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O Descomprometido Esforço Humanitário em Acção!

por Felipe de Araujo Ribeiro, em 24.05.14

 

Ora vejam bem como as coisas funcionam neste nosso admirável mundo novo.

 

A 15 de Dezembro do ano passado começou a guerra civil no Sudão do Sul. A 24 de Janeiro escrevi este texto no Expresso a propósito do conflito. Uma consequência imediata da guerra foi a criação de inúmeros campos de refugiados dentro das bases da ONU pelas zonas mais afectadas do país, onde mais de um milhão de deslocados internos procuraram alguma segurança a curto prazo. E se nem sempre encontraram segurança nos campos, devido a ataques de rebeldes/forças do governo, também cedo se verificou que a ocupação dos campos não seria a curto prazo. Estávamos no início da época seca, e era crucial encontrar soluções de segurança, higiene e habitabilidade para o médio/longo prazo, soluções que teriam de estar obrigatoriamente implementadas antes do início da época das chuvas.

 

Visitei vários campos de refugiados por todo o país e as condições de vida eram invariavelmente miseráveis em todos eles. Em quase todos os campos encontrei os refugiados em vales ou pequenas depressões onde a água das chuvas ou dos esgotos naturais se concentrava, criando assim condições perfeitas para a propagação de doenças infecciosas. Os homens, mulheres, crianças e idosos que habitam os campos fazem geralmente as suas necessidades a céu aberto, onde calha, e as fezes vão-se acumulando de forma anárquica pelos campos. A administração da Missão da ONU estava informada da necessidade de desenvolver infraestruturas adequadas, era uma necessidade por demais evidente e não há forma de o esconder ou negar. Havia tempo para o fazer, apesar das precárias condições de segurança: mais de seis meses passaram sobre o início do conflito.

 

Para além da distribuição de rações e tendas, e o possível apoio médico dado em condições extremas, pouco ou nada foi feito em termos de desenvolvimento de infraestruturas. Sem surpresa, portanto, assistimos a um surto de cólera no Sudão do Sul, agora que começa a época das chuvas, ainda com relativamente fraca intensidade. E com o surto de cólera, intensifica-se o habitual peditório das ONGs para mundos e fundos, para salvar os pobres e miseráveis Africanos. As mesmas ONGs e organizações de desenvolvimento que na sua grande maioria mais não são mais do que um monstro implacável e bem articulado de burocracia e promoção de agendas obscuras, com um rasto de destruição humanitária incalculável. Gigantes a circular fundos bilionários e a distribuir salários para lá de generosos, sempre em nome dos pobres e miseráveis Africanos que, curiosamente, vão ficando sempre em situação cada vez mais pobre e miserável.

 

Mas há mais, há sempre mais. A ONU, mais os inevitáveis interesses que se escondem atrás desta organização, encontrou mais uma oportunidade de ouro para implementar o seu tenebroso plano de vacinação global, de que já falei aqui há pouco mais de um mês. Numa primeira fase, para começar, cerca de 100,000 pessoas irão receber a vacina contra a cólera, patrocinada por várias das mais importantes organizações não-governamentais e diversas agências da ONU, e para regozijo das grandes produtoras de fármacos, do eugénico-filantropo casal Gates, e dos clãs Rothschild, Rockefeller & Outros-aventais-que-tais.

 

Que estas vacinas sejam desnecessárias, ineficazes, caras e perigosas, não interessa para nada. Fundamental é que se mantenha a máquina bem oleada, o dinheiro a circular, as fábricas a produzir, os porcos a enriquecer, e os pobres distraídos com a fome, entretidos com a guerra, ocupados a morrer.

 

Isto é a democracia que todos defendem como valor absoluto, a demagogia no seu estado mais puro, no fundo não é mais do que manipulação descarada. Está na hora de abrir os olhos e acabar com esta pouca-vergonha. E a começar já amanhã, se tudo correr bem, com uma abstenção-recorde a rondar os 70%.

