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No seguimento da nossa decisão de retirar o Estado Sentido do concurso Blogs do Ano, fomos contactados pela presidente do júri, Helena Forjaz.

 

Para além de ter ficado esclarecida a situação que relatámos sobre as entrevistas concedidas ontem num evento promocional da Media Capital/TVI, que terá ficado a dever-se a um mal-entendido, a presidente do júri explicou-nos também a dificuldade que os jurados tiveram no que diz respeito à decisão de incluir o blog Poupadinhos e com Vales na categoria de Política, Economia e Negócios.

 

Tendo-nos sido pedido para reflectirmos sobre a nossa decisão, decidimos mantê-la, essencialmente porque, como escrevemos no nosso primeiro post a este respeito, Não entendemos e não nos conformamos com a inclusão, nesta categoria, de um blog que não se consubstancia numa identidade crítica e intelectual, que nem sequer cultiva o primado da narrativa escrita, que não cria conteúdos próprios e que apenas se restringe à promoção da sua actividade mercantil. Sem desprimor pelas virtudes do blog Poupadinhos e com Vales, que exulta virtudes próprias, não nos parece equitativo que um blog desta natureza possa estar presente nesta categoria. Tratar-se-á de um blog que é um negócio e não um blog sobre negócios. São dimensões distintas que não foram levadas em conta e que ferem o esforço intelectual e literário de tantos blogs de índole política ou económica.

 

Para finalizar, permitam-nos registar publicamente o nosso agradecimento ao júri por nos ter nomeado e à presidente do júri pela simpatia e amabilidade que teve para connosco. Gostaríamos ainda de afirmar que nada nos move contra a Media Capital/TVI, com quem cultivamos as mais cordiais relações, não sendo despiciendo referir a nossa participação no saudoso Combate de Blogs, programa emitido há alguns anos pela TVI24 e cujo eventual regresso seria saudado pela blogosfera lusa, em especial a que trata de temas ligados à política e à economia.

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publicado às 20:57

No seguimento do nosso último post a este respeito, bem como de um evento promocional do concurso Blogs do Ano, que teve lugar ontem no CCB, decidimos retirar-nos desta competição. Aqui fica a cópia do e-mail que enviámos à Media Capital:

 

Exmos(as). Senhores(as),

 

Vimos pela presente solicitar a imediata remoção do blog Estado Sentido da 1ª Edição do concurso Prémios Blogs do Ano TVI/Media Capital.

 

Não podemos pactuar com um conjunto de factos que ferem a idoneidade deste certame. A saber:

 

1. A inclusão do blog Poupadinhos e com Vales na categoria Política, Economia e Negócios quando o mesmo não é um blog sobre negócios mas um blog que é um negócio com uma base de seguidores/consumidores não equiparável ao número de leitores/visitantes de um blog convencional como o nosso ou o dos nossos outros colegas a concurso na mesma categoria – assunto que já abordámos há dias num outro post.

 

2. O tratamento preferencial em sede de comunicação social concedido ao blog Poupadinhos e com Vales, assim como a outros blogs “escolhidos”, que foram entrevistados no contexto de um evento promocional do concurso que teve lugar no dia 28 de Setembro no CCB, tendo os representantes do Estado Sentido sido informados que não seriam entrevistados outros blogs para além dos incluídos numa lista estabelecida pela TVI.

 

3. A não acreditação dos bloggers no acima referido evento por forma a que pudessem ser identificados, o que conduziu a que apenas os já conhecidos pela TVI fossem abordados e entrevistados.

 

4. A asserção clara e inequívoca de que uma série de juízos e preconceitos estarão a condicionar o processo electivo deste concurso.

 

Assim sendo, e em nome da transparência, da equidade, do mérito e da objectividade crítica e intelectual que seria expectável numa competição de blogs, o Estado Sentido pretende distanciar-se dos valores em causa neste concurso, pelo que nos retiramos do mesmo.

