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Recado a Dilma Roussef, Serra, Cavaco, Alegre e outros

por Nuno Castelo-Branco, em 09.10.10

"A falta de justiça, Srs. Senadores, é o grande mal da nossa terra, o mal dos males, a origem de todas as nossas infelicidades, a fonte de todo nosso descrédito, é a miséria suprema desta pobre nação. […] De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto. Essa foi a obra da República nos últimos anos. No outro regime [na Monarquia], o homem que tinha certa nódoa em sua vida era um homem perdido para todo o sempre, as carreiras políticas lhe estavam fechadas. Havia uma sentinela vigilante [Dom Pedro II], de cuja severidade todos se temiam e que, acesa no alto, guardava a redondeza, como um farol que não se apaga, em proveito da honra, da justiça e da moralidade"

 

Rui Barbosa

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publicado às 00:36


2 comentários

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De Carlos Velasco a 09.10.2010 às 15:07

Caro Nuno,

Esse discurso do Ruy Barbosa é impressionante. Ele próprio foi um republicano arrependido, mas isso é um episódio ignorado pela história oficial.
Apesar de poder fazer críticas ao D. Pedro II, que na minha opinião errou ao se aliar ingenuamente à maçonaria (que depois o traiu), impedir a acção civilizadora da Igreja Católica e não incorporar a Cisplatina e a Mesopotâmia Argentina depois das guerras contra Rosas, e o Paraguai depois da guerra contra Lopez, jamais poderia dizer que ele foi um mau soberano. Muito pelo contrário, digo sem exagero que foi o maior estadista das Américas no século XIX, ficando muito acima de figuras como Lincoln, Jackson ou Sarmiento.
Foi de facto um estadista que criou condições para que o Brasil pudesse se tornar uma potencia mundial, o que aconteceria se não tivesse sido derrubado por uma "espanholada". É uma pena que D. Pedro II, um homem de bons instintos que não desejava a guerra entre irmãos, não tenha seguido os conselhos do grande Almirante Tamandaré, o "Nelson brasileiro", que, apesar da idade avançada, desejava resistir e se ofereceu para liderar a marinha, que então era a 5º mais poderosa do mundo. Ela (a guerra) acabou por vir de qualquer maneira, como se vê no episódio da Revolta da Armada de 93, onde Portugal demonstrou a sua amizade pelo Brasil, e em revoltas populares esmagadas com crueldade como a Guerra de Canudos, um episódio que nada fica a dever ao que se passou posteriormente na Alemanha Nazi ou na Rússia bolchevique. É a fraternidade de acordo com os desígnios do grande arquitecto...
Mas, apesar de muitos elogios poder fazer à figura de D. Pedro II, é preciso lembrar que o sistema de 4 poderes era o pilar fundamental desse Brasil que Ruy Barbosa se arrependeu de ter ajudado a matar, o que só abona em favor da monarquia.

Um grande abraço.
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De Anónimo a 09.10.2010 às 16:44

Apenas se vive como se pensa! A justiça não é efectivamente dos juízes! Ela é dos que fazem as leis! Quem faz as leis são os eleitos pelos eleitores, logo estes quando sabem que mal vai a «coisa pública», tão só têm que fazer o mesmo que fizeram quando elegeram - no caso, inverter a marcha. Não o fazem, pois não? Contentam-se com procissões de votos de protesto, clamores acessos de revolta e de indignação! Os outros, os da «engorda» só têm que esperar pela calmaria, que esta chega, pois também cansa estar sempre a reclamar. Paciência têm os obesos políticos, e capacidade de esperar, porque o tempo, não é coisa que os aflija. Aliás em Portugal, os gatunos não precisam sequer de planear os assaltos. Só precisam de avisar, por enquanto, o resultado do saque, ou, antes disso, quando vão iniciar o mesmo.

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