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O Observador vai nascer

por José Maria Barcia, em 09.05.14

"Bom dia.

 

É com muito prazer que lhe venho dar a notícia por que espera: o Observador vai nascer no próximo dia 19 de maio.

 

Ainda hoje vamos abrir os nossos canais do Facebook e do Google+, para apresentar mais alguns detalhes do nosso projeto. Também será hoje anunciada a data de lançamento, mas quis que soubesse primeiro.

 

Em breve poderá conhecer o observador.pt. Precisamos de si e da sua análise crítica para fazer um trabalho cada vez melhor. Mas esperamos já por si hoje noFacebook e no Google+. Conto consigo para espalhar a notícia e espero poder contar sempre com a sua ajuda para fazer o melhor jornal digital português.

 

David Dinis

 

Conheça-nos no Facebook"

 

 

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publicado às 12:20

Goste-se, não se goste.

por José Maria Barcia, em 27.03.14

Uma saída em grande.

 

 

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publicado às 13:35

A situação na Ucrânia está melhor?

por José Maria Barcia, em 06.03.14

Sim, por causa disto:

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publicado às 12:50

Entretanto...

por José Maria Barcia, em 03.03.14

No twitter, agora:

 

 

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publicado às 12:05

Da vergonha alheia...

por José Maria Barcia, em 05.02.14
 

"...e vão sendo borrifadas de tinta (...) e são divertidas e pagam para o fazer e há adultos a fazê-lo"

 

(palmas)

 

"venho trazer a público algo que nunca devem ter ouvido falar: existem praxes entre jornalistas. Obrigarem o estagiário a beberem um cálice de absinto público." 

 

"Não posso revelar as minhas fontes mas garanto que é verdade"

 

(mais palmas que risos)

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publicado às 17:35

A praxe e eu

por José Maria Barcia, em 25.01.14

 

Quando entrei para a faculdade no quase longínquo ano de 2008 lembro-me de ter pensado que nunca na vida iria participar em qualquer tipo de praxe. No meu primeiro ano de Direito via alguns dos meus colegas ansiosos por participar. "É a única maneira de te integrares", "Depois não vais ter amigos", diziam. "Porreiro", pensava eu. 

 

Até ao dia em que em plena aula de História do Direito Romano ou coisa que o valha, irrompem pelo auditório um grupo de alunos mais velhos (não tenho a certeza se com mais cadeiras que eu - e era a minha primeira semana de aulas) e começam a dizer aos caloiros para irem todos lá para fora. Ora, quando chegou a minha vez de ser confrontado com um desses espécimes de aluno mais velho, o dito bicho vociferou qualquer coisa. A intenção do animal, perdão, aluno, perdão... não sei o que lhe chamar, era a de o acompanhar para sofrer um castigo ainda pior por me ter rido diversas vezes na cara dele. Como bom aluno que fui, gostava de ter uma desculpa para não ir às aulas. E acompanhei-o. Admito que até aqui, tudo estava a ter imensa piada. 

 

Bom, o grunho que tentou falar comigo levou-me à presença do Dux. Eu perguntei o que era isso. Responderam-me que era o aluno com mais matrículas. A minha resposta foi obvia: perguntei ao Dux quantas vezes tinha chumbado para poder acumular tantas matrículas. A partir daqui, o Dux tentou falar comigo de forma séria: "Olha, isto é uma brincadeira, não precisas de participar". "Óptimo, fico só a ver", respondi. "É sempre divertido ver outros a fazer figuras parvas", pensei logo de seguida. "Mas olha que depois não poderás praxar, nem ninguém te vai ajudar no resto do curso". Eu sorri, peguei nas minhas coisas, dei uma palmadinha das costas do Dux, limpei a mão nas vestes de outro dos alunos mais velhos e voltei à aula. Nunca ninguém me maçou mais, não sofri represálias e até fiz amigos.

