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17 de Janeiro de 2017

por Samuel de Paiva Pires, em 17.01.17

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17 de Janeiro de 2017 ficará indelevelmente gravado na minha memória como o dia em que concluí o doutoramento. Agradeço aos membros do júri das provas públicas que hoje prestei pelos comentários, críticas e pelo estimulante debate. Aproveito ainda para agradecer novamente a todos os que, de alguma forma, me apoiaram nesta caminhada, em especial à Ana Rodrigues Bidarra, sem a qual esta aventura não teria sido possível.

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publicado às 22:06

Na hora da despedida de Obama

por Samuel de Paiva Pires, em 12.01.17

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 Na National Review:

The president is leaving the same way he came in: with a great deal of vague and fruity talk about “hope and change,” very little of genuine interest, and an undercurrent of bitterness communicating his unshakeable belief that the American people just simply are not up to the task of fully appreciating History’s unique gift to them in the person of Barack Obama.
 
(...)
 
As commander-in-chief, President Obama effectively lost the peace in Iraq, made a series of missteps that enabled the rise and the flourishing of the Islamic State (the so-called junior varsity of Islamic terrorism), helped turn Syria into a humanitarian disaster with his empty threats and then turned the mess over to the gentle offices of Moscow and Tehran, and failed to take seriously the threat of continued jihadist terror in the United States
 
(...)
 
Barack Obama has spent eight years under the misconception that the job of the president consists mainly in the making of speeches. And for a man who rose to national attention on the basis of his oratory, he has said relatively little that is memorable. That is because he has relatively little to say, being a man who brought no new ideas or insights to the office, only a pointlessly grandiose sense of his own specialness. He is a man who stood astride History muttering “You’re welcome, you ingrates.”

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publicado às 12:23

Programa para mais logo

por Samuel de Paiva Pires, em 09.01.17

José Adelino Maltez - Liberdade, Pátria e Honra.

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publicado às 13:33

Mário Soares (1924-2017)

por Samuel de Paiva Pires, em 08.01.17

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Miguel Esteves Cardoso:

Perdemos uma grande pessoa. Mas aquilo que nos deixou — que só temos de não desperdiçar — é muitíssimo maior. E essa é a grandeza que Mário Soares teve: deixar-nos tudo. Nunca mais haverá um Mário Soares. Mas nunca ninguém nos deixou uma grandeza maior.

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publicado às 00:13

Provas públicas de doutoramento

por Samuel de Paiva Pires, em 04.01.17

Convido os interessados a estarem presentes nas minhas provas públicas de doutoramento que terão lugar na Aula Magna Professor Doutor Adriano Moreira, no ISCSP-UL, no dia 17 de Janeiro de 2017, pelas 15h00. 

 

O júri será composto pelos Professores Doutores Manuel Meirinho Martins (Presidente do júri), José Adelino Maltez (ISCSP-UL), Cristina Montalvão Sarmento (ISCSP-UL), Miguel Morgado (IEP-UCP), André Azevedo Alves (IEP-UCP), André Freire (ISCTE), Pedro da Fonseca (ISCSP-UL) e Isabel David (ISCSP-UL).

 

A minha tese é subordinada à temática "Tradição, razão e mudança", podem ficar a conhecer alguns breves excertos, que divulgarei ao longo dos próximos dias, no Facebook e aproveito ainda para aqui deixar o abstract:

 