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publicado às 13:38

Memórias de um burro II

por Felipe de Araujo Ribeiro, em 01.03.14

 

O projecto de esperança em que consistiu a independência do Sudão do Sul, depois da secessão do Sudão em 2011, tornou-se um falhanço completo passado pouco mais de dois anos.

 

Algumas cidades estão completamente destruídas e desertificadas, as casas saqueadas e incendiadas. Assim está por exemplo Malakal, cidade tomada pelos rebeldes, e onde me encontro neste momento. Ao atravessar os escombros daquilo que era até há pouco mais de dois meses uma das maiores cidades do país, deparo-me com centenas, talvez milhares de soldados das forças rebeldes a reforçar as suas linhas, preparando-se para resistir a uma ofensiva do exército leal ao governo que decerto irá chegar nos próximos dias.

 

Na estrada que liga o que resta do aeroporto à base onde está montado o nosso campo, podem ver-se dezenas de cadáveres em decomposição, rodeados por cães e abutres que os devoram.

 

Há dias, aquando da ofensiva rebelde que em apenas duas horas levou à tomada da cidade, milhares de refugiados forçam a saída de um lado da base da ONU em Malakal, enquanto que ao mesmo tempo, do outro lado do campo, outros milhares forçam em pânico a entrada. São os que saem os homens e as mulheres da facção dos rebeldes; os que entram encontram-se do lado do regime. Há uma divisão étnica bem vincada, mas são também milhares as crianças de um lado e de outro.

 

É impressionante a imagem da debandada de uma multidão em pânico, em simultâneo para fora e para dentro do campo, e ilustrativa do cenário de caos e confusão que tomou conta do país.

 

 

Até há cerca de um mês, as igrejas constituíam um dos poucos locais de segurança onde a população poderia refugiar-se, muito por culpa do respeito que o povo Sul-Sudanês reservava à Igreja pelo seu importante papel de apoio e conciliação durante os anos de guerra e transição. Há dias, dezenas de religiosas que buscavam refúgio numa igreja foram violentamente estupradas e de seguida assassinadas à queima-roupa, algumas das quais idosas com mais de 70 anos de idade. Repetem-se os casos de saque e destruição de igrejas em vários pontos do país, tendo até os mais resistentes dos religiosos sido forçados a fugir para salvar a vida.

 

A violência chegou até aos próprios campos de refugiados, improvisados nas bases da ONU, onde são frequentes, senão diários, os casos de agressões e mortes. Contam-se já mais de um milhão de deslocados ou refugiados, e mais de sete milhões em situação de risco grave ou emergência, sem condições de segurança e higiene ou acesso a comida e medicamentos.

 

As negociações para a paz não avançam; encontram-se aliás quase em ruptura no seguimento do falhanço na implementação do acordo de cessar-fogo. A esperança vai-se extinguindo rapidamente e o ódio e desejo de vingança estão cada vez mais presentes no discurso de todos, independentemente da origem étnica. O conflito, ao que tudo indica, está para durar.

 

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publicado às 08:03

Cessar-fogo no Sudão do Sul

por Felipe de Araujo Ribeiro, em 24.01.14

«Na noite de 15 de Dezembro começara o conflicto. Os primeiros relatórios indicam uma revolta interna dentro do exército, tiroteio pesado num dos principais campos militares de Juba, e uma suposta tentativa dos militares revoltosos se apoderarem de um dos principais depósitos de armamento do Sudão do Sul. A situação na capital, ainda confusa nas primeiras horas, rapidamente evolui e alastra-se por toda a cidade, as linhas telefónicas são cortadas e durante quase três dias o tiroteio segue pesado e ininterrupto, e apenas militares se movem nas estradas, enquanto que grande parte da população, desesperada, procura proteger-se do caos que se instala em Juba.

