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Deir ez-Zor

por Nuno Castelo-Branco, em 18.09.17

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Dado o que se sabe acerca da evacuação de terroristas sanguinários por aparelhos de uma potência nossa aliada, esperemos então que sejam recolocados o mais para leste possível, na Ásia Central, o baixo ventre da Rússia contíguo por felicidade da geografia, à China. Apostemos então nesta cada vez mais visível hipótese, já praticamente uma certeza.

Muito pior para nós será se se decidirem pelo Magrebe que como se sabe, "vive oprimido na mais vergonhosa opressão". Não perderemos por esperar.

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publicado às 21:48

O esquema vigente

por Nuno Castelo-Branco, em 30.06.17

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Em 1975 o país fervilhava de paixões e sedição descarada. Subitamente desapareceu então uma boa quantidade de equipamento de campanha, neste caso as G-3 que tinham prestado os seus bons ofícios em todas as frentes no Ultramar. Logo houve quem pronunciasse a copcónica tolice de estarem as armas em boas mãos. Sabia-se de imediato ao que se referia, pois dado o contexto, tudo era de prever, como aquele assassinato à porta do RAL 1 foi um marco de tudo aquilo que mais tarde se passou.

Agora desapareceu nada misteriosamente uma quantidade muito mais importante de armas de guerra, entre elas os pouco ou nada temíveis lança-granadas que aqui e ali vamos vendo em filmes de acção, seja ela fictícia à Rambo 21 com sequelas previstas, ou bem real nos telejornais que nos contam muito ao de leve e com apertada censura, do que tem ocorrido em todo o Próximo Oriente. Felizmente podemos ficar todos bastante tranquilizados, pois não desapareceram facas de degola, mas à falta delas, umas tantas inofensivas granadas ofensivas e milhares de munições de praticamente inócuo calibre 9mm, incapazes de perfurar um tanque Leopard II A6, valha-nos Nosso Senhor. Do mal o menos e tal como malissimamente parece estar a ser sugerido, encolhamos então os ombros e sigamos em frente, até porque factos semelhantes têm ocorrido noutros conhecidos países da NATO.

Provavelmente a poderosa cerca de arame farpado foi estoicamente trabalhada de modo a abrir uma brecha tão grande como a frente do Mosela e o talhe de foice das Ardenas em 1940. Provavelmente o detector de presença - existia? -, foi sabiamente avariado há uns anos sem que disso alguém tivesse dado conta. Provavelmente a vídeo vigilância estava desactivada devido a uma falta de cassetes vhs. Provavelmente eram conhecidas as rotinas das patrulhas e como estas eram feitas. Tudo provável e alegadamente, tal como o esquema vigente há muito nos habituou para o que quer que seja e as Forças Armadas com os seus mais altos representantes, poderem uma vez mais fazerem a carantonha moita-carrasco.

É praticamente certo de que jamais teremos novidades acerca deste negligenciável assunto de início de verão, a tal silly season.

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publicado às 18:10

Para além da enorme mediatização das suas barbaridades, o grupo terrorista auto-denominado "Estado Islâmico" conseguiu difundir em todos os meios e com bastante sucesso a sua arguta e capciosa designação.

Os media falam diariamente das acções do Estado Islâmico. Os cidadãos do ocidente enojam-se e revoltam-se perante as barbaridades difundidas. O próprio Presidente Norte Americano adoptou a designação e publicamente declarou guerra contra o Estado Islâmico (surreal expressão na boca de um Prémio Nobel da Paz). 

Estado Islâmico? Primeiro, um Estado Islâmico seria, no significado verdadeiro da expressão, uma comunidade constituída por todos os que professam a religião de Maomet e não um pequeno grupo restrito de selvagens. Segundo, a religião de Maomet tem como valores a paz e a tolerância, nunca o terrorismo, sobre o qual já se demarcou inúmeras vezes através dos seus líderes religiosos. Não podem existir confusões entre um Estado Islâmico e um grupo de terroristas facínoras.

