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Não são os políticos que nos defendem

por John Wolf, em 17.11.17

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Tenho a maior confiança nas forças de segurança em Portugal. Coloco-me, sem hesitar, ao lado dos seis agentes constituídos arguidos, por correrem riscos em nome de todos nós. No exercício da sua missão lidam continuamente com dinâmicas imprevisíveis e teatros de operação intensamente voláteis. A GNR levou a cabo um simulacro envolvendo todas as polícias, forças armadas e meios de socorro, mas já despontam aqueles que invocam a legalidade do comando da operação - dizem que a Lei de Segurança Interna não foi cumprida. No meu entender, a haver um desvio da titularidade do comando, o simulacro serve ainda melhor o seu propósito. Em ambiente de "fogo real", de conflito estabelecido, de guerra suja, os comandos são dos primeiros visados. A decapitação do topo da cadeia de comando é um modo de desferir um impacto considerável no adversário. Por essa mesma razão, a disciplina de comando das operações não deve ser detida em exclusivo por uma entidade. As situações que exigem respostas tácticas imediatas implicam que as mesmas possam ser geridas por soluções de recurso, que exista um plano B, outras estruturas com o know-how operacional. Nessa medida, o simulacro, ou para todos os efeitos, qualquer treino, deve poder ser integrado em qualquer uma das estruturas de comando e controlo, seja qual for o ramo das forças armadas ou de segurança  Eu iria mais longe na defesa deste princípio - os políticos devem ser os derradeiros envolvidos em questões de ordem táctica, operacional. Devem estar a milhas de distância de considerações parcelares. Quando digo que as forças de segurança merecem a nossa confiança, basta pensar num dos maiores desafios de segurança interna que um país pode enfrentar - a transição de regime. O General Ramalho Eanes consubstancia com louvor esse primado pelo papel que desenvolveu em Portugal. Mas pensemos também nas guerras coloniais e a grande escola de métodos tácticos e operacionais que resulta das mesmas. Para além dos governos, dos partidos e das ideologias, devemos congratular a realização de simulacros desta natureza. O resto é ruído político de gente que nunca pegou numa arma para defender desconhecidos das ameaças reais. O que sobeja são birras de quem se esconde atrás de outrém.

 

foto: John Wolf

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publicado às 11:59

A matança

por John Wolf, em 16.11.17

Texto integral de João Gonçalves;

 

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O verbo "matar" é indistintamente utilizado nas capas dos jornais de hoje. Uma, mais colorida, apresenta mesmo o produto de tanta morte de forma tão brutal quanto insensata: "polícias mataram 31 pessoas entre 2006 e 2016". Um marciano cursado em "novas oportunidades" que leia isto pode julgar que, em Portugal, a polícia ocupa o lugar do bandido e o bandido o lugar do morto. Uma operação polícial que envolva perseguição é, por natureza, uma operação de risco. Em Almada, em Nova Iorque ou em Moscovo. Esta, em que foi atingida mortalmente (esta é a expressão correcta) uma criatura que aparentemente não fazia parte da perseguição, era-o especialmente porque a polícia foi alvo de tiros disparados da viatura dos assaltantes que perseguia. O outro carro, conduzido por indocumentado para o efeito, foi mandado parar na zona de continuidade da perseguição policial e não obedeceu. Para mais, foi confundido com o carro dos assaltantes. O princípio da proporcionalidade da acção policial ditará se eram necessários tantos disparos. Alguns certamente eram. Um deles foi fatal, mas quando se dispara para um alvo em movimento, uma viatura, o risco aumenta para o alvo. Não se pode avaliar serenamente uma acção policial concreta "condenando" mediaticamente os agentes policiais como vulgares assassinos. Nunca dou por semelhante semântica punitiva quando agentes policiais são agredidos ou, para usar o verbo do dia, mortos. Esta é a minha polícia porque um Estado de Direito tem a capacidade jurídica e ética de avaliar sem preconceitos as acções policiais. Sem necessidade de ser panfletário à míngua de assunto.

