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«O director da campanha de Manuel Alegre, Duarte Cordeiro, desvalorizou hoje as acusações do candidato apoiado pelo PS e BE. Segundo Cordeiro, as declarações do escritor, proferidas após a inauguração da sede de campanha em Lisboa, foram “em sentido metafórico”: “O que o candidato queria dizer era que há iniciativas cénicas num momento difícil, obviamente, numa perspectiva de montar cenários”, explicou.»

Público.

É verdade, de certeza que se Manuel Alegre tivesse uma CJ a tratar da assessoria de imprensa que não aconteceriam estas confusões. Se tivesse o Josh como director de campanha, de certeza que também não. Um homem que quer ser presidente da república, neste caso Manuel Alegre, não pode num dia acusar o adversário de «recrutar crianças nas escolas», e no dia seguinte mandar o director de campanha desmentir aquilo que tinha dito e ao qual os jornais até deram uma enorme cobertura mediática. Estas atitudes são sinal de má organização da campanha, o que é normal, em primeiro lugar porque ainda falta muito tempo para as eleições e em segundo lugar porque é difícil organizar uma candidatura apoiada simultaneamente pelo Bloco de Esquerda e pelo Partido Socialista - já se deram ao trabalho de imaginar Rui Pedro Soares, Armando Vara, Francisco Louçã e Fernando Rosas abraçados a dançarem num comício?

As fragilidades da campanha de Manuel Alegre começam a vir ao de cima. Primeiro foram as sondagens negativas, que a Aximage bem tenta maquilhar, depois é a aparente falta de organização da estrutura de campanha, temos ainda o discurso político que se tornou inexistente desde que no mesmo espaço co-habitam PS e BE e por fim o facto de Fernando Nobre continuar a recolher apoios junto da grande família do centro-esquerda. Mas os maiores problemas ainda são os que estão a vir, e virão mal o orçamento de estado seja reprovado na Assembleia da República e o governo PS caia. Neste cenário o que fará Manuel Alegre? Irá contra toda a esquerda, e os próprios sindicatos, defender José Sócrates?

Em suma, não gostava de estar na pele do Duarte Cordeiro.

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publicado às 17:20


3 comentários

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De Anónimo a 14.10.2010 às 23:52

Engraçadito o boneco! Irrita um pouco por andar com a mochila ao ombro, como se carregasse o «mundo» e nunca tira nada de dentro da dita.

É interessante ver a dinâmica de trabalho presidencial americana, pois os colaboradores aparecem de todos os lados do corredor, colocando questões, resolvendo-as, sempre a andar...mas nunca voltam para trás...deve ser distracção do realizador.
Se há fugas de informação vão todos para a joint, seja, prisa.

Quanto ao Cágado Silva, imaginem esta dinâmica toda...o tipo a andar pelos corredores do palácio de Belém, com os tipos a aparecerem de todos aqueles quartos, o chão a ranger, os fantasmas no meio…e o Presidente a responder com a boca cheia de papas e bolos.
Fugas de informação? Qual quê? Até se sabe quem sabe o quê e ninguém vai preso.
Apesar da macacada toda que por cá anda, nunca faríamos um bom filme. Nem uma série.
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De Samuel de Paiva Pires a 15.10.2010 às 01:08

Tive uma vez um infeliz debate com essa personagem que dá pelo nome de Duarte Cordeiro, a respeito das Juventudes Partidárias (de que dei conta aqui - http://estadosentido.blogs.sapo.pt/415396.html). Junto com o Pateta Alegre, estou em crer que o circo ainda nem começou...
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De Nuno Castelo-Branco a 15.10.2010 às 09:24

Cá por estes lados, existe o eterno recurso ao lavar de mãos "à romana". Não participo, nem que a provável vencedora seja a Carmelinda Pereira.

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