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Centeno pica o ponto da austeridade

por John Wolf, em 19.10.16

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Os políticos europeus andam equívocados há algum tempo. Desde que meteram na cabeça a ideia de Austeridade, não existe nada que os possa demover das suas convicções. Não é que os Estados Unidos da América (EUA) sejam desprovidos de falhas graves, mas neste capítulo dão cartas. Trabalham mais do que os europeus. Trabalham mais horas do que os italianos e os portugueses, mas assemelham-se aos suiços e alemães. E isso tem uma explicação clara. A carga fiscal muito menos acentuada, do que aquela montada em tantos países europeus, funciona como um incentivo ao trabalho. A ausência de reformas e pensões substanciais nos EUA também obriga a esforço adicional - penso na carga de trabalhos em que Portugal está metido com as centenas de milhares de funcionários públicos a que tem de dar de mamar. Os sindicatos europeus inventados para proteger os trabalhadores também contribuíram para um certo estado de alma perdulário. Sinto muitas vezes em Portugal, nos vários domínios profissionais em que me movimento, que existe uma certa falta de entusiasmo - um "estou a trabalhar para aquecer". E é isso que este Orçamento (e os restantes) ajuda a eternizar. Ao desgastarem os contribuintes corroiem a natureza intrínseca do empreendedorismo, da livre iniciativa, mancham a alma voluntariosa do indivíduo que acredita que pode mudar o mundo. E é curioso que o Web Summit esteja prestes a começar em Portugal. Aqueles visionários atracam em Lisboa porque a recepção será maravilhosa e as condições ideais, mas atentemos ao seguinte. Os criadores que aí vêm foram gerados em países com um software mental e fiscal adequado. Não sei se o impacto da cimeira será notável. Para os que vêm é apenas uma escala de um processo de desenvolvimento maior. Investir em Portugal? Perguntem ao Centeno e ao Costa.

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publicado às 09:42

Que nome dar a um novo resgate?

por John Wolf, em 13.09.16

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O maior dilema que o governo de António Costa enfrenta: que nome dar a um novo resgate? O ministro das finanças não conseguiu fazer cara de poker na entrevista do CNBC. Sabemos agora e sem dúvida qual a sua missão - evitar um segundo resgate. Não era nada disso que tinha combinado com os seus camaradas de governo. Escaparam-se-lhe as palavras. Contudo, existem outras questões a levar em conta. Na mesma conversa dispersa-se pelos caminhos da recuperação económica, mas essa pasta já não é a sua. Existem limites  para o que um contabilista pode fazer. Pese embora a sua boa vontade, acaba por sublinhar a questão fulcral. Qual a estratégia económica que Portugal deve adoptar numa visão de longo prazo? Agora que a sazonalidade turística se faz sentir e os portugueses regressam da amnésia de umas férias a crédito, convém encarar os desafios com o rigor e a objectividade que se exige. O Banco Central Europeu já disse que não vai ser a bengala eterna do andar manco de alguns países. A injecção de 5 mil milhões na Caixa Geral de Depósitos é apenas um bónus que permanece na banca - não chega à economia real. O debate orçamental para 2017 irá, invariavelmente, ser contaminado pela premissa do estado de graça governativo. Como continuar a agradar os funcionários públicos? Como repor salários que os sindicatos exigem? Como regressar ao status quo que está na origem do descalabro? Porque, sem dúvida alguma, o governo tem mantido a bitola demagógica de satisfação da opinião pública a qualquer preço. No entanto, por mais que António Costa apregoe a estabilidade e coerência do seu governo, lá fora, à luz dessa condição, exigem medidas de consolidação verdadeiramente substantivas. 

