Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Trump, Pilger and Meet the Press

por John Wolf, em 23.01.17

New_rulers_of_the_world-c5470c8348abe6914891eb48b6

 

As CNN e New York Times deste mundo já não ocupam o palco central das conferências de imprensa organizadas pela presidência Trump. Os últimos da fila com a senha na mão passaram a liderar o processo jornalístico. A Fox News e  o The New York Post são agora as estrelas da companhia. Os lugares cativos de certos opinion makers estão a ser redistribuídos. Hoje o Expresso e o Diário de Notícias, amanhã as Linhas da Beira ou as Notícias da Terra. Temos assitido ao pasmo e ao queixo caído de muito jornalista internacional, ou desta aldeia, que ainda não perceberam a revolução sistémica em curso. O excêntrico Donald, há poucas semanas não fazia parte do clube, mas agora ele é o country club - tem os tacos na mão. Os comentadores, aqui e acolá, ainda acreditam no regresso à convenção, à normalidade. Mas estão enganados. As regras do jogo são outras. No entanto, e em abono do karma jornalístico, foram décadas de preferências e versões coloridas que nos conduziram a este estado de arte, a esta vendetta. Foram muito poucos aqueles que ousaram partir a loiça. Retenho alguns na memória e poucos no presente. Penso no jornalista e investigador John Pilger, e na reedição da sua obra  - The New Rulers of the World -, que pensava eu, por ter Chomsky na badana, ser um hino às virtudes de um campo ideológico em detrimento de outro, mas estava enganado. O homem distribui chapada a torto e a direito, à esquerda, em cima e em baixo. São relatores deste calibre os únicos com argumentos para confrontar Trump, ou seja quem for, em nome do processo democrático. Em vez disso, vemos microfones vendidos a simular entrevistas a presidentes da república, colunistas ao melhor preço de mercado, e a verdade dos factos a escoar por um cano de minudências e chatices. Ainda não entenderam que a tendência da política é hardcore, XXX? Enquanto os jornalistas andam aos papéis para ver se saem bem na fotografia e eternizam os favores, os danos são prolongados. E muito por sua culpa. Trump está a fazer tremer mais do que mera gelatina de cobertura mediática. O epicentro pode ter sido lá, do outro lado do Atlântico, mas aqui, seja qual for a jornada parlamentar, cheira mal e há tempo demais. As conivências políticas e os encostos de ombro de determinados jornalistas são flagrantes - as primeiras páginas parecem ser agora as derradeiras. Vai rolar muita tinta e algo mais.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:19


3 comentários

Sem imagem de perfil

De risonho a 23.01.2017 às 21:42

uh..uh...like, Correio da Manhã, Expresso, Observador, Sábado...essas coisas, há muito que são fake news...


é que aqueles gajos veem o jornalismo como "atividade rentável", e até o declaram no congresso de jornalistas...os "pasquins" também sabem somar...


Mr. Trump é um gajo INTELIGENTE, ESPERTO, DESTEMIDO, ganhou sozinho e borrifou-se para o sistema...uma espécie rara. Nada tem de excentricidade. 
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 24.01.2017 às 09:37

Os media americanos estão furiosos por Trump ter vencido as eleições e não lhes vai passar nunca. A Fox News passa por ser tendenciosa, porque é a única estação de televisão de direita. Como as outras são todas de esquerda, fazem o discurso dominante e por isso são o "normal", enquanto que a Fox é a "desviante", embora sejam todas tendenciosas. Aliás, a CNN, por exemplo, é ainda mais pérfida do que a Fox, porque não assume a sua inclinação política, e é muito mais corrosiva com Trump do que a Fox News foi com o Obama.


Mas o ódio ao Trump não se deve só ao facto de ele ter derrotado a "crida" Hillary, é porque ele não é da "casta". O George W. Bush era odiado mas não tanto como Trump, porque o W. é filho de um presidente e pertence ao clã Bush, que é praticamente aristocracia norte-americana. Bush nasceu na Nova Inglaterra, estudou na universidade de Yale, e depois construiu uma identidade de texano para a sua carreira política.
Já o Trump é um novo-rico, um promotor imobiliário rude e sem cultura geral (não é que os outros a tenham, mas este nem finge ter). Filho de um imigrante alemão e de uma escocesa, é o tipo de pessoa que o sistema quer a financiar partidos políticos, nunca a substituir os políticos da "casta".


Não vale a pena tomar partidos nesta "guerra" porque são todos condenáveis à sua maneira. Para já gostei que o Trump começou a domesticar o "lobby" espanhol. Cuidado com a "promoção cultural" de países como a Espanha, que procuram retomar pela expansão do uso da sua língua o que perderam no séc. XIX. Ponham-se a pau, senão era uma vez os Estados Unidos da América...
Sem imagem de perfil

De André Miguel a 25.01.2017 às 12:09

Mick Hume no seu livro "Direito a Ofender" também dá porrada a torto e a direito, ninguém escapa, desde jornalistas, políticos, opinion makers, líderes religiosos, a plebe, etc, não deixa pedra sobre pedra sobre a liberdade de expressão e o politicamente correcto. Recomendo vivamente.

Comentar post







Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2009
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2008
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2007
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D

Links

Em destaque

  •  
  • Estados protegidos

  •  
  • Estados amigos

  •  
  • Estados soberanos

  •  
  • Estados soberanos de outras línguas

  •  
  • Monarquia

  •  
  • Monarquia em outras línguas

  •  
  • Think tanks e organizações nacionais

  •  
  • Think tanks e organizações estrangeiros

  •  
  • Informação nacional

  •  
  • Informação internacional

  •  
  • Revistas