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Os Possessos

por Fernando Melro dos Santos, em 09.01.17

Hermeticamente isolado do transe colectivo que acometeu, uma vez mais, este país de carcaças ocas ansiosas pelo efémero preenchimento - um troféu desportivo, o maior chouriço do planeta, luzes impagáveis que iluminam obras inenarráveis, ou a morte de relíquias soviéticas - estive para decompor em partes mais simples, frase por demencial frase, o artigo que Fernanda Câncio assina hoje no folheto de associação estudantil que outrora foi o Diário de Notícias, e onde já só pontificam taradinhos em todos os tempos verbais: a assombração Ferreira Fernandes do Abril passado, a já citada escriba causoglífica do Abril presente, e rosadinhas crianças de um Abril que pretendem futuro eternamente cantante como Helena Tecedeiro e o Fialho Gouveia júnior. 

Da peça em apreço, porém, foi-me impossível extrair e comentar um parágrafo sequer. A profundidade onde já se incrusta, na mente de colmeia da população, o anelo pela voz do dono - qualquer voz, dimanada de qualquer dono que se arroube como tal - é num grau tão fora da escala que somente um embate de frente com a bancarrota total ou, Deus querendo, uma catástrofe natural que arrasasse o país poderiam, agora, fazer estacar o frenesim tribal desta gente. Que ainda haja quem pague a Fernanda Câncio para que emita, qual abelhinha histriónica, os ecos da dissonância cognitiva que tomou conta de Portugal é a borbulha precursora da doença autoimune, subjacente e muito mais grave do que os delírios telenovelescos da ex-concubina de Sócrates.

Por fim, preciso de deixar isto escrito em caracteres bem legíveis: Mário Soares, tal como o 25 de Abril, o socialismo, o fisco, as obras públicas, o aborto, o futebol, a praia, e as prebendas advindas de um Estado que extorque a quem produz para bafejar sobre o parasitário eleitorado - tudo isto, a mim, é matéria para o mesmo saco. Anacrónica, aviltante, indesejável, tóxica e repulsiva como os vapores fecais que pairam hoje sobre a Nação. 

Ainda bem que já não falta partirem todos. 

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publicado às 11:06

a estrada no tempo da jiboia social

por Fernando Melro dos Santos, em 04.01.17

medo de nao travar a fundo à entrada das rotundas, mesmo que nao venha la nenhum outro carro; podia vir. pode a mente enganar-se. medo de conduzir a 15 numa zona de 10, mesmo de dia e com sol, e sem vir la uma criança-contribuinte. podia vir. pode a mente enganar-se. medo de beber um cafe sem pedir factura, mesmo que nao venha la o utente-pessoa-oficioso primo do tio do vizinho que agora recebe da empresa que fornece a empresa que fornece a reparticao onde passam os fundos que vao para o instituto; podia vir. pode a mente enganar-se. medo de escrever sobre a permanencia no terceiro mundo, obra maior de um eleitorado maioritariamente ignorante, demasiado nescio, em boa parte consciente sem objeccoes e, à fatia, eleito. nao vem la nada de mau, oh detractores do senado risonho; podia vir. pode a mente enganar-se.

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publicado às 16:13

Sheeple

por Fernando Melro dos Santos, em 07.11.16

 

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publicado às 11:01

Manual para uma Promoção Social sadia

por Fernando Melro dos Santos, em 31.10.16

Vem ainda a propósito de uma farsa sob a guisa de concurso a blog do ano na categoria de política, economia, negócios e porque não prostituição à laia de quem lava uma escada para não ficar ao relento.

 

Como é que a esquerda, ou seja os media, o povaléu das idas ao pão em fato de treino num dia selecto pela colmeia, e a casta rançosa de Abril quer o eleitorado? Sentido? Aventando? Limpo, vestido, barbeado, escorreito?

 

Não, poupadinho e com vales, que é como quem diz sedento de senhas, do estipêndio discricionário, da trela mirífica ancorada no caralho que foda os Governos todos, exclusivamente compostos de labregos como Ferro, Costa, Freitas, Jerónimo, e monhés diversos desde 1974, altura em que os paizinhos salteadores das Mortáguas começavam a cogitar largar a ganza e o bacamarte para pô-las sobre o mundo.

 

Nunca odiei nada, activamente, nesta vida; até agora. O meu desejo neste início de quadra Natalícia para Portugal é que se foda todo, expluda, desintegre e num eco de 1755 faça afundar nos quintos da litosfera toda a herança dos últimos 200 anos. Bem hajam.

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publicado às 15:49

Vómito Presidencial

por Fernando Melro dos Santos, em 27.10.16

 

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publicado às 11:21

Revisitar Sarajevo

por Fernando Melro dos Santos, em 27.10.16

 

Serei o único a achar, com toda a seriedade, que Portugal corre o risco (calculado com toda a intenção pelos socialistas desde que Guterres, essa bola amorfa e inútil, partiu) de desintegrar-se numa guerra civil - no sentido mais literal do termo, com vizinhos aos tiros uns aos outros - como aconteceu na ex-Jugoslávia?