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publicado às 09:05

Os milímetros do Metro de Lisboa

por John Wolf, em 09.01.14

O Metro de Lisboa está mais uma vez parado, e esse facto produz danos colaterais assinaláveis. Daqui a nada, e apenas por ter proferido esta primeira frase, muitos dirão que o direito à luta não pode ser posto em causa, que o Metro não é menos que a CP ou a Carris, e que embora o Arménio Carlos não se tenha atirado para a linha nas Laranjeiras, os trabalhadores do Metro também são gente. Enfim, os argumentos serão muitos e variados, uns mais justificados que outros, uns mais laborais que os demais. Mas independentemente dessas formulações, a verdade é que o trânsito fica logo caótico ainda a luz do dia não raiou, ralhou. Aliás, nem preciso de escutar o noticiário radiofónico, basta fazer-me à estrada - os eixos rodoviários ou a segunda circular estão apinhados de carros e mais carros a passo de caracol. Nessa medida, e atendendo à constante da vida urbana que parece ser a paragem tão frequente do Metropolitano de Lisboa, proponho uma reformulação semântica e empresarial. Sugiro, em plena época de trasladações (sim, a trasladação também é uma forma de transporte - um fim de linha se quiserem), que a empresa de transportes seja rebaptizada de Milímetro de Lisboa, ou, naqueles dias em que avança um pouco mais, Centímetro de Lisboa. Pode parecer uma mera brincadeira a minha exposição jocosa e engraçadinha, mas não tem piada alguma. Gostaria de saber, de um modo quantificado, e em linguagem económica, que efeitos negativos são sentidos em Lisboa e arredores pelo arresto de um importante sistema de transportes? Qual o impacto negativo na economia? Quanto custa ao PIB diário a chegada tardia de trabalhadores aos seus empregos? Talvez haja por aí um analista sindical que possa sair da escuridão do túnel para nos esclarecer cabalmente. Não sei se será caso para dizer que certas greves são piores emendas que sonetos. Não sei mesmo. Terei de perguntar ao Bocage que não sei se está disponível no Panteão Nacional.

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publicado às 09:27

O medo do Crato

por João Pinto Bastos, em 04.12.13

A Helena Sacadura Cabral recorda aqui um pormenor importantíssimo, que, pelos vistos, foi totalmente riscado do mapa por alguns dos protagonistas séniores da governação. De facto, eu, à semelhança da Helena, julgava que um ministro tem como função precípua definir políticas e acções na área de que foi investido das maiores e mais pesadas responsabilidades. Enganei-me. Nuno Crato, a título meramente exemplificativo, tem-se esforçado de todas as formas e feitios por demonstrar cabalmente aos portugueses que esta conceptualização do papel do ministro é um tremendo desatino. Crato, devido, talvez, à sua formação maoísta, entende o magistério governativo como uma negociação permanente sobre regalias e privilégios, em que o ministro faz a figura de urso, e os sindicatos colhem o aplauso dos prebostes corporativos. A coisa tem, em rigor, a sua lógica. No fundo, o que está em causa é apenas e tão-só o medo de governar, o receio incomensurável de arrostar os que mais podem. Num governante, como todos sabem, o medo é o início da derrocada, e Crato já teria, há muito, retornado às bancas da Universidade, se o primeiro-ministro fosse um político experimentado e prudente. O problema é que, nos dias que correm, Portugal é liderado por gente com medo, por políticos desaustinados e receosos, e, last but not the least por um partido cujo único sobressalto cívico foi o facto de um secretário de Estado ter sido apodado de alemão pelos periódicos gregos. É bom de ver que assim não iremos a lado algum. Porém, e como não há impossíveis, vamos esperar que o bom senso regresse ao cérebro dos estrategas passistas. Nunca é tarde para debelar o medo, Roosevelt que o diga.