 

(…)

 

Juba torna-se rapidamente irreconhecível: lojas, restaurantes e hotéis estão fechados, o movimento é quase inexistente, e o ruído dos disparos torna-se parte do dia-a-dia, apenas interrompido pelo cantar dos pássaros. É uma experiência curiosa, quase hipnotizante - já o constatara em Kinshasa, em Kampala, em Bujumbura, em tempos de guerra - escutar os disparos de uma Kalashnikov, de uma Heckler&Koch, de uma Lee-Enfield, ao som da melodia de um estorninho, de um pardal, de um francolim.»

 

Poucas horas passadas sobre o acordo de cessar-fogo no Sudão do Sul, deixo-vos a ligação para um artigo publicado esta manhã no blogue Maghreb / Machrek do Expresso, com um agradecimento ao Raúl M. Braga Pires pela publicação.

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publicado às 08:39

A Crise no Sudão do Sul I

por Felipe de Araujo Ribeiro, em 19.12.13

À meia-noite de Domingo, ao som de rajadas de AK-47 e explosões de RPG, apareceram os primeiros sinais daquilo que quase todos no Sudão do Sul têm evitado admitir ser possível: um cenário de guerra civil.

 

Ainda há três semanas, em entrevista para a Antena1, eu referia com optimismo o facto de que uma gravíssima crise política que ocorrera dois meses antes, em que todos os ministérios do governo foram dissolvidos, não havia resultado numa escalada de violência no país, algo que muitos julgariam inevitável. Ontem à noite, ao telefone com o mesmo canal, tive de admitir que o entusiasmo de então se provara indesmentivelmente precoce.

 

Evitável ou não, foi precisamente um escalar de violência o que sucedeu, mas só três meses mais tarde. Domingo à noite, forças militares leais ao ex-Vice-Presidente Riek Machar, e essencialmente da tribo Nuer, apoderaram-se de dois depósitos de armas na capital do país, instalando o caos pela cidade. Quanto às motivações e intenções por detrás dos grupos armados muito se tem especulado, chegando até a colocar-se a possibilidade de esta situação ter-se gerado a partir de um mero, infeliz, mal-entendido. No entanto, a realidade é que a força de resistência ao governo está em marcha e, se a violência em Juba diminuiu substancialmente a partir de Quarta-feira, mais a Norte, na cidade de Bor, o exército leal ao Presidente Salva Kiir, de etnia Dinka, perdeu totalmente o controlo da situação.

 

Numa altura em que se receia que estes grupos possam marchar de Bor a Juba, invadindo e tomando a capital, está a concluir-se o processo de evacuação das embaixadas Americanas e Europeias, bem como de grande parte do pessoal civil residente em Juba. Juntando o útil ao agradável, muitos expatriados irão afinal ter a oportunidade de passar o Natal em casa, algo que decerto terá pesado nesse rápido processo de decisão para sair imediatamente do país.

 

Sendo que a Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul não comunicou ainda qualquer intenção de evacuar sequer o seu pessoal não essencial, os próximos dias serão cruciais para poder perceber-se se esta situação irá transformar-se numa crise profunda, ou se o Presidente Salva Kiir terá a capacidade de gerir o problema, seja pela força ou pelo diálogo.

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publicado às 11:37

A bola é minha, só joga quem eu quiser

por Felipe de Araujo Ribeiro, em 24.07.13

No Sudão do Sul, o Presidente Salva Kiir despediu ontem à noite o Vice Presidente Riek Machar, todos os 28 Ministros, todos os Vice-Ministros, o Secretário-Geral do SPLM (o partido no poder) e 17 Generais. Podem ler um resumo da situação aqui.

 

 

Por enquanto a situação em Juba está tensa, mas aparentemente calma. Esperamos para ver o que irá acontecer nas próximas horas.

 

São 11:59, hora local, e posso confirmar que ainda não fui despedido.