 

No fim do primeiro ano de Direito, desisti do curso. Fui para Ciência Política, ser caloiro outra vez. Na primeira semana, a mesma conversa das praxes. Ora, uma pessoa que tem de lidar com aquela tontice uma vez, perde a paciência para uma segunda. Na primeira semana, observava os jovens caloiros nas praxes. Era engraçado tal como é ver um macaco a atirar as próprias fezes a outro macaco. Houve, inclusive, um ou outro parvo que tentou gritar comigo mas ficou-se por aí quando lhe explique que havia maneiras muito mais desagradáveis de ingerir a cerveja que ele tinha na mão.

 

Enfim, no segundo ano pediram-me para organizar as praxes. Quase a contragosto, aceitei. Digo quase, porque se fosse eu a organizar aquela parvoíce, era eu que poderia evitar qualquer tipo de abusos. Durou um dia as praxes e, no fim, levei alguns dos caloiros a jantar e a beber um copo no Lux. Sem trajes, com algumas testas pintadas e álcool. 

 

Quanto às praxes da Lusófona, muito em voga pelas infelizes mortes no Meco, só há uma coisa a dizer: códigos de silêncio, represálias a quem falar, praxe enquanto identidade de uma universidade? Viraram Maçonaria? Ou simplesmente gostam de brincar aos clubes secretos. Não quero que proíbam as praxes, quem aceita ser praxado está a tomar uma decisão. No entanto, quero que abusos sejam severamente punidos. Quer aos alunos, quer à própria Universidade. Ser aluno universitário é mais que seguir as tradições que te impõem. É, a meu ver, exactamente o contrário. É fazer as tuas próprias regras pois, pela primeira vez na tua vida, tudo depende de ti.

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publicado às 16:17

...

por José Maria Barcia, em 24.01.14

Com o Verão, a crise passa mais depressa

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publicado às 17:09

Mau timming

por José Maria Barcia, em 24.01.14

 Segunda légua naturista no Meco

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publicado às 17:08

Razões para emigrar

por José Maria Barcia, em 24.01.14

No post do John Wolf, o comentário de uma caloira:

 

 

A praxe tem diversos objectivos, sendo o primeiro a integração dos caloiros na vida académica. De que outra forma,conheceríamos os nossos colegas se estarmos na 'fila do amor'? De que outra forma nos uníamosúnico coro entoando as canções do curso? De que outra forma conhecíamos os locais emblemáticos das cidades, que para nós são completamente estranhas? Falo como caloira, orgulhosa de ter sido e continuar a ser praxada. Para além disso, a praxe ensina-nos vários valores importantes que nos serão úteis no nosso futuro enquanto estivermos a exercer a nossa profissão. Os 'olhos no chão' e não falar mal nem insultar um doutor diz-nos o que é o respeito, definição essa que cada vez mais está a desaparecer. Quando estivermos prestes a iniciar a nossa vida profissional irá sempre haver alguém superior que se arma em esperto, no entanto não lhe podemos responder da maneira que a nossa vontade nos dita, correndo o risco de perder a profissão.


Ahh, além disso as praxes também podem ser solidárias, e bastante: https://fbcdn-sphotos-a-a.akamaihd.net/hphotos-ak-prn2/t1/1476671_424105307715647_823743908_n.jpg



Por isso, vamos não generalizar nem ser extremistas, sim?

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publicado às 17:06

Da vergonha estatal

por José Maria Barcia, em 06.01.14

 

Assunção Esteves, no alto da sua posição de Presidente da Assembleia, sobre a transladação de Eusébio para o Panteão Nacional, diz que "a operação envolve «custos mesmo muito elevados, na ordem de centenas de milhares de euros», a suportar pelo orçamento do parlamento".

 

 

Esteves sugere que haja uma partilha dos custos por outras palavras que um grupo de cidadãos ou uma associação pague aquilo que todos deveriam pagar. 