Nesta tese considera-se a relação entre tradição, razão e mudança que marca a modernidade e diversas correntes da teoria política moderna e contemporânea. Esta relação é analisada à luz das ideias de autores liberais, conservadores e comunitaristas, procurando-se contribuir para iluminar divergências e convergências entre estas teorias políticas. Desta forma, as noções de tradição, razão e mudança são abordadas colocando em diálogo as três teorias através de autores que consideramos serem representativos destas e que contribuíram significativamente para a temática em análise, nomeadamente Friedrich Hayek, Karl Popper, Michael Polanyi e Edward Shils, no que ao liberalismo diz respeito; Edmund Burke, Michael Oakeshott e Roger Scruton, por parte do conservadorismo; e Alasdair MacIntyre, no que ao comunitarismo concerne. Procura-se realizar uma interpretação, uma síntese teórica, resultante da sistematização das ideias destes autores e demonstrar que tradição e razão, na concepção do racionalismo crítico ou evolucionista não se opõem e que, na verdade, estão intrinsecamente ligadas, contrariando a tese do racionalismo construtivista de que a razão tem de rejeitar a tradição. No que concerne à componente empírica, procura-se aplicar a abordagem metodológica neo-institucionalista, em particular na sua variante discursiva, combinada com a síntese teórica interpretativa da relação entre tradição, razão e mudança – ou seja, com uma abordagem tradicionalista – à análise da ideia de sociedade civil enquanto tradição, realizando, para o efeito, uma sistematização da evolução deste conceito, evidenciando como foi originado, como foi transmitido e alterado ao longo do tempo, como se cindiu e ramificou em várias tradições distintas, incorporando as tradições políticas liberal e marxista, mostrando que estas duas tradições competiram entre si no século XX e demonstrando ainda de que forma a prevalência da tradição liberal contribui para a crise do Estado soberano.

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publicado às 11:59

cass sunstein - the world according to star wars.j

Cass R. Sunstein, The World According to Star Wars:

 

But the Force is not merely about human psychology, behavioral biases, or even magic. It is far murkier and more mysterious than that. Above all, it involves a “leap of faith”. Qui-Gon insisted that “[t]he ways of the Living Force are beyond our understanding.”

 

Undoubtedly so, but the ways of George Lucas are pretty transparent, at least here. He was and remains intensely interested in religions, and he sought to convey something spiritual. When he was just eight years old, he asked his mother, “If there is only one God, why are there so many religions?” He’s been fascinated by that question ever since. In writing Star Wars, he said, “I wanted a concept of religion based on the premise that there is a God and there is good and evil… I believe in God and I believe in right and wrong.”

 

Stars Wars self-consciously borrows from a variety of religious traditions. Lucas thinks that in an important sense, all of them are essentially the same. He is clear about that, insisting that in doing that borrowing, he “is telling an old myth in a new way.” We have seen that he was immensely influenced by Joseph Campbell, his “last mentor,” who claimed that many myths, and many religions, were rooted in a single narrative, a product of the human unconscious. Campbell can be taken to have given a kind of answer to eight-year Lucas: there is one God, and all religions worship Him. Campbell argued that apparently disparate myths drew from, or were, the “monomyth,” which has identifiable features.

 

In brief: A hero is called to some kind of adventure. (Perhaps by circumstances, perhaps by someone in distress.) Initially he declines the call, pointing to his fears, his habits, and what he can’t do. But eventually, he feels compelled to accept the call and leaves his home. Encountering serious danger, he needs, and obtains, supernatural aid, often from a small, old, or wizened man or woman. (Think Obi-Wan or Yoda.) He is initiated through various trials, some of them life-threatening, but he manages to survive. Then he faces some kind of evil temptation, perhaps from a satanic figure, whom he resists (with severe difficulty). At that stage he has a reconciliation with his father – and becomes godlike, a religious figure (the apotheosis). Defeating the most dangerous enemies, he returns home to general acclaim.

 

That is, of course, a summary of many myths and many religious traditions; it also captures countless books, television shows, and movies in popular culture. (The Matrix, Batman, Spider-Man, Jessica Jones, and Harry Potter are just five examples; many comic books, and the movies based on them, have a similar plot.) In a nutshell, it’s Luke’s journey in the first trilogy. In Lucas’s words, “When I did Star Wars, I self-consciously set about to recreate myths and the classic mythological motifs.” The Hero’s Journey also captures much of Anakin’s in the prequels – with the terrific twist that Anakin becomes a monster, not a savior. But as it turns out, he’s the ultimate savior, the Chosen One who restores balance to the Force, and so his journey nicely fits the standard pattern if the six episodes are taken as a whole. Seeing the first trilogy for the first time, Campbell was inspired: “You know, I thought real art stopped with Picasso, Joyce and Mann. Now I know it hasn’t.”

