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Irra que é Pombo

por João Almeida Amaral, em 25.09.16

 

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Não consigo deixar de me pronunciar sobre o meu zapping nocturno.

 A Teresa Guilherme com um peitinho de plástico, que mais parece um rabo, vai explorando um desgraçado na casa dos segredos. A Áurea e companhia, na 1, mostra-nos um país em que um canal público arranja sempre um tachinho para as Catarinas cá da terra. Falta lá a Martins para rimar.  Na 2, um concerto, que deve ter uma audiência abaixo da linha de água, e a 3 com uma novela tão má, tão má, que ninguém vê.

Na dúvida varri os de informação "mais séria". Na Sic Notícias o Jesus fala da sua qualidade pessoal e, segundo o próprio, as pessoas " ajuízam como querem". A RTP3 fala mais do mesmo Jesus, a TVI24 com o Mário Vargas Llosa faz a diferença, porque ao passar para a CMTV  regressamos a Jesus.  

Por estas e por outras fui a Mação passar o fim de semana e conhecer a terra de Carlos Alexandre. Num café as conversas são sobre o ex-primeiro-ministro José Socrates. No meio de algum entusiasmo alguém exclama "o Sócrates é um caso de polícia, só que ainda não entendeu". Um idoso vira-se, olha para o grupo e diz " Irra que é Pombo" 

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publicado às 23:21

Os Santos Silva da casa

por John Wolf, em 11.04.16

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A estirpe de neo-liberalismo do governo de António Costa é diferente. Não obedece às leis do mercado - é do género político. E o Banco Central Europeu sabe disso. A partir do momento em que países cuja supervisão de bancos não é equivalente às práticas da zona euro, são "convidados" a entrar na bolsa, o rácio de credibilidade vê-se afectado. O BPI, que se meteu em aventuras que deram para o torto, encontra este modo de passar o encargo ao mercado, aos investidores, e se a coisa correr mal, aos contribuintes. Esta operação, embora com contornos distintos, é uma modalidade de Swap - uma troca manhosa de dinheiros e direitos. A bolsa de Lisboa terá de ter algum cuidado ao aceitar as rifas desta ou daquela empresa. A New York Stock Exchange (NYSE) tem critérios de aprovação muitos apertados em relação a American Depositary Receipts - a cotação de empresas estrangeiras na sua praça. A única empresa portuguesa cotada nessa praça americana é a Portugal Telecom, e veja-se o que aconteceu à mesma. Enquanto um Santos Silva janta com o Sócrates, o outro Santos Silva serve-nos esta refeição.

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publicado às 09:14

Prós e Contras

por Samuel de Paiva Pires, em 14.09.15

A RTP decidiu realizar um Prós e Contras sobre a independência da justiça, lançando a questão "Há interferência dos partidos no sistema judicial?", e um coro de protestos de destacados socialistas levantou-se para criticar a estação televisiva pública, depois de há dias António Costa ter procurado intimidar Vítor Gonçalves durante a entrevista conduzida por este. O que muitos socialistas talvez ainda não tenham percebido é que estão a tomar as dores de Sócrates e a dar razão a Paulo Rangel para suspeitar que com o PS no poder Sócrates dificilmente seria investigado. Na hora de votar, portuguesas e portugueses, não se esqueçam da fotografia. Sócrates e as suas políticas moram no Largo do Rato e em António Costa, assim como as tácticas de intimidação da comunicação social tao características dos governos socráticos.

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publicado às 09:29

Que impacto terá um Grexit em Portugal?

por Fernando Melro dos Santos, em 03.07.15

 

 

 

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publicado às 17:56

Venezuela exige reparações a Portugal

por John Wolf, em 04.05.15

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Eu não disse que esta história das compensações lançada pelos gregos aos alemães poderia ser aproveitada? Embora não seja a mesma coisa, vai haver mais gente a pedir dinheiros.  A holding Joe Socrates International ainda há-de causar mais estragos ao país do que um hipotético default de Portugal. Os gregos têm razão e deveriam servir de exemplo - os portugueses devem exigir compensações a Sócrates pela devastação causada e que ainda está longe de estar contabilizada. O legado do ex primeiro-ministro é deveras assinalável e continua a contribuir para falências de empresas portuguesas. Ou seja, o recluso de Évora é um contribuinte líquido para os níveis de desemprego, mas desta feita a nível internacional. Neste caso a Venezuela aparece como cabeça de série de um torneio de cambalachos financeiros. Já ia em 10 países o processo de internacionalização de Sócrates, mas tenhamos calma. Deve ainda haver diversas situações que virão a lume a tempo das legislativas venezuelanas ou lusitanas. Convenha a quem convier. 