Numa Europa que se diz tão preocupada com a extrema-direita ou a xenófobia e, sobretudo, com a eventual confusão entre o que é a religião muçulmana e o terrorismo dos fundamentalistas, não é muito inteligente a forma como políticos e media se referem em relação à organização terrorista, o que resulta num enorme "sucesso de comunicação" da mesma. Aliás, se existe um consenso para não serem difundidas as imagens das decapitações outro consenso deveria existir quanto à designação a atribuir a esta organização.

Decapitações ou tortura são acções que não passam de ferramentas isntrumentais para os fundamentalistas islâmicos instalarem e gradualmente o ódio generalizado do ocidente em relação ao Islão. O seu último fim será uma guerra de mega proporções em que de um lado estão os vários países islâmicos e do outro os "infieis". E essa sim, será a derradeira vitória deste grupo terrorista.


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publicado às 15:40

Gases intestinais

por Nuno Castelo-Branco, em 25.09.13

 

Um pequeno grupo de shababentos, possivelmente "americanos e britânicos"*

 

Vivemos num estranho mundo em que um bando terrorista aponta o dedo em acusação ao governo que tudo fez para libertar civis tomados como reféns. Surfando a onda da maré apresentada pelo Sr. Obama, dizem as indefesas criançolas do al-Shabab que o presidente queniano - agora um perigoso criminoso de guerra -, utilizou "gases químicos" (sic) para  liquidar os inocentes bandoleiros entrincheirados num centro comercial de Nairobi. Talvez estejam a sugerir a imperiosa necessidade de um bombardeamento da USAF sobre as posições do exército queniano.

 

"Pura cobardia", é a forma como os jovens  classificam quem procurou libertar dezenas de reféns que acabaram mortos às mãos destes piedosos moleques do há muito defunto profeta da desgraça global. O que dizer então daqueles mais de setenta paquistaneses cristãos que na semana passada também foram misericordiosamente eliminados pelos excitados crentes do crescente? Em conclusão e para "acalmar as águas", também ficámos a saber que no bando participavam "americanos e britânicos"*. Que grande alívio, até porque turra será sempre turra!

*"Americanos e britânicos" de origem árabe e somali, of course.

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publicado às 16:31

Sobre a Retaliação de Israel

por João Teixeira de Freitas, em 20.11.12

Antes de mais, e não obstante aos esquerdismos sempre gritantes e à facciosidade do espetáculo pela metade com que se nos apresentam os meios de comunicação e muitos dos seus (pouco) doutos comentadores, é necessário ter alguns elementos em consideração quando olhamos para qualquer conflicto entre um Estado e um agente protótipo de Estado inegavelmente clandestino e ilegítimo (Hamas):


1) Como a própria nómina deveria indicar de forma dolorosamente evidente, uma análise deve ser analítica, nunca prescritiva e muito menos revisionista. A análise opera-se nos elementos do agora e o anacronismo apenas se deve estender até ao ponto do estritamente relacionado com/em seguimento de.

2) Os julgamentos de valor e moralidade de matriz devem vir no fim. Infiltrando-se na análise apenas dão azo a pressupostos falsos, incompletos e, muitas vezes, absolutamente ignorantes. Como se costuma dizer e bem: é preciso ser-se frio para se ter razão.

Procedendo ao meu ver sobre as críticas inanes à retaliação Israelita:

Quando um Estado dotado de valores, legislação e cultura largamente ocidentais se vê numa situação em que tem que retaliar com violência, não há obviamente nenhum prazer nisso. Achar que jovens adultos de 21 anos gostam de ir para o deserto colocar a sua vida em risco por causa de um conjunto de terroristas com demasiados apoios Estatais (nomeadamente o Irão e uma parte da própria sociedade palestina), é um pensamento tão ignorante como atroz.

No entanto, a retaliação é essencial. Em qualquer outra situação nem seriam colocadas dúvidas, mas o mediatismo impõe o debate. A verdade é que o direito à retaliação e à auto-defesa é um direito consagrado e muito bem formulado em termos de objecto no DIP. Israel sofreu um ataque proveniente de um grupo albergado por forças administrativas de um território vizinho, logo a retaliação tem e deve de ser, de acordo com o próprio Direito, focada contra essa proveniência.

