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O calendário também é reaça

por Rafael Borges, em 04.11.13

Há uma semana, a Venezuela chocou o mundo com a criação de um vice-ministério para a suprema felicidade social. Não foi suficiente. Agora, para comprar tempo e tentar esconder o inevitável colapso do regime, a República Bolivariana reforça, decretando que o Natal passará a celebrar-se em Novembro, a sua ofensiva contra a realidade.

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publicado às 23:42

Um esclarecimento

por Rafael Borges, em 29.10.13

Não era isto, naturalmente, que tinha em mente quando fiz campanha pelo CDS. Nem isto, a propósito.

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publicado às 12:39

Na pátria de Chávez, a situação económica piora de dia para dia. A uma crise de liberdades, junta-se uma crise inflacionária que nega aos venezuelanos o acesso a produtos básicos como a farinha,  o açúcar, o sabonete ou a manteiga. Há uns meses, faltavam hóstias, vinho e papel higiénico. Tudo isto naquele que é o país com as mais vastas reservas de petróleo do mundo. Obviamente, os funcionários do recém-criado vice-ministério para a suprema felicidade social estão em greve. Só pode.

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publicado às 20:11

The only thing we have to fear is fear itself

por Rafael Borges, em 06.10.13

Agora, é Durão Barroso a dizê-lo. A constância com que os responsáveis políticos europeus têm reiterado a necessidade, imperiosa para Portugal, de conclusão do programa de ajustamento poderia ser uma coincidência. Dificilmente, contudo, o será: a nervosismo comunitário só pode significar que, em Bruxelas, o cenário de um incumprimento português é visto como algo bem sério. E isso, para mal dos esforços que Portugal tem empreendido nos últimos anos.

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publicado às 02:01

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publicado às 14:17

O acto eleitoral de domingo deixou a Coligação governamental em estado de choque e o Partido Socialista a festejar uma vitória que não alcançou. Se os partidos do Governo perderam autarquias relevantes como Sintra, Coimbra, Gaia, Funchal e Porto, o maior partido da oposição viu-se extirpado de bastiões como Beja, Évora, Matosinhos e Guarda. Mais que o centro-direita, o grande derrotado da noite foram os partidos que, desde a Revolução, monopolizam - e monotonizam - a vida nacional.

Argumentarão alguns, e não sem razão, que a hecatombe eleitoral que a Maioria – embora, note-se, não o CDS – experienciou foi consequência de uma oposição geral ao Memorando e aos partidos que o aplicam. É improvável ser esse o caso: mais que da acção do Governo, a derrota sofrida pelos partidos – e aqui deve incluir-se, mérito de Matosinhos, o PS – é corolário de décadas de fechamento partidocrático à sociedade civil. Em pleno fim de ciclo, as sedes partidárias – e não apenas as da Maioria, sublinhe-se – trataram os eleitores com a condescendência de sempre. Em indivíduos, encontraram autómatos prontos a reiterar a sua confiança em partidos que não a mereciam. Do alto da sua prepotência, os partidos esqueceram-se do elo que deveriam manter com os seus eleitores – tradicionais e não só.

Os resultados estão à vista. Se ainda existia, a ilusão de intocabilidade das máquinas partidárias colapsou no dia em que nenhuma das forças políticas costumeiras conquistou a segunda autarquia do país. Se a perda do Porto não foi um cartão vermelho ao establishment, é impossível aferir o que seria. Não que a vitória de Rui Moreira substancie, necessariamente, uma mudança de rumo. Na verdade, é provável que sinalize o oposto: a continuidade da prudência orçamental que caracterizou a era Rui Rio. Aí, o facto incomum é a escala da chapada com que os eleitores replicaram à soberba dos partidos políticos. Se até aqui não seria absurdo etiquetar Portugal como uma partidocracia, uma pátria em que o acesso ao poder se determina nos corredores do Rato e São Caetano, esse período terminou com a vitória, na segunda urbe do país, de alguém exterior – embora não avesso – aos partidos.