 

Assunção Esteves esquece-se de uma coisa: o orçamento do Parlamento não se deve limitar aos almoços faustosos de faisão, à frota automóvel de luxo e outras bizarrias ainda sustentadas pelos contribuintes. O Panteão Nacional deve albergar os símbolos de Portugal e, tal como Fernando Pessoa ou Amália Rodrigues, Eusébio ascendeu a esse patamar ainda durante a vida.

 

Eusébio conseguiu o que muitos poucos conseguem. Eusébio conseguiu união. Do mais espantoso de ser ver nos dias que correm, é todo uma sociedade à volta de um "simples" jogador de futebol. Uma pessoa, nascida em Moçambique, que se fez e fez Portugal. Um símbolo de Portugal que só não devia estar no Panteão se for essa a vontade da família, porque ao contrário de Assunção Esteves, é-me difícil encontrar outro português com reticencias em deitar Eusébio onde ele merece.

 

P.S. (porque não merece mais) As declarações de Mário Soares mostram bem que é o homem. Alguém que não consegue conceber que, em Portugal, exista alguém maior que ele. A snobeira execrável deste "estadista" só pode ser desculpada pela idade avançada. E quem só diz disparates não deve ter palco para o fazer.

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publicado às 16:35

Ah...

por José Maria Barcia, em 12.11.13

... E o 5 Dias implodiu.

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publicado às 18:10

No centenário de Cunhal

por José Maria Barcia, em 12.11.13

Como desvalorizar uma rua:

 

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publicado às 18:08

Desabafo

por José Maria Barcia, em 05.11.13

 

 

Nós, nestas lides blogosféricas, gostamos de defender e atacar pontes de vista. Gostamos de discutir tiradas deste e daquele. Entretemo-nos com minudências. Amamos criticar outros. Chega a um ponto que, às tantas, perdemos aquilo que nos fez tornar público as nossas inquietações. Houve um dia, em que muitos de nós, bloguers, decidiu criar ou participar num blog porque, pura e simplesmente, tinha algo a dizer. Essa era a nossa maior motivação. Considerávamos que algo estava mal ou bem e valia a pena escrever sobre isso.

 

Entretanto perdemo-nos na bruma das nossas próprias discussões. Começamos aquilo que, ao inicio, era nobre para discutirmos o sexo dos anjos. O que este disse, o que aquele respondeu. Deixamo-nos de perceber o que, de facto, era importante. E o que era importante - e sempre será - é fazer.

 

Hoje, ainda agora, acabei de ler a reportagem da revista do Diário de Notícias - Pobres como nós - sobre a nova pobreza em Portugal. Não que nunca me tenha apercebido. Todos nós sabemos que as coisas estão más. Que os impostos aumentam, que os cortes proliferam, e, feitas as contas, ao final do mês, a vida está mais difícil. Mas, às vezes, nós que escrevemos em blogues e jornais sobre temas da actualidade, nós que criticamos o estado de Portugal e do Mundo, nós de Esquerda e Direita, esquecemo-nos que o mundo é mais que palavras.

 

Esta reportagem fez-me isso. Relembrou-me o porquê de escrever e querer ser lido. E acho que muitos dos que escrevem partilham desta minha opinião. Peço-vos que leiam este trabalho do Ricardo J. Rodrigues. E que pensem, tal como eu pensei, o que se pode fazer mais do que escrever. Prometo-vos que vai doer ler esta reportagem. É um texto que puxa as lágrimas pela simples razão de ser uma trabalho jornalístico de primeira. Quanto a mim, decidi o que vou fazer. Amanhã vou ao Centro de Apoio Social dos Anjos, vulgo, Sopa dos Pobres voluntariar-me. 


Às vezes, precisamos que nos lembrem o porquê daquilo que fazemos.

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publicado às 00:54

Ainda dá tempo

por José Maria Barcia, em 01.11.13


Realização - Cleber Almeida / Produção - Helena Canhoto

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publicado às 13:12

Os Anonymus mandaram o Jornal de Angola abaixo - uau...

por José Maria Barcia, em 28.10.13

 

 

Aparentemente, o Jornal de Angola foi abaixo. Fazendo uma rápida pesquisa nas redes sociais, chega-se aos responsáveis por este acto de ''rebeldia''. Na página Sudoh4k3rs no facebook, é pedido para instalar uma aplicação e qualquer mambo-jambo informático depois os sites vão abaixo.

