Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




The best Democracy money can buy

por João Quaresma, em 11.09.15

"The idea that free markets will ultimately create the best possible living conditions is, of course, a wonderful one. But the reality in America looks like this: The yearly income of a typical middle-class family has fallen by almost $5,000 since 1999. If you factor in inflation, male workers last year earned on average $783 less than they did 42 years ago. For the country's richest, on the other hand, things are going swimmingly. The highest 0.1 percent possesses almost as much wealth as the lowest 90 percent taken together. The family of Sam Walton, founder of supermarket chain Walmart, has amassed over $149 billion in wealth. The family possesses as much as all of the lowest 42 percent of the country combined."

Tem sido notória a embirração da imprensa norte-americana em relação à Alemanha, nos últimos tempos. É natural que os alemães respondam com umas pedradas aos telhados de vidro do outro lado do Atlântico, como neste caso em relação à influência do poder financeiro nas eleições presidenciais. E os alemães não brincam.

America's oligarch problem: How the Super-Rich threaten US Democracy, no Der Spiegel

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:37


5 comentários

Sem imagem de perfil

De Anónimo a 11.09.2015 às 14:28

A Alemanha está cada vez mais autónoma face aos EUA e os americanos não gostam. Não será uma relação antagónica, como a que existe entre os EUA e a Rússia, nem de rivalidade, como entre o EUA e a China, mas sim de aliança q.b., com os alemães (e por arrasto a UE) a insistirem na paridade. E os EUA levam isto muito a sério, porque percebem que têm alterar a sua relação com a UE. A maneira como do lado de lá do Atlântico se viu a crise do euro foi de que a zona euro está para durar, não para colapsar. Leia o que dizem os especialistas americanos em Geopolítica (esqueça os enviados especiais dos jornais e outros avençados), como por exemplo Saul Bernard Cohen.
Imagem de perfil

De João Quaresma a 11.09.2015 às 14:55

'Aliança q.b.' dá a exacta medida das relações entre ambos, onde por vezes o verniz quase estala. Como por exemplo, há uns anos, aquando da pré-falência da General Motors e da oportunidade de a Opel regressar a mãos alemãs (uma "causa nacional" no mundo empresarial germânico), e em que Merkel, ao saber do voltar atrás na venda, meteu-se num avião para ir falar pessoalmente com Obama, em jeito de pedido de satisfações. Uma atitude destas com os líderes anteriores teria sido impensável.
Note-se também que a Spiegel publicou este texto, altamente crítico da vida política americana, a um 10 de Setembro. Tudo muito azêdo, portanto.
Obrigado pelo comentário e pela referência a Saul Bernard Cohen.
Cordialmente,
JQ
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 11.09.2015 às 16:22


De nada, e azedo é mesmo o termo correcto. É uma realidade com que temos de viver. Não estou a pensar que vem aí o IV Reich, nem nada desses disparates, mas o poder da Alemanha é o que é, e isso tem reflexos dentro e fora da UE.
Não vejo que Portugal tenha de tomar partido por um dos lados, acho até que pode ganhar com uma maior igualdade na relação transatlântica (que muitos americanos até aceitam), desde que não haja uma ruptura entre a Alemanha e os EUA, senão iria criar uma situação muito difícil a todos os países atlânticos e atlantistas da Europa. Não é só a ascensão da China que interessa que seja "pacífica", a da Alemanha também...
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 11.09.2015 às 16:39


E já reparou como a Alemanha está a usar o seu "soft power" na questão dos refugiados do Médio Oriente? Ao dizer ir acolher 800 mil refugiados está a dar uma "alfinetada" nos EUA e na sua impotência perante o que se está a passar naquela parte do mundo. Não é por acaso que agora os EUA dizem estar a preparar-se para acolher mais de 10 mil refugiados de guerra sírios no próximo.


Há uma "guerra" pelos "corações" dos povos do Médio Oriente entre a UE, especialmente a Alemanha e a França, e os EUA e o Reino Unido. Esta "guerra" entre ambos os blocos serve para ganhar influência no mundo islâmico, e não sei quem será mais eficaz, porque duvido que os anglo-saxónicos venham a comprometer-se com um esforço militar compatível com o que é necessário para virar o jogo de forças nas guerras contra o fundamentalismo islâmico.
Imagem de perfil

De João Quaresma a 12.09.2015 às 09:06

Também sou da opinião que Portugal não deve tomar partido em contendas entre os dois lados do Atlântico e deve ser tão reservado quanto possível em questões que as possam suscitar. Sendo que o nosso pólo estratégico/defesa são os EUA e o nosso pólo económico-financeiro é a Alemanha, é preciso haver muita ponderação antes de optar, o que nem sempre parece acontecer. E não esqueçamos Espanha e que a China agora também é muito influente em Portugal.

A Alemanha poderá retirar ganhos da recepção destes 800.000 refugiados/imigrantes no curto prazo usando, como disse, do soft power também para influenciar mais tarde a Síria pós-Assad (e no Mediterrâneo Oriental, que poderá tornar-se no principal fornecedor da Europa em gás natural) além de ganhar prestígio no mundo muçulmano (a maior religião do Mundo, para todos os efeitos). Mas parece-me uma aposta muito arriscada no médio-longo prazo em termos de coesão e paz interna. Veja-se a proposta de pseudo-ajuda feita pela Arábia Saudita.

Comentar post







Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2009
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2008
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2007
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D

Links

Estados protegidos

  •  
  • Estados amigos

  •  
  • Estados soberanos

  •  
  • Estados soberanos de outras línguas

  •  
  • Monarquia

  •  
  • Monarquia em outras línguas

  •  
  • Think tanks e organizações nacionais

  •  
  • Think tanks e organizações estrangeiros

  •  
  • Informação nacional

  •  
  • Informação internacional

  •  
  • Revistas