 

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publicado às 09:59

Sudão do Sul - 2 Anos de Independência

por Felipe de Araujo Ribeiro, em 09.07.13

Fotografia: Martine PerretFotografia: Martine Perret

 

No dia em que completa 2 anos de independência, a mais jovem nação do mundo enfrenta ainda desafios complicados, cuja resolução não passa ainda de uma miragem.

 

Em termos de segurança, note-se que pelo menos sete milícias rebeldes continuam activas em guerra contra o governo de Juba, sendo que algumas regiões do país encontram-se efectivamente nas mãos das milícias, principalmente no Estado de Jonglei.

 

Por outro lado, a questão das fronteiras continua por resolver, sendo os exemplos mais preocupantes a disputa fronteiriça com o Quénia pelo Triângulo de Ilemi e a disputa com o Sudão pela região de Abyei, onde se tem verificado recentemente uma escalada de violência nas últimas.

 

Fotografia: Martine PerretFotografia: Martine Perret


 As estatísticas sociais são igualmente preocupantes, apresentando o Sudão do Sul os níveis de escolaridade e mortalidade infantil mais negativos do todo o globo. Longe de estar resolvida, a questão dos refugiados e deslocados internos assume também contornos dramáticos, calculando-se existirem mais de um milhão de pessoas em campos de refugiados, muitas vezes sem o mínimo de condições de hygiene e segurança.

 

As Missões das Nações Unidas no Sudão do Sul (UNMISS) e para a região de Abyei (UNISFA), sem poder considerar-se que constituam um fracasso total, apresentam ainda muitas debilidades, particularmente no que diz respeito à efectiva manutenção da paz e da própria segurança da Missão, que se mostra repetidamente incapaz de fazer frente não só às milícias, mas também aos próprios governos do Sudão e do Sudão do Sul.

 

Fotografia: Isaac Billy

 Fotografia: Isaac Billy


  São já vários os incidentes que envolveram ataques directos a soldados e civis de ambas as Missões, e o número de mortos que contam nos últimos dois anos é motivo de indisfarçável embaraço. Urge intensificar os meios e rever as estratégias utilizadas para o cumprimento do seu mandato, e nesse sentido têm sido sugeridas medidas quase inéditas na tradição das Missões da ONU em África, como por exemplo o recurso a drones, reivindicação que ganhou força no seguimento do abatimento de um helicóptero civil em Abril deste ano.

 

Mas nem tudo é tristeza e desolação, como me dizem os meus amigos missionários: o país ainda agora nasceu, e como tal é natural que comece por dar passos de bebé. Há que procurar e alimentar os sinais positivos que vão surgindo e é fundamental manter a esperança e acreditar num futuro melhor, principalmente aqueles que trabalham no terreno e assumem a responsabilidade de contribuir para melhorar o país.

 

E por falar nisso, o que dizer do pôr-do-Sol sobre o Nilo em Malakal?

 

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publicado às 17:27

Memórias de um burro I

por Felipe de Araujo Ribeiro, em 17.05.13

 

 

Desço para cima o Nilo. Deixo atrás Juba-a-cidade, capital que me fascina. Parto rumo à selva que me seduz. Desço para cima o Nilo, instalado numa barca velha, bem estimada, por entre pântanos governados por senhores crocodilos, doutores hipopótamos. Desço para cima o Nilo e encontro soldados de chinelos cor-de-rosa e kalashnikov ao ombro que vagueiam pelos inúmeros postos de controlo da SPLA. Soldados-ex-rebeldes que me interceptam a cada chegada e me recebem com a resplandecente graciosidade daqueles doutores, a tenaz voracidade daqueles senhores. Desço para cima o Nilo, bem para além da civilização, pouco aquém, ainda, do Sudão. E chego ao meu destino.

