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Teatro amador na Assembleia da República

por John Wolf, em 11.06.15

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Sabemos desde sempre que a política e a encenação teatral andam de mãos dadas. Francamente esperava mais criatividade do grupo incompleto de artistas que se apresentou sob a batuta do falso maestro Daniel Oliveira nas escadarias da Assembleia da República. A papoila a sugerir o cravo e a certeza dos artistas que dizem ter as ferramentas para desencravar a besta do poder. Quantos mais melhor? - é o que diz Daniel Oliveira. Duvido. Bem pelo contrário. Poucos mas bons. Raros mas selectos. Salientar a “diversidade profissional, regional, etária e a paridade de género” (?). Porquê? Isso seria expectável e normal numa democracia representativa. Ao ver e escutar os depoimentos de "figuras de destaque" (palavras do jornalista da SIC) fico com a impressão de que estes artistas não têm onde cair mortos. Género: "bué da fixe, até gostava de ser deputado", "não sei se sou competente, mas logo se vê". O problema desta malta é sinceramente pensar que é melhor que a populaça que não bebeu, por exemplo, nas doutrinas de intervenção, à Otto Muehl, o enfant-terrible da cena vienense, caído em desgraça por práticas menos consensuais. Ao escutar e ver o coro que ontem se apresentou aos portugueses em espectáculo-inédito-graçola-de-10-de-Junho-dia-de-Portugal, senti a presença de Brecht ou Grotowski, e pensei que talvez não estivesse a ser justo. Aquele aglomerado de gente poderia muito bem servir para fundar uma nova companhia teatral. O tempo das representações e religiões políticas já não serve as nossas causas (aconselho a leitura de Voegelin). Generalizações sobre paz e justiça são fáceis de deitar boca fora. Difícil mesmo é apresentar soluções concretas. Não gostei da peça. Foi francamente de baixo nível. O guião inexistente e os actores com sintomas de grande desmotivação. Não, não estamos livres. Nem é tempo para dançar com coisas sérias.

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publicado às 10:01

O PS não é de Esquerda

por John Wolf, em 12.10.14

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O porta-voz Ferro Rodrigues oferece a conversa de um vendedor que não sabe para que lado vai cair a sorte política. O Partido Socialista vem com o discurso de campeão da Esquerda, mas sabemos muito bem que já não são dignos representantes desse título, se é que alguma vez foram. Os seus sucessivos governos foram tão neo-liberais quanto os dos outros. Nessa medida, embora afirmem que não vão em compadrios com o Partido Social-Democrata (PSD) porque são distintos e estão abertos a entendimentos mais à Esquerda, a coisa não é assim tão linear. Ora, se precisam do encosto dos que estão mais à Esquerda, então significa que eles não são Esquerda. Ponto final. Talvez sejam outra coisa. Talvez sejam herdeiros de um mito ideológico antigo, intensamente corroído pela sua acção governativa, pela sua vida política. Mas existe uma ameaça muito mais apreciável do que a fragmentação partidária do espectro político nacional. Se Rui Rio for o homem do PSD, António Costa ainda vai ter de esgravatar muito e ceder muito mais para chegar ao poder. Quem coloca a hipótese de oferecer ministérios e secretarias a praticantes como Ana Drago ou Rui Tavares, tem de ter a noção que coloca em risco o destino final da viagem. Os socialistas, que agora disparam a torto e a direito, se não tiverem juízo ainda acertam em ambos os pés. A pergunta que deve ser colocada diz respeito ao modo de interpretar o desagrado nacional, o sentimento de esperança que os socialistas espalham como perfume fácil, quando sabemos, e bem, que nada de substantivo se altera quando os actores políticos forem outros. Portugal, na sua presente e futura situação, estará condicionado pelo ditado da Troika. Ferro Rodrigues elogia Marinho e Pinto porque necessita de guardar uma carta para uma jogada final. Nunca se sabe até onde terão de ir para ganhar votos à Esquerda e à Direita. Em nome do seu putativo governo, os socialistas ainda vão cometer muitas tropelias. O actual governo necessita apenas de continuar a fazer o seu trabalho - seguir em frente sem prestar atenção a ruído demagógico. Enquanto isso decorre, no caminho que nos conduz até às legislativas, veremos como a Câmara Municipal de Lisboa será convertida em plataforma de campanha. Aposto que vamos assistir a inúmeras iniciativas de integração e pluralidade, amostras de ecumenismo político, miscigenações convenientes para dar ar de partido total, absoluto e inquestionável. O problema que se lhes coloca é que o cidadão português já não passa cheques em branco. Porque tem sido o principal visado da incompetência dos grandes lideres nacionais - uns mais endeusados do que outros.