As diferenças étnicas que opuseram Sérvios a Croatas são pouco ou nada mais biológicas, logo irreconciliáveis, daquelas que opõem a matilha da esquerda Abrilina (que começa no estivador, passa pela funcionária pública prima do primo que valida ultrajes financeiros no Compete e nos concursos públicos, pelas redacções sibilinas repletas de imberbes histéricos, e desemboca onde se acoita a fina flor das serpentes encabeçadas por Soares) às pessoas normais, ou seja da não-esquerda.

Ontem, o espectáculo mais grotesco e pavoroso não foi o frete de Judite de Sousa, ainda de luto cerrado, a lamber em directo o esfíncter mental do maior mitómano de que há memória nesta aldeia infecta: foi ter caído a noite, passado a madrugada, nascido o novo dia e em toda a manada de labregos não ter havido um que escrevesse na rua, à bala ou com fogo ou até somente com tinta preta sobre uma repartição qualquer das Finanças, aquilo que eu estou a escrever aqui. 

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publicado às 11:03

O Abrantes, Pedro Dias, ajustes directos e o mal que não existia

por Fernando Melro dos Santos, em 23.10.16

Durante cerca de sete anos tive um amigo, advindo à minha esfera por laços neo-familiares, com quem partilhava, sobretudo, os meus raros momentos de circunspecção e o apreço pelos maltes de Islay. Almoçando amiúde à mesa onde se ria de tudo e de todos, era por natureza inevitável e lidada com bonomia a deriva para o debate político, se bem que tão ígneo quanto fugaz, e isto tudo em pleno consulado Socrático.

 

À primeira salva de aviso, usualmente espoletada pela menção em surdina de trivialidades mediatizadas in illo tempore - a legalização do assassinato in utero, o controle dos media, a matilhização da sociedade portuguesa da qual, ainda hoje, ninguém me convence que irá terminar de forma diferente daquela que sobreveio à ex-Jugoslávia - assumíamos, como cavalheiros que somos, a postura adequada a quem sabe vir dali mais uma discussão amena, mas acesa, e tão iterativamente regrada quão certa era a demanda pelos cálices que ao trinar do ponteiro-mor (normalmente a minha cunhada) seriam trazidos para que neles fossem vertidas libações de apaziguar.

 

Dizia o meu amigo à data que não via mal algum naquilo que se escrevia no Câmara Corporativa, esse hostel de viés meláceo e insidioso pago, sabe-se agora, pelo dinheiro que não chega para aumentar as pensões mínimas. Ao que eu retorquia, mas olha que ali deve haver fundos públicos. E dizia ele que isso, a ser verdade, até seria justificável uma vez que ao perpetuar no poder "governos equilibrados", e obviamente cito, era uma forma de investimento nas políticas de auxílio aos mais necessitados.

 

Referia-se, aqui, o meu amigo às diversas castas onde se ancora este recife asquerosamente paralisado no tempo e que tornou impossível, aos seus, crescer e a velhos como eu muito difícil respirar: a pensionistas cujos alquebrantar de costelas e carreira contributiva desde os 11 ou 12 anos de idade lhes valeram pensões de cinquenta ou sessenta contos, contentáveis pela distribuição de missangas resquiciais - da merda que Sócrates, Barroso, Guterres, Cavaco e os governos todos desde a adesão à UE defecavam após devida assimilação; a funcionários públicos conduzidos pelo sonho inefável de pilotarem uma secretária, tementes ao Deus Estado, não fosse algum azar propeli-los a todos para o tempo dos trisavós em que se andava descalço e o patrão bebia o vinho, ora luxo sobretaxado.

 

Qual é o mal?, perguntava cândido. O mal é que esse dinheiro, nas mãos de quem o ganha, não seria gasto em propaganda de agitação ideológica. Não é da cúria, é nosso. E Trás-os-Montes parecia sempre chamar-me a que lá fosse edificar um reduto, quando a coisa adentrava a segunda iteração.

 

Depois argumentaria, o meu educado e circunspecto amigo, que mentira alguma ou incorrecção factual - sempre por omissão - apanagiariam o timbre das postas lá vertidas, que até seriam consentâneas com, e novamente cito pois somente assim me apanhareis a escrever tais autismos, aquilo que os jornais e a rádio noticiavam. E aqui dá-se um cisma, há uma cisão na fé de ambos até ali fundeada em princípios de não aleivosia; é que ao menos para mim, as distinções entre nesciência, ignorância, má-fé e desespero manipulativo foram sempre bem claras, à luz da única estrutura que pode ser vista até de satélite, a par da Muralha da China, e que é o grande deserto de sal português onde nada viceja, tudo que brote é de imediato calcado, e onde até a chuva pensa duas vezes antes de cair - uma cloaca impossível de desinfestar, honra à Câncio um coio de malucos. 

