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O Movimento Partido da Terra entregou ontem na Assembleia Municipal de Lisboa, uma interessante proposta, visando a entrega a uma instituição de solidariedade social do concelho, das senhas de presença dos deputados no areópago (cerca de 80€ por cabeça).

 

John Rosas, o  deputado municipal do MPT, afirmou: "É com grande satisfação que, em nome do partido que represento nesta Assembleia Municipal, o Partido da Terra, venho submeter à consideração de V. Ex.ªs a aprovação de uma Moção na área da intervenção social.

 

Esperava-se uma reacção de imediato apoio, talvez até com algum entusiasmo. No entanto, o resultado foi o seguinte: todos os partidos componentes da Assembleia Municipal de Lisboa (PS, PSD, PCP, BE, PEV e "independentes do PS"), votaram contra a proposta, chumbando a dita solidariedade, rotineiramente por todos eles apregoada como "grande princípio da república". O CDS "absteve-se". Apenas o MPT votou a favor.

 

É esta, a preclara moral da trombalazanagem que governa, põe e dispõe. Ficamos elucidados.

publicado às 09:00


2 comentários

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De Inês Ponce Dentinho a 09.12.2010 às 12:03


Caros leitores,
Sou responsável pela opinião contrária à do MPT  tendo intervindo na AML contra a iniciativa deste grupo por isso aqui repito o que disse nessa altura e o que já escrevi noutro bvlogue.
Estes tempos incertos pedem deputados com voluntarismo, generosidade e consciência do outro mas tal não deve ser confundido com o que cada um de nós dá ao próximo. Uma caixa de donativos anónimos à entrada teria todo o meu apoio. Mas um voto político transformado numa prestação socio-caritativa não corresponde à discrição que esse gesto impõe nem à nossa actividade geradora de políticas construtoras de uma cidade mais justa e mais coesa. «Não conheça a tua mão direita o que faz a esquerda» diz a Bíblia, para se referir ao anonimato da dádiva. Também o Estado laical distingue os planos. Estou disponível para favorecer a actividade das IPSS no combate à pobreza mas importa que o façamos com políticas públicas e gestos privados. Estes, por natureza, não devem ser escurtinados pelo voto com eventuais dividendos políticos. Por isso, como deputada independente no grupo do PSD, disse que não acompanhava o MPT num voto que é nobre nas suas intenções. Estamos ali para ser justos e não para mostrar que somos bons. E sei, conhecendo os protagonistas do MPT , que nada quiseram exibir. Mas em política, e sobretudo na caridade, devemos fazer o que está certo. E, no meu entender, os planos devem ser bem distintos. Inês Ponce Dentinho 
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De Nuno Castelo-Branco a 09.12.2010 às 16:47

Cara Inês, sabe perfeitamente que para a população, os tais actos simbólicos contam e muito.  Nem tudo o que parece é, máxima da 2ª República que a 3ª consagrou por puro oportunismo. Para que algo mude nosso país, há que demonstrá-lo. Na realidade, as dezenas de Euros não fariam grande diferença, mas são um marco necessário, pois poderiam muito bem servir para algo mais vasto. O nosso povo não é tão egoísta como alguns querem fazer crer e a última campanha de bens alimentares demonstrou-o. Portugal necessita de ser mobilizado e não será certamente, com discursos de Cavaco e outros comensais do costume.
O MPT fez bem.

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