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publicado às 12:24

Homens à beira de um ataque de nervos

por Manuel Sousa Dias, em 19.03.15

Após a decisão do colectivo de juízes sobre o prisioneiro 44 com base nos fortes indícios de culpabilidade do ex-PM, estranha-se a total ausência de reacções por parte de responsáveis do PS, por parte de ex-ministros do seu governo, de pessoas que trabalharam com ele ou de outros com responsabilidades políticas. Não há um. UM!

 

Sei lá, uma a manifestação de vontade de que seja feita justiça, um reafirmar do "à politica o que é da política patata patati..." sem quaisquer ambiguidades, a defesa da honra de um governo, ou de um partido, ou de alguém que não quer que pairem sombras sobre a sua respeitabilidade. Zero.

 

Compreende-se o choque do PS, perante o apertar do cerco a José Sócrates, não se compreende a apoplexia, a ausência de damage control ou o assobiar para o alto.

 

O PS não há meio de descolar do PSD mas parece-me que a continuar com a cabeça enfiada na areia vai finalmente descolar... no sentido descendente... em prol dos auto-proclamados irmãos do Syrisa, claro.

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publicado às 16:03

Portugal, uma enorme fotocópia

por John Wolf, em 11.02.15

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É perigoso viver em Portugal. Muito perigoso - o país anda entretido com as fotocópias de Sócrates e o corte de relações institucionais entre o Sporting e o Benfica. Enquanto isso a Europa vive a maior crise desde que há memória. A vingança da Austeridade e a promessa de que a Merkel seria esmagada alimentou excessos nos discursos e novas figuras de estilo na Europa. Tsipras e Varoufakis, sem dúvida que serviram para agitar as águas instransigentes da política, mas não passam de marionetas de um esquema maior. O dia de hoje pode também figurar na história, mas não pelas razões que os gregos invocam. A Grécia bem pode ameaçar arrastar ao fundo uns quantos colaboradores se as suas exigências não forem cumpridas. Mas não é bem assim. Os mercados já começaram a descontar a "inexistência" da Grécia no quadro europeu. Os ânimos exaltados do duo grego serão rebaixados pela determinação dos políticos dos centros de decisão que não desejam uma hecatombe com efeito de dominó, o que em última instância deitaria a perder o grande sacrifício de alguns, entre os quais Portugal. Se derem despacho ao requerimento dos gregos a coisa muda logo de figura. Seria como entregar argumentos válidos a outros demandantes. Portugal não é a Grécia, nem precisa de ser a Irlanda. Certamente terão de passar alguns anos para que Portugal perceba que os caminhos trilhados pelos outros não servem as suas causas. Como já havia escrito, da escolha múltipla a decisão efectiva é um pequeno passo. Se a Grécia abandonar o Euro (e subsequentemente a União Europeia) é porque já terá alinhavado um novo arranjo de lealdade política e dinheiro fresco. O outro berbicacho em que Portugal está metido (mas que acha que não está metido), chama-se "conflito na Ucrânia". Esse outro tira-teimas pode muito bem ser mais nefasto do que muitos julgam. Mas querem lá saber. Afinal Portugal é um país à beira-mar plantado. Imaginem só se estivesse bom tempo. Ainda seria pior. Estaria tudo na praia.

