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Aulas de terrorismo no Liceu Camões

por Nuno Castelo-Branco, em 22.11.10

Activistas dão aulas no liceu para ensinar a enganar a Polícia
por LUÍS FONTES

"Especialistas" vieram de fora para ensinar, ontem, no Liceu Camões, a lidar com as forças de segurança durante uma manifestação. À noite, manifestantes foram protestar para a rua. É importante planear e treinar as acções de desobediência civil não violentas. É necessário estudar itinerários para que a Polícia não saiba como e onde vamos actuar", explicava ontem, em inglês, Andreas Speck, activista da War Resisters Internacional, numa sala de aula no Liceu Camões, em Lisboa. O workshop estava inserido na Contra Cimeira NATO, organizado pela PAGAN - Plataforma Anti-Guerra, Anti-NATO. A plateia para quem Andreas Speck falava era maioritariamente jovem. Com um quadro de ardósia atrás de si onde, a giz, estavam inscritas palavras como "sabotagem, ocupação e vigília", o activista alertava os presentes que hoje vão participar nas manifestação contra a NATO: "Eu sou um pacifista, mas a Polícia não é." A palavra "Black Bloc" ecoou várias vezes na boca de alguns "alunos". Andreas Speck disse apenas que a postura destes activistas - conhecidos pelos rastos de destruição e confrontos directos com a Polícia em várias capitais europeias - não lhe merece nenhuma crítica. "É a forma que usam para defender aquilo em que acreditam. Nós somos diferentes", afirmava o activista da War Resisters. A definição de violência foi aliás debatida pelos presentes no workshop. "Será que o facto de uma activista ter destruído o cockpit de um avião que transportava armas para o exército indonésio durante a ocupação de Timor pode ser considerado um acto violento", interrogou. A sala, depois de alguma reflexão, considerou que não. "Há outras formas de luta", alertava o activista, e chamou para seu lado um colega alemão que há duas semanas organizou um protesto pacífico na Alemanha com duas mil pessoas. "Quando a polícia chegou sentámo-nos no chão e não saímos", explicou o alemão. "Tiveram de nos tirar um por um", concluiu. "Para que tudo corresse bem, estava lá a imprensa. A cobertura noticiosa impediu uma carga policial que aconteceria com toda a certeza", explicou Andreas Speck, para quem a organização de grupos de cariz anarquista é uma tarefa importante. Outros workshops tivdecorreram ali, como o de Rai Street, vinda de Inglaterra explicar que "cada país que adere à NATO tem de gastar milhões em armamento para manter fluorescente o complexo industrial e militar norte-americano". Em Almada, decorreu outra anticimeira, organizada pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação sob o lema "Paz Sim! NATO Não!" que hoje também vai desfilar em Lisboa. Gustava Carneiro, disse ontem à Lusa que a manifestação será "pacífica, democrática e combativa" mas negou qualquer "linha violenta". À noite, manifestantes juntaram-se na Praça Luís de Camões, numa acção de apoio a outros activistas que se viram impedidos de entrar em Portugal para participar nos protestos anti-NATO.

(in Diário de Notícias).

publicado às 12:09


3 comentários

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De Ana Lourenço a 22.11.2010 às 13:18

E os pais desses adolescentes e o interminável Pai dos Pais o que vão fazer? Estou curiosa.
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De Carlos Velasco a 22.11.2010 às 17:49

Caro Nuno,

Poderiam ir mais além e ensinar os putos a sobreviver na prisão. Uma das cadeiras poderia se chamar "como sair ileso do chuveiro".
Lição nº 1: Usar sempre sabão líquido.
Lição nº 2: Em caso e não haver sabão líquido, nunca deixar cair o sabonete.
Lição nº 3: Se o sabonete cair, apanhá-lo sempre de costas para a parede.
Conhecendo as escolas dos dias de hoje, isso até poderia ter alguma utilidade prática. O problema seria coordenar com as aulas de educação sexual. A questão do casamento com anel de barbante pode suscitar alguma polémica.

Um abraço.
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De Chico a 23.11.2010 às 22:26

http://forum.chupa-mos.com/showthread.php?392414-Liceu-Camões-autoriza-aula-de-terrorismo-urbano-dada-por-activistas-extrema-esquerda&p=8628407#post8628407

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