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Orwell nunca foi a Quarteira

por Fernando Melro dos Santos, em 23.08.17

perante a nota que a CIG divulgou hoje à comunicacinha social, achando-a branda insto o governo a levar por diante este ordálio ate ao fim. tem de sugerir à administracao da TAP que retire de circulacao todos os avioes actualmente pintados de branco, e que os substitua por uma frota com pelo menos sete cores. de caminho, a estatua de ronaldo é para derreter e no seu lugar colocada a de ux atletx LGBTÇKJDKJSGYSGOD(W/("#%)&%. e nao sei se nao sera de arrasar as rotundas todas que ja existem, por terem sido construidas num tempo menos moderno que o do instante actual, com sugestoes de revisao a cada dez dias.derrubar já a estatua de eusebio. representa um negro em cor escura, estereotipando assim as pessoas negras, designadamente as que podem identificar-se como brancas. acho que nao devemos descansar ate deitar abaixo a torre de belem, o padrao dos descobrimentos e o mosteiro dos jeronimos, que respectivamente simbolizam a opressao falico-cristã, a emigração forçada e o sexismo onomastico. o governo recomenda que nao se venda batatas desta marca. que se opte pela vodafone. que igualizemos a coisa humana conforme a constixão. que o suor seja puro. post escrito num Huawei P8 Lite só com um dedo. boa tarde.

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publicado às 18:22

Freak show

por Fernando Melro dos Santos, em 21.08.17

Um maluquinho no DN encontrou os 0.072% de muçulmanos em Barcelona que supostamente repudiam o atentado. Vai daí sai uma peça intitulada "o problema é o terrorismo e não o Islão". Ora eu também acho que o problema em 1939 foi a guerra e não o nazismo.

Entretanto, a direcção do Pravda-nas-Laranjeiras opina que o importante é fazermos a nossa vida normal, como o binómio Marcelfie-Monhé a beber café nas Ramblas. Era um guarda-costas e dez snipers para a mesa do canto, oh faxavor, que eu quero ser normal.

Vou caminhar.

 

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publicado às 08:19

Pimenta no cu dos outros

por Fernando Melro dos Santos, em 19.08.17

Este artigo de hoje é de uma alarvidade colossal, e ilustra bem o plano das esquerdas para um Mundo "justo e livre", e que vem sendo executado paulatinamente sob o estupor amorfo das massas, massinhas e maçonas. 

Salvai o planeta!, que nós viajaremos de avião a toda a parte para melhor vos informar.

Fazei filhos mestiços!, que nós tê-los-emos aos pares, bem alvos e de casta autóctone.

Sede ciganófilos!, mas lá longe enquanto aqui nós laboramos na vossa reeducação.

Derrubai o General Lee!, não toqueis porém em Chávez, um defensor do proletariado descalço.

E, claro, acabai de vez com a fome em Africa - dai às criancinhas biscoitos proteicos de belo travo a grilo e tenébrio; nós vamos só ali dar mostras de pluralismo em doses moderadas de sushi, hamburgers, e postas de cherne.

Começa a ser acrobática a oscilação entre a aleivosia e a estupidez grosseira.

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publicado às 09:28

Darwin, sushi e a pastorinha das Laranjeiras

por Fernando Melro dos Santos, em 18.08.17

na cabeça evoluida e cheia de omega-3 de leonidio ferreira, os 100% de islamidade verificados nos atentados deste seculo nao devem conduzir-nos a cair na islamofobia. tendo eu conversado no real com esta corpulencia parda, ouso supor que assenta a sua tese na ideia de terem sido pessoas em nome do islao, e nao o islao arquetipal em si, a matar; um pouco da mesma forma que foram pessoas em nome do comunismo, do nazismo e de pazuzu quem perpetrou chacinas sem conta no seculo passado, e nao aquelas construcoes ideologicas nem uma postulada totalidade dos seus seguidores. nao é preciso ser biologo para perceber que o leonidio, tal como o quadros, o markl, a cancia e restantes autistas profissionais, podem ser muita coisa mas certo é, como qualquer não-negacionista do darwinismo pode apurar, que sao produtos de uma especiação diferente da minha e da de gente que seja sadia do encéfalo. a falacia que corre por estas redes fora continua a ser comentá-los e àquilo que escrevem como se de humanos se tratasse, quando seria suficiente comparar, com a devida paralaxe, a qualidade e o teor do séquito que os acolita para concluir pela gargalhada. desculpem la a falta de acentos mas estou de luto, a escrever sem tempo e sentado num wc.