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publicado às 09:33

Sócrates e a "meia-culpa" dos socialistas

por John Wolf, em 09.02.15

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O Partido Socialista parece começar a entender as implicações da porcaria deixada pelo camarada Sócrates. Os socialistas têm dois caminhos à escolha: ou sim ou sopas. Se continuarem ao lado do recluso número 44, correm o risco (já correram, porventura) de contaminar os altos princípios e valores que norteiam a sua casa. Por outras palavras, os socialistas já devem saber que há muito pouco que podem fazer para safar o amigo. Neste intervalo, durante o qual as visitas a Évora foram mais que as mães, as investigações avançaram ainda mais, e todas as balelas de Soares sobre a inexistência de provas já não servem, se é que alguma vez serviram, para alguma coisa. Por esta ordem de ideias vai imperar a máxima: se não os podes vencer junta-te a eles. Os socialistas temem que o diabo vá tecê-las mesmo em cima de calendário eleitoral. Não seria muito simpático para António Costa ter de lidar com o proferir de sentença de Sócrates à boca das urnas. O secretário-geral, e candidato a candidato a primeiro-ministro, já tem problemas suficientes causados pelo conservador de soberanias europeias chamado Tsipras. No entanto, há algo de bizarro no entusiasmo da proposta legislativa. Confiscar os bens dos políticos significa exactamente o quê? Que a licença para o exercício da actividade política se mantém intacta mesmo após a determinação de ilícitos? Ah! Já percebi. É a ideologia, estúpido. Por serem socialistas acreditam na reintegração de delinquentes na sociedade, na tal ideia de justiça e solidariedade para como aqueles caídos em infâmia, perdão, desgraça. Como podem ver, não arrastei os bloquistas para estas arrelias. E há uma razão para tal, que se consubstancia na folha limpa daquele partido. Por mais que não alinhemos com as infantilidades de Catarina Martins e seus colegas, a verdade é que (por enquanto) nada há apontar na folha de cálculo de corrupção que eventualmente lhes diz respeito. Mas voltando aos socialistas, não sei se esta meia-mea culpa basta. Eles sabem que, possivelmente dentro do seu regime, da sua organização, há muito material de político alheio que pode vir a ser confiscado assim sem mais nem menos. É o que dá ter telhados de vidro pagos por um Santos Silva ou um sucedâneo qualquer.

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publicado às 09:23

Mas que gente é esta, Mário Soares??

por Manuel Sousa Dias, em 29.12.14

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Mas que gente é esta??

 

L´etat c´est moi.... Non.... c´est nous, mon ami Mário Soares ;) 

 

 

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publicado às 15:47

Cinco pontos

por Nuno Castelo-Branco, em 23.11.14

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Passada a dose cavalar de adrenalina há vinte e quatro horas ministrada a um país inteiro - ao punhado de prós e aos efusivos contras que segundo creio, são a maioria -, há que atender a alguns pontos que parecem pertinentes:

 

1. Nenhum juiz no seu perfeito tino, ousaria montar num Estado de Direito como aquele em que consta vivemos,  este ruidoso espectáculo, sem ter fundamentos muito fortes para desta maneira abordar um ex-Chefe de Governo. Nenhum. Não existe qualquer possibilidade de reedição dos usos e costumes daquela época em que um qualquer prepotente tolo assinava folhas em branco, onde depois eram inscritos nomes com direito a rápido ingresso e prolongada estadia involuntária nos parques de diversão do Copcon. Quanto ao assunto em questão, as provas devem ser esmagadoras e indesmentíveis,  justificando-se a abertura do processo.

 

2. O modo de detenção do referido cavalheiro à saída do avião foi legítimo, pois todos presumimos a existência dos conhecidos riscos próprios destes casos. Assim, é óbvio que não tendo estado em causa uma fuga do país, colocava-se então o perigo da destruição de provas - por sinal, todos conhecemos a insultuosa brincadeira da queima ou trituração de dossiers, gravações, etc - e/ou o contacto do acusado com outros potenciais envolvidos, com estes coordenando estórias que encantassem a verdadeira história, condenada a permanecer em salgadas águas de bacalhau.