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publicado às 13:36

Os professores vêm de longe

por John Wolf, em 15.11.17

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Os professores vêm de muito longe. A sua classe será porventura a que mais se sujeita a surrealidades políticas e logísticas. Não vale a pena mencionar o drama sustentado da colocação de professores ou a inadequação de salários. As escolas são as ETAR da matriz cultural, do nível sócio-económico do país. Tudo o que de ruim é gerado em casa sai porta fora e aterra na sala de aula. Os professores não leccionam apenas disciplinas. Apanham as maleitas todas; a falta de educação dos alunos, os vícios de comportamento enunciados em casa pelos pais e os insultos descabidos. Enfim, poderemos concordar que têm sido o saco para esmurrar, a cuspideira do barbeiro, a casa de banho pública manchada pela urina canina. Ser professor não acaba ali ao último toque. Os docentes acartam às costas papelada para rever, testes para corrigir, documentos para conferir e, acima de tudo, enormes dores de cabeça. Falam de calmantes e diazepan? Aposto que são os professores que mais consomem desses comprimidos. Assistimos hoje à continuidade, ao mesmo paradigma, e por extensão, ao mesmo grau de desagrado, de insatisfação, de ameaça à integridade física e mental dos professores. Quando António Costa diz que não tem onde ir buscar 650 milhões de euros adicionais para repor os quase dez anos de castigo da classe docente, corrobora toda uma abordagem negativa. Valida o executivo de Passos Coelho, e se quisermos, de todos eles, de António Guterres a Cavaco Silva. Não houve, desde o Portugal democrático (da educação universal) até aos dias de hoje, uma abordagem definitiva, integral e trans-ideológica. Foram sobretudo os socialistas, parentes das confederações e sindicatos, que fizeram da classe docente gato-sapato, usando o seu lastro para ir e vir nas demandas, eleger deputados e ganhar votos. Os professores por seu turno, não têm onde agarrar, e lá aparecem uns Nogueiras e pelo menos dois Carlos, para cantar da ardósia penada um conjunto de estrofes de ocasião. O metódo negocial que praticam é deveras estranho, fragmentado. Às vezes são as colocações o prato do dia, mas na época seguinte já é o dinheiro "cativado" por regimes mais austeros. Francamente não entendo esta lista de supermercado às pinguinhas. Se é para partir a loiça toda e começar de novo, então eu exigiria uma revolução total com destino final. Mas não. Os sindicalistas usam outra abordagem. Uma sequência de protestos como se o problema não fosse curricular, integral. Um apagão completo, um reset - de tudo ou nada. Greve absoluta.

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publicado às 13:54

A seca extrema da Geringonça

por John Wolf, em 14.11.17

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Existe uma outra espécie de Austeridade que não tem merecido a devida importância em Portugal - a seca extrema. Entendo que a mesma implique menos pasto para arder e consequentemente menos demonstrações de incompetência governativa, mas não precisam de exagerar. Enfrentamos, com todas as letras, uma catástrofe. Uma tragédia que exige uma resposta inquestionável do actual governo. Neste caso climatológico não existe um despacho do governo anterior sobre autorizações concedidas a São Pedro ou coisa que o valha. Este drama transcende o desporto político do arremesso de responsabilidade para mandatos passados. A seca extrema acarreta danos na estrutura económica e social de um país. Não ouvi uma palavra de António Costa que sugerisse a mais ligeira reflexão sobre o problema. Por outro lado, os portugueses deslumbraram-se com o lindo mês de Agosto (em Outubro), e foram a banhos. Existe, portanto, um conluio na total ausência de consciência. De um lado da leviandade temos a Geringonça que aperta com toda a força a teta do Turismo - a vaca solitária da alegada recuperação económica -, e por isso agradece os dias solarengos, para que venham de lá mais magotes de turistas low-cost, esses também uma indignidade flagrante para o património histórico e cultural de Portugal: é vê-los entrar de chinela no Mosteiro dos Jerónimos, é cheirar-lhes o sovaco na fila para o pastel de Belém. Do outro lado, os citadinos - os filhos geracionais dos lavradores da terra encravada na unha -, declaram:" eu gosto é de calor - assim como está". Li há dias que poderemos enfrentar um período de mais de dez anos de seca extrema. O que andam a fazer os governantes de Portugal? Onde está um gabinete de crise para lidar com esta emergência? Ainda não vimos nada. Nem chuva, nem a formulação governativa do drama que enfrentamos - a Geringonça tem a língua enrolada, seca.