 

Ora, pelo que percebi, estes sudoh-qualquer-merda fazem parte do grupo anonymus, malta que viu o filme V for Vendetta e que agora se acha defensor de porra alguma pois nunca ninguém percebeu muito bem para que é que andam com as máscaras do Guy Fawkes. 

 

A vós, caros amigos que andam a mandar sites abaixo (diga-se de passagem, um site de um jornal a ser censurado por um grupo que grita liberdade é quase irónico), tenho algo para vos dizer:

 

o Jornal de Angola diz coisas más sobre Portugal e a vossa solução é mandar o site abaixo? Estão fartos do tom ameaçador do Jornal de Angola, então silenciam-no? Exigem respeito pelos angolanos então tomam a decisão por eles? Foda-se, que vocês não percebem um boi de nada e agem pior que aqueles que tanto criticam. Largam a porcaria dos vossos computador, deitem a máscara para o lixo, tomem um banho, façam a porcaria de um partido e mudem as coisas da melhor maneira possível: com o consentimento declarado do povo português (expressão que tanto gostam). Por outras palavras, vão a votos. E se a maioria votar a favor que mandem sites abaixo a torto e a direita, força!

 

Perderam o vosso timing. Já ninguém vos liga. Desculpem-me ter sido eu a dizer isto.

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publicado às 01:36

Exclusivo Estado Sentido

por José Maria Barcia, em 25.10.13

O Estado Sentido teve acesso ao dialogo entre Noronha do Nascimento, ex-presidente do Supremo Tribunal de Justiça, que ordenou a destruição das escutas a José Sócrates, e Pinto Monteiro, ex-procurador-geral que cumpriu a ordem, durante a apresentação do livro do ex-primeiro ministro.





Noronha de Nascimento (NN): Ó camarada, cá estamos, não é?

Pinto Monteiro (PM): É verdade. Como foram as férias?

NN: Porreiras, pá. Esta coisa da jubilação prévia é fixe. Sabes, aquela coisa das escutas do Zé, deixaram-me sem cabelo.

PM: Também nunca tiveste muito, isso aí à frente parece uma pista de aterragem. De bombardeiros.

NN: Sempre com as piadolas. Olha que tu, fazes o que eu digo e ganhas uma Grã-Cruz. Era de quê mesmo?

PM: Ordem Militar de Cristo, por serviços públicos à pátria.

NN: Ehehe, já viste? Quem é teu amigo?

PM: O Cavaco? Foi ele que me deu esta coisa. É pesada... Olha, o Zé vai falar!

NN: Mais ainda? Já não chega o stress que tivemos à pala das conversas dele? O gajo não aprende.

PM: O Mário Soares chamou-o de engenheiro, não foi?

NN: Pá, não gozes com os velhotes que vamos lá chegar.

PM: Se fosse com a reforma do bochechas era fixe.

 

PM: Já agora, porque é que vieste? Eu já disse aos jornalistas que tinha sido convidado.

NN: Pois, o Zé, às vezes, é parvo. Eu disse-lhe para se manter quieto e sossegado e o gajo parece que anda com fogo no rabo, sempre de um lado para o outro.

PM: Piadas à Santana Lopes, Nascimento?

NN: Nada disso. Pá, só vi aqui para saber se estou nos agradecimentos. Quer dizer, se não fosse eu, e tu um bocadinho, o gajo em vez de escrever sobre tortura nos países escrevia sobre tortura nas prisões. E provavelmente, seria autobiográfico.

PM: Coitado do homem... Cuidado, ele vem aí. Finge que não me conheces!

 

 

E pronto, fica lançado o exclusivo. Este dialogo é veridico. Mas as escutas que possibilitaram a transcrição foram destruídas. Acabei de as deitar para o caixote de lixo.




