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O Estado português chegou acordo com a empresa que forneceu os blindados para a cimeira da NATO em Lisboa, o que evita a ida a tribunal. Portugal compromete-se a pagar os dois veículos que chegaram com atraso e a empresa fornecedora retira a providência cautelar que impedia o uso dos blindados pela PSP. Segundo o acordo selado no dia 4 de Fevereiro, o Ministério da Administração Interna vai pagar 380 mil euros pelos blindados estacionados na PSP de Belas. Em troca, a empresa fornecedora, Milícia, desiste da providência cautelar interposta em Janeiro e de todas as acções judiciais contra o Estado português. Assim, nem o Estado português denuncia o contrato, nem a empresa recorre aos tribunais e acabam as hostilidades que vinham desde Dezembro. Os seis blindados tinham sido comprados por ajuste directo por ocasião da cimeira da NATO à empresa de material militar. Quatro nunca chegaram e dois chegaram fora de prazo. Portugal denunciou na altura o contrato e accionou as cláusulas de indemnização, segundo um anúncio feito pelo próprio ministro da Administração Interna no dia 27 de Dezembro. A empresa nunca aceitou as razões do Governo para a denúncia do contrato e interpôs uma providência cautelar para que os dois blindados entregues não fossem utilizados pela PSP.
É para isto que servem os contratos assinados pelo Estado português? E depois desta informação o Ministro da administração Interna Rui Pereira e o Director - Geral da PSP não se demitem?