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publicado às 09:55

Assédio Digital do Panteão Nacional

por John Wolf, em 11.11.17

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A devassa privada do Panteão Nacional é da exclusiva responsabilidade do governo, do actual governo. António Costa afirma (que): "Apesar de enquadrado legalmente, através de despacho proferido pelo anterior Governo, é ofensivo utilizar deste modo um monumento nacional com as características e particularidades do Panteão Nacional". Se aqueles que jazem no Panteão Nacional tivessem sido evocados no WebSummit, de um modo digno, em jeito de homenagem-app, com aparições virtuais da Amália Rodrigues ou do Eusébio, poder-se-ia, com alguma mestria, realizar um encerramento honrado do evento no mausoléu daqueles que escreveram a História de Portugal. Seria um modo de Paddy Cosgrave e companhia renderem homenagem aos anfitriões, a Portugal. O problema do WebSummit, do ponto vista conceptual, tem a ver com esta tumular contradição. O WebSummit está totalmente virado para o Futuro enquanto o Panteão Nacional é o Passado na sua máxima expressão. Com tanto génio organizativo, não foram capazes de gizar um alinhamento que levasse em conta a mitologia dos heróis portugueses e a sua conjugação com a epopeia dos descobrimentos digitais - não pensaram na originalidade de um Panteão Digital. Por isso volto a reiterar; a sofisticação, e o glamour tecnológico dos nossos tempos e seus agentes, pecam por falta de substância cultural. Por outras palavras, é possível ser hiper-tecnológico e simultaneamente azelha -   smartphone na mão, e pouco mais. A Geringonça, ao remeter o corpo ardente da responsabilidade política ao governo de Passos Coelho, passa um atestado de burrice e incompetência às suas hostes. O governo, e por extensão, o ministério da cultura, tinham a obrigação de verificar preventivamente os contornos da requisição do arrendamento temporário do Panteão Nacional. Os mortos, os simbólicos, os de Pedrógão, os da Legionella, os de Arganil ou os do velório arrestado foram todos implicados nesta orgia festiva do WebSummit - degradante. O Panteão Nacional foi vítima de assédio digital.

 

foto: DR/JORNAL DE NOTÍCIAS

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publicado às 17:26

Cabrita vs. Cão

por John Wolf, em 10.11.17

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Um simples leitor, como eu, olha para esta notícia e tenta perceber qual o ângulo que merece ser agarrado. Se é o cão que se opõe ao Cabrita? Ou se o Cabrita é mais amigo dos cães do que dos homens? Ou se a Guarda Nacional Republicana merece ser tratada abaixo de cão? No meio destas dúvidas existenciais podemos concluir o seguinte: o Ministro da Administração Interna de Portugal, ouviram bem - de PORTUGAL! -, nem sequer é capaz de administrar convenientemente o seu quintal. Mas muito mais grave do que o latir canino será a falência ética que equipa este ministro. Os guardas, pelos vistos, nem têm onde urinar ou almoçar em condições. O Cabrita quer lá saber. Mas há mais. O ministro vai e vem todos os dias de Almerim? Quem paga essas viagens? Recebe ajudas de custo para as deslocações, e será que partilha o transporte com o resto da família que nos governa? E quanto irá custar ao Estado o recrutamento de guardas nacionais adicionais para defender a sua barraca no meio de cascos de rolha? O Eduardo Cabrita não quer comentar? Por acaso gostava de saber se o cão é perigoso ou se tem as vacinas em dia. Não vá o Bóbi morder um dos guardas e infectá-lo com idiotice.

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publicado às 08:03

WebSummit e uns quantos penetras

por John Wolf, em 07.11.17

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É claro que a Uber é um espectáculo, que a Airbnb é de génio ou que a Amazon é uma plataforma avassaladora; "mas são o produto daqueles selvagens capitalistas americanos, e não deveria ser um governo de inspiração marxista a ser o anfitrião desta festa de consagração, do certame chamado WebSummit." - são mais ou menos estas as palavras que foram enunciadas ontem, numa outra plataforma igualmente medíocre, o Facebook, por um feroz crítico da ideologia tecnológica, mas acima de tudo por um anti-americano convicto, um xenófobo selectivo auto-proclamado politicamente correcto e pelos vistos fã do 44 das fotocópias. No entanto, não obstante a sua alegada intelectualidade, embirrou e bateu na porta errada. Se imperasse a racionalidade analítica, poderia questionar algumas dimensões fundamentais da missão das start-ups e fazer malabarismo ou troça de algumas apps. Para quem não tenha entendido do que trata o WebSummit, passarei a explicar de um modo deficitário; trata-se de um mercado: de um lado apresentam-se vendedores de soluções digitais e do outro lado venture capitalists na expectativa de encontrar o tal filão de negócio que conceda ganhos avultados num mercado global que não conhece fronteiras. Entre uma coisa e outra metem-se os políticos, que aproveitando a gala, mandam umas postas de pescada, em inglês de praia ou não, sobre a ética que deve imperar no mundo -  bla bla bla, socialmente e ambientalmente correctos. Ou seja, querem aproveitar a boleia da iniciativa alheia e geralmente fazem figura de urso. Veja-se como António Costa imitou o inglês técnico do outro ou como António Guterres teve de fazer show-off e partilhar que "por acaso também é engenheiro", mas menos bom a matemática. Mas voltando ao início desta dissertação, e ao tal dissidente-residente do Facebook, que é avesso à doença da legionella tech, existe um ângulo que poderia ter sido lançado por si no debate. Por mais soluções tecnológicas que proponham, start-ups e apps que brotem, ainda não temos filosofia digital. Poderemos já ter a expressão limitada de inteligência artificial, mas ainda não existe substituto eficaz para a inteligência emocional. Por mais algoritmos que existam para atender à complexidade de sistemas, seremos sempre meros mortais e artesanais na grande contradição existencial que nos enferma. O nosso estado de alma não é passível de ser domesticado. Devemos temer o fascínio trendy das panaceias. Não existe cura para todos os males. Nem existem soluções óptimas, totais. Dentro de alguém pode estar um ninguém.

