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Cenas de uma Agência de Casos

por joshua, em 21.03.15

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Entretanto, como a cena do Pacote VIP não pegou, o pessoal que encomenda casos atirou-se ao telefone vermelho para encomendar outro para a próxima semana:

Ferruginoso Rodriguinhos: Tou?

Agente de Casos: Tá lá?

Ferruginoso: Eh pá, esta merda não tá a colar.

Agente de Casos: O quê?

F: O Pacote.

AdC: E agora?

F: Precisamos de outro para a próxima semana.

AdC: Outro Pacote?

F: Não, pá. Outro caso.

AdC: Com pedido de demissão? Só pa chatear?... Com gravações áudio? Com acesso a documentos surripiados aos ficheiros sigilosos do Fisco, da Segurança Social? Com fotos de sexo comprometedoras em locais comprometedores?

F: Eh pá, sexo não... [Tosse seca] E há matéria?

AdC: Não. Mas podemos alimentar umas manchetes venenosas por uns dias, criar umas suspeições, dizer muitas vezes "a Direita", "a Direita", "Fascistas", resulta sempre, e depois um gajo manda o chibo moralóide de serviço dizer que tem suspeitas, mas não tem provas, dizer umas merdas sobre o Estado de Direito, dizer que os gajos mentiram, que é gravíssimo e tal e, tungas, lá para a Quinta ou Sexta-feira, pede-se uma demissão. É fácil...

F: Fácil!... Os gajos não se demitem... Vá! Ok. Siga. O gajo das fotocópias tem ali umas centenas pa vocês. Bem, depois um gajo fala.

AdC: De quinhentos... A cores. Ok?

F: Chut! Ok.

E a chamada terminou. Entredentes, Ferruginoso murmura: "O tipo não arranca nas sondagens e tem a malta de organizar este teatro! Ora eu tô-me a cagar pó teatro! Quero é sangue, sangue! Hahahaha!"

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publicado às 10:21

O Futuro, Mesmo Que Não Gostem

por joshua, em 30.01.14

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publicado às 17:30

Sou Diáspora

por joshua, em 24.12.13

Conselho da Diáspora Portuguesa (foto LUSA)Em Cristo, sou dispersão e unidade numa só errância peregrinante comum ao Género Humano. Como Poeta, sou uno e sou vário, porque sou eu mesmo e tudo quanto o meu próximo sofra e sinta, desdobrado nele. Como Profeta, qualquer um o é!, pulverizo-me no corpo e na alma da Palavra, luto pelos Valores da Vida e da Liberdade, pela Justiça Inacabada, pela Tradição e a Sabedoria Acumulada. Disperso no mundo novo em que emoções e volições se entrechocam virtualmente, todos os dias abro os lábios para existir e agir na Rede. Grátis.

 

Disperso, à procura de Gente Capaz de Amar e de Crer e à procura de mim mesmo calibrado na grande demanda interior pela Paz. Os meus caminhos de diáspora íntima vão cunhados em grego antigo, διασπορά: eu sou milhões de portugueses. Fui deslocado violentamente da hipótese de emprego pela Corrupção Endémica do meu País. Fui forçado, incentivado a emigrar e na verdade emigrei dentro de mim mesmo, passando a existir sobretudo enquanto activista cívico-político na Rede, suspenso, sem corpo, platonizado, intelectualizado e sensual, mas dessensorializado, vertido nas plataformas de opinião e confrontação agreste ou pacífica do mundo virtual, todos os dias.

 

Sou um só e ímpar no Cosmos. No entanto, pertenço a essa grande massa de portugueses espezinhados pelas elites político-económicas, essas que legislaram em seu próprio favor durante décadas; essas que durante décadas urdiram leis que os excepcionam da Justiça apesar de a proclamarem e proclamarem «Povo» e «Liberdade» e «Progresso», na sonolência dos colóquios; essas que se perpetuam nas rendas, na ordem mediática, e se cevam através da grosseira exploração da grande maioria de que faço parte; essas que prosperam mediante as lógicas de fechamento em torno de si mesmas e dos privilégios adquiridos e intocáveis que tomaram para si e só para si. Sou Diáspora, forjado no sofrimento e para o sofrimento. Por isso esbofeteio a saudade e o fado com um pontapé rijo no entrepernas.

 

O Conselho da Diáspora está talhado para mim, para a minha Diáspora no Âmago, igual à Diáspora Física e Emocional de milhões de portugueses que foram aportuguesar longe, lusificar, aculturar bairros, fábricas, escritórios, lojas, Bancos, e tão calados, cumpridores, obedientes e discretos que os povos de acolhimento os tomam por sub-espanhóis ou sul-americanos, gente cinza e inócua que cumpre exactamente o que deve. O Conselho da Diáspora exala sucesso, capacidade, contactos, trabalho, dinheiro. Ó coisa boa que Cavaco pariu! É bom que me represente, anónimo, perdido, esmagado, esquecido, traído, escavacado pelo PS Dissoluto-Dissipador, e bode-expiado por PSD e CDS-PP em modo SOS.

 

O Povo Hebreu, desde o exílio na Babilônia no século VI a. C. e, especialmente, depois da destruição de Jerusalém em 70 d.C., experimentou a desterritorialização nacional, o expatriamento de milhares, mas não a excisão de uma Alma verdadeiramente comum e um sonho por que viver onde quer que esivesse e como quer que fosse perseguido em Pogrom-погром e outras sábias limpezas seculares europeias-médio-orientais. O Povo Português, desde o século de Camões, inventou uma Diáspora Colonizadora e Aventureira, forjada na dor e na ousadia, uma Diáspora Conquistadora, Militar, Evangelizadora, Pícara, feita de coragem e com o ar discreto evangélico do não saiba tua mão esquerda o que faz a direita.

 

Por isso, ainda hoje meio-mundo não imagina quem somos, o que fazemos e o que fizemos. E esse anonimato e esvaziamento identitário de Portugal num Mundo Globalizado é somente a outra metade desta tragédia processional de quatro décadas lentas, o nosso desgoverno cheio de Esquerda e boas intenções.

 

Sou Diáspora. E tu, Tuga, também és. Ou não és nada.

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publicado às 09:01

Xarope Emocional

por joshua, em 23.12.13

No Sábado passado, fui levar ao aeroporto uma querida família, sangue do meu sangue, para um inédito Natal em Londres, junto do rebento que emigrou. A Gare estava a rebentar pelas costuras, especialmente os voos da Ryanair, mas não só.

 

Pensei na maravilhosa mobilidade portuguesa, hoje mais sofisticada e mais "móvel. Uma desgraça? Não inteiramente. Um alívio e a primeira confirmação dos tempos globais que ou enfrentamos ou enfrentamos. Tanta gente, meu Deus!

 

Mesmo que não quisesse, não deixei de meditar nisto, na nossa Emigração de Enfermeiros, Engenheiros, Professores, Arquitectos, Informáticos, Picheleiros... E isto é amargo como um Xarope Emocional. Amargo e Doce porque os que se firmam e têm trabalho por essa Europa e esse Mundo têm mais trabalho e mais carreira que alguma vez teriam cá, provavelmente em Países que se dão ao respeito na Justiça, na Civilidade e numa estimulante retribuição.

 

Doce e Amargo pela distância dos corações nos nossos corpos apenas mais próximos graças ao platonismo do Facebook, que nunca suprirá Abraços e Beijos em Carne e Osso, tudo em que se resume a Espécie Humana e faz com que valha a pena.

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publicado às 12:12

Não é Impressão Minha, Estou Morto

por joshua, em 04.12.13

Relanceio o meu olhar pelo ano de escrita que está prestes a acabar. Derramei-me. Como sempre. Se agora um torpor alastra pela minha alma, espécie de fadiga por tanto ter lutado, não no meu reduto, mas no da mesma trincheira hostil da mais retinta incompreensão, insulto e oposição pessoal, meses consecutivos houve em que nada me deteve na fabricação da violência feita palavra reactiva a vestir a ideia filigrana contra o terror de ver resvalar o meu Portugal para a agitação estéril e o vazio.

 

Era necessária uma barragem de verve contra os que nos VídeoMedia berram mais alto e por mais tempo na defesa de mais do mesmo, toda a prosperidade e adaptabilidade globalista de que a velha Esquerda é incapaz. Contra a sedição dos soares, a malícia dos sócrates e a rebelião em pólvora seca das esquerdas, marchei, marchei.

 

Pausa, portanto.

 

Entre o meu corpo e a minha alma desenrola-se agora o justo armistício, apaziguamento momentâneo de que careço. As naus das minhas palavras seguiram, seguiram viagem, deram-se à trópica rota de contundir ou consolar. Reparo, no entanto, que não há ninguém. Vejo que estou morto. Cercado de silêncio e frieza. Morto. Pobre e morto. Na verdade, não tenho ganho absolutamente nada com a minha escrita apaixonada na defesa de causas, princípios e éticas fora do grande lastro esquerdejante nacional mentiroso. Não lucrei nada, a não ser experiência escrevente, prazer no acto escritor e a espessa solidão do eremitério da escrita, vantagem da liberdade sem venalidade de emitir o que penso.

 

Zeros. É tudo quanto me é dado contemplar. Nenhuma oportunidade. Nenhum convite. Nenhum apreço. Nenhum horizonte. Zero. Sina. Portugal. Um dia será diferente. O mais provável é que seja diferente, mas longe, lá, onde possa voltar à vida social e financeira que o Regime, na sua horrorosa corrosão moral e propensão para a falência, comprometeu no meu caso e no de milhares.