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publicado às 09:24

Mais vale só que blog acompanhado

por Estado Sentido, em 26.09.16

A 19 de Setembro foram anunciados os finalistas nomeados para os Prémios Blogs do Ano, iniciativa promovida pela TVI e Media Capital.

 

O Estado Sentido foi um dos escolhidos para integrar o lote restrito de apenas 4 blogs, de entre milhares, na categoria de Política, Economia e Negócios, onde se encontram também o Aventar, o Lewis e o Poupadinhos e com vales.

 

Segundo o que os Prémios Blogs do Ano publicaram no seu site, a categoria em causa "engloba os blogs que falem/comentem assuntos ligados a política, economia ou mundo dos negócios e empresas". Naturalmente, compreende-se a inclusão do Aventar e do Estado Sentido, porquanto são, efectivamente, blogs que discorrem sobre assuntos ligados à política e à economia. Compreende-se também a inclusão do Lewis, um blog que, dedicando-se ao marketing, à comunicação e às relações públicas, acaba por estar relacionado com o mundo dos negócios e das empresas.

 

Mas é, de facto, incompreensível a inclusão nesta categoria de um blog como o Poupadinhos e com vales, que se limita essencialmente a fazer publicidade a vales de desconto e promoções, sem qualquer esforço intelectual para comentar assuntos ligados à política, economia, negócios e empresas.

 

Não podemos deixar de manifestar algum espanto e indignação pelo critério adoptado pelo júri. Não entendemos e não nos conformamos com a inclusão, nesta categoria, de um blog que não se consubstancia numa identidade crítica e intelectual, que nem sequer cultiva o primado da narrativa escrita, que não cria conteúdos próprios e que apenas se restringe à promoção da sua actividade mercantil. Sem desprimor pelas virtudes do blog Poupadinhos e com Vales, que exulta virtudes próprias, não nos parece equitativo que um blog desta natureza possa estar presente nesta categoria. Tratar-se-á de um blog que é um negócio e não um blog sobre negócios. São dimensões distintas que não foram levadas em conta e que ferem o esforço intelectual e literário de tantos blogs de índole política ou económica.

 

O Tony Carreira é bom, mas não pode estar em competição com Plácido Domingo. Não se misturam alhos com bugalhos, ou melhor, não se deveriam misturar. É que o público alvo dos blogs que efectivamente tratam de temas relacionados com política, economia e negócios é visceralmente diferente daquele que procura obter vales de desconto e promoções, sendo ambos igualmente meritórios. Mas o que é certo é que são diferentes, brutalmente diferentes. Diferentes ao ponto de os blogs de política, economia e negócios mais célebres em Portugal terem, no seu auge, visitas diárias na ordem dos 1.000 a 5.000 visitantes e, por exemplo, blogs como o Poupadinhos e com vales ou A Pipoca Mais Doce ou, ainda, Visão de Mercado, terem, no mesmo período, mais de 10.000 visitas diárias.

 

Assim, lamentavelmente, o Estado Sentido, bem como outros parceiros de competição, encontra-se numa situação de clara desvantagem perante um blog que, tendo o seu mérito, em nada se enquadra numa categoria que pretende premiar os blogs que comentem assuntos ligados à política, economia, negócios e empresas.

 

Se o objectivo da TVI e da Media Capital consistia em promover e premiar blogs que são em si um negócio e que não contribuem para o debate político, poderia ter sido criada uma categoria para o efeito, ou uma categoria denominada “Outros”, onde pudessem estar blogs que não se enquadravam em nenhuma das categorias a concurso.