 

Malakal é a terra dos burros. Dos burros e da lama. E das carroças puxadas pelos burros, puxados pela lama. Atravesso a pé a cidade, num passo ligeiro, ligeiro coxeio, que adquiri há uns dias resultado de um patético trambolhão. Passo por um miúdo miúdo vestido de trapos de trapos que me aponta o dedo. Dispara. Fixo-lhe os olhos, sangue a escorrer pelo buraco que me cavou no peito aquela bala imaginária. Surpreende-o o meu olhar-resposta e por reflexo dá num quase-salto um passo assustado para trás, deixando cair a máscara de soldado o menino. Ao levantar o braço eu estremece ele, mas mantém firme a perna ancorada na terra. Semi-cerra os olhos como quem se prepara para levar uma bofetada. Ao levantar o braço eu, passo a mão pela cabeça do miúdo miúdo, vestido de trapos de trapos, e sigo caminho num passo ligeiro, ligeiro coxeio. Não resisto o sorriso ao imaginar as hipotéticas reacções perante uma cena semelhante, mas passada numa Alemanha qualquer: um ariano miúdo miúdo vestido de trapos de trapos, disparando sobre um preto, mortífero o seu dedo letal.

 

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publicado às 22:21

Sudão e a catástrofe humanitária dos 5M IDP*

por Felipe de Araujo Ribeiro, em 09.09.11

O Sudão do Sul cumpre hoje dois meses de independência, meses estes que têm sido marcados por diversos confrontos (tanto armados como diplomáticos) num começo de vida que se pode definir como… pouco auspicioso.

 

Apesar de muitos dos focos de confronto que se têm verificado terem sido previamente anunciados como praticamente inevitáveis, outros há que surgem de todo inesperados, mesmo para aqueles que, vivendo há muito a situação in loco, têm ‘o faro’ mais apurado pela experiência. É disso exemplo  o crescendo da violência que eclodiu na cidade de ad-Damazin na Sexta-feira passada, e de onde se calcula terem fugido da região mais de 20,000 habitantes em apenas três dias, buscando refúgio na vizinha Etiópia. Esta situação, por ter tido lugar numa das zonas consideradas de menor risco, coloca bem em evidência a volatilidade da região.

 

 

(imagem daqui, onde podem encontrar mais detalhes sobre a desculpa explicação dos confrontos)

 

Mas existem outros acontecimentos que são, por seu turno, bem reveladores do ressentimento sentido pelo governo de Cartum face à secessão do Sudão do Sul, bem como da sua falta de disponibilidade para uma transição pacífica e para a cooperação internacional. Tal como haviamos previsto em Março, confirmou-se a decisão de encerrar a Missão da ONU no Sudão (UNMIS), tendo sido estabelecido o fim de Setembro como prazo de desmantelamento de toda a estrutura da Missão no território. Ora, uma das suas bases mais importantes estava localizada precisamente na cidade de ad-Damazin, cuja desmobilização estava, até esta semana, a avançar de forma regular, tendo em vista o cumprimento do prazo final de retirada completa. Este processo foi no entanto abruptamente interrompido pelo exército Sudanês, que de forma autoritária e coerciva, decidiu simplesmente tomar de assalto as instalações da ONU, ocupando-as a título definitivo. Esta decisão unilateral de quebrar os acordos pré-estabelecidos não obteve, no entanto, qualquer reacção por parte da ONU, que se limitou a evacuar o seu pessoal como pôde, deixando para trás um elevadíssimo valor em bens e equipamento, cuja pretensão de serem recuperados é nula.

 

Pondo de lado as perdas materiais, não posso deixar de salientar que a ‘forma possível’ de evacuação foi nada menos que uma viagem de cerca de 600km de ad-Damazin a Cartum… numa ‘fila indiana’ de autocarros envergonhados, cabisbaixos, que abandonavam desta forma a cidade que serviram durante mais de 6 anos.

 

*IDP - Internally Displaced People

 

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publicado às 18:07

Amanhã é Dia de Independência

por Felipe de Araujo Ribeiro, em 08.07.11

 

(Imagem daqui)

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publicado às 15:50






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