 

Entretanto, estendo a mão. Sou qualquer um que estende a mão pelas ruas, avenidas e ruelas de Lisboa e Porto e perante quem o cidadão desvia a face enfastiada pela viciosa recorrência rotineira, pela habitualidade viscosa das ciganas romenas. No meu caso, os cortes foram muitíssimo mais radicais e só há uma maneira de reagir em devida conformidade com eles: estendendo a mão e defendendo o Ajustamento contra os soares, contra alguma maçonaria, contra os fósseis-sindicalistas, contra os comunistas do PCP, contra os rendeiros e devoristas do Regime, contra a tal nomenclatura endogâmica, neocorporativista e partidocrata que explica eloquentemente a minha penúria, o meu desemprego, o meu naufrágio.

 

Continuação de um bom dia, se puderem.

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publicado às 12:01

O Pontificado da Compaixão

por joshua, em 08.11.13

Pope Francis kisses a man suffering from boils in Saint Peter's Square at the end of his Wednesday general audience, Nov. 6 2013. Credit: ANSA/CLAUDIO PERI.

Porque não é a Luta, a Violência e a Crispação gratuita, mas a compaixão, o encontro e a partilha que fizeram, fazem e farão toda a diferença pela positiva, neste Mundo, nesta Vida, neste trânsito Histórico da Espécie Humana. O Caminho a seguir é esse, a compaixão, o afecto, o calor humano, como únicos embrulhos com sentido numa mensagem Espiritual credível.

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publicado às 10:37

Blatter, Portugal, Europa, Mundo

por joshua, em 30.10.13

Ao longo dos anos, FC Porto, outras equipas nacionais, e Mourinho têm tido manifestas razões de queixa da UEFA. Ronaldo começa a ter razões de queixa grossas da FIFA, com o último deslize tresloucado e parcial de Blatter, que certamente não foi por acaso, mas corresponde a uma cultura ociosa e satírica de cúpula.

 

Há, notoriamente, um lóbi anti-português nesses dois organismos pela simples razão da inveja e da escala. Para efeitos europeus, a escala portuguesa parece desprezível e fazem-nos o desfavor de no-lo darem bastas vezes a entender, e muito mais nestes tempos de egoísmo e salve-se-quem-puderismo europeu.

 

No entanto, para efeitos do grande balanço histórico e da grande inveja entre as nações europeias relativamente a Portugal por causa da sua influência linguística, cultural e mesmo por causa da nossa expressão demográfica, não no rectângulo, mas no resto do mundo, Portugal e o enorme continente de afectos português têm um peso cada vez mais não desprezível nos espaços materiais e imateriais do Planeta, coisa que a França não tem, a Bélgica não tem, a Alemanha não tem, e muitos outros países europeus poderosos e ricos, manifestamente não têm nem terão. Isso e um legado secular fora da Europa, no Oriente, em África, na América, na Oceania, ou seja, virtualmente em todo o lado porque estar em todo o lado sempre foi e continua a ser eminentemente português.

 

Era preciso que tais países tivessem sido e feito, nos séculos passados, o que Portugal, Espanha e Reino Unido fizeram de ímpar no Planeta, sobretudo Portugal, atendendo às suas dimensões, e nenhum outro Povo pôde ou soube.

 

Posto isto, que a UEFA, a FIFA e todos os invejosos e desprezivos de Portugal se fodam e façam bom proveito.

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publicado às 19:16

Podemos adoptar duas atitudes relativamente ao nosso futuro colectivo imediato. Ou acreditamos nele e apostamos nele. Ou dispomo-nos a desistir, sendo que desistir é morrer, mesmo que só seja emigrar. Os desafios colocados pela Troyka, por causa da dívida cavada pela Gestão Política em Portugal até 2011, são, na verdade, os velhos desafios colocados pela Política à Portuguesa a si mesma e a nós: durante anos, mesmo décadas, toda a noção de obra materializava-se em estruturas físicas, basicamente, e na parecerística cara contratada fora do Estado para coisa nenhuma a não ser para bizantinar e tornar inextricáveis contratos como os swap, as ppp e estupros colectivos a prazo similares. Chegou a hora em que as dimensões espirituais, culturais e humanísticas, farão toda a diferença no grande menu dos principais centros urbanos nacionais e, logo, dos Governos com Estratégia Nacional. Em vez de uma rotunda, um ciclo de Música Popular; em vez de um Anfiteatro, de um alargamento de Cemitério, de uma Sala sumptuosa para Reuniões e Espectáculos, uma Semana de Teatro e Poesia e a profusão de grupos, devidamente apoiados e acarinhados pelos poderes públicos e pela comunidade, onde iniciativas de Arte pontifiquem. Aqui se inscreve a minha confiança total nos munícipes que investem parte dos recursos autárquicos em manuais escolares gratuitos, em medicamentos comparticipados, em residências municipais sociais, Infantários, ou mesmo em vacinas fora do plano nacional igualmente gratuitas. As pessoas, primeiro, e não há melhor investimento quanto aquele que dignifica vidas, premeia responsabilidades assumidas e incentiva a excelência. Não alimento qualquer espécie de receio do futuro, no plano local. O futuro já está a ser moldado segundo a pedagogia da escassez do dinheiro e das crassas dificuldades que cada um experimenta só em sobreviver em Portugal. Portanto não concebo as nossas grandes cidades alhearem-se de um apoio muito concreto e inteligente a idosos sós tal como a famílias com baixos rendimentos. Um município rico pode e deve ser um município da gratuitidade em domínios absolutamente incontornáveis no plano social, ensino e saúde, e mesmo no combate ao desemprego pelo desbloquear de um reabilitação urbana acelerada especialmente nos centros históricos, onde a atenção dos turistas se concentra e onde geralmente mais se dispõem a consumir. Não se trata de mais emprego autárquico, de mais empresas municipais. Trata-se de não andar a passo de caracol na revolução da malha urbana dos centros históricos de Porto, Lisboa ou Coimbra, por exemplo. Entretanto, os cortes apresentam-se-nos no horizonte como inescapáveis para fazer face às nossas necessidades de financiamento de curto, médio e longo prazos. Para garantir mais dinheiro, o Estado Português, nós, dependemos ou de mais impostos ou de mais supressões de despesas fixas. Não há volta a dar: qualquer família em que ambos os cônjuges ficaram desempregados sabe como regressar a um módico de equilíbrio financeiro doméstico, com que privações e com que dores, até voltar a levantar a cabeça. Desde logo, mediante um fundo de meneio diligentemente alimentado e irrenunciável. O Estado Português terá de comparecer de testa alta, credível, digno de confiança, junto de quem nos empresta dinheiro, amortizando o máximo de dívida possível, como há dois dias, coisa que se repercutirá na confiabilidade para toda a espécie de novos investimentos provenientes do exterior. Um Estado Dubitativo, Hesitabundo, em crise quanto ao caminho a seguir por um significativo desafogo das nossas contas, não atrai dinheiro, nem inspira confiança. Acabou o investir em estradas? Invista-se nas ideias, nos negócios inovadores com margem de progressão planetária. Não há futuro sem a obtenção do respeito do credor pois as intervenções troykistas só se dão em Países comidos de corrupção, com décadas de descontrolo legífero e hábitos manhosos de indisciplina orçamental a fim de satisfazer os estômagos estabelecidos dos mesmos que, segundo Paulo Morais, fazem do Parlamento a sofisticada plataforma de negócios que em nada interessam aos cidadãos, caos cultivado e acalentado pelos vampiros habituais dos orçamentos, basicamente um conluio entre banqueiros sem escrúpulos, políticos sem escrúpulos e construtoras sem escrúpulos, todos eles bem na vida, todos eles com um tipo de sucesso pessoal que esmaga milhões e os condena, todos eles com bom fato e gravata e o dinheiro como ídolo e finalidade religiosos. Confio inteiramente no futuro em Portugal, mau grado os sinais depressivos e os riscos e terrores de falhar, mas é preciso que o PS deixe de vender ilusões e demagogias, para crescer em credibilidade e merecer o respeito que não merece de todo; é urgente que os partidos de Esquerda, abanando-se com o grande leque do Verbo Rebuscado e a perpétua Indignação profissional por tudo e por nada, abandonem a retórica ultrapessimista, amarga e sem esperança, em completo desuso nos países mais prósperos. Não é com doses cavalares de depressão e de petrificação mental, não é com um estado psíquico raivoso, insultuoso, mais insatisfeito que uma mulher mal-amada, frustrada aquém-orgasmo, que se dá a volta ao Pato Feio de Perversão made by Troyka, Pacto criado e atraído por quem perverteu a Política, por quem sujou as mãos com negócios, negociatas, fretes e fellatios, bons para a Banca, bons para as Construtoras, excelentes para as MegaFirmas de Advogados, e que se revelaram horror para nós, desgraça para nós, condenação e vexação para nós. É preciso rejeitar a Mentira, a Impunidade, e as narrativas mariquescas de auto-absolvição desavergonhada 2005-2011.

