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Pacto de Pacóvia (2): truque arpoado para o debate do OGE

por Nuno Castelo-Branco, em 20.10.10

O senhor ministro da tutela, declarou ontem que o submarino Arpão, deverá ser entregue à Armada em Dezembro próximo e que tal evento consistirá numa "despesa extraordinária" a ser paga com receitas também extraordinárias, uma "realidade que pesa sobre o Orçamento".

 

Ai temos o "encarte" para um habilidoso queimar de tempo no debate orçamental. Infalivelmente regressará a gritaria do costume, com a acusação de despesismo dirigida a Portas e o contraditório endereçado a Santos Silva, até porque o ..."governo de Guterres queria quatro U-boot".

 

Temos muita sorte em não sermos governados pelo PASOK do sr. Papandreu, porque lá "nas Grécias", os submarinos compram-se à meia dúzia!

 

Entretanto e talvez procurando encontrar algures um novo Mapa Cor de Rosa, a república portuguesa - o actual nome deste país - apresentou uma reivindicação imperial no Atlântico. Sem efectivos para sequer garantir a segurança da costa peninsular, os exigentes sátrapas parece terem mais olhos que barriga. Oxalá não recebam um Ultimatum. Para dizer a verdade, dava-nos imenso jeito, pois já temos a lição de como proceder nestas emergências.

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publicado às 12:30


6 comentários

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De João Quaresma a 20.10.2010 às 17:11

Eles encomendaram 4 submarinos iguais aos nossos em 2000, de que nos últimos anos tentaram desistir por falta de dinheiro. Mas a Alemanha não brinca em serviço e, para receber o pacote de ajuda da UE, não só não tiveram de os comprar (segundo o dito há uns meses, para os vender a seguir) e encomendar mais dois.

Se precisarmos de ajuda da UE poderemos vir a ter um terceiro submarino, que aliás já foi proposto pela Alemanha, a custo zero, como pagamento do não cumprimento das contrapartidas para a indústria portuguesa a que os alemães estavam obrigado no contrato.

Também convém dizer que desde o afundamento de uma corveta sul-coreana por um submarino norte-coreano, há uns meses atrás, está a dar-se uma corrida aos submarinos. A Austrália tem 6 e vai encomendar mais 6. Casa (dos outros roubada), trancas à porta.
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De João Quaresma a 20.10.2010 às 17:16

Também é justo dizer que o PS propôs na altura 4 submarinos, porque a Marinha assim o quis, porque já se sabe que se se quiser X, tem que se pedir X+1, que na altura da encomenda final há sempre cortes. O número de 4 submarinos era correcto para as nossas necessidades e capacidade financeira, sendo que 3 era o número mínimo. Os dois encomendados por Paulo Portas (alegadamente por pressão de Ferreira Leite) não chegam. Dá para ter submarinos, sem se ter realmente uma capacidade submarina efectiva. Aqui, o Portas esteve mal.
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De Nuno Castelo-Branco a 20.10.2010 às 17:52

João, não pense que estou a criticar a chegada dos submarinos. Com a nossa ZEE, considero ridículos os efectivos da Armada. Ainda por cima, estão prestes a apresentar à comunidade internacional, uma espécie de "Mapa Cor de Rosa" no Atlântico. Por acaso, até nos dava um jeitão um Ultimatum "contra" feito pela UE, por exemplo...
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De Carlos Velasco a 20.10.2010 às 18:57

Caro Nuno,

Dirão que sou maluco, mas eu me proclamo contra esses submarinos, que só fazem guerra de posição (no Atlântico não servem para muito). Acho que Portugal precisa é de uma frota de nucleares. Isso sim iria proporcionar um choque tecnológico e um poder de dissuasão extraordinário (podia até combinar com o Brasil, que vai construir uns e já desenvolveu a tecnologia). Pode parecer exagerado, mas 4 desses sairiam bem mais baratos que o novo aeroporto ou o TGV.
Quanto à reivindicação de extensão da ZEE, acho que passa. É que o Tratado de Lisboa contempla a sua entrega às instituições do Reich em Bruxelas. Ou seja, é a ue, e não o governo português, que realmente quer isso. Se o governo português estivesse realmente interessado em desenvolver os recursos marítimos, não tinha deixado a frota pesqueira desaparecer, investiria mais na marinha e já teria tido a vergonha na cara para fazer prospecção em toda a área.

Um grande abraço.

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De Nuno Castelo-Branco a 20.10.2010 às 23:15

Carlos, não sei se dentro de 5 anos o Brasil não estará "chavizado" ou "castrizado". Será?
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De Carlos Velasco a 20.10.2010 às 23:21

Nuno,

Se o povo não exigir que os militares façam algo, é mesmo isso que acontecerá.

Um abraço.

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