 

Entretanto toda a gente sabe que as migalhas pagas ao jovem Galamba, a quem gostaria de ver passar o Natal em Calais, nada representam, são despiciendas face àquilo que sugam Manuel Alegre, Mário Nogueira, Mário Soares, Jorge Sampaio, Vítor Constâncio, Durão Barroso, Cavaco Silva, a bolinha Guterres, e a miríade de miríades que cascata piramidalmente por suas sinecuras a baixo. Basta ver, quotidianamente, os concursos públicos cujas alocações de dinheiro porvindo a ciclovias, museoetnoplasticotretas, e levantamento de ruas à força de labregos temporários conduzem, a aritmética o dita, a leilões do IGCP que condenam já netos, trinetos, e pentanetos - os quais, felizmente, serão à data em que a factura vencer cidadãos britânicos, australianos, canadianos ou marcianos inimputáveis e incobráveis.

Quem cá ficar e estiver mal preparado, do deambulador forumalmadense até às hordas de mortos-vivos que encalham no estupor da noite lisboeta, nem uma fronteira para a Colômbia terá onde ir buscar pão. O futuro aqui é de arame farpado, guaritas fiscais e vigilância local, leia-se vizinho contra vizinho. 

 

De resto só duas coisas: uma, porque estará Pedro Dias, um tipo aparentemente libertário cujo único fito vislumbrável de vida é ser deixado em paz, enleado numa história que tresanda aos mesmos eflúvios nauseabundos onde flutuam mortes hospitalares, bombeiros sem meias, escolas fechadas, e sicários a soldo de uma seita sinistra entranhada na falsa revolução dos pobres de espírito? E duas, porque insistem os autóctones no miserável bucolismo de tomar, por comparação, a Finlândia quando o sol brilha e a Somália quando lhes vão ao cu por via da Autoridade Tributária?

 

Daqui a nada vou reencontrar uma amiga de longa data, tenho de ir barbear-me. Faço votos de que a chuva se intensifique, o vento sopre, a neve caia, a economia faleça a par de António Costa e de todo o séquito histriónico que lhe afaga as banhas. 

 

O plano do PS, desde que Sócrates vendeu o encéfalo ao Diabo, foi sempre encontrar um bode expiatório que permitisse a Portugal sair do Euro, nacionalizar terra, economia e povo, e mais tarde, paulatinamente, vir com os proveitos da jogada comprar, literalmente, aquilo que como é dos cânones jamais poderá ficar sempre nas mãos do Estado. É uma grande jogada de forex e tem tudo para resultar. Eu sei, porque se pudesse, tê-la-ia feito eu mesmo. 

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publicado às 11:34

E se taxássemos isto?

por Fernando Melro dos Santos, em 06.10.16

Como se come na Assembleia da República.

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publicado às 10:16

Há festa em Baguim do Monte (2)

por Fernando Melro dos Santos, em 06.10.16

​No post anterior esqueci-me de mencionar a idolatria a edifícios e objectos luminescentes.Um mamarracho pago por encomenda ao arquitecto e primo de algum deputado? Idolatre-se. A maior tarte de natas do mundo, uma árvore de Natal da altura da ponte, vias pedonais para nenhures ladeadas por esculturas de arte industrial-soviética a enferrujar? Pasme-se em fervor provinciano. Ignore-se, a preceito, que é tudo feito com recurso a dívida pública emitida semanalmente.

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publicado às 10:04

Há festa em Baguim do Monte

por Fernando Melro dos Santos, em 06.10.16

Caso único num Mundo globalizado, o social-bucolismo português persiste e acentua-se de ídolo em ídolo até à repulsa final. Atletas de alta competição, pagos de tesouros públicos e privados pelo seu peso em safiras para ascenderem ao escol do Olimpo, agitam uma taça e enfunam a bandeira da Nação falseada. Ídolos. Um mitómano clinicamente certificado, que corrompeu transversalmente o país e as instituições, é preso e sai de mandíbula arreganhada jurando, como um jagunço urbanizado, vingança e Armagedão a quantos o desafiaram. Ídolo. Abundam cientistas cuja vontade primeira, e bem, foi escapar à égide de um território dentro do qual, caso lá tivessem ficado a tentar exercer o seu mester entre part-times em call centers, encarnariam o protótipo do Homo Miserabilis almejado pela máquina sinistra que usurpou e governa. Descobrem, já radicados numa terra a sério, qualquer coisa importante; nem que remonte à décima geração, se lá houver um Fonseca, na aldeia são ídolos. Um arlequim amorfo, de competência nula e ideologia tão tétrica quanto a das múmias condecorantes e condecoráveis que por cá vão sorrindo, após anos de cumplicidade no maior desastre migratório de que há registo,vai agora ao trono da mais vácua organização no planeta. Ídolo. A idolatria está entranhada no tutano do saloio luso, e até nisso ele ergue para os céus o focinho prognata: em vez de pugnar pelo dia em que, ainda a cheirar a imperial e bifanas, consiga entrar no WC e admirar a imagem no espelho, o singularis porcus portucalense mendiga ao destino a emergência de heróis, mesmo sabendo que lá de onde orbitam, os receptáculos da sua adoração não poderiam borrifar-se mais para o lugarejo seminal. Quanto mais depressa desaparecer Portugal, melhor.

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publicado às 07:42

Limite do nojo

por Fernando Melro dos Santos, em 05.10.16

Cada bago de uva que for taxado será pago com um bago de zagalote.