 

As Lucas put it, “With Star Wars, it was the religion – everything was so taken and put into a form that was easy for everybody to accept so it didn’t fall into a contemporary mode where you could argue about it. It went everywhere in the world.” The enduring triumph of Star Wars is that it takes a familiar tale, built into disparate cultures and psyches, sets it in a wholly unfamiliar setting, makes it effervescent and fresh, and gives it a series of emotionally daring twists, thus allowing a series of kids’ movies to touch the human heart. Our modern myth is both a spiritual quest and a psychodrama, insisting that redemption is always possible, that anyone can be forgiven, and that freedom is never an illusion.

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publicado às 01:20

Programa para amanhã

por Samuel de Paiva Pires, em 29.11.16

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Mais informações aqui ou aqui

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publicado às 23:24

What exactly is an entrepreneur?:

In a new paper Magnus Henrekson and Tino Sanandaji argue that the number of self-made billionaires a country produces provides a much better measure of its entrepreneurial vigour than the number of small businesses. The authors studied Forbes’s annual list of billionaires over the past 20 years and produced a list of 996 self-made billionaires (ie, people who had made their own money by founding innovative companies as opposed to people who inherited money or who had extracted it from the state). They demonstrated that “entrepreneur density” correlates with many things that we intuitively associate with economic dynamism, such as the number of patents per head or the flow of venture capital.

 

They also demonstrated it correlating negatively with rates of small-business owners, self-employment and startups—in other words that many traditional measures are about as misleading as you can get.

 

Countries with a lot of small companies are often stagnant. People start their own businesses because there are no other opportunities. Those businesses stay small because they are doing exactly what other small businesses do. The same is true of industries. In America industries that produce more entrepreneur billionaires tend to have a lower share of employees working in firms with less than 20 employees.

 

This makes sense: successful entrepreneurs inevitably destroy their smaller rivals as they take their companies to scale. Walmart became the world’s largest retailer by replacing thousands of Mom-and-Pop shops. Amazon became a bookselling giant by driving thousands of booksellers out of business. By sponsoring new ways of doing things entrepreneurs create new organisations that employ thousands of people including people who might otherwise have been self-employed. In other words, they simultaneously boost the economy’s overall productivity and reduce its level of self-employment.

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publicado às 15:53

In memoriam - Bernardino Gomes

por Samuel de Paiva Pires, em 31.10.16

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O fim-de-semana que se findou fica marcado pela triste notícia da morte de Bernardino Gomes. Como relembraram os vários jornais, foi uma figura incontornável da história do PS, de que foi fundador, e do vector atlântico da política externa portuguesa na III República, ao qual acabou por dedicar boa parte da sua vida após o 25 de Abril de 1974, sendo de destacar o desempenho de funções enquanto chefe de gabinete de Mário Soares em São Bento, director do Gabinete de Estudos e Planeamento do Ministério dos Negócios Estrangeiros, administrador da FLAD e Presidente da Comissão Portuguesa do Atlântico.

 

Foi, aliás, no âmbito desta última que tive oportunidade de o conhecer e de com ele colaborar na promoção do seu braço para a juventude, a Associação da Juventude Portuguesa do Atlântico, junto das associações internacionais de que fazem parte, a Atlantic Treaty Association e a Youth Atlantic Treaty Association, organizações ligadas à Divisão de Diplomacia Pública da NATO. 

 

Bernardino Gomes foi uma das pessoas mais cordiais e agradáveis que conheci até hoje, ficando facilmente na memória de todos quantos o conheceram o seu sentido de humor, a sua inteligência, o tacto diplomático com que tratava todos os assuntos e o sentido de Estado que imprimia em todas as suas intervenções ou iniciativas públicas. Que descanse em paz.

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publicado às 13:31

Querem ir à Web Summit?

por Samuel de Paiva Pires, em 25.10.16

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A Associação Nigéria Portugal e a Five Thousand Miles desenvolveram um pacote para facilitar a participação de empresários nigerianos e africanos na Web Summit 2016. Podem encontrar mais informações sobre este aqui.

 

A delegação que estará presente inclui o CEO da Nigeria Inter-Bank Settlement System, membros do Conselho de Administração do Union Bank, do Access Bank e da angolana EMIS, o CEO da Geyser, uma das maiores empresas do Chade, e o CEO da Gimac, dos Camarões, entre outras empresas nigerianas.