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publicado às 06:49

Assassinos no Poder

por Fernando Melro dos Santos, em 26.07.17

A aldeia de Gardete riscada do mapa. A Guarda a acorrer na evacuação desesperada. Bombeiros sem comida.

A esta hora deputados enfardam faisão.

Contribuintes contribuem, distribuintes distribuem; o abismo é infindo.

Entretanto chegou o fogo aos turistas, em Albufeira. Não há ambulâncias. A ministra da Morte desapareceu.

Penso nas pessoas que vinham ao meu mural, irritadas com a minha insatisfação perante a falência da nação, mandar-me para a Somália onde não há Estado.

Pois bem, estou num sítio pior onde há um Estado que mata.

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publicado às 21:18

As vidas dos outros (2)

por Fernando Melro dos Santos, em 25.07.17

 

a brincar, a brincar, há um problema que se espalha de forma silenciosa e que promete ser mais gravoso, destrutivo até, do que esta sucessão de horrores que temos testemunhado de há trinta e oito dias a esta parte.

dia a dia, mês a mês, euro a euro, a geringonça vai minando o poder administrativo - finanças, conservatórias, tribunais, tudo onde se decida ou empate - com apaniguados prontos a servir de fiscais, delatores e porque não mesmo executores da ideologia vigente.

ora este efeito propaga-se em cascata, empossando sevandijas sequiosos de mandar, desde a cúpula senatorial até ao mais bairrista dos caciques de condomínio. 

cedo virá o dia em que toda a gente dissonante viverá com o temor de ser, da noite para o dia, embrulhada em processos, acusações, purgas. vide o caso do professor pedro arroja.

a tal situação corresponderá um potencial, inédito em Portugal, para a guerra civil.

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publicado às 14:50

Pluralismo

por Fernando Melro dos Santos, em 08.07.17

A Nação conta hoje com mais um Partido. Parabéns ao Pb.

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publicado às 07:56

Como é evidente, discordo do Samuel

por Fernando Melro dos Santos, em 06.07.17

 

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publicado às 16:11

Que a mensagem não pereça

por Fernando Melro dos Santos, em 03.07.17

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publicado às 21:58

Assalto à 13ª Esquadra

por Fernando Melro dos Santos, em 03.07.17

Corria mais um Verão idílico na Terra dos Gnominhos Modernos, catitamente pintando dias e noites com as cores harmoniosas de um Abril eterno em festa e alegria, quando o céu se abriu e dele caíram penedos malvados em cima de umas quantas cabeças, sem certificação nem autorização superior.

 

De uma só vez, por alguma urdidura macabra a mando do fascismo anti-optimista, a condição terceiromundista vigente na vila, que nem trinta anos de dinheiro europeu, nem muitas leis e regras executadas com rigor fisco-castrense conseguiram sanar, ficou exposta como os glúteos lascivos das putas cujos anúncios ainda vão garantindo a subsistência dos jornais.

 

A cronologia narra por si a abertura da novela Hondurenha, inaudita no pacato burgo e, espera-se, a maior e mais épica jamais vivida por um país da OCDE. Os sábios cultos que integram a coisa política já esfregam as mãos, impantes de poderem ir mais longe no sonho social-socialista, prontos a criar, assim que o magnífico filme termine, Observatórios das Mortes no Fogo, Centros de Interpretação do Terrorismo e da Guerra Civil, e um Núcleo Museológico para os sorrisos hediondos dos animais inconscientes - agora silentes de férias ou em retiro meditativo - que ocupam os lugares cimeiros na hierarquia do Estado.

