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Sarampos e dictomias portuguesas

por John Wolf, em 19.04.17

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Há várias décadas que venho observando por esse mundo fora a simplificação apaixonada, a redução de equações complexas a tábuas rasas de tudo ou nada, certo ou errado, preto ou branco, sim ou não. Portugal até oferece aos seus tele-espectadores um programa conceptualmente ridículo - Prós e Contras -, um exercício que dispõe em campos opostos partes de um mesmo universo de considerações. A "vacinação ou não vacinação" já deve fazer parte do alinhamento básico da Fátima Campos Ferreira que munir-se-á de um Adalberto, um George e uns tantos hippies requisitados ao Bloco de Esquerda para a próxima emissão daquele formato. São radicalizações extremadas desta natureza que fuzilam as excepções de que é feita a humanidade. Qual bem maior qual interesse público versus ego existencial alternativo, privado.  Não é assim que funciona. O mundo não é visceralmente vegetariano nem augustamente carnívoro - à terça há frango, ao domingo percebes. Vejamos então onde nos conduz esta nova discussão de contemplações. Se o sarampo bate aos pontos Torremolinos. Se Tires arremessa Marcelo para o promontório uber-moralista do certo ou errado. Nesta hora de constrição epidémica, e com a fé como pano de fundo, relativizemos  Einstein. Somos pequenos. E geralmente erramos. Quase sempre.

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publicado às 21:01

O Descomprometido Esforço Humanitário em Acção!

por Felipe de Araujo Ribeiro, em 24.05.14

 

Ora vejam bem como as coisas funcionam neste nosso admirável mundo novo.

 

A 15 de Dezembro do ano passado começou a guerra civil no Sudão do Sul. A 24 de Janeiro escrevi este texto no Expresso a propósito do conflito. Uma consequência imediata da guerra foi a criação de inúmeros campos de refugiados dentro das bases da ONU pelas zonas mais afectadas do país, onde mais de um milhão de deslocados internos procuraram alguma segurança a curto prazo. E se nem sempre encontraram segurança nos campos, devido a ataques de rebeldes/forças do governo, também cedo se verificou que a ocupação dos campos não seria a curto prazo. Estávamos no início da época seca, e era crucial encontrar soluções de segurança, higiene e habitabilidade para o médio/longo prazo, soluções que teriam de estar obrigatoriamente implementadas antes do início da época das chuvas.

 

Visitei vários campos de refugiados por todo o país e as condições de vida eram invariavelmente miseráveis em todos eles. Em quase todos os campos encontrei os refugiados em vales ou pequenas depressões onde a água das chuvas ou dos esgotos naturais se concentrava, criando assim condições perfeitas para a propagação de doenças infecciosas. Os homens, mulheres, crianças e idosos que habitam os campos fazem geralmente as suas necessidades a céu aberto, onde calha, e as fezes vão-se acumulando de forma anárquica pelos campos. A administração da Missão da ONU estava informada da necessidade de desenvolver infraestruturas adequadas, era uma necessidade por demais evidente e não há forma de o esconder ou negar. Havia tempo para o fazer, apesar das precárias condições de segurança: mais de seis meses passaram sobre o início do conflito.

 

Para além da distribuição de rações e tendas, e o possível apoio médico dado em condições extremas, pouco ou nada foi feito em termos de desenvolvimento de infraestruturas. Sem surpresa, portanto, assistimos a um surto de cólera no Sudão do Sul, agora que começa a época das chuvas, ainda com relativamente fraca intensidade. E com o surto de cólera, intensifica-se o habitual peditório das ONGs para mundos e fundos, para salvar os pobres e miseráveis Africanos. As mesmas ONGs e organizações de desenvolvimento que na sua grande maioria mais não são mais do que um monstro implacável e bem articulado de burocracia e promoção de agendas obscuras, com um rasto de destruição humanitária incalculável. Gigantes a circular fundos bilionários e a distribuir salários para lá de generosos, sempre em nome dos pobres e miseráveis Africanos que, curiosamente, vão ficando sempre em situação cada vez mais pobre e miserável.

 

Mas há mais, há sempre mais. A ONU, mais os inevitáveis interesses que se escondem atrás desta organização, encontrou mais uma oportunidade de ouro para implementar o seu tenebroso plano de vacinação global, de que já falei aqui há pouco mais de um mês. Numa primeira fase, para começar, cerca de 100,000 pessoas irão receber a vacina contra a cólera, patrocinada por várias das mais importantes organizações não-governamentais e diversas agências da ONU, e para regozijo das grandes produtoras de fármacos, do eugénico-filantropo casal Gates, e dos clãs Rothschild, Rockefeller & Outros-aventais-que-tais.

