por Cristina Ribeiro, em 21.06.08

«Não me lembro de Erva-cidreira tão boa, como a deste ano!», disse a minha mãe, quando, há dias, a foi colher, para secar, e guardar as folhas que hão-de durar até ao próximo ano, quando, também pelas orvalhadas de Junho, se fizer nova apanha.
"Há-de ser feita antes do nascer do sol, senão amarga".
Muito cedo lhe foi inculcada a crença nas propriedades calmantes da planta, pelo que lembro, desde sempre, a grande "chocolateira" (era assim que a chamávamos, apesar de nunca ter sido usada para fazer chocolate, e era em barro) com a infusão quente, ao borralho, que tomávamos, invariavelmente, antes de deitar, com bolachas Maria. Era o melhor dos aconchegos...