 

3. Um curto e incisivo anúncio da detenção para interrogatório teria bastado para todos nos inteirarmos de um extraordinário e inédito evento neste regime. Apesar da personagem em questão, foi absolutamente escandalosa e sobretudo desnecessária, a convocação de órgãos de comunicação social para a imortalização televisiva do evento. Não existe a menor dúvida de a informação ter vindo de quem conhecia todos os detalhes da operação a executar. Um abuso, uma ilegalidade que devassou a blindagem que deve proteger o poder judicial. Se o arauto foi um membro do pessoal menor do departamento responsável - e, confiando no luso mal por mal, oxalá assim tenha sido -, há que encontrar pronto e definitivo remédio para catastróficas ocorrências destas que nas últimas décadas exuastivamente se multiplicam. Não é possível acreditarmos que a concepção do espectáculo possa provir de altas instâncias. É impensável sequer imaginarmos tal coisa.

Era imperioso o anúncio da detenção, disso não há qualquer dúvida, pois a população deve, por indiscutível direito, ser sempre informada. Bastaria um comunicado lacónico como aquele enviado pela PGR e sem o recurso ao arrastão mediático que atropelou o país inteiro. Isto evitaria muita da paixão na qual quase todos naturamente caímos pelo estupor generalizado provocado por este episódio. Tratou-se de uma catarse nacional, Miguel Vaasconcelos foi uma vez mais defenstrado e em boa verdade não consistiu numa surpresa total, pois desde há anos os episódios acumulavam-se, as ligações perigosas ou escusas eram por todos conhecidas, agravando-se ainda as suspeições pelo conhecimento de casos de clara arrogância, conluio amiguista, um constante e impune achincalhar da separação de poderes, coacção moral sobre a imprensa - ou seja, um descarado condicionamento do que pode ou não pode ser dado a conhecer ao país - e abusos de poder que denotavam total impunidade.

 

4. Todos sabemos como pode a opinião pública ser manipulada na direcção de uma condenação antecipada - não estou a referir-me ao sr. Sócrates, a este caso em concreto - ou de uma absolvição apriorística ao estilo da histriónica Sra. Estrela, de João Soares e outros.

Assim, cabe ao poder judicial impor a sua autonomia e não permitir uma demasiada aproximação da imprensa que surge acintosa e de forma totalmente abusiva, como ilegítima porta-voz. A informação deve ser única e exclusivamente veiculada por esse mesmo poder judicial, para isso sendo necessário habituar-se a regularmente organizar conferências nas quais poderá permitir ou não, a colocação de questões. Tem o inegável dever de justificar as suas decisões, sem que isso signifique fornecer informações que estejam em segredo enquanto decorre o processo. Existindo as suspeitas que o despoletaram, não pode criar a impressão de que alguém pode ser preso ou estar em liberdade sem uma perceptível  justificação para tal. Afinal, o que é ou não é legal?

 

5. Passada a emoção e  sorvida a última gota da garrafa de espumante que quase todos imaginámos beber em justa festa diante do computador, atinemos.

Pela primeira vez desde há muito tempo, consegui ouvir até ao fim os semanais foliões do Eixo do Mal. Concordei com as banalidades do que ali foi dito, embora tenha tomado nota de uma nítida mudança de apetite, talvez  um sumarento fruto do incómodo causado pelo nome e posicionamento político da personalidade agora em questão. Nos últimos anos, todos eles, repito, todos eles lapidaram sem apelo nomes como Duarte Lima, Relvas - este, durante meses a fio - Santana, Teixeira da Cruz, não perdendo uma ocasião para escorcharem vivos Santos Pereira, Crato, Machete e Passos. Com selvagem risota gozaram dos delíquios da mania da espionite de que o sr. Cavaco se sentia cercado. Não esqueçamos o Arlindo ministro, o genro presidencial, Oliveira e Costa, Isaltino, Alberto João Jardim, Dias Loureiro, Isabel Jonet, etc. Sempre os vi lestos e lampeiros na apressada degola, usando as facas mesmo antes de qualquer caso concreto levantado pela justiça. Subitamente aborregaram, ficaram diferentes e mansinhos no ruminar deste tipo de pasto e com agrado há que reconhecer esta miraculosa evolução. Esperemos que assim prossigam no futuro, mas dentro de semanas, provavelmente regressarão à tona os submarinos encomendados por uns, mas contratualizados por outros. Uma vez mais baterão a certas  portas e isto é tão certo como o esperado salivar diante de um belo, estaladiço e autêntico pastel de Belém, o tal que o negregado e atrevido ministro corta-rendas queria exportar para o resto do mundo. Lembram-se?