 

foto: RTP

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publicado às 15:54

Rita passa a Ferro Rodrigues

por John Wolf, em 05.11.17

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Não me recordo bem para qual revista, mas há muitos muitos anos, a Rita Ferro Rodrigues afirmava categoricamente em entrevista que se havia candidatado a um emprego na RTP, "omitindo sempre o nome do seu pai para que o processo fosse imaculadamente imparcial", para que fosse avaliada pelos seus dotes, pelo seu inegável talento - treta, bullshit. Será expectável, à medida que for perdendo o seu brilho televisivo impoluto, que procure servir-se do seu património de exposição mediática e da tradição familiar para alavancar uma putativa carreira política. A plataforma Capazes é um belo trampolim. Não teria sido mais adequado que Marcelo Rebelo de Sousa tivesse convocado a Bárbara Guimarães para se inteirar da temática da violência doméstica? Enfim. Adiante. Daqui a escassas épocas, quiçá quando o presidente da assembleia da república se reformar e for para uma construtora ou empresa de telecomunicações, teremos a Rita Ferro Rodrigues, e não a anónima Rita Rodrigues, a subir a escadaria do parlamento para poisar o traseiro na bancada da casa, na tribuna socialista. São  falsas representações deste calibre e provas de incesto deste tipo que arruinam o país. A menina tem de escolher. Ou é a carreira das TVs ou quer ser a filhinha política do papá. Mas reparem bem - Marcelo é um belo exemplo. Soube comentar livros aos Domingos. E veja-se onde chegou.

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publicado às 13:49

Uns mais Grândola do que outros

por John Wolf, em 03.11.17

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Quem semeia cravos, colhe Catalunhas. Foi preciso uma causa oriunda de Espanha, da casa dos "nem bons ventos nem bons casamentos" para o Partido Socialista (PS) elencar aqueles que são mais grandoleiros e distinguí-los daqueles que são um pouquito menos. Sabemos que a discussão em torno de Puigdemont e amigos assenta na aliteração: serão prisioneiros políticos ou políticos presos? Como seria se estivesse cá Mário Soares? Que regime imporia ao PS sem tolerar desvios? Em suma, a experiência recente da Geringonça, da vivência a trois, quiçá terá tornado o partido mais maleável, menos disciplinado, e sim, mais democrático. Porém, não nos iludamos. A causa é simbólica, fica bem no resposteiro, no tabliê do carro e pouco mais. Como é um assunto que acontece nos arredores de França, não aquece nem arrefece o assento parlamentar. Portanto, estes arrufos e esta ficção de discordância não servem para grande coisa. Os cinco deputados do PS, que batem o pé catalão, são refugo de gerações distintas. São parecidos com a Catalunha. Andam para ali apregoar independência, mas não largam a saia da mãezinha. Gostava de ver estes heróis vestir a camisola de um limiano derretido pela teimosia das convicções. Assim, a aproveitar as novelas dos outros, demonstram que nem para actores servem. Grândola deveria ser declarada uma república reincidente.

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publicado às 20:07

Medina deita fora o PCP

por John Wolf, em 02.11.17

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Fernando Medina fechou acordo com o Bloco de Esquerda (BE), mas nem por isso com o Partido Comunista Português (PCP). Ou seja, o que se passa na autarquia não é uma réplica do todo governativo, mas apenas a reciclagem de uma parte do artefacto, da geringonça. Em abono da maquineta, trata-se de uma "gonça" (como em amigo da gonça). No entanto o facto de Medina ter fechado acordo com o BE, não significa que tenha um compromisso com as efectivas necessidades dos lisboetas (precisa do BE para governar, baixou as calcinhas) e que consiga explicar como vão financiar a brincadeira. Estão apenas no lado do haver, com nenhuma menção do dever, de quem fica a arder. Não vale a pena entrar em detalhes críticos sobre a lista de supermercado de Medina e Martins, porque está lá tudo de um modo relativamente consensual, politicamente simpático para eles. Podemos concordar quase na íntegra com o enxoval dos noivos, mas devemos temer o copo de água. Serão necessárias mais taxas e impostos municipalizados para angariar meios financeiros para o orçamento da Câmara Municipal de Lisboa. A única coisa que parece ter sido omitida no programa de festas do casal camarário é um gabinete para análise e tratamento de assédio político ou de outra natureza. Seria interessante, á laia de sociólogo explorador, estudar o ecosistema camarário. Não me venham com estórias de que palmadinhas nas costas e no rabinho não acontecem todos os dias, à má-fila, à comuna - your ass is mine.