 

Somos uma entidade sem fins lucrativos, a não ser que consideremos as mais-valias que advêm do grande debate a que nos propomos em nome do desenvolvimento de Portugal. Somos contribuintes líquidos para o processo de pensamento a que este país está obrigado. Não somos mercadores de opiniões alheias nem temos lucros a reportar. O desnível dos números que se regista é avassalador e provoca a diluição da relação competitiva que se desejava saudável e justa. A autenticidade, a dimensão de um blog, as referências e a sua relevância são critérios válidos desde que a disciplina conceptual seja observada. Ora nesta competição que ainda corre, os desequilíbrios formais e substantivos não passam despercebidos pondo em causa a idoneidade dos organizadores, dos jurados e dos próprios blogs a concurso.

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publicado às 21:15

Servimos, percebes

por John Wolf, em 26.09.16

 

 

 

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Nomeados Blog do Ano TVI / Media Capital. Vote aqui.

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publicado às 17:08

O Estado Sentido não faz descontos

por John Wolf, em 26.09.16

ES campanha 7.jpg

 Nem promovemos cupões. Estamos na final dos PRÉMIOS BLOG DO ANO - TVI // MEDIA CAPITAL.

 

Vote aqui.

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publicado às 09:07

Blogs do Ano - Vota Estado Sentido

por Samuel de Paiva Pires, em 19.09.16

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No âmbito dos Prémios Blogs do Ano, iniciativa promovida pela Media Capital, o Estado Sentido é um dos 4 blogs finalistas na categoria de Política, Economia e Negócios. Agora será o público a decidir qual será o blog vencedor em cada uma das categorias. A votação estará aberta até dia 19 de Outubro e pode-se votar uma vez por dia em cada dispositivo de acesso à internet. Assim, apelamos a todos os nossos leitores e amigos que, ao longo destas semanas, votem no nosso blog. Contamos convosco! 

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publicado às 11:45

Ricardo Costa apresenta a Gala do Panamá

por John Wolf, em 09.04.16

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Quem ontem assistiu à Gala do Panamá, apresentada por Ricardo Costa, no programa o Expresso da meia-noite, teve a oportunidade de ver os jornalistas mais frouxos e comprometidos à face da Terra. A única convidada digna foi a Elisa Ferreira (Socialista - como podem ver, não estou a enviesar-me ideologicamente) que rebateu a tendência de relativização dos males dos offshores operada pelos jornalistas e os seus convidados.  Se repararam com atenção, havia um nervoso miudinho por aquelas bandas. Parece que esta história pode comprometer certas pessoas. O que vale é que o jornal Expresso, assim como a TVI, não valem grande coisa no universo de jornalismo sério e idóneo. O que vai safar os portugueses, ávidos por saber quais os ex-ministros e afins metidos ao barulho, é que os jornalistas de meia-tigela desta praça não têm o exclusivo do franchising do escândalo. Se não for o Expresso ou a TVI a "botar a boca no trombone", poderemos contar com a irresistível força do disclosure que já está em marcha a nível internacional. Correio da Manhã? Mexe-te. O Expresso está tão orgulhoso por colocar três tristes tigres (um foi águia) na capa do seu semanário - Luís Portela, Manuel Vilarinho e Ilídio Pinho. Que vergonha. E desde quando o Expresso tem a autoridade para servir o público às pinguinhas? Portugal precisa de uma bomba. E sem demoras. O Expresso, em particular, deveria ser alvo de investigação do tal consórcio internacional de jornalistas. Há sempre toupeiras e traidores dentro das organizações.

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publicado às 08:46

TVI: o canal do Panamá

por John Wolf, em 04.04.16

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O socialista João Cravinho deveria ter vergonha na cara. Quem protege? O modo como relativiza o escândalo The Panama Papers traz água no bico. Ao vivo e a cores na TVI tenta embrenhar o espectador mais incauto numa salada de condições técnicas, como se para afastar os holofotes de visados mais específicos. Traduzindo por miúdos, defende que a prática é comum e disseminada por esse mundo fora. Refere a legislação referente a offshores. Por outro lado, os jornalistas da praça deveriam aproveitar o élan para deixar de ser crianças, chamar nomes ao Correio da Manhã e passar ao ataque. Quero ver essa lista completa e não me contento com um Idalécio apenas. Venha de lá essa lavagem a jacto para pôr isto a limpo. Com consequências, claro está.