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publicado às 23:33

A loja da greve

por John Wolf, em 27.06.13

Quais os negócios decorrentes ou subjacentes à greve? Sim, esta questão deve obrigatoriamente ser colocada, mesmo que eles não gostem. Esta pergunta deve ser feita à margem de considerações ideológicas, em nome dos factos em si, desprovidos de carga partidária e sindical. A factura que geralmente é apresentada diz respeito à quebra de produtividade, o percentil do produto interno bruto afectado pela abstinência laboral. E o exercício oposto? A conta de somar que oferece um olhar diferente sobre os números. Se assumirmos uma abordagem simples e reducionista, poderíamos perguntar de um modo básico; há ou não maior consumo privado de combustível, uma vez que estando parados os transportes públicos os particulares são forçados (se tiverem viatura) a se fazerem à estrada? Dois pontos para a GALP. Uma vez que as concentrações de grevistas acontecem em locais definidos de antemão pelas centrais sindicais, o transporte para esses locais não se faz em camionetas contratadas para o efeito? Dois pontos para a empresa Barraqueiro. As empresas que fornecem as t-shirts, as faixas com mensagens de protesto ou as que realizam a montagem de palcos a partir dos quais os dirigentes gritam as suas mensagens não têm nada a lucrar? Ou será que os preços dos bens e serviços também estão de greve? A escassez de bens e serviços resultante da realização de greves encarece ou não os bens? A raridade de um bem não o torna mais valioso? O que gostaria de saber de um modo desapaixanodo; quais os números da mais-valia grevista? Como funciona o modelo de negócio da greve? Quem tem a ganhar? Porque provavelmente, e sem o sabermos, pode ser que seja uma galinha de ovos de ouro. Um país que descobre uma economia que não chega a ser sombra - é uma economia de greve, com tanto direito a existir quanto as outras economias regulares ou marginais. O dia de greve é um dia difícil de determinar, mesmo que seja um dia de grande determinação. Nunca nos devemos esquecer que o chão de uns pode ser o tecto de outros. Pode ser um tecto falso, mas não deixa de ser uma medida a ter em conta. Quando os sindicatos apregoam que desta vez "vão mostrar ao governo" a força de uma paralisia nacional, seria bom que realizassem as contas todas, para determinar quem sai a perder (menos) e quem sai a ganhar algo. Não se trata de um jogo de soma zero. Neste tira-teimas perdem todos - aqueles que fazem um belo dia de praia, menos os que vendem gelados. Neste duelo não há lições a dar nem a receber. A pausa no trabalho é uma interrupção voluntária ou uma coisa induzida pelo piquete que oferece agravos e raramente prémios pelo desempenho? Nesta contradição quase literária, que afirma "respeitar os que trabalham e os que fazem greve", é uma terceira via que de facto avança no terreno. Uma coisa que nem é peixe nem carne, sem ser vegetariana. É mais um animal de ódio e estimação ao mesmo tempo, uma hidra, um ser híbrido canino que não tem juízo; um cãosenso que não granjeia unanimidade e que morde a própria cauda. Um monstro que esmifra até ao tutano a ideia de uma nação a puxar para o mesmo lado. Portugal é uma sentença repartida pela associação, uma teia de colaboradores que se apresentam como rivais sem o ser. O governo e os sindicatos são de facto uma mesma entidade. Os políticos e os negócios vivem um estado idílico que impossibilita divórcios de ocasião, nem que seja por um dia. O momento em que nos encontramos, obriga-nos a rever as relações de subalternidade e domínio. É isso que está em causa num dia como hoje. Por favor, não deixem que lhes atirem a areia da Caparica para os olhos. O inimigo são eles todos. Somos nós. Ou será que ninguém quer saber?

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publicado às 15:45

Os jovenzinhos de Mário Nogueira

por John Wolf, em 19.06.13

O secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof) revela que nada percebe de ensino. Um professor nunca deve chamar de imbecil a um aluno que coloca uma pergunta que ele julga despropositada, infantil. Não existem questões inferiores e perguntas superiores. Em Democracia todas as dúvidas fazem parte do método socrático e devem ser partilhadas. (eu sei, é uma má escolha de exemplo filosófico por causa do outro que aparece na TV aos Domingos). E já que o Nogueira tanto percebe de formação democrática e observa um enorme défice nas camadas jovens, talvez possa abrir uma escolinha na rua de São Caetano à Lapa onde vivem as tias e os enteados. Mas retomando a pergunta sobre os dinheiros que os sindicatos recebem ou deixam de receber, e uma vez que são os filiados que sustentam a missão sindical, serão os membros da Fenprof que devem perguntar se o seu dinheiro está a ser bem gasto. Serão os professores que terão de saber se houve um retorno satisfatório sobre o investimento, a sua dízima. Devem inquirir se o seu representante  está coligado com outras partes, qual a sua agenda e quais os interesses em causa. Todas estas questões e outras que me escapam devem ser obrigatoriamente colocadas pelos accionistas do consórcio Fenprof. Porque, para todos os efeitos, se os professores pagam quotas e são detentores do capital da Fenprof, serão eles que terão de pedir contas ao CEO. Um sindicato, por mais sagrado que seja, deve responder perante a lei e às questões colocadas em abstracto ou em concreto por qualquer força política ou partidária. Só assim se pode credibilizar junto dos seus representados. Já agora, gostaria de saber se na Fenprof há diferentes categorias de sócio? Se há diversos escalões de acordo com as orientações políticas dos professores? O jubilado Nogueira, ao tentar intimidar os jovenzinhos do PSD, e ao chamá-los de ignorantes, está também a chamar de besta quadrada aos professores sociais-democratas. E esse dogmatismo não pode ser aceite dentro e fora da sala de aulas. Por esta ordem de ideias convém escolher a dedo os lideres sindicais. A selecção deve obedecer a um critério cego, surdo e mudo quando se trata de ideologia. O Mário Nogueira revela as suas preferências, mas teria sido melhor que não viesse a público partilhar o óbvio. Gostaria de aproveitar esta ocasião para perguntar novamente quanto recebe a Fenprof do Estado? Perdão. Não sabia que era uma pergunta proíbida. Este tipo de auto-censura deve ser influência dos livros do tempo de Salazar. Os livros que não li, mas de que ouvi falar.