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publicado às 13:18

Requiem pelo Memorando?

por joshua, em 24.09.13

Se houver um segundo resgate é porque a política, o jornalismo e o comentário político falharam. Não sou, jamais serei, como outros que imputam quase exclusivamente a Passos Coelho o malogro do Primeiro Programa de Resgate. Não suporto a linha discursiva ultradestrutiva de Pacheco Pereira. Estranho muito João Gonçalves cujo conhecimento privilegiado da experiência governativa recente não se traduz em qualquer expectativa favorável para Portugal, em confiança no nosso destino, ou no recato de uma lealdade básica, mas apenas no ressabiamento, justificado ou não, pela própria evacuação com a saída de um dos melhores ministros, Álvaro Santos Pereira. Não podemos alegrar-nos por Portugal cair de borco; não se pode fazer figas por que naufraguemos, dadas as desavenças com o timoneiro em plena borrasca. Como é que há gente lucidíssima que traz para a arena pública nada mais que a incontinência dos seus maus fígados, vísceras viciosas de quem detesta outra gente por razões muitíssimo pessoais?! Em todo o caso, se este Primeiro Programa de Resgate falhar, falha por razões bem amplas, até longínquas. Falhará porque terá estado errado? Sem dúvida, especialmente na tentativa de concentrar no tempo um sofrimento esmagador sobre milhões de nós. Quando o PS negociou esta merda já se sabia que seria assim. Antes do Resgate, porém, o País não vivia no paraíso das contas e sem problemas, ilusões ou falácias. Antes deste Primeiro Programa de Resgate, a economia não crescia. Só a dívida, só adjudicações, só o engendramento de pagamentos pesados futuros, só despesa pública, só os ajustes directos da política pré-eleições, só a inefável engenharia dolosa das PPP e dos Swap. Se este Primeiro Programa de Resgate falhar, falhará por acumular erros, sendo que o erro é o efeito da tentativa de acertar por contraponto à esterilidade de apenas opinar. Falhará por causa do calculismo excessivo do CDS-PP sob Portas e da instabilidade idiossincrática de Portas. Falhará por incompetência global, geral, alargada, da sociedade, dos seus políticos, dos seus especialistas, dos seus jornalistas, todos incapazes de se deixarem mobilizar para um objectivo inequívoco, claro, onde nem sequer o pantanoso PS tergiversasse, coisa impossível. Falhará porque uma só eleição, as autárquicas, e a tarefa hercúlea de ganhá-la ou não perder demasiado muda muita coisa, sendo o CDS-PP o primeiro a entrar na mais agitada angústia pelo temor da extinção. Falhará porque a mediocridade e o comodismo das Centrais Sindicais não muda nem consente que se mude uma vírgula ao Portugal fossilizado desde 74, cíclica e sucessivamente falido por défice de replicação dos modelos funcionais de uma AutoEuropa, por exemplo. Falhará porque a incerteza nesta Europa é a nossa certeza acerca do que de mais sádico e cruel urge fazer: cortes, a fim de sossegar os detentores do dinheiro internacional e únicos capazes de financiar dignamente o Estado Português no futuro. Falhará porque o Presidente da República é um Presidente da República ao retardador e falhará porque nos últimos dois anos Seguro fez de conta que o Memorando não era com ele, que o compromisso salvador do País, ainda que crucial, poderia sacrificar-se aos desígnios eleitorais imediatos. Falhará porque, em Política, a esperança covarde e ilusória é sempre a primeira coisa a morrer depois de mendigar em vão as ideias pródigas e psudo-redentoras do sr. Hollande ou a ajoelhar na esperança vã da remoção de Frau Merkel. Falhará, em suma, porque milimetricamente o Tribunal Constitucional, Portas, Seguro, Cavaco, todos contribuíram para as brechas, as inconsistências, as hesitações, os cálculos, a lógica de salvamento do próprio couro antes de mais. Falhará porque as coligações responsáveis só saem bem sucedidas em Países Europeus Prósperos, à prova de Corruptos: num Regime Corrupto, como o nosso, o cidadão sempre amargará, emigrará, suicidar-se-á. Num Regime Corrupto só há salvação para quem rouba a tempo e horas e passa incólume. Uns ficam em prisão domiciliária. Outros exilam-se em Cabo Verde. Outros litigam-isaltinam pelos séculos sem fim, amem. Outros ainda, depois de terem crucificado directamente o próprio Povo com decisões e efeitos duríssimos a repercutir no futuro imediato e devidamente saídos de cena a tempo para parecer que não foram eles, comentam na RTP como quem fuzila. Unhas polidas. Face esfoliada, escanhoada, maquilhada. Corte de cabelo impecável. Fato do mais caro, pose científica, perfeita, fotogénica, a beleza que passa bem, o lixo coberto de ouro e mundanidade. Esta miserável capacidade de nos deixarmos ludibriar, de consentirmos impunidade, explica, desde o doloroso Camões, o Portuense, por que motivo cenas como o Primeiro Programa de Resgate podem falhar, talvez falhem, o mais certo é que falhem. No entanto, ao contrário do Pacheco, do Gonçalves, de tantos e tantas que salivam por que isto dê com os burros na água, necessito de acreditar ser possível salvar os dedos. Contemplando os mais frágeis e sofredores, os mais desvalidos e maltratados, os desempregados, rejeitados, excluídos, recluídos na sua solidão de decepados da vida social e activa, tenho a obrigação de rezar, torcer, sofrer, chorar, babar, por que Portugal resista à tentação derrotista de falhar. Falhar o caralho, portugueses! Quem trouxe a Índia ao Terreiro do Paço e gerou com viagra natural todo o glorioso Colosso Brasil, não falha. Não sabe o que seja falhar. Não chora. Não espera o pior, não vai na cantiga cangalheira do Semedo, da Catarina, do Jerónimo ou do Seguro. Não fomos feitos para um colossal, monumental, vergonhoso, estatelarmo-nos internacional. Não somos, não podemos ser, jamais seremos, helénicos no caos consentido e cultural de não sermos levados a sério, no diz uma coisa e faz outra, tirando o PS e Paulo Portas, claro. 2.º Resgate? Digam-me que não. Assegurem-me que não.

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publicado às 11:46

O Grande Incêndio Constitucional

por joshua, em 29.08.13

Chumbado, pelo Tribunal Constitucional, o novo regime que criaria o sistema de requalificação na função pública porque viola o princípio de protecção de confiança dos trabalhadores do Estado quanto à estabilidade do vínculo laboral, abre-se um problema de quatrocentos e tal milhões de euros que incumbia ao Estado Português poupar. Nós e os nossos bloqueios, obsolescências, mais fadados para a paralisia que para actos de coragem e ruptura. Dir-se-ia que, lavrando um monstruoso incêndio, manda a Constituição que se não apague com agulhetas. Cada qual segure as pilinhas e dome as labaredas como puder. Nesta matéria, as barricadas estão definidas.

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publicado às 20:29

Semântica da Morte em Política

por joshua, em 13.07.13

Desculpem, Esquerdóides, mas estou cansado dos vossos anúncios do fim do mundo e da vossa boca cheia de mortos: «o Governo está morto»; «o Presidente matou a esperança». Ide matar o caralho! Maldita semântica. De repente, os vossos comentadores descobrem que vão nus. Após a surpresa pelo discurso presidencial do dez de Julho, vêm os cromos Adão e Silva e os insuportáveis Pedro Marques Lopes, sempre os mesmos, sempre a mesma merda, encher de cínico e sonso ou de falsete e risonha histeria os ecrãs das TV, mostrando um desprezo pelas instituições lá, onde o Supremo Corrupto mereceu mesuras e deferência. Contra os ventos e marés da actual popularidade maravilhosa do Partido Socialista, o Presidente da República ousa não convocar eleições?! Toda a socialistice e a esquerdice dão tau-tau ao Presidente. Chamam-lhe Múmia, Estarola, Esfinge. O Presidente tem inimigos. Sócrates é inimigo mortal e mortífero do Presidente. O Presidente tenta sacudir a maledicência dos socratistas com a vingança de um aperto no torno de um dilema: respaldar ou não o caminho sob o Memorando até, pelo menos, Junho de 2014. Quantos são os benfiquistas? Sete milhões? Pois agora os comentadeiros descobrem milhões de portugueses que querem eleições já: querem turbulência nos Mercados, já, fuga massiva de capitais, já. Pânico, já. Yields a 10 anos a rebentar a escala, já. O morador do Palácio das Leoneiras agudiza isto, calculadamente, mas está refém de si mesmo tal como nós somos velhos reféns da nossa própria estupidez eleitoral, diante do menu estúpido de candidatos medíocres à Magra Mesa Orçamental, Gorda para eles: quem elege duas vezes o Sumo Cretino Sócrates merece uma safra de problemas só possíveis no pântano da insuportável corrupção do Estado Português. Temos um Governo na plenitude de funções, o qual, “apenas” porque há 4,7 mil milhões em cortes permanentes a operar na Despesa do Estado, muitos, em matilha, declaram em decomposição, já cadáver, em agonia, morto: mas quem é que neste Putedo de Regime resplandece de vida?! O PCP, há 38 anos a pedir eleições antecipadas? O BE, repleto de floreados de estilo que fazem sorrir, como se sorri na Revista à Portuguesa, e zero soluções ou dinheiro? O PS, esse exemplo impoluto e competente?! A crise política jamais se resolveria até Setembro, com eleições, e jamais se resolverá até Junho de 2014, pelo menos enquanto o Partido Socialista não cair na real: definir, preto no branco, o que urge fazer com o Memorando e com a Troyka. Cumprir ou engonhar. Passos quer cumprir. Seguro engonhar. A Esfinge de Belém, na sua insondável insondabilidade, não mata coisa nenhuma nos portugueses. Nem matou a esperança. Nem matou as possibilidades que a obsolescente Constituição do Escudo Contra o Euro tem para nos oferecer. Em Belém pode não morar um estadista, mas no Largo do Rato é que não há desse artigo. Nem em lado nenhum. Com excepção de Eanes, os Presidentes da República que tivemos não chegaram aos calcanhares de um Rei, mesmo medíocre. Hoje, tal como em 1870, é preciso pagar. Garantir aos credores que se paga. Salvar os dedos e pagar. Salvar o Euro. Poupar até à morte. Aguentar firmes a fome. Morder a raiva.