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publicado às 14:33

O principal móbil de António Costa

por John Wolf, em 30.10.17

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António Costa confirma mais uma vez a sua falta de decoro e respeito pelas vítimas mortais dos incêndios e seus familiares. O primeiro-ministro deve estar tão desesperado que procura comprar a qualquer custo a amizade dos bombeiros. O décor do estúdio da entrevista concedida à TVI é uma afronta, um insulto, e de uma falta de nível sem igual. A telenovela nem sequer é mexicana. É mais reles. Na tentativa de apaziguar ânimos, um santuário foi montado, mas faltam elementos à narrativa. A disposição de ferramentas de combate ao fogo foi estudada ao pormenor, mas tal como o Siresp, tem falhas. Vejo a picareta, mas onde está a foice? Por esta ordem de ideias de "presença de espírito", a entrevista poderia ter sido conduzida numa agência funerária ou numa unidade fabril de co-incineração. Não sei quem anda a mamar o fee de consultor de comunicação política, mas deve ser da oposição. Apenas um inimigo visceral poderia propor tamanha falta de gosto e dignidade. Esta encenação, contudo, tem razão de ser. O adversário de António Costa não é o Presidente da República - isso é apenas para inglês ver. Marcelo Rebelo de Sousa não é um lobby, nem sequer tem um sindicato. Serão os bombeiros que poderão tornar a vida difícil ao chefe Costa. Jaime Marta Soares é uma espécie de Arménio Carlos dos bombeiros e já avisou que fantasias e devaneios de António Costa não serão tolerados. Portanto, é essencialmente de isso que se trata. Este cenário pimba-político inscreve-se na narrativa da geringonça - ganhar os favores de funcionários públicos e tentar tornar adeptos aqueles que escapam ao controlo puro e duro. A tarde é sua. Do António Costa.

 

Nota: a ideia da imagem Playmobil devo-a à Isabel Santiago Henriques. Vi-a na sua página de Facebook. Ao contrário de outros, não ando a roubar na estrada "originalidades alheias"...

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publicado às 16:35

A erdoganização de Madrid

por John Wolf, em 29.10.17

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A Europa das luzes, da superioridade civilizacional, do legado dos impérios coloniais, prepara-se para recuar na história e tornar a plantar um factor de dissensão no presente, no seio da União Europeia. O ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, Alfonso Dastis, não descarta a possibilidade da prisão de Puidgemont. A acontecer, seremos forçados a designar a detenção de prisão política. O governo de Madrid invoca a legalidade constitucional e a traição do lider catalão, mas arrisca-se a promover ódios e reacções mais profundas. Se Puidgemont é o inimigo a abater, então Rajoy e Saenz devem usar a máxima do padrinho, de D. Corleone - keep your friends close, but your enemies closer. Quer a ficção quer a história oferecem lições importantes. Em 1815, o Congresso de Viena foi concebido para reintegrar França no sistema europeu após a derrota napoleónica. Ou seja, a humilhação política é um mecanismo contraproducente - existem imensos exemplos na história europeia. Madrid, envolve-se deste modo, semi-voluntariamente, num processo de reasserção juridificante através do qual poderá ter de chamar a si prerrogativas de controlo político que obrigam a uma profunda revisão constitucional. A reciprocidade da violência poderá correr em linhas paralelas a mecanismos de ajustamento jurídico, através dos quais Madrid anula as benesses das periferias granjeadas com o estatuto de governação autónoma. Nesse sentido poderemos traçar comparações com as movimentações recentes do regime erdoganiano (Erdogan, Turquia). A manifestação de hoje, a favor da união espanhola, comparticipada por centenas de milhares de pessoas, pode gerar efeitos diversos ainda mais ousados. A emenda da união de Madrid pode ser pior do que o soneto da independência da Catalunha. Deve haver algum cuidado para que o tiro não saia pela culatra - que o nacionalismo espanhol não seja acordado, para pôr em marcha purgas mais alargadas em nome de uma bandeira intransigente. A prisão de Puidgemont, a acontecer, pode gerar atritos entre a Espanha e os valores democráticos que a União Europeia tanto apregoa. Afinal, pode não ser necessário viajar à Turquia para coleccionar exemplos de censura política e perseguição policial. Uma orbanização iliberal (Órban, Húngria) que seria uma outra via, seria propensa ao isolamento do estado unitário espanhol no contexto do concerto comunitário da União Europeia. As implicações, in extremis, que decorrem das perguntas colocadas pelo desafio catalão, poderão incluir a sugestão da "desfederalização" da Espanha, mesmo que a mesma esteja configurada juridicamente enquanto entidade unitária. A pergunta mais pragmática que talvez se possa formular será a seguinte: existirá uma modalidade menos lesiva para a unidade espanhola do que a remoção de poderes autonómicos à Catalunha? Veremos como irão cambiar de tércio em Espanha, e como irão domar o touro. A faena vai ser longa.