O abanão foi bem merecido. Para concorrer em Gaia, uma câmara que poderia ter vencido com maioria absoluta, a Maioria escolheu um nómada político que faz da itinerância partidária uma forma de vida. Em Sintra, optou por ignorar as suas estruturas locais e impor ao município um homem que, pesem ou não as suas virtudes pessoais, lhe é estranho. Em Matosinhos, reduto socialista a norte, sucedeu algo semelhante: porventura devido a desentendimentos entre o autarca e a direcção do partido, o PS decidiu retirar o apoio ao candidato incumbente. O resultado foi uma monumental nódoa na vitória socialista de Domingo. Já no Porto, os sociais-democratas optaram por apoiar um candidato cujo discurso populista contrastou em tudo com a mensagem de contenção que o partido protagoniza a nível nacional. E os portuenses responderam-lhes entregando a câmara ao homem de contas certas e ideias claras que o centro-direita deveria ter apoiado desde o primeiro momento.

A independência, escrevia eu antes das autárquicas, corporiza amiúde uma fachada eficaz para os derrotados do xadrez partidário. Por si só, não é virtude nem defeito. Nestas últimas eleições, contudo, foi a resposta possível a um universo partidário que aparenta recear até os seus militantes. E isso é algo que só se resolve devolvendo ao eleitorado a centralidade decisória que ele merece. Se quiserem reinventar-se, os partidos – sobretudo, os do flagelado centro-direita – serão obrigados, mais cedo ou mais tarde, a decidir-se pela introdução de primárias abertas. A ideia de que devem ser os eleitores, e não os apparatchiks partidários, a escolher candidatos pode até não ser nova. Mas talvez recorde as sedes partidárias do espírito de representação e serviço que estas aparentam ter perdido. Tome esse sentido, e a "reflexão" prometida no domingo será das mais importantes da Terceira República.

 

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publicado às 22:44

Portugal não pode parar

por Rafael Borges, em 31.05.13

Os portugueses viviam acima das suas possibilidades. Já não.

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publicado às 13:56

Mário Soares: "Paulo Portas tem sido chantageado pelo governo por causa do processo dos submarinos e dos carros de combate Pandur. Quando, pela primeira vez, Portas admitiu que estava a ponderar se ficava ou não, o caso dos submarinos voltou à primeira linha. E isso obriga-o a continuar no governo. O medo é que manda na vinha..".

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publicado às 19:26

Socialismo 1.1

por Rafael Borges, em 28.05.13

O socialismo não está a funcionar na Venezuela. Depois do papel higiénico, é o vinho e as hóstias que começam a faltar no país que detém as maiores reservas de petróleo do mundo. Em condições normais, a Venezuela seria uma ilha de prosperidade num continente em dificuldades. Assim, é só mais um paraíso socialista à beira da bancarrota.

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publicado às 18:10

Mais Portugal, menos Europa II

por Rafael Borges, em 25.05.13

Ser-se membro da única área do mundo desenvolvido que está em recessão não é coisa barata: no ano passado, Portugal entregou a Bruxelas não menos que 1.2 mil milhões de euros. Ou seja, 1/4 do pacote de austeridade de 4 mil milhões de euros que o Governo quer implementar nos próximos anos. Mas não faz mal: com esse sacríficio, Lisboa possibilita a pesquisa de novas formas de energia sustentável no Egipto.

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publicado às 14:49

Mais Portugal, menos Europa I

por Rafael Borges, em 24.05.13

Enquanto o MNE português se desdobra em elogios à revolução boliviariana na esperança de cair nas boas graças de Caracas, a Suíça assina acordos de comércio livre com a segunda potência mundial. E ainda quer o PS federalizar-nos?

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publicado às 16:18

Obrigado, Samuel!

por Rafael Borges, em 15.05.13

É uma honra com que não nos agraciam todos os dias. A possibilidade de juntar-me à equipa de um dos grandes espaços de debate da blogosfera portuguesa é algo que não poderia orgulhar-me mais. Pelo convite que me endereçaste, Samuel, o meu forte obrigado!

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publicado às 22:27






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