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publicado às 16:11

Dr. Ruizinho

por Nuno Castelo-Branco, em 11.02.14

 

Já ouvi falar de um caviareiro que assim é tratado pelos colegas de trabalho. Irascível, cheio de manias e adepto de teorias da conspiração contra si próprio, conseguiu ver aumentado o seu curto nome com um diminuitivo. 

Mas agora, este outro Ruizinho também parece ser salgadinho da mesma lata de ovas do Cáspio. "Não quer" monárquicos no seu Partido 0,1%, mas assim à primeira vista, inclui entre os associados, Nuno Cardoso da Silva e Frederico Duarte Carvalho. Por experiência de décadas, parece impossível que alguém que tenha feito parte de uma agremiação monárquica, alguma vez consiga renegar o seu apego à Causa. E é mesmo impossível. Quanto a ex-republicanos, esses conheço-os às carradas. Bem faz o Dr. Rebelo de Sousa em afirmar aquilo que há muito todos sabemos. Vivemos numa República (de e) das Bananas. 

 

Querem a prova que nem ao Dr. Ruizinho poderá escapar? Aqui está, nos #22 e #56:

 

"A questão da monarquia versus república é, ainda hoje, para mim, do ponto de vista meramente pessoal, uma questão essencial. É minha convicção que, se hoje não há monarquia em Portugal, tal não se deve aos méritos do sistema republicano, o tal que permitiu uma ditadura de Estado Novo durante quase 50 anos, mas sim ao falhanço dos monárquicos. E isto, meus senhores, remonta, se quisermos a questões ainda mal resolvidas na sociedade portuguesas desde a guerra civil de 1832-34. Para muitos monárquicos, a data 24 de Julho, por exemplo, não significa uma avenida onde se vai apenas beber copos à noite."

 

* Como se lê, o Dr. Ruizinho terá monárquicos nas listas. Obrigado pela informação, Pedro Quartin Graça.