 

Na essência, o conto é breve: gastou-se dinheiro, que foi extorquido e reposto, extorquido e reposto, extorquido e reposto vezes sem conta a contribuintes nacionais e europeus; em nada de útil ou necessário se o gastou, mas muitas e opulentas prebendas receberam eleitores e amigos cujas espinhas puderam ir vergando ao soprar da brisa ano após ano.

 

Entretanto, como a Natureza é fractal e probabilisticamente normal, morreu muita gente queimada na via pública, foram roubadas bombas suficientes para demolir uma final da Taça e respectivo cortejo, os jornais cismam em abafar a parte maior do escândalo e do perigo, grande parte da população entra com empenho na fase negacionista do embate com a vida e António Costa foi de férias pavonear o semblante grotesco e a pança aviltante.

 

Ao fecho da cena inicial, um grupo de homens é visto no matagal que circunda uma base militar, de onde desfere tiros de caçadeira sobre o perímetro desta, sem que a façanha mereça mais do que algumas notas de rodapé em sede mediática, para não perturbar a felicidade balnear do rebanho.

 

Escurece a imagem num fade out gradual e ouve-se ao fundo, no timbre raso e estridente de rádios portáteis, a Antena 1 que entre uma entrevista ao curador da Fundação XPTO e as sugestões gastronómicas de um secretário de Estado, vai revisitando a canção de protesto e os chorrilhos de Saramago.

 

Esperemos que ao menos os efeitos especiais sejam bons. É que já não temos que apertar o cinto como no tempo do Passos. Quanto mais a coisa aquece, mais se repara no PS.

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publicado às 14:41

Tanatologia social (001)

por Fernando Melro dos Santos, em 01.07.17

Há dias, parei em Tomar, cidade adoptiva do ramo matrilinear da minha família, para visitar a campa onde jazem meus avós e seu filho, meu tio, a nós subtraído pela mão indemne de um Estado que já nesse tempo de Otelos Alegres pouco ou nada honrava quem por ele se batera. 

 

Quis o destino que nessa mesma noite, cansado da estrada e desejoso da paz caseira, me tivesse sentado a ver o episódio final de Sons of Anarchy, série que muito me cativou pelos temas, personagens e referências secantes em diâmetro completo à esfera da minha própria vida. 

 

Ali, a figura protagonista, Jackson Teller, vai à tumba dos seus antes de cavalgar o asfalto rumo à derradeira prestação de contas com a machina mundi. A sequência foi filmada aqui:

 

 

Note-se como há espaço para a comunhão possível com a Natureza, culpada de termos nascido, vivido e morrido. Semelhante coisa vira eu, numa das passagens sempre fugazes demais por Tokyo, a exemplo no cemitério de Aoyama (imagem sacada da Google):

 

 

Compare-se agora com a distribuição que o Estado português, espelho máximo do cidadão, concede ao utente sepulto - e na imagem posterior à próxima, ao utente insepulto que já está húmus sem sabê-lo:

 

 

Isto parece-vos a mesma coisa? A mim nem por isso. É de um povo, ou como os novos gurus dizem, de uma tribo sem amor próprio deixar-se enterrar, visitar e recordar nestes preparos. Mas dizia eu que nem é preciso esperar para morrer:

 

É com esta proximidade, o nacional-porreirismo de quem estaciona em segunda fila sentindo-se por defeito amnistiado uma vez que permite ao seu vizinho, caso este queira, estacionar em segunda fila já que o vizinho de ambos também o fez mas não sem ter-lhes dado, e à comunidade, a compensação justa ao facultar o contacto de um primo germano com alavancagem pessoal e institucional na companhia das águas, que o português se permite não ter para onde verter uma lágrima sem dar contas a dez patrícios forçosamente irmanados com ele; e é assim que morre, e inumado vai, na mesma resignação selvagem à diluição mais torpe do ego, da privacidade e da diferença.