 

O Ministro da Ciência e Tecnologia da Nigéria também participará na Web Summit, a convite do Governo de Portugal.

 

Tendo em consideração que se trata de uma delegação de alto nível, gostaríamos de alargar o âmbito desta nossa iniciativa, permitindo a empresas portuguesas integrar a delegação e a Associação Nigéria Portugal, desta forma tendo a oportunidade única de contactar directamente, durante uma semana, com alguns dos mais destacados empresários nigerianos e africanos.

 

Quem o desejar pode participar nesta iniciativa através do nosso pacote no valor de €2500, que inclui o seguinte:

 

- Bilhete para a Web Summit;
- 5 noites no hotel de 5 estrelas onde ficará alojada a delegação, o que permitirá conviver diariamente com os membros desta;
- Transportes diários de e para o local da Web Summit;
- Um dia extra, 11 de Novembro, no qual terá lugar um breve tour por Lisboa e um almoço em que serão abordadas estratégias de entrada no mercado africano;
- Quota de um ano de membro da Associação Nigéria Portugal.

 

Trata-se de uma oportunidade imperdível que permitirá desenvolver contactos ao mais alto nível.

 

Os interessados podem contactar-me por e-mail para samuel.pires@nigeriaportugal.org ou samuel.pires@fivethousandmiles.com.

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publicado às 18:54

Música para hoje: Metallica - Moth Into Flame

por Samuel de Paiva Pires, em 14.10.16

 

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publicado às 13:36

Os rebeldes conservadores e burkeanos de Star Wars

por Samuel de Paiva Pires, em 10.10.16

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 Cass R. Sunstein, The World According to Star Wars:

What do Martin Luther King Jr. and Luke Skywalker have in common?

 

They’re both rebels, and they’re rebels of the same kind: conservative ones. If you want a revolution, you might choose to follow them, at least in that regard. Conservative rebels can be especially effective, because they pull on people’s heartstrings. They connect people to their past, and to what they hold most dear.

 

Some people, like Leia Organa, seem to be rebels by nature, and whenever a nation is run by Sith or otherwhise evil or corrupt, they might think that rebellion is a great idea. They might well be willing to put their own futures on the line for the cause. But in general, even rebels do not like to “reboot” – at least not entirely. This is true whether we are speaking of our lives or our societies.

 

Of course some people want to blow everything up and start over. That might be their temperament, and it might be what their own moral commitments require. But human beings usually prefer to continue existing narratives – and to suggest that what is being written is not a new tale but a fresh chapter, a reform to be sure, but also somehow continuous with what has come before, or with what is best in it, and perhaps presaged or foreordained by it. That’s true for authors of Episodes of all kinds, and not just Lucases and Skywalkers.

 

Consider the words of Edmund Burke, the great conservative thinker (and admittedly no rebel), who feared the effects of “floating fancies or fashions,” as a result of which “the whole chain and continuity of the Commonwealth would be broken.” To Burke, that’s a tragedy, a betrayal of one of the deepest human needs and a rejection of an indispensable source of social stability. Burke spoke with strong emotion about what would happen, should that break occur: “No one generation could link with the other. Men would become little better than the flies of a summer.”

 

Pause over those sentences. Burke insists that traditions provide connective tissue over time. That tissue helps to give meaning to our lives, and it creates the closest thing to permanence that human beings can get. This is a conservative thought, of course, but even those who do not identify as conservative like and even need chains and continuities. That’s part of the appeal of baseball; it connects parents with their children, and one generation to another. The same thing can be said about Star Wars, and it’s part of what makes the series enduring. It’s a ritual.

 

In the Star Wars series, what the rebels seek is a restoration of the Republic. In that sense, they are real conservatives. They can be counted as Burkeans – rebellious ones, but still. They’re speaking on behalf of their own traditions. By contrast, Emperor Palpatine is the real revolutionary, and so are the followers of the First Order. Luke, the Rebel Alliance, the Resistance want to return to (an idealized version of) what came before. They look backward for inspiration. In fact that’s kind of primal.