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publicado às 02:05

Sócrates Torrents

por John Wolf, em 08.09.14

Se eu fosse português sentir-me-ia traído pelo sistema judicial deste país. Temos mais uma prova de que a política fala mais alto do que os imperativos de justiça e equidade. Os socialistas, mesmo não sendo governo, conseguem desferir murros significativos. Conseguem apagar um longo rastilho que decerto daria voltas e mais voltas ao largo do Rato. Se as gravações vão ser destruídas é porque trazem água no bico. Portugal, eterniza, deste modo, a máxima de que é possível fintar a justiça - a ideia de que o poder político e os partidos controlam as instituições e violam o princípio da separação de poderes. Se eu fosse português sentir-me-ia intensamente desprotegido, à mercê daqueles que foram eleitos precisamente para salvaguardar os nossos direitos. Espero que alguém se tenha infiltrado no sistema e que disponibilize as gravações. Que uma torrente de informação privilegiada passe a ser do domínio público.

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publicado às 09:13

Sócrates e Al Capone

por Manuel Sousa Dias, em 02.08.14
A fazer fé na notícia do Correio da Manhã Sócrates não declara poupanças desde 1987. Será que vai finalmente preso apenas à conta de crimes fiscais?

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publicado às 14:29

Sócrates e a RTP

por Manuel Sousa Dias, em 09.07.14
A notícia vem na capa do Correio da Manhã de amanhã: Provedor pede, mas RTP esconde contrato com Sócrates.

Três dúvidas:

Sócrates não tinha dito antes que não recebia um tostão pela sua colaboração com a RTP? O que é que então há para esconder?

A RTP não é uma empresa pública? Os contratos com os seus colaboradores não deveriam ser públicos ou, pelo menos, disponíveis para consulta de qualquer cidadão?

O provedor serve para quê?

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publicado às 00:43

Bem-vindos Sócrates, Guterres e Barroso!

por John Wolf, em 15.11.13

Uma vaga de imigração está a assolar Portugal. O primeiro a chegar à Portela foi Sócrates. Sabemos que Guterres já se instalou em território nacional e agora chega-nos a notícia que José Manuel Barroso provavelmente voltará a ser Durão Barroso. Observo que a casa portuguesa começa a ficar apertada, cheia de visitas políticas de última hora. Resta saber que profissões desejam exercer na Lusitânia. Como forma de acreditação junto dos esquecidos, Sócrates e Guterres já têm livros para contar versões integrais ou parciais dos seus percursos - falta Durão Barroso lançar um volume no seu regresso oficial. Um livro de capa dura à Diplomacia de Kissinger com o título: "Breves notas sobre o abandono de Portugal e o meu regresso". Para já, Sócrates está a agitar as hostes socialistas - António José Seguro e António Costa que se cuidem porque não me parece que o ex-lider se quede pelas noites de Domingo. Guterres ainda não deu muito nas vistas - está a cumprir um período de nojo antes de provavelmente iniciar um estado de graça. António Costa, Seguro ou Sócrates não se têm de preocupar com Guterres. Se este correr para algum lado, será quase de certeza para Belém. Durão Barroso, que ainda não sabemos ao que vem, vai ter de acertar agulhas com o PSD para saber se é o homem presidencial (ou se tem lugar no novo partido da esquerda de Rui Tavares, para revisitar as suas origens ideológicas). Marcelo Rebelo de Sousa fará aquele jogo que conhecemos - não irá colocar as cartas todas em cima da mesa. Vai deixar os outros tomar a iniciativa, como tem sido o seu estilo, e depois, dirá à Judite de Sousa o que irá fazer (e ela, comovida pela confidência oferecer-lhe-á um cabaz de Natal ou um ramalhete de flores). Ainda faltam uns quantos que não caem na categoria de regressados à pátria. Refiro-me a outros que andam por aí a bailar e à espera do momento propício. O que deve ser sublinhado nestes regressos auspiciosos, tem a ver com a noção que inunda os seus espíritos - a ideia de que ainda podem prestar serviços à nação. Eu disse serviços. Não disse bons serviços, nem lindo serviço. Os portugueses que decidam que destino dar a estes trabalhadores - que eu não tenho voto na matéria.

