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estava a dar uma vistas de olhos pelo blogue do RBR quando me deparei com um post que ia de encontro com um que escrevi no Estado Sentido*.
Ao defender a criação de mais entidades reguladoras independentes, Pedro Passos Coelho perpetua as críticas que muitos dos docentes universitários da área do Direito fazem à "deriva liberal" de alguns dos nossos recentes tecnocratas.
Continua a ser apanágio dos liberais de plástico a apreciação economicista dos problemas. Sem um profundo conhecimento daquilo que se defende, nem das necessidades da sociedade, não se pode entregar uma decente proposta política.
Muitos dos liberais sociais-democratas, tendo o gérmen corporativista implantado no sangue, consideram-se detentores de uma alternativa ao capitalismo de Estado do PS. Apesar de alguma diferença nos pressupostos ideológicos, a lógica de acção do PSD de Passos Coelho não difere em nada da de José Sócrates.
Ambos mantêm uma concepção corporativista do Estado, uma concepção que despe o poder público de obrigações perante o cidadão e entrega-as, em nome de maior eficiencia, a grupos de interesse.
As entidades reguladoras independentes caiem, tal como diz o Rui, no laxismo e na irresponsabilidade perante o cidadão, e são mais facilmente dominadas pelas indústrias do Governo que os órgãos públicos.