 

Como haveria uma gente assim de singrar sem timoneiros, luminárias, pastores e xamãs? Quanto pesa uma granada? E que impacto focal teve a morte de cem pessoas, levadas ao sepulcro na carrinha do peixeiro, coisa também normal uma vez que falamos de índios a quem foi inculcada a passividade a golpes de cravo, na sibilina popularidade dos labregos que estão?

 

Não sabemos. Para sabermos, teríamos que poder ir a um cemitério e religar o presente à memória dos nossos velhos, coisa que pela portugalidade ancorada na proximidade - forçada, a bem comum, pelo pendor constitucional para uma sociedade socialista - a todos os que dela se nutrem, é impossível até ao dia em que haja mais lápides do que os remadores da galé consigam suportar. 

 

Depois saberemos. 

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publicado às 13:01

In cauda venenum

por Fernando Melro dos Santos, em 27.06.17

Oligarca entre oligarcas, spinner de spins futuros, idiota inútil.

 

 

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publicado às 18:47

Todos os caminhos vão dar a Goa

por Fernando Melro dos Santos, em 27.06.17

 

 

 

 

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publicado às 12:35

As Vidas dos Outros

por Fernando Melro dos Santos, em 26.06.17

Hoje vimos Passos Coelho, alquebrantado, cometer seppuku por conta de uma série de gente cujo suicídio, bem provável, não se deu de forma tão ritual.

 

O douto e afável fisco, província de leitões cobertos a unto, declara que o IRS poderá ser pago a crédito (para legar aos filhos a canga da submissão ao muezzim tesoureiro) e o IMI a prestações (para que sobre maior folga com a qual se possa consumir inutilidades, e assim recorrer a crédito) demonstrando cabal e ilatoriamente a lei zero da termodinâmica. 

 

Ainda não se sabe quantos desapareceram nos incêndios, nem sob que guisa real se acoita Sebastião, e tão pouco o actual tamanho dos babygrows que envergam os filhos de Cristiano Ronaldo. 

 

Sabe-se que o estio é longo e a memória curta, e sabe-se igualmente aquilo que já se sabia do panorama vindouro: é como o viu Stendhal, vermelho e negro. 

 

De resto, para onde desagua o sumidouro que mantém hospitais imundos, helicópteros em terra e pessoas na morgue? Para o prostíbulo do costume, o quintal do vizinho. Filho da puta que não se fica a rir por ter um carro maior que o da minha Aurora. 

 

 

 

 

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publicado às 23:26

Vir prudens non contraventum mingit

por Fernando Melro dos Santos, em 25.06.17

A História do sufrágio no Portugal pós-Abrilino é a história de um compadrio que se sublima numa putrefacção lenta, em larga medida alimentada por duas seitas diferentes de um mesmo culto, ao qual penso que será adequado denominar de social-proxenetismo, e que é indissociável do espírito Constitucional da República, por seu turno retrato fidelíssimo do povo.

 

Na essência, desde 1976, colectivistas de índole medíocre e sem quaisquer intentos de promover a evolução do país fingem, mediante acordos prévios entre as suas facções e terceiros que possam adjuvá-las, dividir-se distribuídos entre margens opostas de barricadas ideológicas. No terreno, contudo, que difere inteiramente do mapa, o que se vê com a devida paralaxe orbital é um cenário absolutamente ordeiro e síncrono, pautado pelo fito único de manter a alternância no saque ao erário - agora Europeu e de liquidez exacerbada - mantendo a ordem social através da expansão controlada do aparelho do Estado e respectivas sinecuras, prebendas e bloqueios.

 

A populaça, timorata e de parco contento, vai embalando nos esguios bracinhos a batata fervente que todos passam em diante, como se viesse a arder dos resquícios cintilantes de algum raio beirão. 