Claro que, e aqui surge a problemática maior, o Hamas recorre a uma técnica muito típica dos grupos Islâmicos fundamentalistas: a infiltração em populações e localidades civis; neste caso a utilização de escudos humanos por via do disparo do armamento de longo alcance ser feito a partir de zonas civis. Afinal de contas, a ideia de nação Muçulmana (a Umma) impõe a conscrição não voluntária de todo o povo "fiel" à Jihad de qualquer grupo fundamentalista, e isso inclui crianças que são incentivadas a continuarem a frequentar a creche enquanto agentes do Hamas utilizam a mesma como base para lançamento de rockets e outros projécteis explosivos contra Israel.

Ora, é muito fácil ao cidadão ocidental típico - habitante a distâncias consideráveis destas realidades - emitir o seu pobre e precoce julgamento moral, acusando os Israelitas de "estarem a massacrar palestinianos". Na realidade, quem os está a massacrar é o próprio Hamas, o qual muito depressa se oferece ao sacrifício de civis palestinos como escudo humano para subverter o apoio legítimo e expectável à retaliação de Israel, e para desmoralizar as tropas israelitas. 

O Hamas é, objectivamente, o maior destruidor de vidas palestinas - a realidade dos factos fala por si. Não se pode tolerar a proveniência constante de ataques à distância, sabendo muitas vezes o perigo da trajectória dos mesmos para alvos civis e afins - a reacção imediata é a retaliação, e o Hamas conta muito conscientemente e estrategicamente com isso, de uma forma nojenta e insidiosa.

Isto constitui o complexo moral bélico. O retaliar de imediato para evitar mortes do nosso lado, sabendo da potencial utilização de escudos humanos pelo lado inimigo, levanta diversas questões morais que poucas pessoas se dão ao trabalho intelectual de tratar apropriadamente. 

O dilema é de uma brutalidade e desumanidade tremenda, mas a decisão é necessariamente a de responder com moralidade relativa à imoralidade absoluta do inimigo que utiliza escudos humanos: a protecção dos que nos são culturalmente, nacionalmente e identitariamente próximos evidencia-se como a acção instinctiva; mesmo sabendo o que isso poderá significar para as vidas inocentes reféns dos devaneios fundamentalistas do Hamas – o qual não parece claramente ter o mesmo apego à vida vizinha, mas esse é um dos critérios do fundamentalismo islâmico. Que decisão tomaria? Conseguiria sequer tomar uma? Duvido, é claro, que tomando uma, esta envolvesse sacrificar os seus compatriotas civis.

Claro está, esta complexidade tem implicações humanitárias tremendas, mas, mais uma vez, a mão de Israel é forçada pelo Hamas. E, diga-se de passagem, em nenhuma guerra houve ou alguma vez haverá charme ou civismo. Apenas podemos exigir o básico: o não sacrificar vidas inocentes com propósitos de avançar agendas políticas e estratégias paramilitares (como, devo sublinhar, o Hamas fez e faz com estas técnicas).

A minha insistência em delinear bem a culpa factual do Hamas tem uma razão muito simples: os meios de comunicação exploram a culpabilização total de Israel pelas mortes civis porque isso é o que vende mais em termos de audiência e ideologia ‘mainstream’. 

Infelizmente, a maior parte das pessoas, ora por ignorância destas questões ora pelo complexo de culpa branca, ignora o facto gritante e claro da culpa residir nas acções subversivas, provocadoras, nefastas e imorais do Hamas; acções contra tanto a população palestina (muitas vezes refém da influência destruidora do Hamas no futuro do seu povo) como com a população israelita (que ‘oferece’ centenas de mortes civis aos ataques terroristas do Hamas).

Israel é um bastião do Ocidente inserido num caldeirão de ódio religioso e frustração antiocidental. Apesar das suas tensões étnicas e rácicas internas (por vezes entre etnias judaicas), a sua legislação é clara e o sistema judicial penaliza de facto todas as situações de racismo e incitamento ao racismo, inclusive julgando casos de racismo incitado em contexto de claques de desporto (algo que Portugal ainda não fez). 