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publicado às 14:12

Comentário à entrevista de Rita Rato

por José Maria Barcia, em 21.10.13

A Rita Rato, deputada do PCP, deu uma entrevista ao Correio da Manhã há 4 anos. Foi de tal maneira tonta que não pude evitar dar a minha opinião. Está a amarelo.




Alguma vez se tinha imaginado enquanto deputada?

- Nunca tinha pensado nessa hipótese. Depois concretizou-se. Mas não vai ser a minha profissão, eu sou funcionária do PCP. Agora tenho esta tarefa, como já tive outras. Pode não ser para sempre, e o mais certo é não ser. (ser funcionária do PCP é profissão?)

- Quando é que começa a surgir o interesse pela política?

- Vivi em Estremoz, a minha terra, até completar o 12º ano e já me identificava com o PCP e com a Juventude Comunista Portuguesa. Desde logo porque o PCP tem no Alentejo prestígio e reconhecido mérito (mérito... eheh) na luta pela democracia (estamos a confundir conceitos), sobretudo ainda no tempo do fascismo. Depois, quando ingressei no ensino superior e comecei a confrontar-me com as dificuldades de um universitário deslocado, sem direito à acção social escolar, com o valor das propinas a aumentar, naquela altura indexadas ao salário mínimo, senti a necessidade de aderir à JCP. Foi em 2001 (portanto, a JCP bancou as contas todas, grandes porreiros).

- Mas na sua família havia alguém ligado ao PCP ou com alguma actividade partidária?

- Não. Só o meu avô foi membro do PCP ainda na clandestinidade mas morreu quando eu tinha nove anos, portanto não havia essa ligação directa.

- Mas o seu pai, inclusive, viu com maus olhos a sua entrada no Partido Comunista...

- O meu pai não é membro do partido e ficou preocupado por estar no ensino superior, numa escola pública, e ser da JCP. Era uma preocupação sobre o tipo de sentimento que isso podia suscitar até nos professores. Poderia não ter boas notas por ser comunista e a preocupação era mais essa, no sentido de às vezes isso não ser bem-visto. Mas nunca senti esse preconceito por parte de nenhum professor meu.

- Mas como surgiu o contacto com os ideais comunistas antes da JCP?

- A partir dos meus 17, 18 anos. Ainda estava na escola secundária. Foi através da própria discussão sobre o que foi o 25 de Abril e o processo revolucionário (ele chamava-se Jorge e era mecânico, a Rita nunca mais se vai esquecer do primeiro contacto comunista).

- Foi a partir daí, e nas aulas de História, que começou a formar a sua identidade política?

- Sim. Mas não apenas nas aulas de História. Lembro-me de ser muito pequenina e festejar o 25 de Abril com muita alegria. (Abril é uma festa, é o mês do meu aniversário, quanto à Rita não sei)

- Como analisa o facto de agora a CDU ser a 5ª força política na AR?

- Nós não entendemos a questão da política como uma questão de pódio. Nós propusemos três objectivos centrais no decurso da campanha das legislativas, que eram a derrota da maioria absoluta, ter mais mandatos, eleger mais deputados e ter maior percentagem em termos de votação. E nós conquistámos isso. (não estamos aqui para ganhar nada, aliás, toda a gente sabe que os últimos são os primeiros)

- Mas, apesar disso, acabaram por ficar atrás do CDS e do Bloco de Esquerda.

- Ficámos muito contentes com o nosso resultado tendo em conta os objectivos a que nos tínhamos proposto. Se pergunta se gostávamos de ter mais, é óbvio que gostávamos. (já agora, que objectivos?)

- O que sente quando ouve dizer que "os políticos são todos o mesmo"?