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publicado às 20:54

Quem quer ser professor?

por John Wolf, em 15.06.13

A pergunta é simples: quem quer ser professor por um dia que seja? Quem deseja acartar injustamente com os pecados e os défices dos outros? - A educação que não foi dada aos alunos pelos papás e pelas mamãs. A má criação que escoa directamente da sarjeta para a sala de aula. Quem quer trabalhar de acordo com modelos que não se adequam ao perfil cultural do país? Como podem constatar, tinha colocado uma pergunta que afinal se desdobra em muitas sem resposta. Desde que eu me lembre, os professores tiveram sempre mobilidade e não era pouca. Era imensa, de norte a sul do país. Quem não conhece o professor de Trás-os-Montes colocado no Algarve? Aqueles que tiveram de abandonar as suas famílias e prescindir de uma ideia de continuidade na residência, o sonho de viver na terra de origem. A profissão foi quase sempre malentendida pelos governantes de Portugal. Houve até quem a quisesse canonizar elevando a missão educativa a acto de fé, a bandeira de partido. Lembram-se de Guterres e a sua paixão? E houve outros como Roberto Carneiro que foram também cardeais da causa. Estou certo que mesmo que pagassem uma tarifa tripla a prospectivos docentes, não seria líquido que aceitassem o emprego. Por vezes não há dinheiro que chegue para pagar os ultrajes. Conseguem imaginar leccionar na franja da sociedade uma qualquer disciplina do programa curricular, quando no fundo estão a operar a múltiplos níveis que deveriam ser tratados por psícólogos, técnicos de reinserção social e polícias? Os professores levam para casa tantas horas extraordinárias que deixaram de ser horas, considerações de ordem pedagógica, trabalhos de casa, e, para além dessa normalidade, são obrigados a sacar da sua consciência para levar a bom porto uma barca tempestiva repleta de repetentes de um sistema caduco. Não existe repelente que consiga afastar dos professores os pesadelos, o stress, a insónia antecipada pela semana que se segue. A outra questão que coloco: quem quer ser manifestante por um dia apenas? Quem deve caminhar ao lado dos professores, se grita em nome dos docentes e de Portugal? Vou directo ao assunto. Se António José Seguro sente o mesmo ardor no peito que Guterres sentiu, então deve estar nas ruas, lado a lado com aqueles que alegadamente foram intimidados pelo governo, mas o lider socialista, se não está em Roma com o Papa, está noutro encontro ecuménico. No meio destes confrontos e da greve aos exames nacionais que se avizinha, os alunos irão agravar ainda mais a sua débil condição de aprendizagem. Na Segunda-feira provavelmente irão regredir na sua capacidade de expressão em língua portuguesa, a que se seguirão mais murros nas restantes disciplinas. Resta saber se os milhares de alunos devem ser tidos enquanto moeda de troca, ou se chegará o dia em que os próprios alunos se manifestam, para rejeitar de uma assentada, e em simultâneo, os políticos e os professores. A linha ténue que separa a sustentabilidade cognitiva e pedagógica do país, do perfeito caos, está a ser pisada. Qualquer dia para haver alunos nas salas de aulas teremos de ter uma requisição estudantil. Repito a pergunta: quem quer ser presidente do conselho directivo? Quem quer ser presidente? Quem quer Portugal?

