles dos outros?

 

BE: realmente, os "ricos que paguem a crise". Assim sendo, dêem os próprios bloquistas o exemplo.

 

Cavaco Silva“Temos todos o dever de mostrar que somos um país credível e com potencialidades que tantas vezes são ignoradas”.

Conhecendo-se o currículo do orador, resta-nos imaginar aquilo que os estrangeiros pensarão acerca deste país que o elegeu para Chefe do Estado. Ele sintetiza bem a imagem que temos "lá fora".

 

Bem, já ouvi o suficiente. Agora, vou regalar-me com um almoço que preparei: frango ao estilo da Kentucky Fried Chicken com toneladas de piri-piri, acompanhado por massa "parafuso" tricolor, salteada em azeite e alho. Fico-me por aqui.

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publicado às 11:46

CDS salva...o regime!

por Nuno Castelo-Branco, em 23.02.12

Inacreditável, mas verdadeiro. Ao juntar-se ao PSD no chumbo da proposta de uma comissão parlamentar que investigasse o caso BPN/BIC, o CDS presta um impagável favor ao PSD e consequentemente, ao regime. A verdade é que aqueles famosos casos que os republicanos utilizaram para destruir a Monarquia - que como instituição nada tinha a ver com o Predial ou o dos Tabacos -, nada foram se os compararmos com a escandalosa mixórdia que o BPN representa, ou por outras palavras, o maior assalto público de que há memória.

 

A esquerda parlamentar está crocodilamente desgostosa pelo chumbo da sua proposta, mas deveria prestar homenagem a um CDS que a salvou dos mais que prováveis danos colaterais a que indubitavelmente estaria condenada. É que em caso de reabertura e total divulgação, o caso BPN atingiria em cheio a República e não existe quem nela escape ileso. 

 

Fora do tempo das filmagens das estações televisivas, os chefes de todos os grupos parlamentares bem poderão hoje marcar um jantar de confraternização, comemorando este seu grande alívio colectivo. Também podem convidar alguém da zona de Belém.

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publicado às 17:10

Qual república, qual quê?!

por Nuno Castelo-Branco, em 30.06.11

Seguindo o post aqui deixado pela Cristina, a questão dos ficheiros desaparecidos, consiste num clamoroso erro que decerto fará as delícias dos convivas da hora do café. Desde uma totalmente ilegal atitude mesquinha de quem perdeu, até à certeza quase absoluta do deliberado ocultar de "provas", tudo poderá ser dito. Isto não contribui em nada para o prestígio, se é que ainda resta algum, das instituições. Dir-se-ia estar o país naquele turbilhão descendente de um vórtice suicidário. Em suma, o empilhar de mais de três décadas de exercício do poder, prova que estes cavalheiros não estão à altura.

 

No que há a dizer do novo governo e apesar das boas intenções de início de mandato, devemos manter alguma circunspecção quanto a entusiasmos prematuros e aguardarmos pelos próximos semestres, não vão ressurgir os velhos tiques de sempre.

 

Neste preciso momento 15,59H -, em entusiasmado e quase norte-coreano discurso de apoio ao executivo, berra "pela república" um deputado do PSD, não sei quem. Pobre Passos Coelho, como se deve ter retorcido na cadeira da bancada governamental! Cordato e conciliador como tem sido, não merece tal maldição.

 

Cem anos mostram que o brado nunca ao país serviu para coisa alguma e a sua invocação, além de levantar suspeitas quanto a certas conveniências de irmandade, apenas nos remete para um infindo rol de baixezas e abjectas misérias. É arcaico, escusado, não impressiona e pelo contrário, avilta quem da "coisa" se serve, na vã tentativa de galvanizar este povo mais desconfiado que nunca. Pelos vistos, as inexistentes comemorações pela vitória eleitoral de 5 de Junho, não significaram um sinal perfeitamente compreendido pelos agentes políticos.

 

Mudem o discurso, já é tempo.

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publicado às 15:54

Dia "histórico", dizem eles

por Nuno Castelo-Branco, em 21.06.11

Num país que perdeu a memória, tudo é considerado histórico, desde três golos marcados fora de portas, até a uma subida de divisão, a chegada de Mourinho para banhos no Algarve, uma Páscoa sem mortes na estrada, ou um pepino do Entroncamento. Hoje foi a vez do Parlamento, completamente derretido e em delíquios pela eleição da "primeira mulher a desempenhar um cargo máximo do Estado".

 

Como se fosse verdade!

 

Sabemos que a Senhora Assunção Esteves não terá a tarefa faciliatada, dada a actual conjuntura que o país vive, mas daí a saltar-se sobre a memória da verdadeira História, vai um tanto. Tivemos duas mulheres Chefes do Estado e outras que estiveram para sê-lo, embora os acasos da vida o tivessem impedido pelo seu desaparecimento antes do tempo ou pela sua passagem para segundo plano. Tivemos uma Catarina de Áustria, conscienciosa e infatigável trabalhadora que com abnegação foi Regente. A espanhola Luísa de Gusmão, foi naquelas horas de desastre esperado do regresso da opressão estrangeira, o baluarte de firmeza que ao comando da Regência, administrou um país falido e atacado na Europa e no Ultramar. Regentes foram outras mulheres, como Catarina de Bragança, Isabel Maria de Bragança  e as Rainhas Maria Pia de Sabóia e Amélia de Orleães, entre outras. Em qualquer um dos mencionados casos, com responsabilidades infinitamente superiores àquelas que Assunção Esteves enfrenta e no entanto, todas desempenharam a sua obrigação com o sucesso que a História reconheceu. 

 

Assunção Esteves não enfrenta qualquer invasão militar estrangeira e não tem de se preocupar com o império que nos tempos de Catarina de Áustria, ia de Caminha a Macau. É claro que a Presidente do parlamento terá umas tantas dores de cabeça com a lida das tricas inter-partidárias - e uns tantos namoricos entre deputados(as) e deputadas (os) -, mas enfim, há que não exagerar. Pelos vistos, os nossos representantes não medem as proporções e dedicam-se à auto-complacência, cumprindo a sua tradição.

 

Não tendo a noção do ridículo, o Parlamento está desvanecido porque é dirigido por uma "das suas", seja lá isso o que for.  

 

É de facto, um dia estórico.

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publicado às 18:02






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