 

Quando Pedro Passos Coelho, a última figura minimamente digna a ter segurado o tubérculo, começou a tresandar a caixão, foi lesta uma das seitas - digamos, os Capacitados - a desmultiplicar esforços para os seus caciques, sequiosos do rancho e à beira de uma síncope nervosa, não perderem o comboio uma vez escancarado, de novo, o vazio odioso que deve ser preenchido por quem saiba dar destino ao rio dourado que canga fiscal, BCE e esquemas de clareza dúbia vão permitindo rolar. 

 

Por sua vez, guiada pelos medidores de calendas usuais, e cegos para uma realidade que os minimiza, a segunda seita promove selectos festins e elege xamãs em preparação para o féretro do governo que está, ignorando grosseiramente que se este governo ainda está, contra o torvelinho de desgraça que acometeu a terra na semana passada, é porque algo o sustém.

 

A arrogância crónica que tolhe a praça é, assim, mal disfarçada quer tentem escamoteá-la por detrás de piadas boçais na boa tradição da extrema-esquerda como faz a primeira seita; quer, à moda dos segundos, seja ela mal tapada a vinho e a bifes por entre oratória onanista nas Avenidas Novas, numa patine finissima da paroquialidade consanguínea que MEC tão bem definiu

 

É assim, amiguitos. Estamos entregues a sanguessugas sem espinha. De várias cores, é certo, como as belas luzes que adornam as aldeias ainda não ardidas para festejar os santinhos padroeiros. E isto vai durar sem qualquer agitação, sobressalto ou alternância, até ao momento e nem um dia além do momento em que o BCE entender reciclar o milagre da dívida. 

 

A partir daí bem podeis capacitar populações, congregar tribos, ou que merda vos aprouver tomar em plenário como cicuta final, que o desfecho estará traçado e será magnífico de contemplar a partir desta varanda. 

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publicado às 19:53

Baldaia, morde aqui!

por Fernando Melro dos Santos, em 24.06.17

Por mais heróica que seja a atitude do Vítor e do Hélder, não posso permitir o seu martírio às mãos pansexuais da Câncio. O Sebastião Pereira sou eu.

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publicado às 09:31

Os Homens-Elefante

por Fernando Melro dos Santos, em 23.06.17

Em comunicado, o Conselho de Ministros, que é o nome pomposo dado nesta Nicarágua sub-europeia a uma das infindas tocas onde se acoitam assassinos e mafiosos, récuas de chulos, e demais índios do abrilinho mamão, lança sobre donativos solidários - as peles que restavam a quem o fisco já espoliou na sanha eterna de alimentar o meta-Estado a perdiz e conhaque - as unhas famintas já emporcalhadas de tanto esgravatar.

 

Não parece haver limites para a prepotência, justificadíssima aliás pela passividade sodomita do contribuinte ora negador diário da sua natureza cobarde e amorfa. Esta gente, que não presta e cheira àquilo a que cheira o tipo de gente cuja sujidade não sai com sabão nem a rasquice com escola, desconhece quaisquer princípios de dever, rigor, honestidade e lucidez. 

 

Pior: vai tudo passar em claro. Pior ainda: ninguém quer saber se há mentira, dolo e compadrio por cima das 64 campas, e no dia em que vierem a ser 640 ou 64000 a merda será a mesma.

 

Ide foder-vos enquanto Rocha Andrade, o Leitão Fiscal, não se lembra de taxar o uso do expletivo pelo conforto mental que propicia ao utente, à falta de oportunidade para passar a ferro, em veículo de bom aço alemão ou japonês, todas as ratazanas que se pavoneiam impunes no seio de um país tornado oficialmente caso clínico sem precedentes no planeta.

 

 

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publicado às 12:53

Servidão Humana

por Fernando Melro dos Santos, em 22.06.17

Dando conta de mais um camarada mártir às mãos do Estado-sarcófago, mais não posso fazer do que abstrair-me dos capítulos correntes nesta ópera distópica e regressar, um pouco, ao passado.

 

Corria a década de 1990. António Guterres, uma nulidade processual biológica, assumira as rédeas da carroça macabra que já era o Portugal de então, mal descolonizado de si mesmo entre as heranças da inquisição, do índex, da filoxera, do Estado Pai, dos kolkhozes em Alcochete e finalmente, em auge dourado como o da pintada Danae, da teta farta e sudibunda germinada em Bruxelas.