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publicado às 11:12

Simbiose política de Soares e Sócrates

por John Wolf, em 13.11.13

Começo a pensar que existe relação de sangue entre Mário Soares e José Sócrates. A relação simbiótica entre os dois merece um documentário do National Geographic. Há qualquer coisa aqui de empatia entre o hipopótamo e o pássaro que cata a carraça escondida atrás da orelha. Não sabemos se Soares vê em Sócrates o filho político que nunca teve, ou se pretende, com estas afirmações tontas, ajudar as causas socialistas. E desde quando é que os portugueses tiveram de aprender com os franceses a fazer política? Sem dúvida que existiram grandes pensadores políticos franceses, mas não foram contemporâneos de Soares ou Sócrates. São intemporais e pertença inegável de todos nós - amigos socialistas ou nem por isso. Alexis de Tocqueville, embora francês, contribuiu para o pensamento e a acção política norte-americana. Ou seja, o capitalismo diametralmente oposto ao socialismo, também radica nos franceses. Rousseau, por sua vez, esteve efectivamente exilado no sentido mais dramático e político. Soares, embora se queira apresentar como membro do clube dos diasporizados, que eu saiba, nunca conheceu os calabouços que Mandela experimentou ou a tortura de compatriotas caídos na malha limoeira da PIDE. O estudo comparativo de Soares deve ser considerado insultuoso e ofensivo por distintas razões. Portugal conheceu casos mais extremos de perseguição política e os visados não tiveram a sorte de sobreviver numa gaiola dourada em Paris. Quanto a Sócrates e o seu destino academico infantil, não encontro termo de comparação com o que quer que seja. Quatro anos de estadia de Soares, somados a dois anos de lua de mel de Sócrates, não produzem grandes dividendos políticos. Se quisermos ser cínicos e pouco complacentes, poderemos dizer, ao abrigo do contraditório, que os ares franceses podem ter contribuído negativamente para o modelo económico e social sonhado para Portugal no verão quente de 74 ou em tempos políticos mais recentes (A Europa, as Comunidades e a União Europeia estão a ser postas em causa e não o contrário). Parece que cada vez que Portugal e os seus governantes se viram para o exterior a coisa não corre de feição. E se Seguro um dia quiser estudar na Alemanha, será que poderá regressar com o crachá de exilado agrafado ao peito? Soares e Sócrates regressam de diferentes passados políticos, mas nem sequer podem ser chamados de retornados. Se Soares se quiser comparar a alguém, talvez se possa equiparar a Machete. Cada vez que abrem a boca entornam o caldo.

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publicado às 18:50

O nome da rosa-laranja

por John Wolf, em 02.11.13

Só faltava Passos Coelho oficializar o regresso de José Sócrates. Ao fazer comparações entre o seu reinado e o do outro (o "outro" é um termo politicamente incorrecto, eu sei), reconhece direitos adquiridos ao socialista-écrivain - concede-lhe a importância que ele merece. O actual primeiro-ministro demonstrou, porventura sem o desejar, que Sócrates não é apenas um problema do passado, mas poderá vir a ser um rival num futuro próximo. Depois de sucessivas tampas de Seguro, a propósito do guião da reforma do Estado e do orçamento de 2014, Passos Coelho vira-se para aquele que está ávido por desferir uns golpes, mas que ainda não tem as luvas da titularidade política calçadas. O primeiro-ministro quer mostrar ao lider da oposição Seguro que nem precisa dele para invocar as fracturas profundas que opõe os socialistas aos social-democratas. Sabemos muito bem que Seguro não é comparável a Sócrates (é igual a si), e deste modo Passos Coelho retira força aos socialistas ao se "picar" com um político ligeiramente civil - Sócrates é uma espécie de fantasma da Troika, regressado do mundo dos políticos mortos-vivos para distribuir a culpa pelos outros e eximir-se de responsabilidades. À medida que Sócrates se reintegra na vida política e social do Rato, vai reavivando a fraca memória dos portugueses - estes irão lentamente recordar que foi o mestre de Paris que assinou o memorando de entendimento, que foi ele que conduziu o país a esse estado de calamidade que infelizmente teve continuidade através das políticas de austeridade do actual governo. Afinal Sócrates tem uma missão importante a cumprir na tomada de consciência dos cidadãos portugueses. Sócrates regressa ao cenário de sismo económico e social para o qual contribuiu, impávido e sereno, mas os portugueses sabem o que a casa gastou. Quem negar as responsabilidades de um e de outro na actual crise, não estará a ser honesto e justo. A ruína não pertence em exclusivo aos sociais-democratas ou aos socialistas. Foi uma longa sociedade por quotas destes dois parceiros que ditou o rumo penoso de Portugal. O país vive o dilema do prisioneiro e não existe uma jogada que possa eximir as duas principais forças políticas das suas responsabilidades. Seria bom que soubessem, que nalguns casos, as laranjas e as rosas não se comparam - nem se cheiram.