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publicado às 10:14

Um LIVRE potencialmente libertador

por João Pinto Bastos, em 18.11.13

O novo partido criado pelo ambíguo Rui Tavares presta-se a variegadas interpretações, todas elas passíveis de alguma barafunda. No fundo, a hermenêutica deste "fenómeno" depende, como quase todas as coisas, da perspectiva em que cada um se coloque. A minha, no caso em apreço, prima por alguma credulidade, pela simples razão de que, não obstante a pungente história desta III República, ainda creio na possibilidade, duvidosa, é certo, das nossas esquerdas se "europeizarem". Nessa medida, não vejo com maus olhos este acometimento político espoletado por Rui Tavares. Quem conhece a história nacional dos últimos 39 anos sabe que o regime se consolidou no rescaldo do dissídio verificado entre as esquerdas emergentes no pós-25 de Abril de 1974. Esse dissídio teve como consequência necessária a imposição do Partido Socialista como o árbitro do sistema político conformado pela Constituição de 76. O Partido Comunista liderado, então, pelo, hoje, incensadíssimo Álvaro Cunhal acabaria por aceitar o equilíbrio político gizado pelos socialistas, aceitando em troca a participação no jogo parlamentar. Esta troca, vista à distância, teve, como não podia deixar de ser, múltiplas implicações, que, nos dias que correm, ajudam, sobremaneira, a explicar o imobilismo político que, mormente, abalroa as governações socialistas. Na prática, o PS tornou-se, com os anos, numa espécie de PRI à portuguesa, sendo, em função disso, o centro político da democracia nacional. Como é bom de ver, a extrema-esquerda acusou o toque, recusando, desse modo, o aggiornamento ideológico imprescindível a uma política pactista. O Bloco de Esquerda surgiu, em grande medida, como a resposta ao bloqueio político originado no PREC, visando renovar, com uma plataforma política repleta de pós-modernices fracturantes, a esquerda portuguesa, no entanto, os resultados da fantasia bloquista comprovam, uma década e meia depois, que não basta meia dúzia de pechisbeques caviarianos para alterar uma lógica incrustadíssima no âmago político do regime. É neste contexto que surge o partido de Rui Tavares, um contexto marcado, fundamentalmente, pela impossibilidade de haver entendimentos largos entre as diversas forças políticas das esquerdas portuguesas. Como referi no início desta posta, ainda creio, talvez ingenuamente, num entendimento governativo ao nível das esquerdas, porque, sem ele, o regime, tal qual o conhecemos, tenderá, necessariamente, a erodir-se. Alguns leitores perguntar-se-ão, certamente, o porquê de alguém, como eu, pertencente ao campo da direita conservadora ansiar por um compromisso à esquerda. A resposta é muito singela: o regime só se normalizará (entenda-se por normalização o enfraquecimento das reminiscências ideologizantes do regime) com a "europeização" das esquerdas, isto é, se a esquerda socialista souber pactuar com a extrema-esquerda, o sistema político, polarizado em torno do Partido Socialista, adquirirá, necessariamente, uma feição nova, na qual a direita terá, finalmente, uma oportunidade de ouro para afirmar um projecto político alternativo, que aparte, definitivamente, a práxis das inenarráveis cedências políticas às cantilenas socializantes. Do ponto de vista de quem se reclama da área política da direita, um entendimento à esquerda seria, em boa verdade, um excelente tónico para a renovação programática que continua, infelizmente, a ser adiada para as calendas gregas. Não sei se Rui Tavares será capaz de levar avante uma proposta política que se arrogue uma concertação à esquerda. Para dizer a verdade, olhando para o histórico deste regime democrático, tenho as mais sinceras dúvidas que um novo partido, ainda para mais alicerçado nos descontentes do Partido Socialista e do Bloco de Esquerda, obtenha o menor êxito. Ademais, não é líquido que Rui Tavares disponha do talante político indispensável à tarefa referida. O próprio eurodeputado, fazendo uso da sua natural ambiguidade, como é, aliás, seu timbre, não tem dado razões suficientes para acreditar que o partido em causa não seja uma plataforma fulanizada. Mas a política ensina-nos que não há impossíveis, porque, vistas bem as coisas, o homem é, como dizia Ortega, o homem e as suas circunstâncias. Resta saber se as circunstâncias de Rui Tavares se coadunam com um projecto político desta envergadura. O futuro será o juiz desta empresa.

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publicado às 23:03

Rui Tavares e o lugar no meio da Esquerda

por John Wolf, em 17.11.13

Rui Tavares quer se sentar no meio da Esquerda, mas eu gostaria de saber onde fica esse lugar na plateia. Se é um lugar vago entre Marx e Slavoj Žižek, ou  se fica na outra fila, entre Gramsci e Chomsky. Por aquilo que pudemos ler no manifesto inaugural, não é muito fácil perceber quais as referências de Esquerda do fundador do partido. O guião escrito não me parece a base para a constituição de um partido fundamentalista anti-Troika e anti-austeridade - o que discorre nas parcas páginas lembra outros guiões da praça - não acrescenta muito mais ao universo das ideias políticas. Parece-me, numa primeira análise, que o partido Livre irá assentar na figura de Rui Tavares, na sua voz europeia e no que profere na coluna de opinião que escreve regularmente na imprensa escrita. Justiça e igualdade queremos todos. Ecologia amamos muito. E solidária é a nossa condição no contexto do descalabro nacional. O que ele defende na declaração de princípios não é pertença exclusiva da esquerda. E é aí que reside uma parte da contradição. Se o partido Livre pretende incluir os cidadãos na acção política de um modo abrangente e profundo, não é apenas no meio da esquerda que isso acontece. Os objectivos a que se propõe o "libertador" são, de facto, um lugar comum das exigências dos cidadãos. Será que se justifica a criação de mais um partido? Ou será que o Rui Tavares não encontra poiso noutras plataformas? Novidade novidade (política) seria Tavares contribuir com soluções em território inimigo. Incluir-se na luta civil dos socialistas ou até de uma CGTP. Mas não. Rui Tavares deve ter algo muito melhor para oferecer que os coordenadores do Bloco de Esquerda. Será que os políticos ainda não perceberam que a titularidade de pouco vale nos dias que correm? Um partido, para ser verdadeiramente livre nem sequer seria partido, não teria personagens - seria uma ex-machina. Seria uma força sem assinatura, sem magnetismos típicos da idolatria que acompanha a liderança. Rui Tavares corre o risco de ser o António José Seguro desse território enigmático - o meio da esquerda, no meio de nada. Tavares é um activista sem obra carismática para oferecer ou noções que rompam os atavismos dos outros - anos de política na bagagem, soa-me a muito pouco para emitir cartões de membro do partido. Sinto que com a sua chegada (mais um imigrado!), haverá um fenómeno semelhante àquele gerado por Louçã e Rosas quando estes irromperam com uma meta-linguagem política diferente da que estavam habituados os convivas partidários ou parlamentares. Quanto à papoila - prima suave do cravo -, é um cliché relativamente fraco. Mais valia o designer ter aproveitado um malmequer - o cidadão sabe o que não quer, mas não necessariamente o que quer.