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publicado às 14:27

O Réptil do PS

por joshua, em 12.07.13

Não adianta chorar, bimbos do PS! Não vivemos sob o regime dos PEC. Não é o PEC provisório IV que dita a nossa vida financeira presente. Vivemos, sim, sob o Memorando de Entendimento e os seus ditames. Para o mal e para o bem, temos-lhe obedecido e é a partir dele que qualquer coisa de sólido pode surgir. Não vale a pena falar do magno chumbo, por toda a oposição, não apenas do PEC IV, mas de toda a forma opaca, corrupta e burlona de conduzir os Negócios de Estado pela mão do elenco catastrófico dos sócrates. A lei que provisoriamente nos rege é, pois, a do Memorando de Entendimento, escrito e assinado pelo Governo PS da altura, com os números da altura, mas também pelo PSD e pelo PP. De fora de tal assinatura que compromete e vincula, PCP-PEV e BE. Já se sabia da inevitável e provisória recessão e das previsíveis e provisórias dificuldades da economia. Já se sabia que o grau de obediência e de cumprimento nacionais faria proporcional o grau de ganhos em moralidade negocial, alta, no caso da Irlanda, baixa, quase nula, no caso da Grécia, precisamente pelas razões subjacentes de lealdade ao acordado. Entre uma longa intervenção externa e uma intervenção de médio prazo, intensa e dolorosa, sim, mas curta no tempo, PSD e CDS escolheram abreviar os nossos tormentos, intensificando-os no período mais curto possível. Foi uma escolha. Custosa. Patriótica. De assinante do Memorando, o PS converteu-se rapidamente em sabotador do Memorando. Era, porém, preciso prestigiar – prestigiar! – o Estado Português e conferir-lhe credibilidade. Isso foi feito. Hoje, do que se fala com dados e provas concretas, quer pelo Eurostat quer por outros organismos, é já de uma ligeira recuperação económica: PIB, arrecadação fiscal, actividade industrial, exportações, emprego. O chico-espertismo socialista de atirar dinheiro para a economia sem quaisquer consequências para o PIB ou para equilíbrios de execução orçamental, deu lugar à prudência e ao controlo absoluto da despesa, nas suas várias vertentes, para libertar a economia à iniciativa e ao risco. Era preciso ousadia, sangue-frio, couraçar a cerviz, tudo, menos anúncios pomposos, menos retórica de vendilhão e acima de tudo mais discrição. Passados pouco mais de dois anos, os resultados que há para apresentar não são os que arenga negativisticamente a Oposição. Pela primeira vez em dez semestres, temos um ténue crescimento, uma subida do emprego, desempenhos extraordinários na arrecadação fiscal com promessa de um défice muito mais lisonjeiro que o esperado, aumento das exportações e um melhor índice de competitividade. Ao fim de três anos de um Governo o mais vergastado e injustiçado que há memória, pergunte-se porquê, percebe-se que um segundo resgate só ocorrerá se se perder tempo precioso em mais política baixa e em mais do habitual reles combate faccioso. Três anos de sacrifícios provisórios, de pronunciada recessão, prevista mas provisória, de desemprego alto, conforme previsto, mas esperançosamente provisório, de falências previstas – três anos de sacrifícios não podem sucumbir aos estados de espírito ranhosos dos discípulos do Mega-Burlão que ainda ousa perorar do alto da burra na RTP. Os trabalhos deste Governo redundam, portanto, na recuperação gradual e sustentada da economia e do País, tendo Vítor Gaspar abdicado mais pelos impasses dos cortes permanentes na despesa do Estado com que se comprometera com a Troyka, que por uma percepção de alguma derrota pessoal: os bons frutos da profunda alteração estrutural de uma economia estagnada como a nossa e do fim da grande lei da corrupção de Estado, poderiam ser temporões ou serôdios. Infelizmente para Gaspar, foram serôdios. Hoje, percebemos que a coligação que sustenta o Governo pode estar muito mais firme que a liderança de Seguro: cortar permanentemente 4700 milhões de despesa do Estado, conforme nos é exigido e é do nosso interesse nacional, será um acto de objectiva coragem na sustentabilidade do Estado Português, caso sejam respaldados pelo acordo responsável de PSD-PP e PS. O que desonere o Estado e lhe dê folga para os exercícios orçamentais futuros não pode piorar uma economia só agora a viver sem a magna muleta corrupta e amiguista do Estado. Salvação nacional é isto. É ousar discutir isto. Esta manhã vi, só pude ver, um Primeiro-Ministro digno, que sempre priorizou o que teria forçosamente de priorizar. Indiferente a sondagens, desde a primeira hora. Indiferente ao resultado de eleições, desinformações, campanhas maldosas, cuja acção em nada, mesmo com mérito e com verdade, pode merecer aplauso. O PS, essa bela Merda-Máquina de Fazer Bancarrotas, só tem uma saída: colocar-se do lado da solução e do patriotismo, demarcando-se do lastro fedorento do passado perdulário das anteriores governações socialistas, hoje interessada na micro-vingança e na detracção dos que sucederam ao deus infalível de toda a porcaria e comissão, Sócrates. Pois é comer e calar. Aceitem o repto. Abracem o réptil. [E é mandar foder a Anabela Neves, repórter da SICN, cuja insossa incapacidade para reportar qualquer coisa de jeito, nos directos da Assembleia da República, escandaliza por demais. Prefere trocar a isenção e a objectividade pelo prato de lentilhas dos fracos fretes subliminares ao PS. Não há paciência: após o discurso de Portas, a Anabela descreveu o que o deputado Montenegro fazia com o telemóvel para concluir a enorme relevância de um putativo desprezo do deputado pelo Ministro. Também se pode ser profundamente incompetente e maldoso nos media. Indescritivelmente. Poderia limitar-se a ser feiosa e desinteressante. Não era necessário a Anabela ser também incompetente e superficial. As bancarrotas fazem-se de desempenhos fanhosos desses.