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publicado às 21:06

Até terça-feira, camaradas.

por João Quaresma, em 14.06.13

E um bom fim-de-semana prolongado.

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publicado às 21:53

Voilá!

por Nuno Castelo-Branco, em 29.05.13

Nestes dias de quase gelado aquecimento global, aqui está uma boa  interrogação.

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publicado às 09:19

Brincadeiras sérias

por João Pinto Bastos, em 31.01.13

Uma autarquia, no quadro das suas pretensas atribuições, financia o aluguer de sete autocarros, utilizados posteriormente numa manifestação sindical. Inquirida sobre este episódio, a respectiva Câmara - refiro-me, para quem não sabe, à Câmara do Seixal - respondeu sustentando que, passo a citar, "este apoio não é uma despesa, mas sim um investimento, na medida em que o benefício gerado junto da comunidade municipal será muito superior ao seu valor monetário". Ou seja, (e aproveito desde já para confessar a minha recém-descoberta ignorância nestes assuntos), ficámos a saber, nós, contribuintes que contribuímos para estas despesas indispensáveis, que financiar despesas sindicais - que, num país civilizado, claro está, seriam financiadas pelas quotizações dos filiados - é um investimento reprodutivo, com óbvias implicações - positivas, note-se - na comunidade. Portanto, caríssimos leitores, chegou a hora de nós, cidadãos abastados, apoiarmos, sem reservas, o financiamento municipal dos sindicatos, dado que é um investimento com múltiplos benefícios para a colectividade, desde logo na folia que, naturalmente, a viagem em autocarros proporciona aos viandantes grevistas. Deixando, agora, de lado a ironia, só me ocorre dizer isto: a rebaldaria financeira chegou ao ponto de autarquias municipais financiarem gastos correntes dos sindicatos, com o argumento do investimento público? Mas que brincadeira é esta? A culpa irá, novamente, morrer solteira?

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publicado às 13:40

Que grandessíssima filha da putice!

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publicado às 19:54

Fixem bem esta palavra: Streikunterstützung

por João Quaresma, em 14.11.12

STREIKUNTERSTÜTZUNG

STRIKE PAY

 

In accordance with its standing rules, a trade union which calls a strike pays strike pay to its striking members, and in certain cases also to non-union members . This is intended to offset the loss of income suffered by employees because they lose their entitlement to remuneration while on strike.

Eligibility to receive strike pay normally commences after three months' union membership . In some cases strike pay is not granted during short strikes lasting for no more than three days. As a matter of principle, strike pay is paid only if an employee observes the union strike guidelines. No strike pay is granted if a strike is curtailed or extended without the approval of the strike leadership , or in the event of an unofficial strike by union members.

The actual amount of strike pay received is generally governed by the level of union subscription paid and the duration of union membership; a family supplement is often granted. Strike pay usually amounts to around two thirds of gross earnings.

 

Se fosse na Alemanha, os trabalhadores que hoje fizeram greve teriam direito a 2/3 do salário correspondente a este dia, pago pelo sindicato que a convocou. É a lei laboral alemã que obriga os sindicatos a pagarem Salário de Greve, sendo que os sindicatos dispõem de um fundo reservado para esse fim. O sindicato mais rico do mundo é o IG Metall, o sindicato da indústria metalúrgica alemã, que representa 3,6 milhões de trabalhadores e assim dispõe de um vasto fundo para pagar salários de greve (ou seja pode suportar os custos de uma greve durante muito tempo), o que lhe dá um grande poder negocial. Em Maio passado, ameaçou com uma greve e obteve um aumento dos salários de 4,3%, o maior dos últimos vinte anos.

 

Cá em Portugal, no país das grandes conquistas de Abril, os otários fazem greve e não recebem rigorosamente nada. Nem um cêntimo. E para quê? Para o camarada Jerónimo e o camarada Arménio cantarem vitória, e dizerem na televisão que o país parou e que a jornada de luta foi um grande sucesso.

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publicado às 23:00

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publicado às 22:05

Vai uma interessante discussão na caixa de comentários d'O Insurgente. Entretanto, de salientar que os piquetes de greve se encontram previstos na Lei 65/77 que regula o direito à greve, no Art.º 4.º, cuja redacção é a seguinte:

 

"A Associação sindical ou a comissão de greve podem organizar piquetes para desenvolver actividades tendentes a persuadir os trabalhadores a aderirem à greve, por meios pacíficos, sem prejuízo do reconhecimento da liberdade de trabalho dos não aderentes."