- Acho que esta é uma questão que nos deve animar e anima-me pessoalmente. Ontem [segunda-feira] vinha no eléctrico e uma pessoa ao lado de quem ia sentada disse isso. Interpelei-a e disse que não era bem assim, que os deputados eleitos do PCP não eram assim. "Ah, pois, vocês são diferentes! Nós sabemos, o PCP é diferente, são pessoas sérias e honestas. Tomara todos serem como vós", disse-me. (claro, apanhaste o eléctrico 74, conhecido como o "eléctrico vermelho". Ah, e essa pessoa e esse dialogo existiu mesmo)

- As pessoas votam nos outros partidos. O PCP não tem ganho eleições... (esta, até a mim me doeu)

- Cada voto na CDU é um voto que é conquistado com muita conversa, com muito esclarecimento, com debate sério, e é um voto que afirma a necessidade de rotura. As pessoas acham que 33 anos de políticas de direita já provaram que é o caminho dos baixos salários, o caminho da elitização do acesso à cultura, a precariedade...

- Mas se as pessoas estão fartas das políticas de direita, porque é que o segundo e o terceiro maior partidos são de direita e o partido do Governo toma medidas, como diz, de direita? (esta também doeu)

- Vai ter de perguntar a quem votou neles porque eu, de facto, não votei. (é o melhor que consegues? a sério?)

- Concorda com o modelo que está a ser seguido na China pelo PCC?

- Pessoalmente, não tenho que concordar nem discordar, não sou chinesa. Concordo com as linhas de desenvolvimento económico e social que o PCP traça para o nosso país. Nós não nos imiscuímos na vida interna dos outros partidos. (sim, mas e a China? Aquele país grande na Ásia?)

- Mas se falarmos de atropelos aos direitos humanos, e a China tem sido condenada, coloca-se essa não ingerência na vida dos outros partidos?

- Não sei que questão concreta dos direitos humanos... (diz isso ao Dalai Lama)

- O facto de haver presos políticos.

- Não conheço essa realidade de uma forma que me permita afirmar alguma coisa. (a televisão é um instrumento capitalista-fascista. os funcionários do PCP não podem ter uma coisa dessas em casa)

- Mas isto é algo que costuma ser notícia nos jornais.

- De facto, não conheço a fundo essa situação de modo a dar uma opinião séria e fundamentada. (podemos concluir que ou não vês notícias ou só lês os jornais desportivos)

- No curso de Ciência Política e Relações Internacionais, não discutiu estas questões?

- Não, não abordámos isto. (toda a gente sabe que isso não tem nada a ver com CP ou RI, duh...)

- Como olha para os erros do passado cometidos por alguns partidos comunistas do Leste europeu?

- O PCP, depois do fim da URSS, fez um congresso extraordinário para analisar essa questão. Apesar dos erros cometidos, não se pode abafar os avanços económicos, sociais, culturais, políticos, que existiram na URSS. (o congresso foi de tal maneira extraordinário que a malta se esqueceu toda das coisas más como os Gulags. Mas o Goulash estava fantástico)

- Houve experiências traumáticas...

- A avaliação que fazemos é que os erros que foram cometidos não podem apagar a grandeza do que foi feito de bom. (Ir para a Sibéria era fixe. Trabalhos forçados? Exterminação de populações? Pfff, o camarada Estaline é um incompreendido)

- Como encara os campos de trabalhos forçados, denominados gulags, nos quais morreram milhares de pessoas?

- Não sou capaz de lhe responder porque, em concreto, nunca estudei nem li nada sobre isso. (Dou-te um conselho, Rita: lê sobre essas coisas. É que pareces uma tonta a responder a isso)

- Mas foi bem documentado...

- Por isso mesmo, admito que possa ter acontecido essa experiência. (Rita, disse-te para leres... Que raio de resposta...)

- Mas não sentiu curiosidade em descobrir mais?

- Sim, mas sinto necessidade de saber mais sobre tanta outra coisa... (Se deixares de ler a Margarida Rebelo Pinto ficas com mais tempo para outras coisas)

- A ex-deputada do PS Marta Rebelo disse que foi difícil que começassem a levá-la a sério. A política é mais difícil para as mulheres bonitas?

