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Ética republicana rosácea

por Samuel de Paiva Pires, em 05.10.10

 

(imagem tirada daqui)

 

Decorreu ontem, na Livraria Bucholz, o lançamento de "1910 a duas vozes", uma obra ensaística escrita pelos Professores Mendo Castro Henriques e Fernando Rosas. Perante uma plateia de cerca de 50 pessoas, vincadamente monárquica, onde S.A.R. D. Duarte e o Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles marcaram presença, o editor, Eduardo Boavida, apresentou os dois autores que, na verdade, dispensam apresentações, passando de seguido a palavra ao primeiro.

 

Durante cerca de quinze minutos, o Professor Mendo apresentou a sua visão, de forma incisiva e equilibrada, dos precedentes que levaram ao 5 de Outubro.

 

De seguida, passada a palavra ao Professor Fernando Rosas, este se não deixou boquiaberta a plateia, deixou-a certamente espantada. Recusou-se a tecer quaisquer considerações, dizendo de forma rude que "não entro em debates para os quais não fui convidado, o livro está aí", o que não se imiscuiu de repetir várias vezes. Uma total falta de educação e de consideração pela plateia, pelo colega de edição e pelo editor.

 

A má educação e a presunção é coisa que sempre serviu para disfarçar a falta de argumentos e a incapacidade de tolerar outras visões.

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publicado às 12:35


5 comentários

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De Octávio dos Santos a 05.10.2010 às 14:31

O Professor Rosas deve ter-se sentido mal por estar diante de tantos monárquicos, e onde não deveriam abundar os esquerdistas... Porém, mais tarde, no «Prós e Prós» da RTP, e ao lado de António «Avental» Reis, de certeza que «recuperou».
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De Samuel de Paiva Pires a 05.10.2010 às 14:32

Touché, caro Octávio.
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De Nuno Castelo-Branco a 06.10.2010 às 01:55

Essa gentinha - porque é disso que se trata e não poupemos as palavras -, é cheia de empáfia, chupista, arrogante. Curto e seco, acrescento: chulos!
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De Carlos Velasco a 08.10.2010 às 11:11

Caro Samuel,

O menino rosinhas é um grande idiota e nunca se aperceberá disso, a não ser que as pessoas o tratem como ele deve ser tratado. Já estive numa conferência sobre o 25 de Abril e lhe fiz umas perguntas e observações incómodas. O homem se limitou a dizer, claramente nervoso, que se não tivesse havido 25 de Abril, ali não estaríamos! Bela tautologia... acho que nem o conselheiro Acácio faria melhor. Mas logo me cortaram a palavra e o homem salvou a face, ao menos para os desatentos.
Esse padrão de idiotismo do rosinhas voltou a ser repetido nesse episódio que você retrata. O imbecil não notou que a sua presença ali desmentia ele próprio. Se aquilo era verdade, então porque ele apareceu? A verdade é que o homem ficou intimidado por não ter um público todo ao seu lado.
Rosinhas é um herói quando sabe que tem o moderador controlado e uma massa de imbecis que tratarão de vaiar e calar qualquer opositor. É uma espécie de herói da Maxim em África, como o Black Adder naquele episódio da 1º Guerra Mundial. Contra lanças, um bravo, mas contra o exército alemão, finge uma disenteria...
Fica aqui uma lição. Convidar tal ser vil para figurar ao lado do Professor Mendo é dar ao mentiroso uma legitimidade como professor que ele jamais deveria ter. O Capitão Nascimento é que saberia dizer qual é o lugar dele.

Um abraço.



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De Anónimo a 13.05.2011 às 14:25

Gostei da frase "A má educação e a presunção é coisa que sempre serviu para disfarçar a falta de argumentos e a incapacidade de tolerar outras visões." Algo lembrar toda a vida. E acrescento  a má educação e a presunção, não são exclusivo de nenhuma linhagem politica, não vamos dizer que são só os nossos opositores. Apesar da esquerda ser mais presunçosa, porque estão demasiado convictos, e tem dificuldade em aceitar quem tenha projectos diferentes. E a direita tem mais tendência à falta de educação, algo típico dos oportunistas que procuram subir na vida a todo custo. Não duvido que o senhor Fernando Rosas, é um vaidoso, que apesar de bastante culto, podia ser mais humilde. É esta vaidosia dos meninos queques da cidade, que me faz gostar cada vez mais de viver fora dos grandes centros. Mas o que gostei mesmo na frase foi lembrar-nos que devemos tolerar outras visões. Mas cuidado a percepção de estado de algumas pessoas não inclui um estado plural como hoje temos. Apesar de ser republicano, acredito que o rei D. Carlos teve o destino que teve, porque tentou modernizar o país. Parece que mais que comunistas, capitalistas, monárquicos, republicanos, o que quiserem ser, insistimos em ser demasiado conservadores. 
Se o país está como está cheio de compadrios e são dois partidos a governar, o que seria se fosse só uma família. Já agora se fossemos uma monarquia quem era o rei?
Apesar de Republicano se a monarquia fomenta-se em Portugal a igualdade entre cidadãos. E não houve-se cidadãos de primeira e segunda. E fosse dada a oportunidade a todos os meus concidadãos, de com trabalho poderem desfrutar dos prazeres da vida. Ai tinham o meu total apoio.  

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