Ora, dado que não é assim tão ocasional quanto isso a interferência com a liberdade e direito de trabalhar dos não aderentes, recordam-se de alguma vez terem sido levados à justiça elementos dos piquetes de greve que recorram à violência? Eu não me recordo, o que não quer dizer que não tenha acontecido. Mais, mesmo quanto aos piquetes pacíficos, importa relembrar a passagem de Hayek que salientei no post anterior:
"Que mesmo os chamados piquetes "pacíficos" são severamente coercivos e a apologia que destes é feita constitui um privilégio concedido por causa do seu suposto objectivo legítimo é demonstrado pelo facto de que estes podem ser e são usados por pessoas que não são trabalhadores para forçar os outros a formar uma união que eles irão controlar, e que também pode ser utilizada para fins puramente políticos ou para dar expressão à animosidade contra uma pessoa impopular. A aura de legitimidade que lhes é conferida porque os objectivos são muitas vezes aprovados não pode alterar o facto de representarem uma espécie de pressão organizada sobre os indivíduos que numa sociedade livre não deve ser permitida a qualquer agência privada."

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publicado às 13:47

Eu que não faço greve relembro Hayek

por Samuel de Paiva Pires, em 24.11.11

 

The Constitution of Liberty, cap. 18, "Labor Unions and Employment":

 

«Public policy concerning labor unions has, in little more than a century, moved from one extreme to the other. From a state in which little the unions could do was legal if they were not prohibited altogether, we have now reached a state where they have become uniquely privileged institutions to which the general rules of law do not apply. They have become the only important instance in which governments signally fail in their prime - function the prevention of coercion and violence.

 

 

 

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publicado às 13:17

Eu que não faço greve relembro Oakeshott

por Samuel de Paiva Pires, em 24.11.11

 

Do artigo "The political economy of freedom", de Michael Oakeshott (Rationalism in Politics and other essays, Indianapolis, Liberty Fund, 1991, p. 401):

 

«Collectivism is indifferent to all elements of our freedom and the enemy of some. But the real antithesis of a free manner of living, as we know it, is syndicalism. Indeed, syndicalism is not only destructive of freedom; it is destructive, also, of any kind of orderly existence. It rejects both the concentration of overwhelming power in the government (by means of which a collectivist society if always being rescued from the chaos it encourages), and it rejects the wide dispersion of power which is the basis of freedom. Syndicalism is a contrivance by means of which society is disposed for a perpetual civil war in which the parties are the organized self-interest of functional minorities and a weak central government, and for which the community as a whole pays the bill in monopoly prices and disorder. The great concentrations of power in a syndicalist society are the sellers of labour organized in functional monopoly associations. All monopolies are prejudicial to freedom, but there is good reason for supposing that labour monopolies are more dangerous than any others, and that a society in the grip of such monopolies would enjoy less freedom than any other sort of society. In the first place, labour monopolies have shown themselves more capable than enterprise monopolies of attaining really great power, economic, political and even military. Their appetite for power is insatiable and, producing nothing, they encounter none of the productional diseconomies of undue size. Once grown large, they are exceedingly difficult to dissipate and impossible to control. Appearing to spring from the lawful exercise of the right of voluntary association (though as monopolistic associations they are really a denial of that right), they win legal immunities and they enjoy popular support however scandalous their activity. Enterprise monopolies, on the other hand (not less to be deplored by the libertarian), are less dangerous because they are less powerful. They are precariously held together, they are unpopular and they are highly sensitive to legal control. Taken separately, there is no question which of the two kinds of monopoly is the more subversive of freedom. But in addition to its great power, the labour monopoly is dangerous because it demands enterprise monopoly as its complement. There is a disastrous identity of interest between the two kinds of monopoly; each tends to foster and to strengthen the other, fighting together to maximize join extractions from the public while also fighting each other over the division of the spoils. Indeed, the conflict of capital and labour (the struggle over the division of earnings) is merely a sham fight (often costing the public more than the participants) concealing the substantial conflict between the producer (enterprise and labour, both organized monopolistically) and the consumer.»

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publicado às 13:10






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