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A Liberdade, essa fantasia

por João Almeida Amaral, em 19.07.17

 

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Francamente, não sei se é da idade, mas estou cansado, a bem dizer, farto desta marmelada em que o país mergulhou. 

Ardem milhares de hectares , morrem MAIS DE UMA CENTENA DE PESSOAS, mas para efeitos de subsídios europeus oficializa-se o número 64. 

Os políticos responsáveis não são responsabilizados. Despedem-se secretários de estado ao retardador para ocultar os factos. 

O 1º ministro marimba-se no país e vai de férias.

A base militar de Tancos descobre que lhe falta material, inventa-se um roubo, (quando o roubo, na minha opinião, foi ao longo do tempo e era necessário acertar o stock) e exoneram-se oficiais que dias depois são reintegrados. 

O Prof. Gentil Martins emite uma opinião (ao abrigo da sua liberdade) e as figuras pidescas do regime, como a Moreira, ao melhor estilo do KGB, exigem punição, sangue. 

Agora são os bombeiros silenciados. 

Quando o governo, que emerge de um grupo parlamentar de forças antidemocráticas que nem deviam ter representação parlamentar, se formou, temi que este seria o caminho, mas francamente nunca pensei que se iria tão longe. 

Portugal tem que reagir.

Tem que acordar. 

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publicado às 17:17

Sucedâneos de demissões

por John Wolf, em 09.07.17

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O povo (e a oposição) gritava por sangue e (demissões) por causa das mortes resultantes dos incêndios de Pedrógão Grande e do assalto aos paióis de Tancos, mas o governo não respondeu à letra. Nem a ministra da administração interna nem o ministro da defesa arredaram pé. A geringonça, chica-esperta, desde a primeira hora do seu governo, vai encontrando modos de dissimular as contradições e distrair do essencial. Ao oferecer este peixe-miúdo, estes três secretários de Estado para abate de funções, pensa enganar um país inteiro com sucedâneos de demissões que deveriam naturalmente e inequivocamente acontecer. Colocar na faixa ética as viagens à pala para acompanhar a selecção nacional de futebol e não colocar a tragédia de Pedrógão e o assalto a Tancos revela o miserabilismo moral e a  total falta de escrúpulos dos actuais governantes. Mas existe ainda uma outra hipótese. Pode ser que os secretários de Estado Rocha Andrade, Costa Oliveira e João Vasconcelos saibam que vai haver chatice da grossa e que mais vale saltar do barco antes deste afundar. Parece-me muito estranho que este dossiê caia assim de paraquedas como se para calar a oposição e os detractores do governo. Deste modo a geringonça pode dizer, se perguntarem, que também sabe demitir ou exonerar, cortar ou cativar. Enfim, parecem tão certinhos e eticamente movidos, mas isto não passa de show de bola. Lamentável.

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publicado às 19:56

Paióis a dar com o pau

por John Wolf, em 05.07.17

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Não foi preciso um alicate, uma carrinha, uma lanterna e um mapa. A geringonça foi aos paióis de todos os portugueses, às claras, de dia. O ministro das finanças serve-se de linguagem de boicote para se esquivar ao bottom line. Os contribuintes portugueses são reféns de cativações e, fazendo uso de malabarismos orçamentais e de designação, a geringonça efectivamente fez cortes na Saúde e na Educação. Mas se tivesse sido o governo anterior a realizá-los, os mesmos desbastes teriam outro nome - seriam inscritos na categoria de austeridade. Centeno, que não se chamuscou em Pedrógrão e não foi recruta em Tancos, ainda julga que está imune a escrutínios. Responde inequivocamente com uma cassete - diz e volta a dizer onde não houve cortes. Insiste na ideia de uma reserva estratégica de créditos, como se o fogo pudesse ser compensado pelo excesso de água, como se o futuro pudesse ser arriscado no casino do presente. Porque é disso que se trata. Quando, para escamotear os números, não se aprovisionam stocks respeitantes ao sector de saúde, está-se de facto a poupar. Estão a poupar na segurança, estão a abrir brechas na sanidade, estão a jogar com probabilidades e hipóteses favoráveis, quando sabemos, que quando elas acontecem elas não escolhem hora nem local. E para rematar: que história é essa de aprovar estudantes com negativas a disciplinas curriculares? Qualquer dia retomamos a máxima académica de que a quarta classe chega. Diria mais; não chega. É mesmo conveniente manter as massas pobres, estúpidas e ignorantes. Onde já vimos isto?