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publicado às 19:00

Da Trituração de Primeiros-Ministros

por joshua, em 04.07.13

Eleições já? Não. Não é medo. É pragmatismo. Baralhar e tornar a dar para quê? Para a ingovernabilidade, a perda de tempo e a tonteria?! Parece absolutamente claro que assim como Passos Coelho não é, nem poderia ser, a melhor solução segregada por um Regime há muito posto em causa, e mais recentemente posto em causa pela Máquina de Fazer Bancarrotas-PS, Seguro não o será certamente e é tudo menos líquido que vença as próximas eleições, a menos que a garagem dr. Soares esteja a postos para fazer dinheiro, para evitar os cortes nas pensões e os despedimentos na Função Pública, conforme a Troyka pressiona o Estado Português, matéria assustadiça Espanta-Portas. A constante mastigação mediática e comentadeira de cada Primeiro-ministro, uns por serem fracos, outros por debandarem a meio dos mandatos, outros por serem corruptos, despóticos e completamente desvairados pela própria imagem, e agora Passos, por ter tido no próprio Governo duas linhas opostas e um só saco de gatos, tem de ter um basta. Nada mais absurdo que considerar que, para liderar Portugal, há credibilidade na actual classe política, no espectro político em geral, num Regime onde o único sucesso é a corrupção política impune, as bancarrotas com os media a ajudar e a encobrir, a falta de lata dos Sócrates a comentar, a incompetência e malícia em larga escala. Gaspar compreendeu bem que teria demasiados entraves à magna tarefa de conferir credibilidade externa a Portugal e algum reformismo radical. Por isso quis demitir-se em Outubro: Portas, para todos os efeitos, representa o ranço instalado no Regime, representa a sua resistência, o statu quo e a aspiração a ascensão dos quadros do CDS-PP pela mesma escada por onde subiram os competentíssimos quadros políticos do PS e do PSD. Passos deve continuar a resistir o mais possível: que resista um dia, dois dias, uma semana, um mês, um trimestre, um semestre, até à evacuação da puta da Troyka, com o Governo adestrado e remodelado e capaz de uma mensagem esperançosa e mobilizadora. O principal entrave para sairmos desta crise política não é, não pode ser, uma pessoa. O Regime apodrece: não confio nos políticos, não confio nos partidos, não confio nos sindicatos. Confio somente nos que trabalham. Nos que empreendem. Nos que emigram. Nos que lutam mantendo-se civicamente vivos e activos apesar do seu desemprego e da calamitosa falta de dinheiro para comer. Passos deve resistir. Que resista por boas razões lá, onde o Mega-Burlão resistiu por más e ronhosas. Alguém faça um desenho aos que pedem eleições: o PCP, o BE, sempre pediram eleições, um mês após quaisquer eleições. Agora o PS pede eleições, mas fala sempre do PEC IV como a bóia que deveria ter impedido umas, em 2011. Ao contrário da rua turca, da rua brasileira e da rua egípicia, a rua portuguesa não tem nada por que clamar: sair Passos para entrar outro Passos-Seguro?! Sair Passos para passar meses, como em Itália, à espera de um acordo entre partidos nivelados, nenhuma maioria, nada senão a execração do sistema político-corrupto-partidário? Dificilmente Passos será vítima da revolta popular. A revolta popular está toda na cabeça dos cromos anacrónicos do BE, do PCP-PEV, e do PS amigo das deflagrações na bolsa e dos incêndios das yields. Não há rua, cromos. Não há rua, imbecis. A rua quer é sossego, não montras partidas. A rua está a emigrar. A rua não faz greves gerais. A rua vive na casa dos pais. A rua não embarca na treta dos comentadores pançudos da SIC, dos proença, dos ricardo-costa, dos caramelos que riem disto. A polícia de choque não tem manifestantes revoltados por razões regimentais e de organização política. A polícia de choque está de férias: ninguém sai à rua por causa da falta de legitimidade de quem quer gerar confiança e estabilidade aos olhos do exterior a todo o custo, por quem recusa incendiar a Zona Euro, conforme ontem se viu. Senhor Primeiro-Ministro, aguente firme. A Grécia está na cabeça oca dos incendiários, das minorias esquerdizantes e ociosas. É humano falhar. A única humilhação é fazer birras e colocar a hecatombe eleitoral autárquica em primeiro lugar, e não o País. Deus perdoe a Portas por isso. Evitemos engonhar e prolongar a agonia de uma Troyka em Portugal: sejamos lúcidos, nada de eleições já. Não, agora que a economia privada e exportadora foi fortemente espevitada pela morte-colapso da procura interna; não, agora que um novo ciclo, a ser aberto, deve ser aberto por quem comprometeu nas soluções mais duras a própria sobrevivencia eleitora nas próximas autárquicas. Não brinquemos sob a Troyka. Até Setembro de 2014 procuremos não engonhar nem inventar nem perseguir a própria cauda como os cães com sarna. O PS não serve nem merece, tão pouco tempo depois, uma vitória minoritária num putativo escrutínio. Não brinquemos às eleições lá porque há liquidez nos cofres do Estado para aguentar as contas até ao fim do ano. Num Regime em pré-colapso, não há estratégia, senão sobreviver e evitar o 2.º resgate. Comportemo-nos bem. Não demos abébias aos mercados nem pretextos para que as taxas de juro sobre a dívida portuguesa ou as bolsas subam hoje. Não sabemos se descerão amanhã. Não é possível um Governo com outra visão, senão a missão urgente de sobreviver e evitar pretextos para um 2.º resgate. Precisamos de resistir à mensagem golpista das televisões, da rádio e dos jornais que não vendem jornais por ser isentos, frios, e movidos pelo interesse nacional imediato. Teremos de encontrar investimento e confiança, apesar do Regime, da fraqueza das instituições, da fragilidade da Oposição Golpista e do Governo de Emergência. Quando sairmos da Emergência, falemos de eleições. Preservemos a estabilidade, façamos o que nos pedem, fala cada qual o que puder pelo crescimento e pelo emprego. Não desbaratemos o que sofremos até agora. As eleições servem para escolher os melhores. Só temos medíocres e clones infinitos do que assaquem a Passos Coelho. A rua não faz a vontade ao BE, ao PCP-PEV e ao PS? Deixem em Paz o Presidente da República que não dissolveu o Parlamento em contexto nenhum e não vai inovar agora. O Presidente teria a obrigação de ouvir os portugueses na rua, se a rua falasse para lá de quaisquer dúvidas, como no Brasil, na Turquia ou no Egipto. A rua portuguesa está em silêncio. O caos social mora na cabeça nefelibata dos soares, dos pachecos, e de quantos em vez de irem trabalhar para o Algarve ou para Londres, andam a enfastiar os Comités Centrais da Decadência e da Esperança Nula. Temos Governo. Temos alguma recuperação da economia, do emprego, das exportações. Temos uma eficácia na tributação como nunca se viu, teremos números macroeconómicos em breve. Passos deve resistir. Por paradoxal que pareça, a austeridade implica que se viva do trabalho e da riqueza e não de dívida. Isso é doloroso e leva o seu tempo. O crescimento ou a confiança não se decretam: as palavras crescimento e confiança ditas trinta mil vezes por Seguro, os semedos, as catarinas e os jerónimos não geram um só parafuso. Passos deve permanecer e resistir, não por ser excelente, mas por jamais vir a dar lugar a qualquer coisa melhor que ele, por nada de brilhante ser esperável em Seguro e nada de nada haver que as Esquerdas nos possam dar, especialmente condições de permanência no Euro, crescimento e emprego. Prefiro o desastre total do PSD nos próximos actos eleitorais e um País a crescer, dentro do Euro, sem 2.º Resgate que a salvação eleitoral do CDS-PP ou do PSD e o vórtice de descrédito e incerteza a marinar por três meses nas bolsas e nos mercados para depois aparecer um Passos diferente, Seguro, violentamente incompetente e populista. De Gaspar, o homem que foi cuspido no supermercado por ter sido demasiado independente e a-político na pasta, ainda se falará com saudade e gratidão. Quem é o dono da vontade dos portugueses?! Naturalmente a Esquerda, o BE, o PCP e o PS. Eles tutelam e apascentam a nossa vontade. São bonzinhos e nossos amigos. Pois não tutelam a minha. A minha vontade é que me desamparem a loja. Este é um tempo para resistir. É o tempo para ficar. Este Governo vai sobreviver e remodelar-se. Quando houver uma rua portuguesa que saiba o que quer e se manifeste convicta pela saída do Euro, avisem-me. O Regime está morto. Se os seguros, os jerónimos, os alegres, os soares, toda a tralha que comenta e já se sabe o que vai dizer, acha que pode demagogizar à vontadinha e fazer jogos de favor ao PS com o olho do cu nas sondagens e pensa que não irá na enxurrada de condenação que nos ferve nas vísceras, pense duas vezes. Se não pensar a bem, vai pensar a mal.

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publicado às 16:33

Dilma, Morsi e o dr. Soares

por joshua, em 02.07.13

A rua está a falar cada vez mais alto. Gritou na Turquia. Vociferou no Brasil. Berra agora no Egipto, rejeitando um presidente eleito, o islamista Mohamed Morsi, cujos passos políticos foram dados no sentido, não de uma reconciliação nacional, mas de um absolutismo islamizante, pé ante pé, medida ante medida. A rua é soberana no século XXI? Depende. Alguns, na Esquerda Impostora e Nihilista Portuguesa, convocam-na e ela não acontece. Nunca. A não ser que, num primeiro momento, se disfarce de movimento cívico Que se Lixe a Troyka para logo se expor e gerar desmobilização dado o facto de os portugueses odiarem ser manipulados do Sofrimento Real para o Nada Garantido, típico das Esquerdas Raivosas, do BE ao PS. A rua não se empertiga em Portugal. Não acontece em Portugal. Mário Soares, por exemplo, tomando a nuvem por Juno, considerou que os insultos organizados pelo Bloco de Esquerda e os arrufos promovidos pelo PCP, à chegada e à partida dos Ministros em eventos e encontros oficiais, chegariam e sobrariam para derrubar o Governo Passos. Não. A rua, aqui, é minoritária e até é parva: não se derruba um Governo para instalar em seu lugar o Nada-de-Jeito, dando força à Funfas Catarina, ao Gasoletas Semedo-Morcego, ao Frankenstein Jerónimo. As pessoas vão, sim, trabalhar, pedir à porta dos hotéis e das igrejas, emigram em massa, consideram muito mais útil ir lutar com as armas que têm pela própria vida e por um emprego precário, espécie de raspadinha com prémio, do que servir de gado aos partidos do sistema. Ninguém nos leva ao colo. Nem amigos. Nem família. Nem Igreja. Temos de fazer pela vida. A rua em Portugal não funciona, caso os instigadores dela se proponham trocar o inferno da Austeridade pelo terror de Coisa Nenhuma e Talvez Pior que Nada. Mas no Brasil, por um pouco Dilma e o seu Governo cairiam, se a rua quisesse, excluindo a opinião do dr. Soares, para o qual esses largos milhões de brasileiros zangados talvez mereçam o epíteto de golpistas e a rua brazuca seja epigrafável de ilegítima. O dr. Soares é amigo de Dilma. O dr. Soares não abençoa a rua que execre Dilma. E agora, no Egipto, é a praça de todas as primaveras árabes, Tahrir, que forceja a deposição de Mohamed Morsi. Não é anarquia. Estão é fartos de tirania. O que os jovens liberais e de Esquerda exigem, liderados pelo socialista Hamen Sabbahi e por Mohamed ElBaradei, é o fim de uma deriva subversiva, mesmo dos pressupostos da democracia, tentação em que caiu a Irmandade Muçulmana sob Morsi. Também os nazis ascenderam à tirania mediante eleições livres e injustas, que nunca mais foram livres nem justas porque não mais aconteceram. O exército, no Egipto, é, portanto, agora a última instância para as aspirações democráticas e laicas do Povo egípcio. Trata-se de um presidente que não resolveu nem a crise económica nem o desemprego, que está nos 13,2%, nem um défice fiscal que escalou para os 48% face ao período homólogo anterior, nem um endividamento externo já vai nos 80% do PIB. Mas há outras razões para um derrube iminente deste Presidente, legitimado em eleições mas logo iligitimado por tal desempenho económico e sobretudo pela deriva islamizante, actos e decisões que configuram alguns tiques de absolutismo religioso. A Irmandade Muçulmana perdeu prestígio. Se ganhou as eleições, há um ano, foi por um sentido de gratidão do eleitorado por longos anos de misericórdia e assistencialismo social, gratidão pouco lúcida, logo traída pela agenda islamizante e pela intolerância e castração de costumes com o que a juventude e os democratas não podem. A rua pode ser soberana no século XXI! Em casos extremos, o Parlamento pode e deve ser, por vezes, uma avenida da Liberdade repleta [Teria sido belo derrubar o segundo Governo Sócrates Fajuto com quinhentos mil a pedi-lo uma semana inteira nas praças e acessos da Capital]. Portugal, Brasil, Egipto: a menos que o dr. Soares não passe de um tonto hipócrita, dir-se-ia que o Povo-Rua só é soberano em Portugal, neste momento, contra a Agenda Austeritária da Troyka e contra o Governo de Direita. Não o será contra um Governo Socialista sob a Agenda Auteritária da Troyka. Não o seria mesmo em massa contra o Governo Petista de Dilma. Quanto ao Egipto? Soares não sabe/não responde.