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publicado às 20:14

RAP e as piadolas políticas

por John Wolf, em 25.09.15

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Já vimos que António Costa conseguiu contratar o humorista-rei de Portugal. Ricardo Araújo Pereira (RAP) tem capital intelectual para dar e vender. Apenas alguém com níveis de inteligência muito elevados consegue apostar no cavalo político ganhador. Não há mal nenhum em ser franco e honesto em relação à preferência ideológica. RAP não está a ser cínico. Tem mesmo afecto por António Costa. O problema reside na explicação racional que teria de oferecer (se não fosse humorista) para fundamentar a sua escolha. Mas depois pensei no seguinte; os humoristas, à semelhança dos mágicos, apresentam truques com uma mão cheia de nada. Eu entendo que seja tentador estar alinhado com a parte fraca, com aqueles pintados de perdedores. E a comédia é intrinsecamente um exercício de contestação, mas não de alinhamento com um partido político. Isso tem outro nome - propaganda. Charlie Chaplin também fora acusado de ser socialista, mas eu sei que não devo confundir o cu com as calças. Ainda falta bastante para RAP superar Herman José, quanto mais Charlot (que raio de tradução?!). Por estes motivos de escalada mediática ou de manutenção do status de humor, devemos questionar as suas motivações e o que afirma Pereira (Tabucchi, perdoa-me) no seu programa tá-se-bem (é assim?). Se RAP fosse mesmo rapper, incluiria na sua letra um sentido mais ecológico e subtil, esbanjaria gargalhadas no boletim de voto integral e não correria o risco de ser eleito faccioso. Mas deste modo, impõe-se de um modo anti-democrático. Canoniza a antitese perfeita, corporiza o estado paliativo do humor inteligente e apresenta um estado novo de comédia. RAP tornou-se numa autoridade, no ditador da piada fácil, dispensável.

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publicado às 14:18

Não vi, não escutei e nada sei.

por John Wolf, em 10.09.15

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Estou mais que habilitado para oferecer o meu testemunho sobre o debate entre António Costa e Pedro Passos Coelho de ontem à noite. Não o vi. Não o escutei. Não sei quem ganhou ou quem perdeu. Não sei qual dos jornalistas brilhou. Não sei qual deles foi ofuscado. Não sei quantos ataques pessoais foram desferidos. Não sei quem assumiu a responsabilidade pela vinda da Troika. Não sei quem prometeu repor pensões. Não sei quem jurou não proceder a cortes de 600 milhões de euros. Não sei quem não se lembra de um certo ex-primeiro ministro que passou a prisão domicilária. Não sei quem disse não saber que os indicadores económicos melhoraram. Não sei quem confessou ignorar melhorias no nível de desemprego. Não sei quem se esqueceu da gestão da câmara municipal de Lisboa. Não sei quem encarou o desafio de consertar um país que estava estragado há várias décadas. Não sei que nada sei. Nem quero saber. Não sei quem prometeu pintar Portugal de um modo maravilhoso. Não sei quem disse ser muito melhor que o outro. Não sei qual foi canal com mais tele-espectadores. Não sei que certos jornalistas decidiram levar em ombros um dos entrevistados. Não sei quem sabe que as sondagens de nada valem. Não sei em que dia da semana calha o dia 4. Apenas sei que não voto porque não estou capacitado para tal.

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publicado às 10:09

Sunday night show

por Pedro Quartin Graça, em 02.06.14

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publicado às 05:19

Os partidos do Parlamento borram-se com Angola e a TVI?

por José Maria Barcia, em 18.10.13

E os órgãos de comunicação social?

