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Império Romano (Germânico)

por Nuno Castelo-Branco, em 10.03.17

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 O Manuel Freire dizia que …não há machado que corte, a raíz ao pensamento"

Pois não, não há e passando isto aos alemães, nossos amigos, aliados e sponsors, cujo país se tornou por vontade própria num merecido mega-saco de boxe, as notícias são veiculadas de uma forma muito imaginativa e quiçá, divertida. Os alemães, nossos amigos, aliados e sponsors pensam, logo existem. 

Por exemplo, ontem aconteceu "aquilo" em Dusseldórfia e como foi então identificado o meliante? Para além do tradicional problema mental que o coloca mais ou menos (felizmente muitíssimo menos!, ufa...) ao nível de Béria, Himmler, Iezhov e outros malandretes da história, disse-se que provinha de um território "da antiga Jugoslávia", entidade agora tão geográfica como América, Ásia, África, Oceânia ou Europa e que terá há muito desaparecido dos mapas políticos. 

Claro…mas, caros aliados e sponsors alemães, assim não dá, não pode ser e como facilmente detectámos a insinuação logo à primeira, parece-nos que têm de ter ainda mais imaginação! Em suma, sejam mais ousados e inventivos.

Nós, portugueses estamos treinadíssimos para este tipo de coisas e no tempo dos nossos pais e avós ou bisavós - ena, ena, já lá vão algumas gerações -, quando nas revistas do Parque Mayer alguém cantarolava qualquer coisa a respeito de Santo António, toda a gente percebia a quem se referia. Era o que se chamava "ler as entrelinhas" e desta forma os portugueses tornaram-se peritos no decifrar de enigmas, as tais indirectas por vezes demasiadamente óbvias. Burricos eram então os distraídos do lápis azul, artefacto que não pode nem deve ser confundido com lápis lazúli. Se não vos agrada este conselho dos vossos amigos aliados e sponsorizados portugueses, sempre podem pedir auxílio indicativo aos russos, ainda mais peritos em contornar esse tipo de dificuldades. Sob 30 graus negativos e na bicha para a garrafinha de leite, sempre arranjavam uma piada muito indirecta que logo pela manhã era contada no metropolitano moscovita, um monumento de engenho e arte.  

Para a próxima, os nossos amigos, aliados e sponsors alemães talvez consigam ainda ser ainda mais politicamente correctos e fazerem um comunicado com este teor:

- "um atacante proveniente de um antigo território do Império Romano, fez isto e mais aquilo. Era um louco comprovado" 

Sempre fica mais abrangente e todos compreenderão. 

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publicado às 16:52

E continua actual

por João Quaresma, em 25.04.13

Estava-se em 1982:

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publicado às 00:00

Dicionário do Politicamente incorrecto - 1 *

por Pedro Quartin Graça, em 18.10.12

As expressões que marcam este Regime:


Sentido de responsabilidade – ónus ou encargo que a parte que “cobra” pretende impor à contraparte que não quer tomar a mesma decisão. Traduz-se, quase sempre, na cedência ao nível dos princípios. Expressão muito utilizada pelo PS e pelo PSD, no Parlamento e fora dele. Está na causa directa dos maiores disparates que se têm cometido nas últimas décadas na política em Portugal. No fundo, traduz-se em querer impor, através de chantagem psicológica, ao partido que quer votar de determinada maneira, um sentido de votação completamente oposto. O seu grau de sucesso é elevado. É "primo direito" do voto dito "útil".

 

Exemplos: PSD espera que PS mantenha “sentido de responsabilidade”

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=27&did=76625

 

PSD apela ao sentido de responsabilidade dos trabalhadores portuários em greve

http://www.ionline.pt/portugal/psd-apela-ao-sentido-responsabilidade-dos-trabalhadores-portuarios-greve

 

O "sentido de responsabilidade" de Seguro

http://obloguedocastelo.blogs.sapo.pt/826857.html

 

* Direito reservados.

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publicado às 17:37

Politicamente incorrecto (V)

por Pedro Quartin Graça, em 24.03.12

Bulldozer - Nova alcunha de Miguel Relvas, Ministro dos assuntos Parlamentares, da autoria do ex-presidente do PSD, Luis Filipe Menezes, por ocasião do XXXIV Congresso do Partido Social Democrata.

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publicado às 19:28

Políticamente incorrecto (V)

por Pedro Quartin Graça, em 14.03.12

Duplo recebimento – É um novo conceito, de enorme modernidade, da autoria do Secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro. Pretende, no fundo, referir-se ao facto de o Estado ter  feito um “duplo pagamento” à Lusoponte. Só que como o Governo não aceita esse facto como realidade, prefere então dizer que existe sim um “duplo recebimento” por parte da Lusoponte. A cada um a sua mania. Ou, se se quiser, o duplo depende é da perspectiva.