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publicado às 14:56

O resgate que não existia

por Fernando Melro dos Santos, em 04.10.16

As escolhas do labrego que governa: UM DIA de concursos públicos, vede e cantai. Multiplicai por 365. Assobiai para o lado. ID: 72015 Tipo: Anúncio de Procedimento Descrição: Serviços de consultoria técnico-científica para acompanhamento dos contratos das concessões municipais atuais, definição de um novo modelo para as novas concessões e elaboração do Regulamento Tarifário das Águas Entidade: Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos Preço Base: 204000.00 € Ver mais Separador ID: 72016 Tipo: Anúncio de Procedimento Descrição: Empreitada de Remodelação da ETAR de Peniche Entidade: Serviços Municipalizados da Câmara Municipal de Peniche Preço Base: 6095000.00 € Ver mais Separador ID: 72017 Tipo: Anúncio de Procedimento Descrição: Empreitada de construção de uma unidade de congelação por salmoura no Entreposto Frigorífico das Lajes, Ilha das Flores Entidade: Lotaçor - Serviço de Lotas dos Açores, S. A. Preço Base: 1000000.00 € Ver mais Separador ID: 72018 Tipo: Anúncio de Procedimento Descrição: Requalificação da fonte na rotunda da piscina municipal de Leiria e das fontes do Jardim Luís de Camões Entidade: Município de Leiria Preço Base: 276380.00 € Ver mais Separador ID: 72019 Tipo: Anúncio de Procedimento Descrição: Requalificação Urbana de Penamacor-Fase 1: Requalificação Urbana do Acesso ao Cimo de Vila Entidade: Município de Penamacor Preço Base: 329395.25 € Ver mais Separador ID: 72020 Tipo: Anúncio de Procedimento Descrição: Serviços de consultoria em matéria de gestão da produção Entidade: Associação Empresarial de Paços de Ferreira Preço Base: 208800.00 € Ver mais Separador ID: 72021 Tipo: Anúncio de Procedimento Descrição: Serviços de consultoria em matéria de gestão de marketing Entidade: Associação Empresarial de Paços de Ferreira Preço Base: 168000.00 € Ver mais Separador ID: 72022 Tipo: Anúncio de Procedimento Descrição: Serviços gerais de consultoria em matéria de gestão geral Entidade: Associação Empresarial de Paços de Ferreira Preço Base: 203500.00 € Ver mais Separador ID: 72023 Tipo: Anúncio de Procedimento Descrição: Aquisição de serviços de manutenção e limpeza complementares aos realizados pelos funcionários da Universidade de Lisboa afetos ao Jardim Botânico de Lisboa e ao Jardim Botânico Tropical Entidade: Universidade de Lisboa Preço Base: 180000.00 € Ver mais Separador ID: 72024 Tipo: Anúncio de Procedimento Descrição: Fornecimento de gás propano Entidade: Hospital da Senhora da Oliveira Guimarães, E. P. E. Preço Base: € Ver mais Separador ID: 72025 Tipo: Anúncio de Procedimento Descrição: Prestação de Serviços de Fiscalização da Exploração da Central de Valorização Energética da Lipor Entidade: Lipor - Serviço Intermunicipalizado de Gestão de Resíduos do Grande Porto Preço Base: 160000.00 € Ver mais Separador ID: 72026 Tipo: Anúncio de Procedimento Descrição: Prestação de Serviços de Transporte e Deposição em Aterro das Escórias da Central de Valorização Energética da Lipor Entidade: Lipor - Serviço Intermunicipalizado de Gestão de Resíduos do Grande Porto Preço Base: 400000.00 € Ver mais Separador ID: 72027 Tipo: Anúncio de Procedimento Descrição: Prestação de Serviços de Execução do Programa de Monitorização Externa da Central de Valorização Energética da Lipor Entidade: Lipor - Serviço Intermunicipalizado de Gestão de Resíduos do Grande Porto Preço Base: 200000.00 € Ver mais Separador ID: 72028 Tipo: Anúncio de Procedimento Descrição: Concurso Público para a Aquisição de Apólices de Seguro Entidade: Lipor - Serviço Intermunicipalizado de Gestão de Resíduos do Grande Porto Preço Base: 206230.00 € Ver mais Separador ID: 72029 Tipo: Anúncio de Procedimento Descrição: Fornecimento de areia Entidade: Município de Santa Maria da Feira Preço Base: 34000.00 € Ver mais Separador ID: 72030 Tipo: Anúncio de Procedimento Descrição: Aquisição de equipamento informático para as empresas do grupo Águas de Portugal Entidade: AdP - Águas de Portugal Serviços Ambientais, S. A. Preço Base: 1034655.00 € Ver mais Separador ID: 72031 Tipo: Anúncio de Procedimento Descrição: Prestação de Serviços de Recolha de Resíduos Sólidos Urbanos no Município de Valongo Entidade: Município de Valongo Preço Base: 5323140.00 € Ver mais Separador ID: 72032 Tipo: Anúncio de Procedimento Descrição: Empreitada de execução de valorização do espaço recreativo e de lazer - Bairro 1º de Maio - Monte Abraão Entidade: Município de Sintra Preço Base: 150000.00 € Ver mais Separador ID: 72033 Tipo: Anúncio de Procedimento Descrição: DIVERSO MATERIAL P/ DIAGNÓSTICO - HEMODINÂMICA Entidade: Centro Hospitalar Tondela-Viseu, E. P. E. Preço Base: 182710.00 € Ver mais Separador ID: 72034 Tipo: Anúncio de Procedimento Descrição: AQUISIÇÃO DE PRÓTESES AUDITIVAS Entidade: Hospital Distrital de Santarém, E. P. E. Preço Base: 25000.00 € Ver mais Separador ID: 72035 Tipo: Anúncio de Procedimento Descrição: Fornecimento de refeições no Estabelecimento de Ensino Escola Profissional e Artística da Marinha Grande (EPAMG) Entidade: EPAMG - Sociedade de Ensino Profissional, L.da Preço Base: 98333.55 € Ver mais Separador ID: 72036 Tipo: Anúncio de Procedimento Descrição: Diverso Material Osteossíntese Pediátrico Entidade: Centro Hospitalar de Lisboa Central, E. P. E. Preço Base: 364567.73 € Ver mais Separador ID: 72037 Tipo: Anúncio de Procedimento Descrição: Aquisição de material de penso/dispositivos médicos p/ o ano de 2017 Entidade: Centro Hospitalar Lisboa Norte, E. P. E. Preço Base: 140500.26 € Ver mais Separador ID: 72038 Tipo: Anúncio de Procedimento Descrição: Material de Encavilhamento Entidade: Centro Hospitalar de Lisboa Central, E. P. E. Preço Base: 517485.00 € Ver mais Separador ID: 72039 Tipo: Anúncio de Procedimento Descrição: Limpeza do Rio Jamor no interior dos Jardins do Palácio Nacional de Queluz, nó de confluência com a Ribeira de Carenque e Ribeira das Forcadas Entidade: Parques de Sintra - Monte da Lua, S. A. Preço Base: 225000.00 € Ver mais Separador ID: 72040 Tipo: Anúncio de Procedimento Descrição: Fornecimento de refeições no Estabelecimento de Ensino Colégio de Quiaios (CQ) Entidade: Colégio de Quiaios, S. A. Preço Base: 28576.80 € Ver mais Separador ID: 72041 Tipo: Anúncio de Procedimento Descrição: Contrato de Empreitada de Obra para Requalificação da Rua Bombeiro Catana Ramos e Beco Pedreira da Caneja Entidade: Freguesia de Campo de Ourique Preço Base: 25000.00 € Ver mais Separador ID: 72042 Tipo: Anúncio de Procedimento Descrição: Fornecimento de refeições no Estabelecimento de Ensino Colégio de São Mamede (CSM) Entidade: PROFESSO - Promoção da Formação e Ensino, S. A. Preço Base: 112738.76 € Ver mais Separador ID: 72043 Tipo: Anúncio de Procedimento Descrição: Fornecimento de refeições no refeitório da Escola Evaristo Nogueira (EEN) Entidade: Escola Evaristo Nogueira, L.da Preço Base: 38808.00 € Ver mais Separador ID: 72044 Tipo: Anúncio de Procedimento Descrição: Prestação de serviços de confeção, fornecimento e transporte de refeições para vários centros de saúde Entidade: Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira, E. P. E. Preço Base: 119616.00 € Ver mais Separador ID: 72045 Tipo: Anúncio de Procedimento Descrição: Aquisição de equipamentos para trabalhos em altura e profundidade e prestação de serviços conexos, por lotes Entidade: Águas de Lisboa e Vale do Tejo, S. A. Preço Base: 1038000.00 € Ver mais Separador ID: 72046 Tipo: Anúncio de Procedimento Descrição: Material de Eletromedicina para 2017 Entidade: Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca, E. P. E. Preço Base: 102356.38 € Ver mais Separador ID: 72047 Tipo: Anúncio de Procedimento Descrição: Expansão da Ciclovia Urbana de Aljustrel Entidade: Município de Aljustrel Preço Base: 303000.00 € Ver mais Separador ID: 72048 Tipo: Anúncio de Procedimento Descrição: Empreitada de Trabalhos de Ligação de Costa das Eiras à Estação Elevatória de Açoreira - SAR de Açoreira (Torre de Moncorvo) Entidade: Águas do Norte, S. A. Preço Base: 26000.00 € Ver mais Separador ID: 72049 Tipo: Anúncio de Procedimento Descrição: Concurso Público para locação financeira Entidade: Município de Peniche Preço Base: € Ver mais Separador ID: 72050 Tipo: Anúncio de Procedimento Descrição: Serviços de auditoria a operações dos Programas Operacionais financiados pelo FEDER, FC, FSE e FEAC do período de programação 2014-2020. Entidade: Inspecção-Geral de Finanças Preço Base: € Ver mais Separador ID: 72051 Tipo: Aviso de Prorrogação de Prazo Descrição: Aquisição de géneros alimentares, higiene e limpeza para o ano de 2017 Entidade: Serviços de Ação Social da Universidade de Évora Preço Base: € Ver mais Separador ID: 72052 Tipo: Aviso de Prorrogação de Prazo Descrição: Acordo Quadro para Fornecimento de Seguros Entidade: Comunidade Intermunicipal do Oeste Preço Base: € Ver mais Separador ID: 72053 Tipo: Aviso de Prorrogação de Prazo Descrição: Aquisição de serviços de Office Printing Entidade: Santa Casa da Misericórdia de Lisboa Preço Base: € Ver mais Separador ID: 72054 Tipo: Declaração de Rectificação de Anúncio Descrição: RECUPERAÇÃO DOS EDIFÍCIOS DE APOIO À ESCOLA PORTUGUESA DE ARTE EQUESTRE PÁTEO DA NORA - Fase 2 Entidade: Parques de Sintra - Monte da Lua, S. A. Preço Base: €