 

 

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publicado às 10:41

A Civilização do Espectáculo*

por Samuel de Paiva Pires, em 20.08.13

Por motivos vários, tenho andado um pouco alheado da espuma dos dias mediática e do que ultimamente tem preocupado as redes sociais. Contudo, não consigo resistir a tecer um breve comentário, sob a forma de interrogação, acerca do episódio Lorenzo-Judite, não de qualquer teor moralista ou político, até em larga medida superficial, mas que efectivamente a minha mente me força a exteriorizar alicerçando-se naquela ideia de Wilde de que "só as pessoas superficiais não julgam pelas aparências": quando uma jornalista que, a avaliar pelos comentários cada vez mais despropositados nas entrevistas a Marcelo Rebelo de Sousa e a Medina Carreira, parece cada vez mais tonta e considera interessante entrevistar num telejornal um exemplo perfeito e acabado de um douchebag só porque este tem dinheiro, o que é que isso quer dizer sobre um certo jornalismo luso e sobre os espectadores que gostam de consumir isto? Ou dito de outra forma, quando os telejornais parecem paulatinamente transformar-se parcialmente em versões das revistas cor-de-rosa e as redes sociais se entretêm com o que daí emana, o que é que isso diz sobre o país? Alguns dir-me-ão que há mercado para isto. Felizmente que já há algum tempo percebi que o mercado não é critério exclusivo - e frequentemente não é sequer critério - para aferir a qualidade. 


*Título roubado a este livro de Mario Vargas Llosa.

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publicado às 15:52

"Reconheço que posso ter tido um tom excessivo"

por Nuno Castelo-Branco, em 18.08.13

Tiveste mesmo.

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publicado às 19:58

A caixa que mudou a Grécia

por John Wolf, em 12.06.13

Ainda não consegui perceber todos os contornos do fecho da televisão estatal Grega, mas podemos começar a gizar implicações de tal medida decorrente das condições impostas pela Troika. Os meios de comunicação social, de um modo geral, e sem excluir os de origem nacional, exprimem o drama que representa o despedimento de mais de 2500 trabalhadores da empresa pública Grega. E ficam por aí. Nada mais acrescentam à cessação de um dos sectores com maior sensibilidade política. Sem dúvida que o despedimento em massa é uma tragédia para somar a tantas outras, mas o relato não pode ficar por aqui. Somos obrigados a analisar as implicações políticas que resultam do corte dos canais de comunicação. O assalto à tomada que faz desvanecer as imagens dos ecrans e que leva também as vozes de protesto, é um assunto de extrema gravidade. Por um lado, e de um modo genérico, os regimes totalitários caminham de mãos dadas como os media. As televisões e as rádios estatais sempre foram megafones de notícias oficiais, mensagens tratadas em sede de favorecimento político, por forma a que os governos possam manter a população açaimada, à trela curta de informação. Sabemos todos que a Grécia (ainda) configura uma democracia e que esta decisão não foi tomada sem razão aparente, sem terem pensado nas implicações. O governo Grego, muito provavelmente, quis antecipar a revolta interna da estação de televisão; a implosão operada por dissidentes, opositores ao regime da Troika. Deste modo, antes que houvesse um caos desordenado, o governo Grego terá avançado para a perda definitiva de sinal, invocando razões de natureza orçamental. E esta decisão foi tomada porque o governo Grego terá assegurado a sua capacidade de comunicar por outra via. Através de uma plataforma mais vantajosa disponível no sector privado. Não é possível governar, mesmo que negativamente, estando totalmente às escuras. Em relação a isso não tenhamos dúvidas. Houve aqui, sem especularmos muito, jogadas de bastidores que garantem a vantagem dos poderes instalados. Imaginem que por motivos análogos, Portugal faz o mesmo; coloca a mira técnica da RTP no ar? Fecha a cadeado o portão dos estúdios de televisão e rádio. Manda calar a Fátima Campos Ferreira e selecciona uma estação de televisão do sector privado. Contrata os serviços de uma SIC ou de uma TVI. Estão a ver o filme? Estão a perceber o que está em causa? Se extrapolarmos o suficiente e os deixarmos, em breve lançarão um concurso público por forma a seleccionar o agente privado que melhor sirva os interesses do governo. Acontece que, no contexto actual de descalabro e descrédito, de crise política e de confiança, os interesses do governo são os falsos gémeos do bem-estar dos cidadãos. Se os governos fogem ao escrutínio da Res Publica e se escondem por detrás de uma cortina de silêncio, o resultado será ainda mais avassalador. Todos sabemos que é ofensivo desprezar os interlocutores. Ignorar a importância do diálogo é algo que viola a ética do progresso e é profundamente imoral. O que estamos a testemunhar colide com a Agora, os Sofistas e a invenção da retórica e da argumentação, nesse berço civilizacional, cada vez menos berço e que vai pelo nome de Grécia. Esta questão dramática não pode ser resolvida num programa de prós e contras, mas em defesa de direitos de expressão adquiridos com sangue, suor e lágrimas, não devemos assumir uma postura conformista. Pela primeira vez na vida peço para que não desliguem a televisão. Não estamos a assistir a ficção. Mas também não é um reality show.