 

Sérgio Monteiro vai explicar aos deputados que não houve duplo pagamento, mas um "duplo recebimento" da Lusponte, o que, para o Governo, é diferente. "O Estado pagou o que tinha a pagar, uma vez, e a Lusoponte recebeu também as portagens em Agosto"

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publicado às 23:33

Políticamente incorrecto (IV)

por Pedro Quartin Graça, em 14.03.12

Facínora - Para uns será aquele que cometeu um grande crime, um celerado, um malvado, um perverso, um criminoso ou malfeitor. Para outros será "apenas" um traiçoeiro, um assasino, um jagunço, um salteador ou bandido. Admite-se ainda que se possa tratar de um desalmado, de um salafrário, de um condenado, de um delinquente ou de um homicida. Mas, em pleno ano de 1976, facínora, para Acácio Barreiros, dava simplesmente pelo nome do ex-inspector da PIDE/DGS Abílio Pires. A história regista.

 

Sr. Acácio Barreiros (UDP): …A libertação do facínora Abílio Pires no momento em que Mário Soaresé empossado é -diga-se muito claramente- uma provocação. Um dos feitos desse famigerado ex-inspector da PIDE consistiu precisamente em «acompanhar» o actual Primeiro-Ministro ao seu desterro de S. Tomé. A direita militar comemora as suas datas: a da morte de Salazar, com uma missa fascista e colonialista na Estrela; a de um acto de prepotência do mesmo ditador, com a libertação do carrasco.

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publicado às 17:22

Políticamente incorrecto (III)

por Pedro Quartin Graça, em 14.03.12

Bandido - A dúvida era se a expressão usada fora "bandido" ou "vendido". Mas, ao que parece, para o caso, tal era irrelevante, já que, do ponto de vista moral, as coisas parece assemelharem-se. Noutras latitudes a expressão ganha contornos políticos diversos. Quem não se lembra da forma como o MPLA tratava os militantes da UNITA em Angola? "Bandidos armados" foi a expressão oficialmente utilizada durante anos e até à morte de Jonas Savimbi. Por cá, em Julho de 1977, na Assembleia da República os ânimos exaltaram-se à volta destas expressões. E os bandidos e os vendidos surgiram à tona.

 

O Sr.Francisco Oliveira(PSD): - Sr. Deputado: Não pense que, por ser doutor e ter «canudo», espezinha aqui um operário químico. Não lhe admito essas afirmações, e. contra as suas «bocas» miseráveis aqui protesto.

Aplausos do PSD.

Protestos do PCP.

O Sr. Jerónimo de Sousa (PCP): - Tu não és operário, és um vendido!

Protestos do PSD.

O Orador: - Não a posso deixar passar em branco uma acusação caluniosa de um Deputado do Partido Comunista, que diz que não sou operário, que sou bandido. Nada é mais claro do que essa afirmação para se avaliar do Partido do Sr. Deputado que tal proferiu.

Vozes do PSD: - Muito bem!

O Sr. Presidente: - Sr. Deputada: Há uma coisa que lhe posso garantir. Não ouvi nenhum Deputado chamar-lhe bandido.
Eu custa-me a acreditar que numa Assembleia como esta, algum Sr. Deputado se dirija a um seu colega, seja ele qual for, chamando-lhe bandido.
Reputo isso de extremamente grave. E, segundo parece, não vi ninguém protestar em contrário...

Vozes do PCP: - E falso, Sr. Presidente.

O Sr. Presidente: - Efectivamente, eu começo por confessar que. não ouvi a expressão, mas a Mesa informa-me de que não se tratou da palavra «bandido» mas sim «vendido».
Ora, bandido ou vendido é a mesma coisa sob o ponto de vista moral...

Aplausos do PSD e CDS.

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publicado às 09:41

Políticamente incorrecto (II)

por Pedro Quartin Graça, em 13.03.12

Asno – Também conhecido por burro, jumento, jegue ou jerico, trata-se de um termo curiosamente em desuso nos últimos anos da democracia parlamentar. Em Julho de 1979, todavia, a “música” era outra. E os intervenientes eram, pasme-se, insuspeitas personalidades que, na actualidade, bem mais moderados andam nas suas apreciações públicas. Os asnos, esses, ocuparam e ocupam ainda diversificados sectores da sociedade lusa, a política necessariamente incluída.