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publicado às 09:26

Básicos incondicionais

por Fernando Melro dos Santos, em 29.09.16

Um tratado sobre a nesciência incurável, na sua rede psicopata de eleição.

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publicado às 14:18

Penúria endémica

por Fernando Melro dos Santos, em 29.09.16

Foto: urubu de cabeça vermelha, a ave totem do português médio que se alimenta da carniça deixada ao calhar por predadores que ocupam degraus cimeiros na pirâmide do proxenetismo de Estado

 

Durante alguns anos frequentei cafés, bares, transportes públicos e outros lupanares do vernáculo onde é possível coligir, por simples manutenção higiénica do funcionamento auricular, um tratado completo da identidade lusa. 

 

Se há constelação de sintomas que possa valer ao diagnóstico diferencial da portugalidade, com pê pequeno, a listinha seguinte ilustrá-la-á com rigor:

 

- cegueira bucólica crónica. para o português, o país pode ter a mais baixa taxa de fertilidade da OCDE, corrupção rampante a céu aberto, anacronismos de vária sorte próprios do Terceiro Mundo, mas tem sol; e como sabemos desde a aura Abrilina, o sol brilhará para todos nós, porque tal como a água, a educação e o direito a casas mobiladas, o sol é de todos e o que é de todos não pode ser denegrido, que é como quem diz privatizado (a não ser pelo Estado, por grémios progressistas, ou por um comentador-presidente que esgrime com afectos pelo Bem Comum)

 

- anorexia piramidal inversa.  mesmo sabendo que ocupa, na cadeia alimentar do esbulho ao dinheiro dos outros (seja por via fiscal directa, alocação de fundos europeus ou levando para casa uma resma A4 sacada ao economato da repartição) o lugar equiparado ao dos vermes anelídeos oligoquetas e poliquetas (Brusca, Richard (2007); Invertebrados - Rio de Janeiro: Guanabara Koogan) o português contenta-se com os restos esmigalhados que sobram da parasitose social

 

- paralaxe multipolar, ou efeito "sardinha-para-três". a gasolina custa dois euros por litro? não faz mal, imaginem se custasse três. surge uma coima de dez mil euro devido a erro judiciário? vocês não sabem como aquela gente vive na Somália, que nem casas de banho tem. arderam mil hectares de floresta? na Austrália é que foi queimar, queixais-vos de barriga cheia. as reformas aumentaram trinta cêntimos* em dois anos? no tempo dos meus avós andávamos descalços.

 

Será então de espantar que na iconografia do português pequeno-mundista mais valha um cupão de desconto, atribuindo, digamos, um euro na compra da décima grade de cervejas, do que uma crítica ao Ministro da Educação? Não, não é de espantar. E a fixação voyeurista em espectáculos pornosociais como a Casa dos Segredos, o jogo particular entre Arouca e Leixões, ou as tiradas inanes do teatro de revista agora acessível a qualquer cretino, ou cretina, com facebook? No pasa nada. 

 

Enfim, é esperar. E enquanto esperamos nesta aldeia mágica, não esquecer, o tempo não passa, o mundo não gira, o dinheiro não acaba. 

 

 

 

 

 *por obra e graça do Senhor Santo Sócrates

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publicado às 08:36

Morte, Água

por Fernando Melro dos Santos, em 20.09.16

Os portugueses sabem bem que o Estado gerirá sempre com rigor a redistribuição do vil proveito conseguido em vida por quantos, desprovidos de consciência social, o usam para fins egoístas e salazarentos como beber vinho tinto, quando ainda há tantas festas do Bloco onde ele (cedo ou tarde) falta. 

 

Por exemplo, com o número de série 5815, foi publicado hoje o Anúncio de Procedimento seguinte:


Descrição: Aquisição de serviços de manutenção de todas as fontes, lagos, espelhos de água e geiser marítimo do Município de Oeiras.
Entidade: Município de Oeiras
Preço Base: 543185.28 €

 

Não consigo pensar em nada mais torpe e reaccionário do que deixar o Município de Oeiras sem o geiser marítimo em pleno e perpétuo estado de ejaculação aquífera. 

 

A seguir temos que perder a vergonha e ir buscar um rim às pessoas que acumulam dois. 

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publicado às 09:09

Rentrée

por Fernando Melro dos Santos, em 19.09.16

Bom dia. 

 

O título em epígrafe é o nome que se dá, de uma forma geral, ao acto de reentrar. Mais particularmente, é também o período vagamente compreendido entre finais do mês de Agosto e as primeiras semanas de Setembro, término das "férias grandes" que nos países mediterrânicos correspondem por tradição ao aproveitamento do Estio.