 

Que estas vacinas sejam desnecessárias, ineficazes, caras e perigosas, não interessa para nada. Fundamental é que se mantenha a máquina bem oleada, o dinheiro a circular, as fábricas a produzir, os porcos a enriquecer, e os pobres distraídos com a fome, entretidos com a guerra, ocupados a morrer.

 

Isto é a democracia que todos defendem como valor absoluto, a demagogia no seu estado mais puro, no fundo não é mais do que manipulação descarada. Está na hora de abrir os olhos e acabar com esta pouca-vergonha. E a começar já amanhã, se tudo correr bem, com uma abstenção-recorde a rondar os 70%.

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publicado às 13:38

As Vacinas

por Felipe de Araujo Ribeiro, em 05.04.14

 

As vacinas estão de novo na moda e volta a fazer-se ouvir a voz de especialistas de todo o mundo, com estudos e estatísticas e promoções de vacinas, novas e velhas, e artigos sobre o seu contributo infalível para fazer do mundo um doce paraíso, sem doenças nem pobreza, e eventualmente até sem guerras.

 

Bill Gates diz que os programas de vacinação - para os quais contribui biliões de dólares e que define como a sua maior prioridade - têm como objectivo a redução da mortalidade infantil e a redução do aumento populacional. Ora, é evidente que a redução da mortalidade não reduz o aumento populacional, pelo que, atendendo aos argumentos usados pelo rei dos filantropos, será difícil ver uma correlação entre este objectivo e os programas de vacinação.

 

E por falar em correlação, refira-se também que ela não é observável entre a não-vacinação e o aumento de casos de sarampo, este que é usado habitualmente como evidência prima facie da torpeza de quem ousa questionar estes programas. Tal ficou demonstrado nos Estados Unidos, onde em estados com maiores taxas de não-vacinação não foi observado um aumento de casos de sarampo, ao contrário do que sugere a propaganda. Por outro lado, verificou-se um aumento maior em estados onde existe maior número de pessoas que viajam para fora do país, como é o caso da Califórnia e de Nova Iorque. Ao mesmo tempo, olhando para o histórico da doença, pode ver-se que a taxa de incidência aumenta e diminui ciclicamente, tanto antes como depois da criação da vacina, e o maior número de casos de complicações está invariavelmente ligado a questões socio-económicas, onde uma alimentação deficitária e piores condições de resistência ao frio são factores primordiais.

 

Vem este texto a propósito de um artigo escrito pelo Daniel Oliveira. O tom alarmista, a vilanização de quem surge a questionar a vacinação, a propagação de uma visão quase apocalíptica de forma a criar nas pessoas um medo inconsciente, tudo isso dá a entender que se trata na verdade de um artigo encomendado, e que o DO se prestou a alugar o seu espaço de opinião àqueles que utilizam a propaganda baixa para fazer valer os seus interesses económicos.

 

As vacinas de facto movem muitos biliões e constituem hoje uma máquina poderosa que alimenta fortunas incalculáveis. Ao mesmo tempo, e desde há vários anos, têm sido canalizadas avultadas quantias para a investigação e desenvolvimento das vacinas, e os que mais têm feito pressão e investido neste campo são por um lado as grandes farmacêuticas, e por outro aqueles que admitem como prioridade fundamental o controlo populacional. Este e outros artigos que têm surgidos contra quem começa a questionar as vacinas são resposta histérica e desproporcional à realidade que relatam, e são sempre fundamentados em estudos e estatísticas feitas ou encomendadas pelas partes financeiramente interessadas na vacinação.

 

O interesse declarado no controlo populacional de quem financia as vacinas, e a propaganda apocalíptica que tem sido disseminada com maior intensidade nos últimos tempos sugere que uma nova vacina está prestes a ser lançada mundialmente, e que estamos na fase de preparação da opinião pública para a aceitação da obrigatoriedade da vacinação. Tal detalhe ficou aliás bem evidente no último artigo de DO:

 

«As vacinas são uma proteção coletiva, não individual. Elas garantem uma imunidade de grupo (ou "efeito de rebanho"). Quanto mais pessoas não forem vacinadas, maiores riscos de contração da doença existirão para todos, mesmo para aqueles que são vacinados. Se uma parte substancial da população deixar de se vacinar é toda a comunidade que perde a sua atual imunidade. Quando um pai decide que o seu filho não se vacina está a abrir uma brecha e pôr-nos a todos em perigo»

 

Cada vez nos impingem mais vacinas, químicos, pílulas, transgénicos e outras drogas através da sugestão e da desinformação. O próximo passo está anunciado e passará invariavelmente por aqui. O processo de marginalização está em curso, pelo que em breve será utilizada a coerção.

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publicado às 14:36






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