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publicado às 12:00

Relatório PPP e o Gorducho Rui Paulo

por joshua, em 19.06.13

Quem veio a terreiro contestar com marginalidades o argumentário do Relatório da Comissão das PPP, e logo com um sorriso cheio de dentes plantado no rosto, foi o deputado do PS, Rui Paulo Figueiredo. Mais uma relíquia do socratismo no respectivo grupo parlamentar. Para o improvisado porta-voz dos Governo Sócrates, que não do PS, os factos elencados pelo relatório pouco importam. A primeirinha coisa a fazer, antes de mais, foi politizá-los reduzindo-os à longa batalha politiqueira medíocre entre o danoso Partido Socialista e o desastrado PSD, faces da mesma moeda má do Regime. O que é que aflige e afadiga o risonho e anafado Rui Paulo Figueiredo?! Não é o facto de os contribuintes e o Estado Português estarem esmagados de compromissos e de dívidas à Banca que financiou as PPP, esmagados pelas obrigações do Estado aos concessionários protegidos por cláusulas leoninas. Isso é uma bagatela para o Ruizinho. O que incomoda é que a Comissão de Inquérito das Parcerias Público-Privadas não tenha abortado as suas conclusões, mas tenha feito uma encenação, uma manobra de diversão para afastar a Opinião Pública da realidade e da actual governação troyko-europeia por interposto Governo-PSD-CDS-PP. Será uma encenação que paguemos de modo grotesco o que resultou da avidez obreira desmedida e comissionista dos Governos Sócrates, apesar do acidente que se desenhava a grande velocidade?! E por que razão não veio José António Seguro ele-mesmo [ou uma qualquer figura grada bem falante de segundo plano, e não de terceiro ou quarto, como o jovem turco Rui Paulo] defender as virtudes da dívida massiva resultante das derradeiras PPP do socratismo?! Conviria recordar ao rotundo Rui Paulo que o desastre de uma governação como a que porventura decorrerá é o desastre do País que é o resultado de anos de desastre pela Corrupção de Estado instituída, que é o desastre do eleitoralismo crasso do passado, que é o desastre de figuronas desastrosas como a pessoa inefável e pomposa do político José Sócrates, vicioso e tresloucado, no seu vácuo berlusconas-mugabeano, de seis anos da imagem pela imagem. Nem o mais competente governante poderia branquear as responsabilidades do Arco da Governação na pré-bancarrota de 2011, branquear os efeitos daninhos de quinze anos de socialismo, branquear os frutos amargos de décadas de Corrupção-de-Regime, estagnação económica, agonia financeira, declínio anímico, imoralidade política, submissão ao Plutossocialismo dos soares e dos salgados, queda de Portugal no vexatório mundial, sob vários pontos de vista. A comissão das PPP acusa, e acusa bem, os responsáveis, não do PS, mas dos Governos-PS e eles têm nome, convém não diluir no vago aquilo que teve assinaturas e decisores, não em nome do Interesse Público e das Gerações Futuras, mas contra eles e em benefício de uma amálgama de gente, parte dela na sombra e à sombra, os Bancos do costume, os interesses habituais, transversais, BES-MotaEngil, como consta do documento. Não pode haver duas versões para a mesma desgraça: por que motivo Rui Paulo não tirou o sorrisinho dental de menino de bibe e não assumiu alguma coisa em nome dos Governos PS?! Por que motivo nunca encontramos o PS a assumir excessos, erros, abusos, a purgar-se da viciosa Corrupção-de-Regime?! Por que motivo nos acontece ouvir os rui-paulo-figueiredos, os zorrinhos, os joão-soares, os josé-junqueiros, as suas justificações e disparos, e ainda ficar a dever dinheiro e desculpas e mil-perdões ao PS, aos deputados do PS, aos dirigentes do sacrossanto PS?! É com esta Esquerda-que-não-se-Enxerga que Portugal pode contar para sair do buraco para onde foi atirado?! Nada menos ético que o PS passar o tempo a sacudir a água do capote e a refugiar-se em desculpas menores como as queixinhas pela divulgação do documento antes de ter chegado às papudas mãos dos deputados do único partido autorizado a governar em Portugal, o PS. Por que motivo o PS parece nunca não ter violado a Constituição, mas defraudou três vezes o País com bancarrotas, arruinando-o?! Por que motivo o PSD não pode violar a Constituição e a lei para tentar tirar-nos dos apertos actuais em que a outra gerência nos colocou?! Por que motivo o PS e o resto da Esquerda Pudica se mostram guardiões da Constituição no momento da aflição, mas não se lhes ouve pio no tempo do regabofe e do caminho em direcção à parede?! Os Governos Sócrates foram a derradeira cortina de fumo, biombo de malfeitorias, a grande charla do Regime, à vista do grande espalhanço. Espero que o Ministério Público pegue nos factos, nas provas deste Relatório e faça qualquer coisa de inédito e até inesperado nesta Podridão Politiqueira em socorro da qual Rui Paulo é mais um, mais um a fugir com o rabo gorducho à seringa das evidências, boca risonha repleta de dentes desalinhados à revelia da nossa tragédia.

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publicado às 13:00

Poiares Maduro Satiriza a Narrativa

por joshua, em 13.06.13

O saco de estrume com hálito a cocaína em que se resume alguma da bloga socratista não perdoa um ataque, manso que seja, ao seu feroz deus manso e Mega-Burlão, Sócrates. Por isso não perdoa ao Ministro, intelectual e académico, Poiares Maduro, braço-direito do Primeiro-ministro. Já por aqui alertei Poiares Maduro para a necessidade de subir o tom e terçar com dureza e frieza cortantes o discurso que diagnostica a Corrupção do Regime e a Corrupção inerente à pré-bancarrota socratista. Esta gente é tóxica e imoral e, por se inchar de orgulho intelectual e superioridade de Esquerda-na-Cabeça-Deles, dá-lhe para chamar palhaços aos outros, enquanto perpetuam o circo de esterco narrativo e imoral que é a sua pseudo-Esquerda Corrupta, neta do soarismo, filha do socratismo. Nada mais irritante para esse lastro imoral que alguma inteligência, algum sentido de humor, alguma capacidade de ironia e sarcasmo, procedendo à sátira para cima das merdas, problemas e atentados ao nosso futuro que as legislaturas anteriores pariram. Penso mesmo que se há ponto fraco na constelação baça socratista é precisamente a incapacidade para o humor, para a auto-ridículo, o que explica a extinção injusta e imediata do Contra-Informação, mal tal gentalha se viu Poder. À falta de argumentos e de alguma pedra para atirar ao jovem Ministro, esses cães da retórica pela retórica resolvem esquadrinhar a biografia de Luís Miguel Poiares Pessoa Maduro como se, pela biografia, resolvessem o problema que os antagoniza: Poiares tem eficácia comunicacional, pode espetar perfeitamente o punhal da sátira e da verdade bem fundo, rasgando as tripas maricas da tralha. Atacam-no porque Poiares ridicularizou o conceito de «narrativa política» com que o Playboy Parisiense se armou na tentativa de reescrita e branqueamento de actos e comportamentos passados bem documentados nos seus efeitos, não passíveis de reconstrução. Disse Poiares do comentador dominical na RTP: «Aqueles que nos levaram ao tapete procuram de novo fazer política – uma forma diferente, mas é fazer política – e criam de novo uma realidade alternativa. Agora, como estudaram filosofia, chamam-lhe narrativa. Passa-se por Paris e, subitamente, fica-se mais sofisticado. A narrativa, o que é um paradoxo para quem conhece filosofia, é a construção de uma realidade que não existe. A narrativa é uma realidade falsa que, constantemente repetida, procura passar pela verdade. O País não pode viver mais de narrativas.» O tapete é uma boa metáfora. Estendido no chão, pequeno, médio, grande. O pequeno tapete à entrada de casa, recebe e acumula o pó da rua, serventia da base dos nossos pés, do que pisamos e sacudimos, simboliza o que há de mais desprezível porque tornado desprezível. Depois há o tapete de parede ou de conforto onde até nos deitamos, mas não é a esse que somos levados, senão para os contemplar. Um Povo não é conduzido em dois anos à pobreza, à miséria e ao desespero. A Corrupção instalada há décadas, toda soaresiana, dos contratos ruinosos, das Lusoponte, das PPP Rodoviária absurdas urdidas por Governos Corruptos, das Swap, dos ajustes directos, do saltitar dos Governos para as Empresas de Construção que gerem PPP Rodoviárias, dos mega-gabinetes de advogados da Capital, da ruína, da gula, das decisões temerárias, contumazes, desvergonhadas, isso, sim, conduz em quinze anos um País ao desespero, à pobreza e à miséria. Em face desse tipo de caminhos, não há alternativas senão o rigor, a verdade, boas contas, sacrifícios incontornáveis, correcções duras e necessárias. José Sócrates deveria estudar filosofia prisional e martelar mil vezes a sua interpretação vil das próprias malfeitorias recorrendo às técnicas da narrativa para papalvos. A narrativa socratista, comunista, xuxalista obviamente tem sido uma realidade falsa que, constantemente repetida, procura passar por verdade, mas as narrativas que possibilitam um facínora disfarçar a realidade e gozar-se dos seus milhões distribuídos por familiares e amigos em offshores são luxo, desperdício, regabofe dos regabofes. Já não há dinheiro para brilhar em política. Falta dinheiro à saúde e à educação. Os juros que o Estado português paga pelas dívidas de estilo e de verve optimista do passado deu em que os salários sejam cortados e os subsídios amputados. A democracia tem resistido ao fingimento de governar em década e meia, máquina de fazer crises, tem resistido aos negócios chorudos à pala da política, tem resistido à avidez dos soares, dos jorge coelho, dos vara, dos loureiro, de quantos saltitam dos Governos para as Empresas Monopolistas das PPP e dos escritórios da Banca Privada para o Parlamento. Ora nós temos de começar a viver segundo o que pagamos. Temos de matar o fluxo de recursos orçamentais para os rendeiros corruptos do Regime e conduzir os gordos, os sujos, os habituais no enriquecimento ilícito do Regime Português, os seus políticos inefáveis cevados, aos efeitos das suas narrativas merdiferantes. Poiares Maduro tem uma longa sementeira pela frente e, se for corajoso, e perceber o topete daqueles que nos levaram ao tapete, demonstrará facilmente o que urge demonstrar sem descanso. A turbamulta está faminta por empandeirar políticos que enriqueceram e hoje continuam a rir, a comentar na RTP sem morrerem de vergonha, sem sufocarem de autonojo.

