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Tansos e Tancos

por John Wolf, em 02.07.17

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Há qualquer coisa que me está a escapar. Não seria expectável, que à luz do furto de material de guerra em Tancos, o governo da república portuguesa determinasse o fecho de fronteiras, a suspensão de Schengen? Não entendo esta atitude de deixa andar, deixa ver. Não ouvi falar de uma operação de caça aos infractores. Não ouvi falar do controlo de pontos nevrálgicos na fronteira. Daqui por alguns meses teremos um relatório sobre a qualidade das vedações e a mediocridade do sistema de videovigilância. Tal como fizeram em relação aos incêndios, dirão que foi uma figura abstracta a determinar os desfechos - um trovão ou o raio que o parta. As autoridades responsáveis afirmam que o material subtraído já se deve encontrar fora do território. Eu entendo a lógica por detrás deste esquema - casa roubada, portas escancaradas. Deste modo, a haver um evento terrorista, a probabilidade de ser no estrangeiro é maior. Já sabemos que a União Europeia deixa muito a desejar, mas aqui temos mais uma prova de que a Política Externa e de Segurança Comum é de facto um mito. Devemos agradecer aos espanhóis pelo fornecimento da lista aproximada dos engenhos furtados. Na escala de valores de desgraça e consequências, não sei quem ocupa o lugar cimeiro do pódio, mas a violação da soberania militar de um Estado é, no meu entender, ainda mais grave do que o falhanço de um SIRESP. Aguardemos então pelo próximo episódio sórdido. E esperemos que não custe ainda mais vidas humanas. Os que levaram as granadas não andam a brincar aos polícias e ladrões. São dos maus. E este governo é tão bonzinho que nem sequer sabe admoestar os titulares de pastas e cargos públicos com responsabilidade directa nas matérias em causa. Quanto a Marcelo, este já faz parte do problema da nação e cada vez menos da solução.

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publicado às 20:09


2 comentários

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De Ricardo a 04.07.2017 às 10:48

https://mattoschaves.blogspot.pt/2017/07/derrota-das-fas-ou-do-sistema-politico.html "Por outras palavras, poucos dirigentes políticos actuais percebem (desde 1982) que um País só é respeitado se tiver Forças Armadas capazes, bem equipadas e com um número de elementos suficientes, para dissuadir qualquer intenção de agressão, por parte dos inimigos potenciais ou reais, internos ou externos.

Ou seja, ter Forças Armadas que pela sua dimensão e capacidades façam os potenciais inimigos pensar duas vezes antes de tentar atacar o País ou Instalações Críticas, e que ponham em causa a Soberania de Portugal.

Ora tal capacidade de dissuasão já não existe nas FA’s Portuguesas.  --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------(o meu coment ao post do sr Matos Chaves a seguir)------------Parece-me que a questão não se resume ao entendimento(ou falta dele)no que respeita ao papel importante das FA,trata-se de uma escolha de prioridades políticas e de interesses que não passam pela defesa da soberania mas sim(isso parece-me evidente)pela "diluição" da soberania no dito "mundo global"(seja através da nato,da UE ou da Onu).

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