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publicado às 21:13

Mandamentos jornalísticos

por João Pinto Bastos, em 28.04.13

Primeiro mandamento do jornalista português: não criticar Judite de Sousa.

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publicado às 23:16

Judite e a imparcialidade de Seara

por John Wolf, em 24.01.13

 

Não sei se está escrito no manual de instruções da TVI. Não sei se está escrito na clausula contratual sobre conflitos de interesse. Mas não tenhamos dúvidas que a questão deontológica será colocada, se não preventivamente, certamente na sequência da cobertura da candidatura de Fernando Seara pela TVI e, designadamente, pela jornalista Judite de Sousa. São estas ligações político-mediáticas (não ponho o Futebol ao barulho) que suscitam ainda mais dúvidas no espírito do cidadão, toldado por pecadilhos atrás de pecadilhos do firmamento político nacional. Quando o Jornal Nacional abrir às 20 horas será que a Judite se vai referir ao candidato como "o meu Nando" ou "o candidato Fernando Seara"? Mesmo que não abra a boca, mas apareça em estúdio na TVI com um laço engraçado ao pescoço, a sugestão será imediata. A insinuação será instantânea. Que um dos jogadores foi ajudado pelo árbitro. Não há nada a fazer. Faz parte da natureza humana, seja boa ou má. O grau de parentesco ofuscará as mais brilhantes noções imparciais que a Judite de Sousa venha a proferir. A direcção de informação da TVI tem, a meu ver, que realizar uma reunião de emergência para aferir as várias dimensões desta relação de parentesco. Num quadro de normalidade ética, o adequado seria haver uma forma selectiva de nojo que determinaria a abstinência da Judite de Sousa sempre que o seu marido viesse à baila televisamente. Uma separação temporária e não um divórcio. Não me parece que seja esse o caminho que irão tomar. O tele-espectador sentir-se-ia respeitado e a TVI abriria porventura um precendente no que diz respeito ao comportamento dos media no capítulo das ligações perigosas. Se algum dos visados tiver um mínimo de decência, saberá recuar e prestará um serviço à já fragilizada Democracia Portuguesa. Esperemos para ver. Ou melhor, esperemos que não tenhamos de ver um triste filme que envolve vários corpos de influência. Ás oito, pontualmente na TVI.

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publicado às 17:02

Há dias de loucura na comunicação social

por José Maria Barcia, em 13.01.13

Não chega a TVI elevar a pré-destaque o assunto da mala Chanel, no Jornal das 8 de anteontem, que vem, louca com um exclusivo, a SIC com uma entrevista a Pepa Xavier.

