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As faixas de rodagem da Geringonça

por John Wolf, em 29.05.17

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Existem várias faixas de rodagem que a Geringonça ocupa. Temos uma via mais à Esquerda onde acelera Catarina Martins, mas que segue em contramão, em sentido contrário a Centeno. A condutora do Bloco de Esquerda dá umas valentes guinadas alcoolizada pela miragem de mais apoios à Segurança Social e invocando a pobreza infantil a ver se pega de empurrão. Enquanto essas manobras decorrem, a viatura de Costa declara na portagem que não haverá alterações nos escalões do IRS e que os cortes nas reformas antecipadas podem chegar aos 14%. Ainda nessa estrada de considerações aparecem mais umas lombas inconvenientes. Na estação de serviço seguinte dizem que o descongelamento das carreiras na função pública terá de ser faseada. Por outras palavras, com tanta derrapagem de intentos, não saímos do mesmo lugar, e apesar do caminho percorrido, parece que estamos no auge de 2013. O próprio dono das auto-estradas, o italiano Mario Draghi, manda parar os encartados do governo, e avisa: o crédito malparado na banca é um problema para o motor que dizem já estar em velocidade de cruzeiro, imparável. Mas atenção, com tanta rotação, o motor ainda gripa, e como são todos excelentes mecânicos, a máquina sai da oficina a deitar fumo branco pelo escape de argumentos orçamentais. No entanto, existe uma probabilidade muito grande de isto tudo ser um problema da cabeça ou do alternador de políticas que mais convêm para enganar o povo. Apesar da luz, vejo túneis ao fundo.

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publicado às 20:04

Reformas antecipadas a arder

por John Wolf, em 16.05.16

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A aceleração dos pedidos de reforma antecipada nos últimos 5 meses exige uma interpretação minuciosa. Indica certas aflições. As pessoas entre os 55 e 60 anos já viram governos e mais governos passar-se-lhes à frente. Já sentiram maior ou menor segurança em relação ao seu futuro. Já viveram intervenções do Fundo Monetário Internacional. Já tiveram de apertar o cinto vezes sem conta. O governo de inspiração socialista e natureza solidária não parece instigar grande confiança nos cidadãos portugueses perto da idade de reforma. Os governos socialistas, dada a sua natureza, dependem de um vasto corpo de legionários públicos. Foram esses funcionários que os elegeram à luz da certas promessas salariais e a reposição de privilégios. O actual governo anda um pouco baralhado. Por um lado, sem o declarar, gostaria de pôr a correr as brigadas infindáveis de trabalhadores do Estado e por outro lado irá sentir dificuldades de tesouraria para fazer face à grande demanda de reformas antecipadas. Ou seja, para continuar a merecer o estado de graça dos "seus" eleitores tem de continuar com a conversa do primado do funcionalismo público, mas sabe que tem de atenuar o fardo financeiro das reformas antecipadas. Os contribuintes deste escalão laboral, que já foram enganados vezes sem conta por governos de todas as cores e feitios, ainda têm instinto de sobrevivência. Querem fugir da casa que está prestes a arder. Já toparam as fagulhas. E não acreditam nos bombeiros.

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publicado às 09:30






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