 

gravura: Francisco Goya

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publicado às 18:57

Padaria Portuguesa pode meter o creme no...

por John Wolf, em 28.10.17

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A Padaria Portuguesa diz que "o espírito de equipa vale muito mais do que salário base". O que dirão os colaboradores? A continuar assim, o CEO da empresa ainda vai ganhar o "prémio europeu de carcaça do ano". Nuno Carvalho insulta o trabalhador ao sugerir que as regalias são mais que muitas e que compensam a falta de nível do salário. Passo a citar: "cada vez que nasce um bebé, oferecemos um creme e um babygrow e escrevo um postal de aniversário personalizado a cada um dos trabalhadores." - maravilhoso, lindo, comovente. Como pensa ele que funciona o capitalismo-social? Não é assim. Os colaboradores da Google ou Amazon participam nos lucros. Seja na forma de stock-options, seja através de dividendos, seja através da distrubuição de bónus financeiros em função do bottom-line, do desempenho das operações. A Padaria Portuguesa está tão orgulhosa do seu milagre da multiplicação do número de lojas e da contratação de mais 500 colaboradores, que atira aos seus detractores, subentendido claro está, que "deve" ser o "principal" responsável pela queda da taxa de desemprego em Portugal. Nas empresas a sério, com ambição global, não andam a distribuir cremes para o rabinho.

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publicado às 17:15

Catalunha! Bem-vinda à Europa

por John Wolf, em 27.10.17

 

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Os Estados Unidos perderam a Guerra do Vietname. O Presidente John Fitzgerald Kennedy foi assassinado. O muro de Berlim caiu. O que têm em comum estes três eventos? O desfecho de cada um foi determinado pela vontade humana. De nada valeram constituições, escaladas militares ou a construção de vedações. O mesmo sucede na Catalunha. Olhemos com rigor para o que sucede, e para além dos tratados redigidos em Madrid. Esqueçamos Bruxelas e a União Europeia. O povo, mesmo que desunido, é quem mais ordena. Assistimos chocados, do conforto da nossa poltrona de superioridade intelectual e civilizacional, à História. Ao desenrolar de eventos que polvilham o cenário dinâmico da história política da Europa, mas também do resto do mundo. Sempre assim foi, e decerto que assim continuará a ser. No seio da Europa da União, da paz imaginada por Schuman e outros estadistas no rescaldo da segunda Grande Guerra, registamos agora algo inédito com consequências potencialmente surpreendentes, violentas. Madrid, se quiser fazer valer os factores de coesão da união espanhola, terá de implementar medidas de coacção que em muito transcendem a estrutura administrativa e política forjada em documentos validados por assinaturas. Não creio, dado o extremar de posições, e a efectiva Declaração de Independência da Catalunha, que exista uma mecânica possível de reversibilidade, de regresso ao status quo anterior. Prevejo o uso de força de Madrid, numa primeira fase moderada e, numa segunda fase, na sequência da contra-resposta dos independentistas de facto, um agudizar dos métodos repressivos e uma escalada da resposta da Catalunha. Não esqueçamos que Espanha detém um legado que facilita a disposição das peças no tabuleiro. O regime de Franco aperfeiçoou os métodos, que com a revolução foram metidos na gaveta, mas que não foram inteiramente esquecidos. A Europa pode muito bem ganhar mais uma república, mesmo que a UE não venha a somar ou a subtrair um membro - o artigo 155 não parece valer grande coisa.