Aliás, Israel "prohibits discrimination by both government and nongovernment entities on the basis of race, religion, and political beliefs, and prohibits incitement to racism.[2] The Israeli government and many groups within Israel have undertaken efforts to combat racism (...)". 

Surgiram e surgem alguns casos de violência rácica nas comunidades, os quais foram de facto (e continuam a ser) punidos e julgados de acordo com a regulação e legislação mencionadas; o que significa que Israel, como Estado, segue em todas as dimensões o seu rumo de luz ao fundo do túnel numa região de outra forma obscurecida pelo Islão fundamentalista.

Livrem-se do complexo de culpa; assumam-se como Ocidentais que são em todas as vertentes da vossa vida e não tenham vergonha da vossa cultura. É tempo de apoiar Israel, e é tempo de apoiar o povo palestino condenando não Israel, mas sim o Hamas pelas acções subversivas que conduz.
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PS: Apenas deixo também uma breve adenda de alguns factos históricos e políticos que são muitas vezes esquecidos no discurso geral e produzem vários erros de análise:


1 – A Palestina nunca foi um estado soberano (ficará claro em breve o porquê de mencionar este facto). A Palestina era um protectorado de mandato Britânico, pelo que não tinha nenhuma vontade expressa em termos de relações de política externa e matérias complexas de administração interna – assim o ditava a legislação da época, sublinhe-se.


2 – Por conseguinte, exceptuando a crise do Suez em que Israel desenvolveu acções efectivamente preventivas/preemptivas (depende da perspectiva válida de cada um), Israel nunca foi o agressor em conflictos com Estados Árabes. Todas as outras operações militares não incluídas nestes casos constituíram acções defensivas e expedições de prevenção securitária no sul do Líbano – cujo Estado respectivo não quer e/ou não consegue policiar de forma eficaz.

 

 

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publicado às 00:41

E fez a Rainha muito bem!

por Nuno Castelo-Branco, em 26.09.12

 

A Rainha Isabel II mostrou-se ultrajada pela insólita impunidade de que até há pouco, Abu Hamza - a repulsiva gárgula turbantada de Finnsbury Park - escandalosamente beneficiou. A soberana apenas desabafou aquilo que é óbvio para qualquer cidadão comum. Abu Hamza odeia a Grã-Bretanha, promove a subversão como forma de procedimento social normalizado, acicata ímpetos terroristas no seu rebanho. É simplesmente, uma criatura desprezível, um atentado à segurança do Estado e da população.

 

Em suma, eis o depoimento do Sr. Gardner: "She spoke to the home secretary at the time and said, surely this man must have broken some laws. Why is he still at large? He was conducting these radical activities and he called Britain a toilet. He was incredibly anti-British and yet he was sucking up money from this country for a long time. He was a huge embarrassment to Muslims, who condemned him."


Ali também começam a deixar de "dar cavaco" e todos esperam mais dia, menos dia, o feliz envio desta encomenda endereçada aos competentes serviços dos Estados Unidos da América. Com um selo da recomendação de prestígio, By Appointment of H.M. the Queen.

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publicado às 23:12

A grande ofensiva contra o Ocidente a partir do Mali

por Pedro Quartin Graça, em 20.08.12

Com profundo desprezo pelos movimentos autonomistas locais, os talibans do Ansar Dine, no Norte do Mali, apoiados pelos terroristas da Al Qaeda, continuam a sua ofensiva destinada a capturar todo o Mali, país com duas vezes o tamanho da França. Depois, os países vizinhos com acesso ao mar que comecem a tremer. A começar pela Guiné e a Guiné-Bissau (mas também a Mauritânea), com o Mali já entregue ao narcotráfico, também incrementado pelos terroristas islamitas. Razão tinha o presidente da Guiné Conakry em querer aderir à CPLP. O seu país está em risco.

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publicado às 12:31






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