 

Outrora, nos tempos de antanho em que eu, tenro petiz nascido em 1971, crescia num Portugal e numa Europa ainda viçosos de saúde industrial, cultural, e demográfica, era usual que com a rentrée se finasse concorrentemente a silly season, um intervalo de tempo grosso modo sobreposto às férias, e cujo espírito semelhante ao do Carnaval se pautava pela dedicação a frivolidades, notícias fúteis, e outras inconsequências normalmente circunscritas ao espaço mediático como o futebol, as nádegas de uma celebridade, os assaltos a vivendas vazias, presidentes da república a cavalo em tartarugas e toda uma pluralidade de festejos circenses com que as pessoas, alquebrantadas por meses de labor feroz, podiam desligar a mente antes do regresso à dura rotina.

 

Daquela parte ao tempo hodierno, porém, a silly season tornou-se perene; à dureza salutar dantes implícita no fim das férias, já é preciso olhar como se contempla outros arcaísmos lusos, a saber famílias com filhos, jovens sem animais de estimação, mercearias abertas, pessoas alfabetizadas, etc. numa lista infindável de saudosismos, certamente apodáveis de salazarentos pela estéril, mas progressista, cidadania do século XXI.

 

Rentrée descreve ainda, se traduzida à letra, a transição em que um objecto voador - a exemplo, uma cápsula espacial onde o escriba, qual alienígena ungido pela boa fortuna, possa ter passado meses fora desta aldeia mátria - vindo do cosmos, reingressa nas calotes amnióticas da atmosfera que envolve a nossa amada Terra. 

 

O que vê o escriba logo quando se depara com a atmosfera? Bom, não vê nada porque está tudo coberto de fumo, oriundo de florestas que ardem. Bombeiros voluntários, na sua maioria pessoas abnegadas e sem posses a quem é fornecido algum equipamento vetusto, defeituoso, incompleto e a principesca quantia de €1.88/h para que deixem as suas famílias rumo à contenção da desgraça, combatem as chamas ano após ano, morte após morte, ministra após bronzeada ministra e orçamento após sindicalizado orçamento. Vistas do reino uraniano, portanto, as coisas parecem continuar como sempre foram, o que para um alienígena indica que os autóctones devem estar contentes uma vez que estas duas vontades, a de ter um país que não arde e a de retribuir aos bombeiros o seu sacrifício, não parecem ocupar lugar cimeiro na sua lista de preocupações.

 

Seguindo o bólide na sua trajectória descendente, crianças e jovens, dos 5 aos 55 anos, reingressam também no ciclo lectivo. Manuais novos são editados em substituição dos anteriores, que estão frescos e pouco ou nada folheados mas cuja função escolarizante foi ditada obsoleta pelo planeador central em estrita colaboração com as editoras e sindicatos que compõem a manta social onde se realiza o eterno, feliz, ligeiro, fácil e moderno piquenique no qual se tornou o ensino, ferramenta essencial à contínua produção de iletrados, incapazes de ler uma notícia até ao fim e com espírito crítico, que por seu turno amadurecerão para se tornarem ferramentas cruciais à manutenção da apatia.

 

É de certa forma poético que o país tenha por Primeiro-Ministro um descendente de hindus, pois é kármica a situação tenebrosa que hoje formata, quotidianamente e minuto após maníaco-depressivo minuto, a cabeça dos estudantes portugueses. Senão vejamos: quem foi o obreiro mestre (não é o mesmo que mestre-de-obras) da degradação implacável que se abateu sobre a Escola? A quem devemos a profusão de professores ignaros, deprimidos e reduzidos a escriturários; de instalações sem dinheiro para tinteiros, mas construídas por empresas amigas do ambiente (e do ministro) por verdadeiros resgates de Creso; os curricula estupidificantes e ideologicamente anacrónicos? Ora, que vulto, que outra nova fantasia épico-molhada dos portuguesinhos, uma vez conquistada a baliza aos trinetos de Napoleão (nota-se muito que somos um povo anquilosado no ontem que foi e no amanhã que canta?) poderia ter feito eclodir a desintegração irreversível do saber e da sabedoria num país inteiro? Nenhum outro que o delicodoce, e absolutamente inútil, António Guterres, ora candidato ao assento cimeiro nas Nações Unidas. Se Guterres aparvalhou uns milhões de putos a partir de São Bento, imaginem o que não fará com a batuta da ONU. 

 

À medida que a cápsula desce, a contaminação do ar é notória: já não se consegue pensar com elevação sobre sacrifícios, abnegação, ensino e floresta. A atenção é avassalada por eflúvios cada vez mais nauseabundos. Mais abaixo, quase rente ao chão onde só há gente morta, detritos e vermes, um jornal outrora sério onde agora pontificam lunáticos militantes do PCP e histriónicas com falhas na medicação, dedica-se de edição inteira a aproveitar o facto de mais alguém, neste caso um Saraiva, ter escrito um livro sem valor para arrastar na lama, como se de um reality show inane e boçal ou de uma claque de futebol se tratasse, a imagem de um dos únicos políticos portugueses minimamente competentes, Pedro Passos Coelho - o outro é Adolfo Mesquita Nunes, mas essa história fica para depois.