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publicado às 15:31

A propriedade privada é coisa de marcianos

por João Pinto Bastos, em 29.10.13

Alexandre Soares dos Santos decide, presumivelmente (ainda não há confirmação), suspender a venda do livreco de Sócrates nos seus supermercados. A pergunta que urge fazer perante as reacções que têm vindo a lume é a seguinte: qual é o problema? Mais: Soares dos Santos é ou não livre de vender o que quer que seja nos estabelecimentos de que é proprietário? Bem vêem os leitores que as perguntas atrás escrevinhadas definem, de um modo assaz assustador, o estado horripilante do país.

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publicado às 16:03

Nótulas sobre a degenerescência

por João Pinto Bastos, em 28.10.13

Nótulas sobre a degenerescência:

 

1) Sócrates recebe, após dois anos de internato luxurioso em Paris, a atenção da mendicância mediática, disposta, mais uma vez, a entregar o poder e as luzes da ribalta a quem mais ludibria e descarrila a sanidade mental dos portugueses.

 

2) O Professor Marcelo, num assomo de bem-aventurança televisiva, anuncia que necessita urgentemente da nossa atenção. Ao Professor Karamba do comentário televisivo já não basta regurgitar as platitudes do costume. O que importa, agora e de futuro, é situar os dichotes semanais numa espécie de preparação da candidatura presidencial que ainda não se sabe bem se será ou não será. Como sempre, o que move este maître à penser da mesquinhice "lesboeta" é o eterno "pensem em mim".

 

3) A selvajaria social vê-se, por exemplo, no modo como certos indivíduos acoimam a vida alheia. Respeito pela intimidade privada? bahhh, isso não interessa para nada. Que graça teriam as redes sociais, os tweets instantâneos, e os motejos feicebuquianos sem uma pitada de boato e comentário sobre os amores e desamores dos Carrilhos deste mundo e do outro? Bem vêem que a piada seria nula. O que realmente interessa aos viandantes da infâmia é falar de tudo e de todos, de preferência manchando e classificando, de imediato e sem direito a contraditório, os acusados na praça pública. Há quem se reveja nesta barbaridade nojenta, que alguns, leviana e parvamente, qualificam de sociedade da informação, ou, num acesso mais demótico, de opinião pública. Eu, que sempre suspeitei das boutades das massas ignaras e violentas, traduzo estas ondas da opinião infamante como o exemplo mais acabado da grosseria impante que domina as sociedades contemporâneas. O preço a pagar pelo instintualismo do boato tenderá, inelutavelmente, a ser cada vez mais elevado.  