 

Desde então, o arquétipo do aluno luso passou a avatarizar, entre inúmeras outras, as seguintes máculas indiciárias:

 

- obter 11 como resultado da divisão de 200 por 20

- não perceber a utilização do hífen ("ah fodasse!", a exemplo)

- inabilidade de definir um rectângulo sem desenhar uma variante do mesmo

- desinteresse e/ou desconexão com a realidade laboral e financeira do meio

- erros grosseiros de paralaxe ao tentar ler uma notícia 

- "attention span" de dez minutos

- correlação negativa, até à terceira derivada, com os valores que criaram a sociedade que o criou

- alcoolismo, depressão, e dissonância cognitiva

- software mental assente, com cofragem adamantina, sobre o relativismo absoluto e a negação da adversidade

- episodios frequentes de desconexao, à espera de instruções de uma casa-mãe em Andrómeda

 

Qualquer adulto nascido antes de 1976 (eu nasci em '71)  sendo ou nao progenitor de uma prole, tendo ou nao lido Gramsci, amargando a côdea rija dos justos ou demitindo-se desta merda toda, saberá que a raiz mais seminal de toda a lassidão que ainda grassa é o sistema de ensino.

 

Restando apurar se houve intento, deriva doutrinal ou estupidez pura na amorfização de três gerações, facto é que perante uma tragédia da qual só pode ser dito: foi um assassinato em massa por negligência grosseira, a indiferença e a anomia dos jovens - mais gritante e grotesca agora do que, a exemplo, quando se demitem do voto - conubiada com a aceleração do desastre demográfico (reparem que nao falo da perda de população, e sim da intensidade com que aumenta a mesma, coisas bem diferentes para um estatístico) - no entanto nao camufla verdades simples que são inegáveis e públicas.

 

Maria de Lurdes Rodrigues anda aí e escreve num jornal. Ferro Rodrigues anda aí e viaja à Ásia Menor. Armando Vara anda aí. António Guterres é líder, passe o termo, da ONU. Portugal tem aos comandos da coisa fisco-social dois sicários da ignorância, sendo que um é torpe da mente e o outro um perigo ambulante movido a cobiça, que acaso estivessem na América, com mísseis ao seu alcance, e seria de orar aos deuses por uma catástrofe geológica global que os comesse. 

 

Bom, já nem sei onde ia. Às páginas tantas uma pessoa tem de cozinhar para comer, e de comer para viver. Se alguém estiver aí a ouvir, que diga qualquer coisa. Eu por mim acho que demitir a ministra resolve zero ou nada, mas que demitir do exercício cardíaco a classe política, numa catarse que só Goya saberia registar para a museologia futura, é que era de gente.

 

Abraços. Tentem não ter muito nojo ao espelho. Digo eu.

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publicado às 19:36

Rescaldo

por Fernando Melro dos Santos, em 22.06.17

Absolutamente inacreditável a quantidade de tontinhos - e/ou sanguessugas circunstanciais do erário - em negação, incapazes de perceber que nem o seu voto alguma vez valeu coisa alguma, nem a sua conivência com os sevandijas no poder era, afinal, tão inócua quanto julgavam. 

 

É que uma coisa são furtos, e outra assassinatos. E ao contrário dos nascituros chacinados desde 2007, agora o faz-de-conta é menos viável, porque morreu gente em tão atrozes mortes, morta de incúria e de desprezo, tão à vista do mundo que nos paga o pão, que o ranço do medo finalmente chegou às cabecinhas do povo.

 

As ervas daninhas são como o animal-totem deste país delicodoce e cálido, a ubíqua mosca varejeira. Devem ser arrancadas uma a uma, desde a funda terra onde se guardam à espera da sombra, para que algo saudável cresça.

 

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publicado às 14:16

Breviário de um sorriso imutável

por Fernando Melro dos Santos, em 21.06.17

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