O mesmo jornal, pela pena de uma das histriónicas, louvara em 2010 o lançamento de um livro de semelhante teor, levado à lombada por uma São José. O mesmo jornal publica diariamente com atraso, pela rama e pejadas de erros factuais, notícias que até poderiam ser importantes. O mesmo jornal, em 2009, não deixou de perpetrar sabe-se lá por que meios uma vendetta sobre um seu ex-director, Fernando Lima (corrido de lá por protesto da redacção, e depois feito assessor de comunicação do PR Cavaco Silva) conduzindo a um proto-golpe de Estado em que se falou de escutas ilegais, conluio entre polícias, urdiduras promíscuas na umbra do então Governo  e como se não bastasse, debitando ainda hoje, em 2016, novamente a propósito do lançamento de um livro redigido por Lima, artigos atrás de artigos na mesma senda agitadora à boa maneira comunista.

Talvez os únicos livros bons em Portugal sejam então, além do Testamento do Presidente Ho Chi Minh e das revelações escritas por lésbicas de esquerda, os manuais escolares aprovados pelo ministro sombra, dirigente da FenProf, e seus sequazes enquistados nas direcções regionais de educação e nas editoras. Tudo o resto é para conotar com a psicopatia, Salazar, o analfabetismo retrógrado e Satanás.

 

Disse há dias a uns amigos que o esquerdismo é o cancro da mente. Não pude escolher outra metáfora, por não ser uma doença estática, dado que evolui para refinamentos cada vez mais céleres - veja-se o caso de Camilo Mortágua, que roubava à laia de salteador, e da filha Mariana, que no espaço de uma geração sofisticou a coisa e pretende roubar por via institucional com o beneplácito e aplauso salivante das matilhas rendistas, ou seja, dos 70% da população que se alimentam do trabalho alheio.

É o ciclo de Kubler-Ross: o eleitorado está em negação, a Mortágua na fase da raiva, o PS em negociação e nós todos em depressão. Falta ver por quanto tempo a aceitação perdurará. 

 

A carta já vai longa e tenho bastante mais o que fazer. Obrigado pela atenção dispensada e Deus nos guarde que os maluquinhos tomaram, de vez, conta do asilo. Ainda virão o Orçamento, os refugiados, a chuva que não permite usar chinelos, o Trump, o serviço militar obrigatório e outra miríade de iterações do eterno retorno às chatices da vidinha, como se Portugal fosse uma versão curta e muda d'O Dia da Marmota onde nada nunca altera o estado das coisas. Mas para já era só. 

 

Bem hajam e cuidadinho lá fora. Leitura recomendada para acordar: esta entrevista maravilhosa de Arturo Pérez-Reverte.

 

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publicado às 05:53

Os novos Zelotas

por Fernando Melro dos Santos, em 12.04.16

Conversa numa rede psicopata a proposito desta alarvidade:

 

Sofia Castelo -  tu dizes com cada coisa, xxxx. Nao percebo se estas a dizer q sou apoiante do Bernie (q nao sou, e mesmo q fosse era irrelevante) ou a questionar as alteracoes climaticas (que e' o equivalente a dizer que "ela nao se move")
  

Fernando Melro Dos Santos - as alteracoes climaticas sao parte de um padrao normal, que so nao é perceptivel para cabecinhas cuja escala de observacao se resuma ao tempo de uma vida humana (ou duas, va) e em caso algum, mas mesmo algum, poderao ser imputadas ao Homem.
  

Sofia Castelo - Fernando, nao sei o que faz mas sei o que NAO faz: nao e' cientista
  

Fernando Melro Dos Santos - olha, uma dona da verdade absoluta. sou licenciado em Fisica e comecei ha pouco tempo o mestrado. de permeio dei umas aulas. para ser-se cientista é preciso envergar as vestes da cúria dos maluquinhos alarmistas?
 

Sofia Castelo - pec,o desculpa mas nao falo nem com negacionistas nem com malcriados
  

Fernando Melro Dos Santos - negacionistas! grin emoticon
 
 

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publicado às 11:06

O meu kit de refugiado

por Fernando Melro dos Santos, em 07.04.16

Um crucifixo, armas brancas, bacon, e a socialíssima trindade Marcelo-Costa-Soares agrilhoados na ponta de tres correntes como, respectivamente, avisador sonoro, isco e esbofeteador.

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publicado às 11:15

A Estalada do impante Senhor Nurlufts

por Fernando Melro dos Santos, em 07.04.16

Convido o ministro Joao Soares, ora esbofeteador confesso, a ler todas as minhas crónicas. Apos tal aturado e, para a sua sensibilidade erotico-germanico-pubere certamente aviltante exercicio, venha ter comigo para que emulemos entao cenas da vida de Idi Amin Dada e Jean-Bedel Bokassa, seus munificentes predecessores.

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publicado às 10:59

O fim da linha

por Fernando Melro dos Santos, em 07.04.16

Thomas the Tank Engine acusado de racismo.

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publicado às 10:48






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