 

4) Freitas do Amaral é uma personalidade engraçada. Palavra de honra que é. Olhemos para as doutas palavras do ex-ministro dos governos AD e do governo Sócrates ditas, ontem, em declarações à agência Lusa: "é altura de dizer basta e de fazer este governo recuar, porque a continuar por este caminho, qualquer dia temos aí uma ditadura". Reparem na última palavrinha destas declarações: ditadura. Estamos a falar de um indivíduo que serviu, incólume e denodadamente, um regime autoritário, sem que, ao que se sabe, tenha, durante o transcurso desses anos, expresso o menor ressentimento para com o carácter do sistema político que apoiou de um modo tão diligente. Não vem ao caso a opinião que cada um de nós possa ter sobre o Estado Novo, mas o certo é que este senhor, uma eminência parda de todos os regimes e de todas as horas, fala, fala e fala, esquecendo o que fez, o que disse e o que bradou num passado não muito longínquo. A coluna vertebral é, de feito, um adereço muito moldável, sobretudo quando toca no nervo das ambições desmesuradas. Quanto a isto não há nada a fazer.


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publicado às 15:18

Cabralismo socrático

por João Pinto Bastos, em 26.10.13

 Há algumas constantes na política portuguesa, sobretudo neste regime diligentemente saído das torvas ideias de meia dúzia de jacobinos peralvilhos unidos a uma caterva de oficiais desoficializados, que irritam até um cego, surdo e mudo. Veja-se, por exemplo, o marketing rasteiro que ciranda em torno da figura acima retratada. Repare-se que o sobretido "engenheiro" esteve uma boa carrada de anos no poder, arruinando porfiadamente os portugueses, e, no fim, como prenda de tamanhos serviços, tem ao seu dispor a máquina mediática e parasitária dos grupelhos que vivem agachados à espera de um salvador que distribua mais alguns torrõezinhos de açúcar, parafraseando uma triste "notabilidade" do século XIX. É assim que se faz política na terra da República que produziu em 100 anos uma miríade de falências corrigidas a golpes de caixa forâneos. Sócrates, no fundo, não tem culpa. Como alguns antes dele, não passa de um sibarita ambicioso que não vê mais nada à frente a não ser o poder de aparecer e dizer "eu faço".  Não faz nada, como é evidente, a não ser que fazer seja, nos dias que correm, sinónimo de desfazer e destruir. Com tanta novilíngua por aí, não seria, pois, de surpreender que esta troca semântica fosse, de feito, uma realidade tangível. Mas deixando isso de lado, retornemos à desconstrução analítica da semana em que Sócrates foi alcandorado a uma espécie de astro de Hollywood, sem desprimor para os Pitts e Clooneys desta vida. As entrevistas concedidas na última semana, num derradeiro esforço de autopromoção, denotam, em última instância, que Sócrates vive imerso numa bolha indestrutível. Por mais que a realidade diga o contrário, o bastardo parisiense não entende nem conseguirá entender o juízo declinado pelos portugueses no já longínquo ano de 2011. O mais grave é que, nesta senda de ilusionismo mequetrefe, Sócrates tem tido o auxílio prestimoso das Ferreiras Alves do comentário e da "Lesboa" dos poderzinhos, que, em boa verdade, jamais seriam alguma coisa se não tivessem este género de prebostes a dar a cara. Há uns tempos atrás, não sem alguma razão, dei por mim a pensar que Sócrates é um émulo coevo da estultícia de Costa Cabral. Creio, cada vez mais, que tinha razão. Há, de facto, algo em Sócrates que traz à colação a figura de Costa Cabral. Com duas nuances: Cabral era infinitamente mais inteligente e arguto (não gosto do personagem, note-se), e não tinha, descontando alguns casos paradigmáticos, a imprensa a seus pés. Um mundo de diferenças, portanto. Sócrates vai trilhando dia a dia o seu caminho de azares com uma elite ensoberbecida que não aprende com a desgraça alheia. Que faça o seu proveito, é o que lhe desejo. Só espero, contudo, que não obtenha o aval do povo português para mais uma aventura de decretinices declamadas numa televisão perto de nós. O mundo mudou, e Sócrates terá, forçosamente, de aceitar a dureza dos factos tangíveis. É a lei da vida.

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publicado às 15:50

Não é por nada...

por João Pinto Bastos, em 19.09.13

Mas a sobredita apresentação da magnum opus de Sócrates após as eleições autárquicas visa, exactamente, o quê e quem? Vá, não sejam inocentes.

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publicado às 16:46






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