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publicado às 15:15

Portugal na mata do BCE

por John Wolf, em 26.10.17

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Portugal faz parte da Zona Euro? Resposta à pergunta: pela total ausência de comentário da parte do António Costa ou Mário Centeno em relação à redução do programa de estímulo do Banco Central Europeu (BCE), eu diria que não: que Portugal não faz parte da Zona Euro ou mesma da União Europeia. Enquanto celebram nas televisões o pagamento ao FMI de mais uma prestação do resgate imposto pela Troika, o governo deveria acautelar-se com a decisão tomada hoje pelo BCE. Para todos os efeitos práticos e monetários, os juros de dívida dos títulos de tesouro de Portugal têm-se mantido naqueles valores reduzidos, irrisórios até, porque a mão da ficção monetária do BCE tem feito a sua parte - tem ajudado bastante. Mas a bengala comprida de ajuda aos países em apuros foi agora desbastada, está mais curta, cada vez mais curta - 30 mil milhões de euros mais curta. Significa isto que Draghi e companhia querem acreditar que as economias em causa já têm pernas para andar. O BCE, que tem um mandato parecido com o da Reserva Federal dos EUA, procura fundamentalmente atingir dois objectivos; o pleno emprego e a estabilização de preços, ou seja, um nível de inflação que se coadune com a actividade económica. O governo de Portugal, como aqueles de Itália ou Grécia, viveu (viveram) sob os auspícios de protecção do BCE e, o grau de dependência, deseja-se que mingue. No entanto, vejo alguma neblina no horizonte. O impacto económico e financeiro da catástrofe nacional dos incêndios, quando determinado convenientemente pela geringonça, será certamente muito negativo, de vulto. Portugal é assim apanhado em contramão, em contraciclo, no que diz respeito à decisão agora tomada pela BCE. Teria sido conveniente para Portugal uma interpretação que integrasse os mais recentes eventos trágicos do país. Mas não é assim que funciona. Por um lado, e muito bem, o BCE não pode acomodar vontades políticas parcelares, ideológicas ou de governos, seja qual for a sua natureza. Por outro lado, se é a União Europeia (UE) que está em causa, então será o valor mediano europeu, democrático, se quisermos, que deve imperar. E o BCE, sendo independente do poder político, determinará, doa a quem doer, o que melhor serve o desempenho pan-europeu, da Zona Euro. Os lideres políticos de Portugal não podem assobiar para o lado. Uma parte da floresta do BCE foi desbastada. E Portugal foi apanhado. Tem a dívida pública para encarar e o défice orçamental de 2018 para enganar.

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publicado às 16:34

Blasfémia jurídica

por John Wolf, em 24.10.17

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O bastonário da Ordem dos Advogados está a ser muito suave no tratamento que concede ao magistrado autor da blasfémia jurídica. A invocação de adúlterio para desculpabilizar a violência doméstica revela uma doença ética bastante mais grave. No entanto, o bastonário dos advogados Guilherme Figueiredo afirma que Neto de Moura não reúne as condições para voltar a julgar violência doméstica, mas concede ao magistrado o perdão no que diga respeito a processos de outra natureza. No meu entender, a prevaricação do magistrado é de tal ordem grave que deveria ser suspenso da sua função. O problema, embora resida na aprovação da violência doméstica por força da argumentação descabida e inaceitável da circunstância do adultério, tem ramificações diversas. A citação moral da Bíblia constitui em si um delito que lesa a constituição da república portuguesa. Que eu saiba, o Estado português é laico. Nessa ordem de ideias, colocam-se distintas possibilidades de execução análoga. Qualquer escritura sagrada poderia ser invocada e servir de fundamento para validar decisões judiciais. Teríamos de aceitar a fé budista do magistrado X ou a reverência protestante do magistrado Y. A contaminação moral a que assistimos pura e simplesmente não pode acontecer. A própria hierarquia da Igreja Católica em Portugal tarda em pronunciar-se de um modo categórico. Eu entendo que na mesma escala de valores que omite a pedofilia, nem sequer pestanejem perante o acervo do adultério que agora foi arrastado para o domínio da criminalidade, dos tribunais. Confirmamos, e tornamos a confirmar, que o próprio sistema jurídico, que deveria proteger os cidadãos, tal como a Protecção Civil, deve ser intensamente auditado e recalibrado. Não podemos admitir este atentado, como tantos outros ataques perpetrados pelos bastiões que deveriam ser o garante moral  da dignidade das nossas sociedades. Neto de Moura apela descaradamente à violência doméstica servindo de bandeja aos prevaricadores mais uma arma de arremesso. Regressamos aos tempos do Índice, para alargar o léxico e validar a  prática da violência doméstica - vergonhoso, inaceitável.