 

Martin Luther King Jr. was a rebel, unquestionably a Skywalker, with a little Han and more than a little Obi-Wan. He sought fundamental change, but he well knew the power of the intergenerational link. He mande claims of continuity with traditions, even as he helped to produce radically new chapters.

 

From King’s speech about the Montgomery Bus Boycott:

 

If we are wrong, the Supreme Court of this nation is wrong. If we are wrong, the Constitution of the United States is wrong. If we are wrong, God Almighty is wrong. If we are wrong, Jesus of Nazareth was merely a utopian dreamer that never came down to earth. If we are wrong, justice is a lie. Love has no meaning.

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publicado às 23:31

Problemas do liberalismo

por Samuel de Paiva Pires, em 08.10.16

André Azevedo Alves, "Liberalismo, Conservadorismo e Livre Comércio":

Apresentadas as quatro áreas de convergência, importa identificar os dois focos de tensão. O primeiro é o utopismo racionalista e construtivista que infecta — em maior ou menor grau — algumas correntes de inspiração liberal. De facto, quando se ignora a importância da tradição e da ordem espontânea e se pretende “libertar” os indivíduos de todos os constrangimentos ou, pior ainda, criar um “homem novo”, o resultado só pode ser desastroso. Não espanta por isso que estas correntes liberais acabem quase sempre arrastadas pelas ondas do progressismo estatista.

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publicado às 16:01

Das teorias da conspiração

por Samuel de Paiva Pires, em 06.10.16

cass sunstein - the world according to star wars.j

 

Já aqui traduzi um excerto de Karl Popper a respeito das teorias da conspiração. Bem em linha com este, deixo agora um excerto retirado de The World According To Star Wars, da autoria de Cass R. Sunstein:

Alan Moore, the great graphic novelist and author of the sensational Watchmen, spent many years studying conspiracy theories. Here’s what he ended up concluding:

The main thing that I learned about conspiracy theory, is that conspiracy theorists believe in a conspiracy because that is more comforting. The truth of the world is that it is actually chaotic. The truth is that it is not The Illuminati, or The Jewish Banking Conspiracy, or the Gray Alien Theory. The truth is far more frightening – Nobody is in control. The world is rudderless.

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publicado às 20:19

If you would like to come to Web Summit 2016 in Lisbon, check out the package from the Nigeria Portugal Friendship and Business Association and Five Thousand Miles. For only €3000 you receive the following:


- If you are in Nigeria, the possibility of paying in NGN 1 400 000;
- Support in obtaining the passport visa;
- Airport transfers;
- Daily transfers to and from the Web Summit;
- Web Summit ticket;
- Room in a 5 star hotel;
- An extra day with a meeting with private equity companies interested in business opportunities in Africa and a touristic tour of Lisbon.
- The Honorary Consul of Portugal in Lagos will accompany you throughout the whole programme.

 

The Nigerian Federal Minister of Science and Technology has already confirmed his attendance, as well as NIBSS, Union Bank, Access Bank and several other companies.

 

Reach us at samuel.pires@nigeriaportugal.org or samuel.pires@fivethousandmiles.com.

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publicado às 14:58

9 anos de Estado Sentido

por Samuel de Paiva Pires, em 02.10.16

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O Estado Sentido celebra hoje o seu 9.º aniversário. Parabéns a nós e um sentido agradecimento a todos os leitores, comentadores e amigos que continuam a passar por aqui.

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publicado às 15:10

A perda como essência do conservadorismo (2)

por Samuel de Paiva Pires, em 22.09.16

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 Andrew Sullivan, A Alma Conservadora:

Não constitui, pois, grande surpresa que o primeiro grande texto sobre o conservadorismo anglo-americano, as Reflections on the Revolution in France (Reflexões sobre a Revolução Francesa) de Edmund Burke, verse todo ele sobre a perda. Trata-se de um longo discurso desesperado e eloquente em relação à injustificada destruição da velha ordem. Quando os revolucionários franceses tomaram de assalto a Bastilha e deitaram abaixo uma monarquia e a Igreja, refizeram o calendário e executaram milhares de dissidentes em nome de uma nova era para a humanidade, Burke sentiu, antes de mais, uma enorme tristeza. O seu primeiro impulso foi ficar de luto pelo que se perdera. Ficou de luto embora nada daquilo lhe pertencesse. Não era a mesma coisa do que, na verdade, defender a velha ordem, a qual a muitos títulos era indefensável, tal como Burke acaba por admitir. Era simplesmente para lembrar aos seus companheiros humanos que a sociedade é uma coisa complicada, que as suas estruturas se desenvolvem não por meio de acidentes mas por meio da evolução, e que mesmo os laços mais imperfeitos que unem os indivíduos não podem ser cortados à toa em nome de uma ideia de perfeição que ainda nem sequer tomou forma.

