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Da série "Este manifesto é uma valente bullshit"

por Samuel de Paiva Pires, em 13.02.11

Este manifesto, aproveitando a onda gerada pela música dos Deolinda, além de não propôr nada, serve também o propósito de convocar a geração enrascada para um daqueles ajuntamentos inconsequentes de algumas horas, que nem comichão fazem ao establishment. De resto, segue na esteira do que já aqui assinalei.

 

Se, de facto, somos a geração mais qualificada de sempre (uma bela presunção, como se o ter uma licenciatura, mestrado ou doutoramento fosse, per se, indicador de competência), será que ninguém consegue ir para lá dos preconceitos ideológicos de esquerda e realizar acções consequentes, como organizar um movimento ou partido com um programa/plano para reformar o Estado e assegurar um desenvolvimento sustentável do país?

 

Eu não o faço, pura e simplesmente porque sou um desses "perigosos fássistas neo-liberais". À partida já estou condenado à derrota. Infelizmente, os quadros mentais esquerdistas, construtivistas e utópicos continuam a fazer escola.

publicado às 19:06


20 comentários

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De J. Cardoso a 13.02.2011 às 23:00

Os sintomas que este manifesto (e respectivos apoiantes) apresenta são bem representativos de um dos grandes problemas do país. A saber, a falta de iniciativa individual e o constante esperar que os problemas sejam resolvidos por outros (nomeadamente  por essa entidade mitológica que é o Estado).

A leitura do manifesto e uma breve conversa com alguns dos seus apoiantes evidencia a falta de vontade de agir e arriscar por conta própria, o medo de agarrar o seu destino com as suas mãos, o pavor de tomar decisões  e aceitar as suas consequências, tão bem descrito por Ayn Rand no seu Atlas Shrugged.

Tive a oportunidade de conversar pessoalmente com alguns apoiantes e à mera sugestão de intervir de forma cívica, designadamente pedindo explicações ou exigindo responsabilidades dos seus representantes eleitos ou, pior ainda, tomando acções consequentes como formação de um partido e apresentando o seu programa a eleições (já que têm tanto a reclamar e manifestar e tendo em consideração o que dizem sobre a classe política, por certo teriam sucesso e poderiam efectuar a renovação por que tanto clamam) escondem-se atrás de uma frase reveladora: "Mas não me cabe a mim formar um partido ou o que seja... temos é que forçar os políticos a mudar a situação, a actuar (...)" de acordo com as suas exigências.

Uma vez mais é tão mais fácil reclamar do que agir , a vontade de mudança não parece ser assim tanta, parece apenas a necessidade de garantir os mesmos privilégios (ou direitos, na sua versão de Newspeak) que outros antes tiveram.

Porquê tomar os problemas como seus e actuar tentando resolver estes como qualquer sociedade civilizada faria, se é tão mais simples fácil sair à rua e reclamar que outros actuem e resolvam?

Os problemas que o país enfrenta são sérios, mas não é saindo à rua que os resolveremos. Enquanto todos não se capacitarem que são parte activa no problema e  que por eles, pelas suas acções (e não por meras reclamações) passa também a solução não iremos longe.

Mas de arregaçar as mangas, agir e assumir as responsabilidades das suas acções isso é que não... infelizmente os Deolinda esqueceram-se de uma frase na sua musica: Que parva que sou que fico à espera que alguém me resolva os problemas...
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De Samuel de Paiva Pires a 13.02.2011 às 23:12

Nem mais! Permite-me que lhe "roube" este comentário e o publique sob a forma de post aqui (e já agora, no Facebook)? 
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De J. Cardoso a 13.02.2011 às 23:26

Caro Samuel,

Pode publicar sem qualquer problema.

Cumprimentos
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De Samuel de Paiva Pires a 13.02.2011 às 23:27

Obrigado! Cumprimentos!
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De Zephyrus a 13.02.2011 às 23:30

Concordo plenamente consigo. 

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