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" Um forte rei faz forte a fraca gente "?

por Cristina Ribeiro, em 03.10.10

 

Selo de D. Afonso Henriques

 

 

Nem sempre.

 

Levantou-se no Facebook uma questão muito pertinente: que o Rei tem de ser alguém que o queira ser, tendo como ideais os que nortearam  « O Conquistador »: Portugal e mais nada! Um rei forte.

Subscrevo, e disse-o quando há tempos o Príncipe Carlos, do Reino Unido, quis intervir na política do seu país, e logo, lá e cá, se levantaram vozes a negar-lhe esse direito, que é, antes do mais, um dever. Rei só de fachada, não!

Mas se é inteiramente verdade que a ele cabe a iniciativa, como vimos também em reis constitucionais, e aí o exemplo sempre citado é o de D. Pedro V, apesar de não ter sido caso único, a História mostrou-nos já que nem sempre essa força de ânimo, por si só, é suficiente.

O povo que rodeava o nosso Primeiro Rei comungava desse mesmo ideal, e, como um só, cerrou fileiras seguindo e em tudo apoiando o seu monarca.

Séculos depois, um outro Rei, diferente mas forte também, com ideias bem definidas sobre o que era necessário fazer para recolocar Portugal no caminho de que fora desviado pelos políticos do Rotativismo, apoiando-se, com esse objectivo em mente, no seu primeiro ministro, teve apenas a rodeá-lo um povo fraco, começando a traição por muitos dos que se diziam monárquicos - D. Carlos foi, assim, de uma maneira vil, infame, abandonado por esse povo fraco.

Em suma: o Rei tem de o querer ser, mas os portugueses têm de o acompanhar nesse seu querer.

 

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publicado às 21:45


2 comentários

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De Anónimo a 03.10.2010 às 22:47

Cristina,

Um rei tem de cativar e de liderar. Seja, tem de puxar. Estivesse eu no lugar da dita e lhe digo onde estava o actual Rei! Parado não estava, e fazer comemorações não chega! Há que lutar, ser activo e simplesmente movimentar-se. Com as características dos portugueses, era tiro e queda.
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De Cristina Ribeiro a 03.10.2010 às 23:07

Concordo e é por isso que digo, e já tinha dito, Rei só de fachada, não!
E no Herdeiro não tenho visto isso: pronuncia-se quando pode, sempre que pode, mas também ele, como Carlos de Inglaterra, é logo crucificado; mais do que Carlos, porque aqui há os malfadados limites materiais da Constituição, aliados a cem anos de louvor àquela coisa que vão festejar com o nosso dinheiro, e de consequentes lavagens ao cérebro, que resultaram em ideias preconcebidas e enganosas.

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