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publicado às 15:27

Capitães de Julho, espadas na lapela...

por John Wolf, em 03.07.17

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Tenho a maior consideração e respeito pelos militares. São capazes de estruturar pensamento e são hábeis na prossecução de missões - se tiverem meios, se tiverem fundos, se tiverem o backing político adequado. Sabemos há muito tempo que vivem com parcos meios, mas muitos ignoram que os militares portugueses estão activos com assinalável sucesso em mais de vinte teatros de operações por esse mundo fora. Se os civis não são capazes de instigar a mudança, se os políticos e os governos são deficitários na defesa de princípios invioláveis associados à democracia, à soberania e a manutenção da ordem, acho muito bem que os militares passem da reserva a indignados em manifestação activa, na rua. Os capitães de Abril que ostentam tantos louros podem agora ser secundarizados pelos capitães de Julho - estes que agora irão depor espadas à porta da presidência da república. As medalhas que ostentam os obreiros de 1974 perderam o lustre, já não reluzem, nem têm um efeito mobilizador. São meras antiguidades românticas que evocam baladas e pouco mais. Sem terem dado conta, os sucessivos governos foram condescendentes com precisamente aqueles que enfrentam as broncas, que defendem a nação. O que aconteceu em Tancos é da exclusiva responsabilidade de governos. Não tenho uma espada em casa, mas se a tivesse também a dispunha em Belém.

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publicado às 21:03

Tansos e Tancos

por John Wolf, em 02.07.17

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Há qualquer coisa que me está a escapar. Não seria expectável, que à luz do furto de material de guerra em Tancos, o governo da república portuguesa determinasse o fecho de fronteiras, a suspensão de Schengen? Não entendo esta atitude de deixa andar, deixa ver. Não ouvi falar de uma operação de caça aos infractores. Não ouvi falar do controlo de pontos nevrálgicos na fronteira. Daqui por alguns meses teremos um relatório sobre a qualidade das vedações e a mediocridade do sistema de videovigilância. Tal como fizeram em relação aos incêndios, dirão que foi uma figura abstracta a determinar os desfechos - um trovão ou o raio que o parta. As autoridades responsáveis afirmam que o material subtraído já se deve encontrar fora do território. Eu entendo a lógica por detrás deste esquema - casa roubada, portas escancaradas. Deste modo, a haver um evento terrorista, a probabilidade de ser no estrangeiro é maior. Já sabemos que a União Europeia deixa muito a desejar, mas aqui temos mais uma prova de que a Política Externa e de Segurança Comum é de facto um mito. Devemos agradecer aos espanhóis pelo fornecimento da lista aproximada dos engenhos furtados. Na escala de valores de desgraça e consequências, não sei quem ocupa o lugar cimeiro do pódio, mas a violação da soberania militar de um Estado é, no meu entender, ainda mais grave do que o falhanço de um SIRESP. Aguardemos então pelo próximo episódio sórdido. E esperemos que não custe ainda mais vidas humanas. Os que levaram as granadas não andam a brincar aos polícias e ladrões. São dos maus. E este governo é tão bonzinho que nem sequer sabe admoestar os titulares de pastas e cargos públicos com responsabilidade directa nas matérias em causa. Quanto a Marcelo, este já faz parte do problema da nação e cada vez menos da solução.

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publicado às 20:09

A vedação foi dada como culpada em Tancos

por John Wolf, em 30.06.17

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Lamentavelmente entrámos num registo de inevitabilidades, de avarias e peças defeituosas. Falo do Estado, naturalmente. Refiro-me ao governo, obviamente. Primeiro foi o SIRESP que deu o berro, mas a Ministra da Administração Interna lá continua a lamentar um incêndio descomunal e não arreda pé. Depois foram as granadas e engenhos explosivos que "alguém" abarbatou em Tancos (ainda não escutei o Ministro da Defesa, mas temos tempo). Ainda antes tivemos a flatulência de intervenção do arrivista-artista. O que se seguirá? Um software seco que toma conta do sistema de semáforos da metrópole e provoca acidentes na Av. Padre Cruz?  Aparentemente foram tudo causas naturais. Não houve mão humana que tivesse determinado o destino deste cabaz de incongruências. Foram três penáltis sem resposta. Mas devemos nos preocupar seriamente. Quando o inimigo assinar o decreto, quando o adversário declarar guerra aberta, o governo já terá esgotado o kit de desculpas esfarrapadas. Os seus serviços de desmancha-verdades deixarão de fazer sentido. Os inquéritos de opinião para determinar os níveis de popularidade de nada servirão para camuflar os efeitos nefastos deste regime, este socialismo-nacional. Enfim, o estado de arte resume-se a um farpado. Uma vedação. A culpada inquestionável, sem margem para dúvida.

 

Adenda:

Não esquecer - são as catástrofes que estendem e validam mandatos caducos.

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publicado às 17:43






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