- Se me está a chamar bonita, é um elogio e agradeço (Já vi deputadas mais bonitas no BE, mas também não és nenhuma Odete Santos). Nunca tive problemas em ser levada a sério. Estive na Assembleia Municipal de Estremoz e nunca tive dificuldade em apresentar a minha opinião (Estremoz, Portugal, Estemoz, Portugal... é praticamente a mesma coisa para quem não sabe onde fica a China).

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publicado às 20:37

A cobardia do Jornal de Angola (e de Portugal)

por José Maria Barcia, em 19.10.13

 

 

O Jornal de Angola, como é do conhecimento comum, é a voz oficial do regime. Por outras palavras, é um folhetim de propaganda para o regime angolano escrever o que ainda não pode dizer em discursos oficiais.

 

O Jornal de Angola queixa-se de Portugal, ora como virgem ofendida porque, imagine-se! alguém fez uma peça jornalística sobre um acontecimento negativo em Angola ou - Deus nos salve! - porque alguém escreveu uma crónica defendendo que chamar democracia a Angola é brincar com os conceitos.

 

O Jornal de Angola viu-se com o poder de ter chamadas de capa no Correio da Manhã porque acusa a TVI de seguir as instruções de Judite de Sousa e José Alberto Carvalho. A pobr'alma que escreveu essa crónica só através de associação de realidades pode chegar a esta acusação. Ora, lá porque em Angola a liberdade de expressão e de imprensa são um mito, não quer dizer que em Portugal também o seja. Lá porque o Jornal de Angola responde a José Eduardo dos Santos, o mesmo não acontece em Portugal.

 

Angola tem um regime com uma elite económica a deter uma enormidade da riqueza baseada em recursos naturais. No ranking do Índice de Desenvolvimento Mundial, Angola ocupa a 148º posição. Para um país que gosta de esbanjar capital em empresas portuguesas, podia pensar em investir parte na pessoas do seu próprio país...

 

Angola tem telhados de vidro para a atitude que tem vindo a ter para com Portugal. Atitude essa justificável na medida em a falta de coragem dos partidos portugueses, empresas portuguesas e até do Presidente da Republica portuguesa são notórias. Se Angola quer rever a colaboração estratégica com Portugal que assim seja. Se Portugal saliva por dinheiro Angolano, pondo-se de quatro ao mínimo susto vindo de Angola, então Portugal merece ser trespassado. Mudem a bandeira, ofereçam os símbolos de soberania a Angola. A Assembleia dava um óptimo salão de festas.

 

E fica o recado ao Jornal de Angola: querem ser credíveis? Querem ser mais que um papel propagandista? É simples. Parem de escrever que sabem que a elite portuguesa é corrupta. Parem de insinuar que sabem que acontecem negociatas com este ou aquele. Nós também sabemos. Comecem a dizer nomes, a apresentar provas. Por outras palavras, façam jornalismo. É que aparentemente no título do vosso pasquim, está primeiro "Jornal" que "Angola". Sejam jornalistas.

 

E para Portugal: já fomos humilhados pela comunidade internacional demasiadas vezes. Pelo Reino Unido, por Espanha, troika, etc. Na ultima humilhação (mapa cor-de-rosa) o regime caiu. Mudou-se de rei para presidente. E agora? Agora que Cavaco é um cobarde? Eu, português, sinto vergonha deste país que não se sabe impor e dar ao respeito. Sinto vergonha por este país que não tem um única voz dentro do poder politico a dizer que tem que bater com a mão na mesa e ganhar um belo par de tomates.

 

 

 

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publicado às 14:51

Prioridades

por José Maria Barcia, em 19.10.13

Governo gasta 160 milhões de euros com 13 653 carros.


A poupança obtida com a medida [corte nas pensões de sobrevivência] será de 100 milhões de euros.




Pois...

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publicado às 14:27

Os partidos do Parlamento borram-se com Angola e a TVI?

por José Maria Barcia, em 18.10.13

E os órgãos de comunicação social?

 

 

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publicado às 10:41






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