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publicado às 21:12

A perda como essência do conservadorismo

por Samuel de Paiva Pires, em 20.09.16

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Andrew Sullivan, A Alma Conservadora:

 

Todo o conservadorismo parte de uma perda.

 

Se nunca soubéssemos o que é a perda, nunca sentiríamos a necessidade de conservar, e isso é a essência de qualquer conservadorismo. As nossas vidas, uma série de momentos desconectados de experiência, simplesmente mover-se-iam sem esforço, deixando o passado para trás quase sem nenhuma retrospectiva. Mas o facto de o ser humano ter autoconsciência e memória força-nos a confrontar o que já passou e o que poderia ter sido. E nesses momentos de confrontação com o tempo somos todos conservadores.”


(..)

 

Há um bocadinho de conservadorismo na alma de toda a gente – mesmo na daqueles que orgulhosamente dizem que são liberais. Ninguém é imune à perda. Todos envelhecemos. Podemos observar o nosso próprio envelhecimento e declínio; vemos como as novas gerações nos suplantam e nos ultrapassam. Cada vida humana é uma série de pequenas e grandes perdas – perdemos os nossos pais, a juventude, o optimismo fácil dos jovens adultos e a esperança incerta da meia-idade – até que nos confrontamos com a última perda, a da nossa própria vida. Não temos maneira de o evitar; e a força e a durabilidade do temperamento conservador parte deste facto, e também lida com ele. A vida é impermanente. A perda é real. A morte é certa. Não há nada que possa mudar isto – nenhuma nova aurora da humanidade, nenhuma maravilha tecnológica, nenhuma teoria, ideologia ou governo. Intrínseca à experiência humana – aquilo que nos separa dos animais – é a memória das coisas passadas. E é também a transformação dessa memória numa identidade consciente de si mesma. Por isso a perda imprime-se nos nossos espíritos e almas e forma-nos. É parte daquilo que somos.

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publicado às 22:27

Blogs do Ano - Vota Estado Sentido

por Samuel de Paiva Pires, em 19.09.16

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No âmbito dos Prémios Blogs do Ano, iniciativa promovida pela Media Capital, o Estado Sentido é um dos 4 blogs finalistas na categoria de Política, Economia e Negócios. Agora será o público a decidir qual será o blog vencedor em cada uma das categorias. A votação estará aberta até dia 19 de Outubro e pode-se votar uma vez por dia em cada dispositivo de acesso à internet. Assim, apelamos a todos os nossos leitores e amigos que, ao longo destas semanas, votem no nosso blog. Contamos convosco! 

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publicado às 11:45

O anarco-capitalismo contraria o liberalismo clássico

por Samuel de Paiva Pires, em 15.09.16

O título deste post está errado. Deveria ser "Why Hayek and Not Mises". Em primeiro lugar, porque ao contrário do que Mises pensava, a propriedade privada não é suficiente, per se, para definir o liberalismo e o conceito de liberdade - se o fosse, o liberalismo não seria uma teoria política. E porque o anarco-capitalista Hans-Hermann Hoppe compila uma série de citações de Hayek com o intuito de mostrar que este era um social-democrata moderado, acabando, na verdade, por mostrar que Hayek era um liberal clássico que compreendia que a liberdade não pode ser apenas encarada na sua dimensão negativa, devendo ser combinada com a dimensão positiva, que é algo que está na base do Estado contemporâneo nas sociedades ocidentais. Ou seja, Hayek era um realista, ao passo que Rothbard, Hoppe e a restante trupe anarco-capitalista viveram ou continuam a viver no seu mundinho ideal da utopia libertária.

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publicado às 22:04






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