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Alguns factos apagados da história de Timor:

por Felipe de Araujo Ribeiro, em 28.05.14

 

1. A luta armada da ASDT (mais tarde mudou o nome para FRETILIN) contra Portugal até 1974.

2. A relevância (a própria existência se omitiu) de partidos Timorenses que defendiam a continuação do estatuto de colónia Portuguesa para Timor-Leste (UDT), para além de outros que pretendiam a integração política com a Indonésia (APODETI).

3. A guerra civil que existiu de facto entre a ASDT/FRETILIN e os outros partidos Timorenses.

4. O apoio financeiro e militar dado não só pela URSS, mas também por Portugal à ASDT/FRETILIN, um partido marxista com pretensões de tornar Timor-Leste num satélite soviético.

5. A sabotagem e o boicote dos comunistas Portugueses a todos os partidos que se opunham à ADST/FRETILIN.

6. A entrega de Timor-Leste, por parte de Portugal, à esfera do poder Soviético, ou seja, o abandono de Portugal aos Timorenses.

7. A fantochada das eleições municipais de 1975 que atribuíram uma vitória de 55% à ASDT/FRETILIN, feita com o apoio dos comunistas Portugueses que entretanto ocupavam o poder em Lisboa.

8. O silenciamento, através da prisão, exílio ou assassinato, de quaisquer vozes opostas à ASDT/FRETILIN.

9. A eventual tomada de assalto de todas as organizações partidárias de Timor-Leste por parte dos comunistas, e intensificação do programa de propaganda marxista por todo o território.

 

Ai, Timor, calam-se as vozes dos teus avós.

Ai, Timor, se outros calam, cantemos nós.

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publicado às 12:28

Descolonização exemplar

por Nuno Castelo-Branco, em 19.07.12

 

A RTP muito ganharia em ousar, existindo material para fazer mais de mil filmes deste tipo. Um tema que profundamente desagrada aos donos do poder em Portugal, sejam eles a meia centena de parlapatões que pessoalmente enriqueceram com os acontecimentos de há três décadas, ou aqueles que agora recambiados em comissionistas, preferem enterrar o passado sob uma montanha de "investimentos estrangeiros" feitos com o recurso aos cofres da CGD. 

 

Este filme mostra a terra e a gente que a ama, tornando-a produtiva. Fala-se de um crápula estranhamente semelhante a certos fulanos que falando a nossa língua, foram igualmente tão expeditos nos métodos, mas calculistamente mais discretos no discurso, beneficiando da cumplicidade daqueles que na antiga Metrópole assentaram o seu poder no sacrifício dos demais.

 

Não se trata de rancor ou do ensimesmar saudosista de um passado que não voltará. É uma questão de justiça pelo conhecimento da verdade. O caso português dos africanos brancos - a minha família estabeleceu-se em Moçambique em 1885 e de lá regressou noventa anos e cinco gerações depois - torna-se ainda mais flagrante e tão ou mais chocante que aquele apresentado nestas imagens. Em português falamos de traição de Estado, total desprezo pelos concidadãos, perjúrio, roubo e limpeza étnica. 

 

Estamos vivos e perdoamos, mas jamais esqueceremos.

 

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publicado às 09:54

Uma grande honra e uma distinção sem igual a dupla atribuição hoje em Timor ao Duque de Bragança da nacionalidade timorense e da Ordem de Mérito do País pela mão do presidente de Timor Ramos Horta. O corolário de um trabalho incansável de décadas a favor do povo de Timor-Leste desenvolvido por D. duarte de Bragança.

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publicado às 19:28

 

 

RESOLUÇÃO DO PARLAMENTO NACIONAL N.º 12/2011, de 8 de Junho

 

Atribuição da Nacionalidade a S.A.R. Dom Duarte de Bragança por Altos e Relevantes Serviços Prestados a Timor-Leste e ao seu Povo

 

Desde 1975 e nos momentos mais difíceis em que a luta pela independência não era falada, nem comentada pelos meios de comunicação internacionais, S.A.R. Dom Duarte de Bragança, foi um dos maiores activistas em prol da causa timorense, advogando desde cedo o direito à auto-determinação do Povo timorense. Foram inúmeras as campanhas em que se envolveu, de onde se destacam a campanha “Timor 87 Vamos Ajudar” e em 1992 a campanha que envolveu o navio “Lusitânia Expresso”.

O “Lusitânia Expresso”, que transportava um grande grupo de personalidades timorenses, tinha como missão atracar o navio em Díli, o que não aconteceu, por ter sido impedido pela marinha de guerra indonésia de entrar nas suas águas territoriais. No entanto, apesar do “Lusitânia Expresso” nunca ter chegado a Timor-Leste, o objectivo de alertar o mundo para a causa timorense foi alcançado, ganhando o fôlego necessário para manter a esperança aberta de alcançar em breve a independência. Importa igualmente sublinhar o papel fundamental que S.A.R. Dom Duarte de Bragança teve no apoio às comunidades timorenses que foram acolhidas em Portugal.

Desde cedo, partilhou alegrias e angústias com uma população que, em virtude dos diversos problemas que ocorreram no conturbado período pós-descolonização em Portugal, esteve muitos anos esquecida e entregue a si própria.

Neste sentido, e como forma de simbolizar os altos e relevantes serviços prestados ao Povo timorense e ao País durante a luta pela independência, o Parlamento Nacional tem a elevada honra de, nos termos do artigo 13.º da Lei 9/2002 de 2 de Outubro atribuir a nacionalidade timorense a:

S.A.R. Dom Duarte Pio Nuno João Henrique Pedro Miguel Gabriel Rafael de Bragança

 

O Parlamento resolve também, recomendar ao Governo que proceda ao registo do processo de naturalização e emita o mais brevemente possível toda a documentação relevante.

 

Aprovada em 30 de Maio de 2011.

Publique-se.

O Presidente do Parlamento Nacional, Fernando La Sama de Ana

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publicado às 18:21






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