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Recentemente, o blogger Joaquim do Portugal Contemporâneo e o Rui Botelho Rodrigues do Sem Governo discutiram o libertarianismo e a influência que os anarco-capitalistas têm neste movimento.
Durante a troca de piropos, Joaquim usa de uma cartada que, julgava ele, lhe daria alguma vantagem: uma citação de Rothbard a definir a Constitution of Liberty de Hayek como um livro maléfico ("an evil book").
Apesar de apreciar grandemente a obra de libertários como Hans-Hemann Hoppe e Mises muito por graças à correspondência com RBR e pela leitura do seu blogue, distancio-me de Rothbard e do anarco-capitalismo - pela simples razão de que, enquanto católico, não consigo conciliar a Queda com a ausência de normas públicas, de Governo e de situações de poderes funcionais (poderes-deveres) que alguns libertários consideram coercivos e que eu, pela minha magra formação académica na área jurídica, não (como é o caso da responsabilidade paternal - poder-dever de educar e alimentar os filhos - que Rothbard considera como ameaçadora da Ordem Libertária).
Tal como afirmei na caixa de comentários deste post, o utilitarianismo de Hayek revela-se por toda a sua obra política, tanto na CL como nos restantes artigos que escreveu sobre governo representativo.
Há rios de tinta para gastar e tecladados a esgastar sobre este assunto, mas a falácia de Hayek e de outros liberais cai, segundo Rothbard, na tentativa da reconciliação entre o liberalismo e a democracia, partindo das suas óbvias diferenças.*
A Constitution of Liberty exerceu e exerce ainda uma influência enorme nos circulos académicos mais conservadores, desde politólogos a juristas e até historiadores, como a justificação do chamado Estado Mínimo e do retorno a saudosos tempos, como o início dos tempos da União Norte-Americana.
Com todo o seu contributo pela causa da Liberdade, especialmente na fantástica critica aos reguladores e aos planeadores centrais contido na Road to Serfdom (Caminho para a Servidão, ou Caminho da Servidão), a lista de admiradores de Hayek e seguidores em nada o favorece, destacadamente M. Thathcher e R. Reagan.
*para mais sobre este assunto, ver: texto, texto, texto e texto