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Um partido liberal?

por Samuel de Paiva Pires, em 18.02.16

Anda por aí uma leva de artigos e posts que começou com João Miguel Tavares, passou por Rui Albuquerque e continua hoje com Rodrigo Saraiva, sobre a alegada necessidade de os liberais lusitanos se organizarem num partido político. Creio que o Rui Albuquerque já expôs  o que leva à impossibilidade de uma iniciativa deste género ter sucesso, quando escreveu sobre as várias correntes e questões que dividem os liberais. Da minha parte, direi apenas que quem conheça minimamente alguns dos liberais portugueses sabe que muitos destes, para além de se dividirem em diversas correntes, desde os liberais clássicos aos anarco-capitalistas, sendo, na sua maioria, mais libertários e anarquistas do que liberais, gostam de promover concursos de ortodoxia e purgas intelectuais, à boa maneira comunista mas de forma bem mais amadora, mesmo que, na sua esmagadora maioria, desconheçam verdadeiramente o que é o liberalismo clássico. Embora, aparentemente, seja mais o que os une do que o que os separa, até porque, como John Gray evidencia em Liberalism, o liberalismo constitui uma única tradição filosófica mas com diversas correntes, na prática a teoria é outra e logo começariam as discordâncias e dissidências assim que se procurassem organizar minimamente. Aliás, não é por acaso que o anarco-capitalismo é inimigo do Estado e da organização política, sendo, portanto, contrário ao liberalismo clássico. Isto não quer dizer que não possa surgir um partido político liberal - ou melhor, libertário - em Portugal. Mas o mais provável é ser uma iniciativa destinada a fracassar, quer pela própria falta de organização dos seus proponentes, quer pela sua falta de experiência política e incapacidade de criar uma vaga intelectual e social que permita divulgar as suas ideias de uma forma sistematizada e coerente.

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publicado às 11:51


1 comentário

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De David a 18.02.2016 às 16:27

Resumindo: nem para geringonça servem

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