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M&M - Marcelo e Merkel

por John Wolf, em 02.06.16

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De maneiras que é assim. Acabou o namoro entre Marcelo e Costa. O fim do matrimónio deve implicar separação de bens. A escapadinha tinha de acontecer - agora é M&M bff. O Presidente da República Portuguesa foi chamado à liça por Merkel. Entre duas ou três bolas de Berlim, a chanceler alemã puxou o professor para um canto e disse: "vê lá se ganhas juízo". Costa = Passos. Por outras palavras, Portugal = Portugal. E a festa é para continuar. Mas, Marcelo Rebelo de Sousa que passa mais tempo em Belém do que Berlim, ainda teve tempo para inventar uma ficção para consumo interno. O Bloco de Esquerda (BE) e o Partido Comunista Português (PCP) aceitaram a realidade? Minha Santa Ângela das mudanças de sexo aos 16!!! Eles nem sequer viram a realidade. Já ouviram falar do Bremain? Pois. Seis meses nem chega a ser uma gestação como deve ser.

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publicado às 13:47

Dom Galaaz, o marcelino

por Nuno Resende, em 12.03.16

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 (Na foto e acreditar na comunicação social, «a multidão efusiva» para aplaudir o presidente Marcelo à saída da Câmara do Porto).

Há um cheiro a algodão doce no ar por onde o presidente Marcelo Rebelo de Sousa passa. A música ajuda e os carrosséis também, embora no Porto seja fácil agradar com são joões antecipados e um discurso sobre a liberdade. Os remediados ficam contentes com o bodo e a burguesia empola-se com o brio de ser taxada de liberal e democrata (embora liberalismo aqui queira dizer bons negócios de mercearia e democracia um passeio à Foz ao domingo).

Bem dizia aquele publicitário brasileiro que hoje em dia se vendia presidentes como pacotes de manteiga. Este foi o método de Marcelo: usar a televisão para untar os portugueses. Tudo bem barrado de banha ao seu estilo - falando sobre tudo e mais alguma coisa sem dizer algo concreto- e esperar que a carne assasse. Em 2015 estava no ponto: a classe política descridibilizada da Esquerda à Direita, um golpe de estado encanbeçado pelo líder do Partido Socialista e um Passos Coelho mais vazio do que um balão entre espinhos. Nem foi preciso grande esforço: os restantes candidatos trataram de, um por um, contribuir para que Marcelo não cansasse a voz.

Não é caso para gritar presidente-rei, porém. Embora as televisões que tanto ajudaram Marcelo a construir-se, adorem folguedos e apertões, posso garantir que não estava à frente da Câmara Municipal do Porto a multidão que as têvês se esforçaram por captar com planos picados e apertados. A foto acima é reveladora.

O estilo da presidência, Marcelo conhece-o bem: é o das monarquias. Quis festividades de coroação, dispersas, três dias de fogo de artíficio.

Mas Marcelo, apesar de católico, não é monárquico, nem é novato.

Andá cá há muitos anos e joga bem com Deus e com o diabo.

A Natália Correia conhecia-o bem, «o passarão» «Dom Galaaz»*

 

Veja-se o Natália Correia, “Cancioneiro Joco-Marcelino” , de 1989.

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publicado às 09:44

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A eleição de Marcelo Rebelo de Sousa no primeiro tempo é muito mais determinante do que o autoproclamado tempo novo de António Costa. Digam o que disserem os detractores e os rancorosos ideológicos, a chegada a este destino presidencial não é fruto do acaso, da orquestração da Direita, da manipulação partidária, do poder de grandes corporações ou do tempo de antena de que se serviu o professor nos derradeiros dez anos. A vitória eleitoral de ontem à noite reporta-se a um conceito muito mais primário, a um arquétipo que está na genése de comunidades - os elementos de agregação fundados nos afectos, na intuição, no instinto de sobrevivência. Nos últimos dez anos, Marcelo Rebelo de Sousa aproximou-se da cidadania abstracta, afastou-se da sua sede ideológia e partidária, e afinou a ferramenta mais poderosa ao serviço da política - a comunicação. O discurso de vitória eleitoral, distribuído na Faculdade de Direito, não foi pleno de letras vazias. Assistímos ao auto-juramento, ao acto de confissão de valores e sentido de missão, à prática efectiva, na sua hora grande, do lançamento de linhas de fraternidade para com aqueles que partilham o mesmo ideário de civismo político. Os jornalistas, ávidos por provocar a reacção destemporizada, foram preteridos sem entender o corte definitivo que o presidente Marcelo Rebelo de Sousa faz em relação ao comentador Marcelo Rebelo de Sousa. Para aqueles candidatos que fizeram de sua bandeira a observação dogmática dos cânones constitucionais, esquecem o seguinte; o professor Marcelo Rebelo de Sousa é mecânico jurídico há dezenas de anos. Se existe alguém que pode interpretar as nuances de desagrado em relação ao tratado constitutivo da nação, essa pessoa é Marcelo Rebelo de Sousa. Não vale a pena remexer nas falências dos outros candidatos. A página foi virada. António Costa, herói da Esquerda unida, teve de provar o princípio do contraditório. O povo, que é sereno e supremo, afinal não se despistou na segunda curva à Esquerda. Mas isso não importa. E não importa porque Marcelo Rebelo de Sousa está para além da intriga ideológica. Não sei se Portugal tem noção do que lhe acaba de acontecer, mas irá ter importância no plano de uma verdadeira sociedade civil. Quando olho para Marcelo não vejo o PSD, não vejo o PS, não vejo o BE ou o PCP. Não vejo as cores que tantas vezes contaminaram a missão de políticos que nunca serão estadistas.

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publicado às 09:20






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