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Tenho de dar a mão à palmatória.

por Cristina Ribeiro, em 14.06.10

Em tempos, não longínquos - embora a saudade de um blogue assim seja grande- um amigo blogger dizia-me que o mal deste país era a partidocracia; invariavelmente dizia-lhe que não era tanto assim - mas, depois de tanto tempo decorrido, de tanta água suja ter passado sob a ponte, não há como negar: essa burocracia que faz do nosso sistema partidário um ninho de casos obscuros e muito, muito, mal explicados, tem tido consequências do mais nefastas que há, sobre o país que raptaram, como se de propriedade privada se tratasse, onde, aí sim, poderiam fazer as malfeitorias que lhes desse na real gana.

Uma coisa, porém, lhe contrapunha, e assim continuo a pensar: a democracia tem chances de sobreviver saudavelmente - falei-lhe em Konrad Adenauer: o povo alemão é muito mais disciplinado? Por natureza. Mas bastava-nos ter políticos a sério " para fazer de um povo fraco um forte povo ". Se já sucedeu isso em Portugal, porque não voltar a acontecer. E esses políticos podem muito bem aparecer em democracia. Políticos fortes que saibam liderar.

publicado às 23:15


4 comentários

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De Miguel Vaz a 15.06.2010 às 01:05

Que falta faz o Paulo Porto à blogosfera.
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De Cristina Ribeiro a 15.06.2010 às 01:17

Prometeu que voltaria com o novo ano; acho que lhe vou puxar as orelhas por mail :)
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De António de Almeida a 15.06.2010 às 18:19

Não podem existir políticos fortes enquanto a política for aquilo que é, as pessoas mais qualificadas fogem para outras áreas de actividade, algumas até do país. Em rigor, quem as poderá censurar?
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De Cristina Ribeiro a 15.06.2010 às 20:59

Pois é precisamente aí que bate o ponto, António: um político ( claro que teria de se rodear de outros de igual, ou semelhante, quilate ), mostraria o quão forte é, ao mudar a política que tem vindo sendo seguida; quero acreditar que há pessoas dotadas para o fazer sem recurso à ditadura.
Não é por isso que pedimos um " Novo Rumo"? Por acreditar? Mas sem a ingenuidade de pensar que é fácil, e é para amanhã. Sá Carneiro, por exemplo, não fugiu, mas nunca encontrou quem o secundasse; acredito que Amaro da Costa, por exemplo, o faria.

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