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publicado às 14:26

Homem-Merda, Dois Meses Depois

por joshua, em 05.06.13

Não se deve bulir no esterco, mesmo que o esterco insista em fazer uma escandalosa perninha política no infecto ambiente nacional como agente activo, mais um na constelação de comentadores das TV. Sócrates, o Primadonna, Estrénuo Playboy, Homem-Merda, insiste em desaparecer completamente da nossa escassa paciência. Mas há três conclusões a registar na sedimentação de uma desastrosa irrelevância passada, presente e futura: 1 – Estranhamente, o ódio pelo Homem-Merda baixou de volume. Porquê? Porque a constatação da sua nulidade e da sua impotência para agitar o já crítico ambiente social refreiam o ressentimento e o ódio. Mesmo a justíssima aversão geral pela diabólica masturbação em movimento manipulador permanente teve descanso, bastando um botão que prime a preferência pelo dr Morcego. Nós, os que abominamos fundadamente o Homem-Merda, na verdade, temos descansado do Homem-Merda: na medida em que se aproximou fisicamente, tornou-se-nos mais longínquo e inexistente no pensamento quotidiano do País político. Perante os indícios e os factos mais sujos do próprio percurso, a inanidade que hoje comenta na RTP aos domingos até desse manancial negro recbe tréguas. A inanidade insana comenta? Nós silenciamos. Ninguém fala no Homem-Merda. Praticamente nenhum media lhe dá antena. É como se não existisse. Ninguém diz: «Viste ontem o Sócras?» Para que haveríamos de dar atenção aos dislates facciosos e ambiciosos do Homem-Merda?! A mais eloquente mensagem que o Homem-Merda recebe dos media é, hoje, portanto, o desprezo. Claro que ao gigantesco desprezo pelo Homem-Merda, os adeptos do Homem-Merda chamam inveja e outras coisas só possíveis de aflorar na cornadura fantasiosa de tais esbirros. No entanto, não há redenção possível ao penúltimo Primeiro-Ministro mais decadente e traidor do interesse nacional. Pode dizer-se que regressou para desaparecer completamente. 2 – Os socratistas, que não passavam de anónimos enrustidos ou óbvios no friso parlamentar conspirativo e insultuoso de Tó Zé Seguro, ainda estrebucham aqui e ali. Os mais ciosos, os mais delambidos, os mais fanáticos, os mais tristes trastes são anónimos e infectam o ar político nacional com os valupis, os jumentos, os corporativos e as bicicletas. Há evidentemente socratistas e comportamentos socratizantes. Na análise e diagnóstico desse resto, não há cá Direitas nem Abéculas as mais estúpidas entre as mais estúpidas. Um fim de percurso político é o fim de um percurso político: Sócrates, o Homem-Merda, deu-se à maçada de intercortar as delícias de Paris com umas bojardas na Cloaca Mediática Lisbonense apenas para se dar conta que não existe, não é nada para ninguém e cada vez menos que alguma coisa. A pastilha na RTP é um flop, um fracasso triplo, em audiências, em influência, em capacidade de se justificar. Fazia-lhe falta uma prisão para passar a ter um décimo do relevo de Vale e Azevedo, mas o desprezo já é um começo de conversa. Note-se que se Seguro se deixasse condicionar pela maliciosa vampireza Soares ou pela hipocrisia conspurcadora do Homem-Merda e elogiasse a magnífica herança de um e de outro estaria a conferir importância ao senil conspirador e existência ao nulo Homem-Merda. Não. Não se lhes refere uma única vez, talvez só Soares mas num tom venerativo que vale o que vale. Para falar e elogiar o lixo, prolongar a narrativa mais conveniente, o que há é um reduto, um resto de herdeiros, basicamente um lastro, uma agremiação de detritos políticos, como Pedro Silva Pereira, Augusto Santos Silva, Viera da Silva, Maria de Lurdes Rodrigues ou Paulo Campos, entre poucos outros ex-governantes, com intervenções enviesadas e irrelevantes porque todos os vêem colados ao Homem-Merda, à sua rapina, à sua sofreguidão, à sua psicopática noção inimputável de si mesmo. Não há defesa da honra possível a quem viveu na desmesura e pela desmesura, estragando, merdificando, danando, onerando. Depois, há os abortos de Sócrates, os turcos, os queimados, os minoritários no PS parlamentar, gente com algum brilho fosco, mas demasiado devedores do fardo nojento do passado, tanto mais nojento quanto mais o cidadão anónimo sofra no presente as suas consequências: Fernando Medina [por vezes independente do lastro], Isabel Moreira, Pedro Marques, Pedro Delgado Alves, Pedro Nuno Santos [por vezes em renúncia da herança] e, claro, João Galamba, um dos mais fiéis discípulos e aprendizes de como traduzir em decibéis e em patético parlapatão todo o legado do Homem-Merda. Ei-los numa caminhada sem futuro para um projecto morto à partida, num dia em que pusermos um voto que elimine e exile qualquer colaboracionista com o saque pela política, a manipulação da Opinião Pública pela política, esse enriquecimento sossegado, por detrás do biombo dos soundbytes e das tretas de entreter, de que se fez o passado recente socialista. 3- Sócrates, o Homem-Merda, ressente-se de Cavaco, é um vingativo sem público. A prestação na RTP gera tanto asco que ninguém lhe presta qualquer atenção, repito. Mesmo assim espera da rua a rebelião que arroje os seus inimigos para fora do Poder e da representação máxima da Republiqueta, tudo isto sob o solitário patrocínio de Soares, useiro e vezeiro em sugestões obscenas desse quilate. Daí o nojo absoluto emanado pelo longo e pornográfico elogio do Homem-Merda a Soares, no último Domingo, com comitante lambidela a Pacheco Pereira, essa lambisgóia, que o execra da mesmíssima forma. Pacheco, a quem faltou coragem para dar às escutas ao Homem-Merda a gravidade que efectivamente tinham, uma vez que a conspiração controleira contra as regras de um Estado de Direito para o controlar, controlando os Media, só passam mesmo impunes numa Imitação Reles de Estado de Direito e que Pacheco, na célebre negaça, só reforçou. A única coisa que Pacheco fez foi um ameaço de acção na Assembleia da República, era deputado, e nada aconteceu. O Homem-Merda, que hoje politicamente não é ninguém e talvez menos ainda que isso, veio para atacar Cavaco e ataca o Governo quando lhe incumbiria um silêncio pudico em qualquer caso. Não tem o dom da vergonha. Mas também não pode dar vazão a todo o seu rancor, usando da linguagem chula das escutas, «... a puta, a velha», entre os sorrisos e as delicadezas hipócritas em directo. Essa linguagem fica para os valupis. Está na TV. Por isso tem as poses da TV e a treta cínica e mentirosa da TV, coisa em que se acha doutor. Graças a Deus, o Homem-Merda não impacta. Não tem qualquer valoração no espaço mediático. Porquê? Segundo os socratistas, isso é porque a sociedade é uma coisa intelectualmente debilitada [quando vota PSD, quando não ensanguenta as ruas] e onde a cidadania, que não se verga ao deus da imagem, é uma actividade de franjas e onde a iliteracia, pobreza e envelhecimento alimentam sectarismos e convidam ao populismo. Lá está. As pessoas são burras porque não apreciam o brilho ofuscante do Homem-Merda. Não gostam do Homem-Merda porque são primárias. Não aturam o Homem-Merda porque são permeáveis ao populismo. Não suportam o Homem-Merda porque estão velhas e chafurdam na iliteracia. Estes diagnósticos socratistas do porquê ser geral abominar o Homem-Merda ainda figurarão num Atlas da Imbecilidade Sectária. Hoje o que temos é Soares de um lado e o Homem-Merda do outro, ambos apostados em incendiar as ruas para fazer nascer, como chifres nas suas cabeças insolentes, a democracia espontânea e despudorada que nos faltava com muita Esquerda na boca para ser fixe. Assim ensaiam condicionar este PS, passar por cima da cabeça de Seguro, ir à frente, sem hesitações na missão patriótica de incendiar e instabilizar a barcaça nacional cujos rombos principais foram perpetrados pelos socialistas e pelas suas políticas gloriosas e triunfais com dinheiro alheio. Pobres socratistas! Para eles, o facto de a Esquerda, a Direita, o Céu e a Terra terem derrubado, concordes, o seu deus mediático, o seu deus charlatão do desenvolvimento com hiper-dívida e mega-lata, não se deveu à constatação geral de que só o Homem-Merda é que estava bem e era o único a marchar sincronizado na grande parada democrática. Não. Esse derrube deveu-se às coligações negativas. A história do Homem-Merda como líder político é muito menos que a de um enorme fracasso, de derrota passada e de ambição letal para os interesses de um Povo e as boas contas de um Estado. Prova também que a merda moral, a desmesura despesista, o excesso de ego na vida pública deixa hoje o comentador-de-merda a falar sozinho no deserto que ajudou a gerar. O tempo deslumbrado e desonesto do Homem-Merda passou. Temos pena, mas não temos pena nenhuma. O Homem-Merda tinha uma ambição do tamanho da sua barriga – era ele o pântano em pessoa de que Guterres fugira – antro de imoderação e perpetuação por todos os meios lícitos e ilícitos, mais Vara menos Vara. Acabou. Debalde vai o corporações urdindo e treslendo a realidade, último reduto torrencial do spin e completo envenenamento da Opinião Pública. Acabou. Mas a peçonha ainda rabia. Acabou. De vez em quando põe a cabeça de víbora de fora. Estamos aqui para lhe amparar a sanha passional, os golpes baixos com que estrebucha e precedem o esmagarmos-lhe a cabeça.