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publicado às 07:34

O churrasco do Orçamento do Estado 2018

por John Wolf, em 23.10.17

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O Orçamento do Estado (OE) de 2018 já está a arder. O governo encontrou um nome todo catita para ficcionar as contas e fingir que está tudo óptimo - cativações. Imaginem que têm os dentes a apodrecer, mas que ainda conseguem mastigar uma bela açorda, e em função desse repasto, decidem que afinal aquele investimento na placa dentária não vale a pena. De repente ficaram umas centenas de euros mais ricos. As contas lá de casa melhoraram. E os caninos e molares? - logo se vê. É mais ou menos assim que o Estado está a ser gerido. É quase definitivamente deste modo que governam. A derrapagem orçamental que aí vem, terá, no entanto, uma desculpa do tamanho do Pinhal de Leiria. Os incêndios florestais serão invocados sem piedade para espremer a simpatia de Bruxelas e uma interpretação excepcional do cumprimento ou não do OE. A falta de emoções de António Costa poderá agora ser transsexualizada directamente de São Bento para divisa política pura, para moelas deploráveis de troca. De um modo racional e mensurável, as tragédias florestais e a perda de vida humana, poderão ser cambiadas por argumentos no mercado político da União Europeia. Na lista de descalabros tudo poderá ser incluído. A saber, e a título de ilustração; as cabeças de gado bovino e caprino que sucumbiram na densa mata de fogo, a contaminação de cursos de água - decorrente da putrefação dos referidos animais; o impacto que se fará sentir no sector agrícola e florestal, a perda de empresas de base familiar e respectiva mão de obra, a sobrecarga do sistema de segurança social que terá de atender a pessoas em estado de carência e emergência, o peso sobre o sistema nacional de saúde que terá de cuidar dos queimados e outros feridos, mas também de um número insondável de pacientes que emergirão por degradação da qualidade do ar na proximidade das ocorrências ou em destinos mais afastados. Enfim, uma quantidade de alibis operacionais de natureza financeira e administrativa será sacada de uma espessa nuvem de consequências oportunas, mas mesmo com todas as cativações do mundo e todos os favores de Bruxelas as contas não baterão certo. Das duas uma; ou deixam a factura sair fora de controlo -"estou-me cagando para a dívida" ou assumem a iminência do descalabro à moda de 2011, e toca a aplicar ainda mais descaradamente efectivas medidas de austeridade que, em jargão geringonçal,  terão outro nome mais adequado para não ferir a massa associativa de funcionários públicos que colocou no triatlo os três partidos de governação. Uma outra hipótese, mais remota porém, será o PCP ou BE acabarem de vez com esta fantasia cozinhada à La Carte dos interesses ideológicos dos partidos em causa. Esperemos para ver. E nem tem de ser sentado. Parece-me que tudo isto será rápido, mas a doer. Pacientes, paciência. Os portugueses, como sempre, são as vítimas.

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publicado às 17:23

O silêncio pode ser ensurdecedor

por John Wolf, em 21.10.17

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Acabo de regressar da manifestação humana, de homens e mulheres, despidos de ideologia ou partidos políticos, que aconteceu na Praça do Comércio a propósito da falência ética e técnica do presente governo. Para cima de dez mil pessoas estiveram, solenes e dignos, em pose de indignação interior. Não foi necessária uma liderança vocal do protesto, não foram necessários acessórios partidários. As pessoas, toldadas e incrédulas pelo abandono do Estado em Pedrógão, Mação ou Arganil, vieram em paz, à civil. No entanto, o movimento silencioso e sereno foi contemplado por uma provocação com provável origem no governo e as suas filiais de geringonça. Bastou uma pequena seita de provocadores, que hasteou a bandeira da culpa do PS, PSD e CDS, para que alguns arrufos e socos mal orientados decorassem o terreiro do Paço. Os media, que vivem de sangue e emoções à flor da pele, para vender publicidade e comprar tele-espectadores, aproveitaram a pequena deixa para denominar a manifestação de "violenta". A RTP, pertença do Estado e do governo, apelidou o evento de "manifestação contra os incêndios", mas está a ser cínica e a obedecer aos patrões. O protesto foi mesmo contra a inexistência do governo, do Estado. Foi a favor da maior prerrogativa que um Estado deve defender - a protecção dos seus cidadãos. Mais nada.

 

fotografia: John Wolf

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publicado às 19:33

Mon ami, Mugabe

por John Wolf, em 21.10.17

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António Guterres é o secretário-geral da Organização das Nações Unidas(ONU). Para todos os efeitos políticos e éticos, também deve ser tido como responsável moral da Organização Mundial de Saúde (OMS), uma vez que esta entidade vive sob os auspícios da ONU. A nomeação de Robert Mugabe como embaixador da boa-vontade da OMS já produziu distintas reacções negativas, mas ainda não escutamos António Guterres proferir uma palavra sequer. Ou seja, varreu para debaixo do tapete este facto em nome do politicamente correcto. Mas já estamos habituados a comportamentos semelhantes de camaradas seus. Quando a música desafina, assobiam para o lado.

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publicado às 14:16

Inscrito na Ordem dos Blogs

por John Wolf, em 20.10.17

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publicado às 20:03






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