 

O Sr. Vital Moreira (PCP): - Sr. Presidente, Srs. Deputados: Na actual direcção da bancada do PSD verifica-se esta coisa curiosa: quando alguém produz um disparate, não só se insiste, como surge alguém a reinsistir.

A gravação da sessão provará que não houve qualquer deturpação e provará que a afirmação final do Sr. Deputado Pedro Roseta é uma provocação pedestre e miserável...

O Sr. Pedro Roseta (PSD): - Provocações são as suas!

O Orador: o que aliás é típico vindo de quem vem. Pela nossa parte, sabe-mos o que votámos. Se há alguém que vota sem saber o que vota não temos nada com isso.

Vozes do PCP: - Muito bem!

O Sr. Pedro Roseta (PSD): - Provocações equestres!

O Sr. Vital Moreira (PCP)- Não seja parvo!

O Sr. Pedro Roseta (PSD): - Não seja imbecil!

O Sr. Vital Moreira (PCP): - Mais vale ser cavalo do que asno!

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publicado às 09:31

 

A comemoração do Primeiro de Maio, Dia do Trabalhador, embora legal desde 1974 após a Revolução dos Cravos, continua condicionada e agrilhoada àqueles que fazem dos "direitos do trabalhador" uma profissão. A limitação das comemorações, das reivindicações e de qualquer discussão laboral às áreas reservadas de CGTP e UGT tem impedido o aprofundamento e análise dos problemas relacionados com o Trabalho e o seu alargamento aos trabalhadores que não têm o PRIVILÉGIO de pertencer a um sindicato com poder de paralisação.

O Trabalho era por si só um valor moral no anterior regime e assim deveria continuar. Tornou-se uma coutada de uns tantos sindicatos que aproveitaram o poder de paralisação como trunfo reivindicatório e destituíram de valor e ignoraram outras profissões que sustentam tantas famílias no nosso país, como por exemplo as actividades ligadas ao comércio, aos pequenos empresários, aos trabalhadores da indústria hoteleira e turismo, ao trabalho criativo e intelectual e por aí adiante.

O Dia do Trabalhador pouco diz a estes sectores mencionados, pois na maioria dos casos nesse próprio dia eles têm de estar a trabalhar para providenciar o próprio sustento. E muito menos podem recorrer – nem tampouco equacionar – a esse tal de "direito à greve". Seja em época de crise, ou de semicrise ou de pseudocrise.

Enquanto os Portugueses não se unirem em novas plataformas de luta, seja esta política, associativa, profissional, ou outra, e não puserem em causa a actual ditadura sindical, formatada num bolchevismo apreendido à pressão, o Dia do Trabalhador continuará a pertencer aos privilegiados de Abril. São sempre os mesmos e o ruído que fazem pretende abafar e atirar areia para os olhos de quem nada beneficia com suas insensatas reivindicações. O mundo mudou, eles próprios acabaram por mudar o mundo, no entanto o "Trabalhador" continua a ser a caricatura que se pretende heroicizar em ilustrações provenientes de almanaques e compêndios soviéticos dos anos 20. Assim, na hora de os governos deste "cantão" entrarem em contacto com os supostos "parceiros sociais", são eles a ter papel activo que anula as restantes vozes, que se calaram há décadas ou nunca sequer tiveram oportunidade de falar. Será culpa deles? Não, mais uma vez a culpa é nossa.

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publicado às 20:36

Três dos políticos que mais aprecio

por Samuel de Paiva Pires, em 16.11.08

Alberto João Jardim, porque irrita as hostes do "contenente". Hugo Chávez, porque parece um louco na (des)ordem internacional. E Silvio Berlusconi, porque me reconheço na sua faceta de piadolas politicamente incorrectas. Não aconselharia nenhum dos três para qualquer cargo político ou público, e obviamente nunca convidaria ou faria parte de qualquer executivo com esses. Mas não é por isso que não posso deixar de achar imensa piada aos três, simplesmente porque saem fora do chamado "mainstream". E sim, Obama tem tudo para vencer, é jovem, belo e até bronzeado. Quem vir nisto uma piada racista deve começar é a rever os seus quadros pseudo-moralistas e ver se acorda para a vida. Ainda me recordo de quando um professor nos dizia, há 2 anos atrás, que devemos colocar dúvidas e gozar com tudo, especialmente com os princípios supostamente intocáveis na sociedade. O politicamente incorrecto tem muito mais piada, sem dúvida. E já agora, pelo menos para mim, o mundo não é branco e preto, é cinzento. E dentro dos cinzentos há uma enorme gradação de cor. Infelizmente parece que para a maioria é branco e preto. Sejam felizes pois então ó caça-racistas e afins.

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publicado às 17:26






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