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publicado às 18:42

Gostava de perceber por que motivo os animais do despesismo socialista se empertigam tanto com a análise dos antecedentes ao Resgate, caso essa análise seja proveniente do Governo e da absoluta Cabeça Pensante, Poiares Maduro: «Hoje vivemos um tempo que para muitos é de pessimismo e descrença no futuro que contrasta com o entusiasmo dos anos que precederam a crise financeira». Evidentemente que o optimismo merdificante do socratismo não fez o emprego acontecer nem fez o PIB crescer nem gerou senão estagnação: não passava de um entusiasmo impante e lúbrico, alguns dizem movido a cocaína. Era um optimismo feérico, frenético, tagarela, exibicionista, masturbatório, charlatão. Na verdade, não se tratava de optimismo nem de entusiasmo. Era apenas gula. Cio pelo Poder. Absolutismo democratóide. Autoconvencimento de que mentir compensa e de que mentir muito compensa imensamente. Hoje é diferente. Há pessimismo porque há razões e depressões. Mas ele gera uma espiral depressiva e autofágica: a Esquerda espera tudo do Estado e nada faz por si mesma: o seu discurso é o do fim do mundo. Não não se pretende um optimismo piroso que gera estagnação e produz esterilidade e imobilismo. Só seriedade e honestidade nas contas públicas, cumprimento escrupuloso da palavra dada, sustentam um optimismo enraizado e com razões para prosperar nos anos advenientes. Poiares falava na Grande Conferência JN, Porto, ontem. E foi demasiado vago. Na verdade, se Poiares fosse mais claro teria dito, com a dureza necessária, que o putedo socialista, comissionista, corrupto, insaciável e desastroso, na sua fome de comissões e negociatas, representou para o País precisamente o tipo de entusiasmo que nos fodeu. Uma actuação governamental incomparavelmente mais séria é hoje alvo de incomparavelmente mais sanha. Vejam as vozes e os ardores subversivos que se levantam. Os soares, os sousa tavares, os pacheco, tudo gente fecunda, e com obra feita. Estão cegos. Não vêem ou não querem ver a delicadeza do estado do Estado. Não se importam de o Estado Português estar sufocado com compromissos de dívida e com duras medidas com incidência estrutural exigidos não pela Troyka, mas pela nosso futuro sustentável e realista. Bastaria a seriedade nas contas públicas, a orçamentação milimétrica e escrupulosa, verdade que faltava nas parcelas dos Orçamentos passados, para termos razões de esperança e confiança. Mas vem a Esquerda e fode tudo: colocar o País a ferro e fogo é foder com tudo e isso pode estar a caminho, quando conviria permanecer muito quieto à espera que o pior se dissolva. A crise financeira limitou-se a trazer a lume quanto, como Guterres bem sabia, os socialistas devoristas perpetravam em seu benefício pessoal no escondido e a pretexto, longe da vista dos portugueses, mais Vara menos Vara. Gregos, irlandeses e portugueses pagam hoje, em graus diversos e por diversas razões, a incompetência e a malícia dos seus governos ou os riscos insanos corridos por alguns dos seus banqueiros. Poiares tentou explicar esse contraste com o simplismo do optimismo e do pessimismo, mas se quisesse mesmo explicitar o tipo de pessimismo que hoje grassa e está errado, haveria de dizer que é o pessimismo dos que, dentro da política e por causa da política, se acham ameaçados nas certezas velhas, nas velhas rendas, na convicção suja de que o dinheiro aparece sempre. Os que sonham colocar o País a ferro e fogo a ver se melhoramos a nossa situação são claramente pessimizadores, as fontes de problemas e de corrupção e que ousam às claras virar o tabuleiro a favor da sua corrupção e da sua falta de escrúpulos democráticos. Há um nexo directo entre ter sido eufórico e despesista nos anos socratistas e ser despedido hoje, ir à falência hoje e recair objectivamente na miséria hoje, mal comendo e comendo mal: enquanto pobres, desempregados e miseráveis, temos o direito de ver escrutinados todos os negócios ruinosos em que o Estado Português se atolou nos anos socratistas antes do Resgate e temos o direito de ver deixado em paz este Governo a fim de não perdermos mais tempo nem deitemos a perder a grande crosta sacrificial que impendeu sobre nós. Se os Governos Sócrates eram de uma insolência a toda a prova, com a opacidade dos despesismos desorçamentados para ficar bem na fotografia, agora que há seriedade nas contas, contenção brutal nos gastos, é um paradoxo e uma ironia temos uma sucessão de falhas orçamentais, de bloqueios doidos da Constituição Anacrónica, com o agravamento de algumas das metas acordadas no Memorando, mas sobretudo uma agitação social artificial promovida pelos malignos soares, pelos socratistas mal-fodidos, os quais, na sua ânsia do quanto pior, melhor, desejam substituir o Governo o mais cedo possível lá, onde rejeitar o PEC IV e derrubar o anterior Governo fora o sacrilégio supremo. Que filhos da puta! Os soares, a Esquerda Patética e irrealista, os socratistas-conspirativos não têm nenhum outro argumento senão a táctica política, o vento tóxico das sondagens favoráveis, mesmo que tudo piore ainda mais. A sociedade portuguesa suicidar-se-á caso oiça o canto das sereias a que a UGT já começa a dar ouvidos. No meio disto, o consenso é impossível. Estamos, aliás, a caminho não de qualquer consenso, mas do antagonismo clarificador da política e do radicalismo irresponsável: ou um Regime democrático e um Estado de Direito onde os socialistas nunca mais corrompam a seu bel-prazer nem gerem bancarrotas sucessivas ou um Regime das Esquerdas Estéreis e Incapazes com o Corrupto PS de Soares à cabeça, onde todo o mal que nos explica e traduz siga impávido e sereno como até aqui. Já nos livramos da obscenidade, da tirania, e da loucura do Abominável Homem-Merda, em Março de 2011. Falta consentir ou impedir que Portugal, pela mão dos soares, dos socratistas, das Esquerdas Minoritárias e Tresloucadas, resvale para a desgraça completa.

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publicado às 11:25

Do Mediatismo Maledicente e Desonesto

por joshua, em 30.05.13

As TV estão repletas de comentadores desonestos, mentirosos, viciados em leituras erróneas, erradas e erráticas, onde o essencial está ausente. Não são pela reforma do Estado. Não fazem uma análise realista e honesta à luz da realidade europeia e nacional, dos seus limites, problemas e constrangimentos no plano mais vasto e impiedoso da globalização. Não são pela mudança nem pelo equilíbrio nem pela justiça nem pela sustentabilidade de coisa nenhuma em Portugal. Não imaginam o que é viver sem recursos porque sem economia e sem emprego, mas contribuem para deteriorar o ambiente político infectando-o de conspiração e subversão das regras do jogo democrático, quando lhes convém subvertê-lo a seu favor como se o dinheiro aparecesse sempre ou dependesse da vontade do Executivo. Trazem estribilhos com o fim do mundo dentro. Resistem, estrebucham, agitam-se contra a mudança de paradigma e de mentalidade não apenas portuguesa, mas também europeia, cuja hora é gravíssima e as ameaças extensas. Atacam sob qualquer pretexto este Governo porque a hipocrisia se lhes impregnou por todos os poros egoístas. É o plutossocialismo, o socialismo dos ricos, socialismo prostituto, amiguista, de casta, rançoso das elites de vida airada mediáticas ou subterrâneas. É o tóxico mais danoso em Portugal. Conspirando todo o tempo como principal actividade, dado o terror pela perda das rendas e dos recursos com que sempre manobraram, traíram e conspiraram nos bastidores do Regime, falam, falam, mas só apelam à queda do Governo. Sentem-se incomodados pelos abalos estruturais e sistémicos que a Austeridade, por si só, exerce sobre o seu poder de sempre. Daí que, de Segunda-feira a Domingo, as TV tresandem a lixo opinativo jamais salvando uma só medida dura e necessária que este Governo decida: quem são as bestas enviesadas e facciosas, de onde nunca sai um flato recto? Mário Soares, na sua senilidade desbocada; Pacheco Pereira, no seu rancor fanático e impiedoso; Marques Mendes, na sua esperteza e imoderação indiscreta; António Capucho, na sua incomensurável vaidade e insolência; Constança Cunha e Sá, na sua malícia e atabalhoamento criticista, onde a crítica é gratuita, torrencial, abandalhada, porque sim. Sócrates, símbolo de toda a decadência e esterilidade. No meio disto, Portugal fica para trás e a verdade fica a perder. Por que não vão todos à puta que os pariu?!

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publicado às 13:00

Como se Robustece esta Moeda?

por joshua, em 30.05.13

O ímpeto reformista português tem sido muito mais ousado e mais rápido, apesar de todos os solavancos e adversidades, que o dos governos congéneres europeus da Zona Euro, daí o modo elogioso com que abençoam o nosso esforço. Ao conceder a Espanha mais dois anos para que o Governo de Mariano Rajoy cumpra as metas orçamentais, a Comissão Europeia recomenda, isto é, exige a implementação de medidas concretas em várias frentes: revisão do sistema de pensões, políticas activas de emprego, uma reforma estrutural do sector eléctrico e novas mudanças na tributação do IVA. Por que é que as Esquerdas Burras em Portugal, além das ânsias pela queda deste Governo, não sugerem também a queda dos outros governos da Zona Euro, a queda da Comissão Europeia, a queda de tudo e de todos que não sejam Esquerda?! Só a República pode ser Regime. Só a Esquerda pode ser Poder.

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publicado às 11:07






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