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publicado às 14:12

Detenham esta catástrofe *

por Pedro Quartin Graça, em 18.12.12

Era impossível não divulgar e ampliar publicamente a mensagem contida neste excelente artigo de Rui Tavares. 


* Por Rui Tavares

 

A troika, já se percebeu, é um mero pretexto. Pedro Passos Coelho não se sente preso pelo memorando nem limitado pela Constituição, perante a qual desenvolveu uma estranha técnica: ele diz, propõe ou avança e, se for contrário à Constituição, alguém lho há-de dizer. Ler a lei fundamental propriamente dita, ou pedir a alguém que lha leia antes de abrir a boca, dá demasiado trabalho. E não faz parte do seu modus operandi. A ignorância não é um problema para Pedro Passos Coelho. Ele não sabe, logo não existe.
E assim nos encontramos à beira de um novo ano para que os portugueses olham já como se fosse um precipício. Janeiro vai ser o início da rampa; a partir daí, é sempre a cair. Os primeiros recibos dos vencimentos com os respetivos cortes. O brutal aumento de impostos. A amputação de serviços públicos. As privatizações ao desbarato. E os números da execução orçamental, periodicamente, a não baterem certo.
Também isto não deterá Pedro Passos Coelho porque, no meio dos escombros, ele tem um plano.
Mais ninguém acredita no plano de Passos Coelho. Alguns, cada vez menos, dão o benefício da dúvida por causa da dívida, cada vez mais desconfortável por ver que ela não diminui. Todos os outros, na esquerda, no centro e na direita, assistem atónitos a esta progressão de desastres: a TAP e a RTP vendidas ao pior preço e aos piores compradores, os despedimentos a saldo, a escola e a saúde prontas a serem ejetadas das funções do Estado. Dentro em pouco, isto será irreversível. Nada disto detém Passos Coelho.
O julgamento da posteridade não atrapalha Pedro Passos Coelho porque ele não tem consciência da gravidade do que faz e, se o tem, não parece importar-se com isso. Mas a posteridade não julgará apenas Pedro Passos Coelho. Julgará todos os que, tendo consciência do que se está a passar, não fizeram tudo o que estava ao seu alcance para deter esta catástrofe.
A responsabilidade dos partidos de oposição, em particular, é muito séria. Sabemos que eles não governam, sabemos que eles nem sequer concordam. Mas não precisam de governar nem concordar para fazerem três coisas simples que, por si só, seriam uma formidável barreira à progressão desta catástrofe.
Primeira: falarem, sem precondições. Basta de pretextos tolos. Façam reuniões, mesmo discordando, e digam-nos em que concordam. Por pouco que seja, pode ser essencial.
Segunda: ponham limites a este governo. Enunciem claramente as linhas vermelhas que vos levarão a abrir uma crise política, e ir ao Presidente da República exigir-lhe ação.
Terceira: abram-se aos cidadãos e aos vossos eleitores, em particular ao nível local, e deem-lhes liberdade para discutir alternativas concretas a esta governação.
Precisaríamos de muito mais do que isto. Mas isto é o mínimo que se pode exigir. O governo perceberá que a oposição sai do seu marasmo e começa a impor limites e regras, e a preparar-se para o substituir. Só isso pode deter esta catástrofe. Façam-no, já.

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publicado às 07:35

Afinal...

por Samuel de Paiva Pires, em 01.06.10

...afinal... segundo Rui Tavares, agorinha mesmo no Prós e Contras, "os submarinos andam para lá perdidos no Exército". Está certo. A Marinha que o diga.

 

P.s. - Sugere ainda que se vendam os submarinos para combater a crise. A demagogia é uma coisa muito tentadora, de facto.

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publicado às 00:38






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