 

Só o facto de estas duas estações darem importância a este assunto, mostra-nos, telespectadores, várias coisas:

 

1- Desistiram de informação a sério: um fait-divers com honras de pré-destaque e entrevistas com a pivot é um atirar a toalha ao chão. As prioridades estão todas trocadas.

 

2- Não dá para mais: tentar fazer crer que a informação é cara e as grandes reportagens são longas e não dão lucro é mais uma lengalenga para desculpar a quebra no compromisso para os telespectadores. Ao dar palco a acontecimentos que dificilmente passariam por notícia estão a mentir a quem os vê, ouve ou lê.

 

3- Quem fica a ganhar é a RTP que nem se meteu no assunto: se órgãos, ditos de ''referencia'', como o Expresso, o Público ou o DN, também publicaram matéria sobre este assunto, vai um vale-tudo a esmifrar o assunto para ver quem ganha mais cliques e visualizações. Podem ter ganho algumas visitas extra, mas a grande vencedora é a RTP que soube que uns cliques não compram credibilidade.

 

 

Sobre a entrevista de Maria José Ruela, basta transcrever as perguntas para perguntar em que rua anda algum jornalismo português:

 

-Filipa, faça-me um verdadeiro desejo para 2013.

 

-Estava disponível para ajudar uma pessoa desempregada a vestir-se bem para uma entrevista de emprego?

 

-Acha que isso [a pergunta anterior] é um desejo legitimo para 2013, melhor que uma mala Chanel?

 

 

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publicado às 14:02

Votação para o Blog Revelação de 2011

por Ana Firmo Ferreira, em 19.12.11

E a votação para o Blog Revelação do Ano pela TVI24 está aí de novo.

O ano passado fomos nós, agora sugeria que déssemos o lugar ao Blog Polaroid.

 

Podem votar aqui: http://www.tvi24.iol.pt/sondagens/votacao/111320

 

 

 

 

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publicado às 14:59

Quando não há vergonha na cara

por Pedro Quartin Graça, em 04.10.11

Há momentos em que nos envergonhamos dos sítios onde trabalhámos. É o caso de hoje. Durante quase dois anos fui assessor jurídico do Conselho de Administração da TVI. Vesti como é bom de ver a camisola da casa. Estive lá com a Mediacapital, trabalhei com os homens da Sonae durante todo o período de recuperação da empresa e assisti ao regresso ao leme da estação de Miguel Paes do Amaral com os seus parceiros colombianos. Nunca como hoje senti tanta vergonha de uma casa que, em tempos, se distinguiu pela qualidade da informação que veiculava. Eram claramente outros tempos, em que figuras como José Ribeiro e Castro se impunham ao leme de uma estação de televisão que iniciara o seu percurso. Hoje, com a sondagem sobre os resultados da Madeira, a TVI - Televisão "Independente"* bateu no fundo no que à inexistência de isenção diz respeito e na tentativa de, de forma grosseira é certo, tentar ajudar a manipular os votos dos eleitores, ao consagrar, debaixo de um número de "8,5%" a pretensa votação de três partidos candidatos à Assembleia Legislativa Regional. Três partidos sem nome e sem rosto.Um deles é o Partido da Terra - MPT de que sou Presidente e o qual tem, desde 2007, representação parlamentar na Região Autónoma da Madeira  porque o Povo da Madeira assim o quis. Hoje, para a TVI, o MPT reduz-se à hipotética votação dentro de um número sem rosto e sem nome: os "outros", uma espécie de 2ª divisão que, jornalistas "iluminados" e paineleiros de serviço querem que se transforme em verdade. No domingo terão o seu amargo de boca. Por muito que isso lhes custe a engolir.

 

* E a sua parceira Intercampus.

 

PS - E, como quem não quer a coisa, já agora, a TVI também censura os comentários na sua página do Facebook. Edificante. Bateu mesmo no fundo.

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publicado às 23:59






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